Sexta-feira, 24 de Junho de 2016

V FEIRA DE TALENTOS - OBJETIVOS

Com o mesmo espírito, entusiasmo e dedicação lembramos os objetivos da realização deste evento.

 

1- Permitir conhecer os talentos dos conterrâneos

2- Partilhar saberes, técnicas, valores

3- Divulgar os nossos produtos

4- Tornar esta Feira um evento anual, afirmando-se progressivamente no contexto do concelho e da região.

5- Alimentar os laços entre os vilarmaiorenses residentes e ausentes.

6- Angariar fundos para a festa

7- Fomentar o espírito de Participação e Solidariedade

8- Incentivar o empreendedorismo

9- Proporcionar reconhecimento aos talentos participantes

10- Fortalecer os laços intergeracionais

11- Proporcionar a todos um dia de boa disposição, convívio e diversão.

12 - Criar espírito de pertença entre os povos da nova freguesia.

Contamos com todos, contamos contigo

publicado por julmar às 18:25
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 23 de Junho de 2016

V FEIRA DE TALENTOS

DSC_0032.JPG

 

(Imagem da 2ª Feira de Talentos)

 

Pela quinta vez vamos realizar a Feira de Talentos de Vilar Maior. Este ano terá lugar no dia 11 de Agosto, 5ª Feira, integrando-se na Festa do Emigrante.

Já sabe como é: tudo depende de si, a feira é sua, a feira é de todos. Você vai fazer a diferença porque vai lá estar, porque você faz renda como ninguém, porque você pinta, porque você tem um poema, porque sabe fazer um bolo especial, porque faz uns bolos de bacalhau especiais, porque tem fotografias da vila, porque tem umas velharias que gostaria de vender ou trocar, porque tem uns queijos, uns litros de feijão, umas amêndoas cascudas ou nozes para vender. Porque tem um número para apresentar. Há na vila escritores, pintores, escultores, fotógrafos, habilidosos, gente com jeito.

 Então, VAMOS À FEIRA!

 

publicado por julmar às 10:35
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 14 de Junho de 2016

Abandonos

maria.jpg

 

 Um dia, a morte chegou e levou a Maria. Perdemos a Maria e com ela perdemos um pouco da conversa de ocasião, feita do ritual da saudação,  do estado do tempo, da videira que tem muitos gachos, da horta que precisa de ser regada,  da dificuldade cada vez maior em andar  e de outras miudezas de que se tece o quotidiano. Depois que a Maria partiu, o portão, a porta, as janelas não mais se abriram; a videira, desorientada, cresce de qualquer jeito sem direção nem suporte, dando frutos para ninguém; os cardos bravios abriram em roxo donos do curral. Tudo por mor da Maria já não morar aqui. E tudo isso pesa sobre mim.

publicado por julmar às 17:01
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 3 de Junho de 2016

O BURACO – PARTE 3

           

IMG_0341.JPG

Na casa do ti Jerómino, terminavam as casas do povoado de quem saía pelo Buraco, no tempo em que havia grandes sermões que, invariavelmente, mostravam a miséria da condição humana e pintavam de cor de fogo o inferno e o céu com resplendor de luz perpétua; em que na Misericórdia se cantava, em gregoriano, a ira de Deus; em que os lavradores semeavam tapadas de pão, os pedreiros levantavam paredes, os ferreiros aguçavam os picos dos pedreiros e as relhas dos lavradores; os pastores dormiam com as ovelhas nas noites quentes de verão nas terras centeeiras que a merda do seu  gado havia de alimentar o pão semeado pelos lavradores; em que os  moleiros tornavam farinha o grão de centeio no rodízio fabricados pelos carpinteiros que moviam as mós talhadas pelos pedreiros; em que as mulheres dos homens de todas as profissões amassavam a farinha e a tendiam em pães que, poisados em tabuleiros, à cabeça, levavam aos fornos da Quelha, da Praça ou do Cimo da Vila; em que em todas as mesas, branco ou escuro, à farta ou doseado, só ou com peguilho, acompanhado de vinho ou de água o pão ocupava o lugar principal. Tudo pode faltar menos o pão. Foi o pedido que todos, desde crianças, aprenderam a fazer a Deus: ‘O pão nosso de cada dia nos dai hoje’. Que o senhor da terra, servo de Deus, havia de chegar no mês de Setembro para recolha de tudo o que sobrava da fome.

O pequeno Tonho, sem mãe desde os quatro anos e com o pai mais ocupado em arranjar mulher onde fazer filhos que criar os que fizera, ficara entregue à Segurança Social que, ao tempo, se encarregava de todos os deserdados e que dava pelo nome de o deus dará. Ora, ao contrário de Deus, o deus dará era, por natureza, um faz de conta, pois o que acontecia, acontecia ou não acontecia independentemente dele. Não adiantava, nem atrasava um deus assim e Deus também não se importava de um deus sem importância. Falecida a mãe do Tonho, o garoto ficou ao deus dará e para mitigar o mal de ter um deus assim a cuidar de si, foi-se animando por mor de não lhe faltarem companheiros que tendo ficado ao deus dará lhe continuavam fiéis servidores pela vida fora. irmanados na adoração do seu deus, aprenderam a andar sempre à margem dos que tinham um Deus a sério. Se iam à Igreja, não tinham que estar onde estavam os filhos de Deus, não tinham que cumprir com rigor os preceitos da Santa Madre Igreja, encontravam sempre um lugar mais escondido, mais distante. Os seus passos tinham uma geometria errante e emaranhada ao sabor dos ventos. De certa vez, o António mais o Bernardino, fintaram a vigilância do padre Zé Batista e enfiaram-se no coro da Igreja. Rezados os cinco mistérios dolorosos – ao sr padre dava mais jeito os dolorosos - já eles dormiam como os barrocos da Fraga, embalados pela Salve Rainha, mais umas Avé-Marias avulsas pela conversão da Rússia, as jaculatórias usuais e o ámen final.

 O ti Manel Junça, empunhado o pavio, apagou uma a uma as velas, as do altar-mor, primeiro, e, depois, as dos altares laterais tomando a escuridão conta do espaço todo, até à crescente afirmação do treme luz da lâmpada do Santíssimo. As beatas, embrulhadas nos xailes e lenços pretos, olhos poisados no chão, continuando a sibilar orações e rezas, saíam contrariadas como se aquela fosse a sua única morada. O Junça fez ranger langorosamente a porta de ferro, deu duas voltas com uma chave tão grande e tão lisa que bem podia ser a chave da porta do Céu. Enrolou o tabaco no papel e acendeu o cigarro que, às vezes, o distraía, outras vezes, o carregava de pensamentos. Desta vez deu consigo a perguntar-se se Deus não teria em grande conta o trabalho de um sacristão, que a ele, Junça, o obrigava a deitar-se depois de todos porque tinha de subir à torre para tocar ‘às almas’ e levantar-se antes de todos para o toque das ‘Avé-Marias’. No princípio, quando se casara com a Maria Prata, dela ouvia os bitafes de mulher que não conformada com a concorrência que os sinos lhe faziam, desatava:

- Ó Manel, parece que se tu no tocasses o sino nem o sol nascia, nem a noite acontecia!

Lembrou-se do remoque da Maria e perguntou-se:

 - Atão, se no houvesse sinos, se no houvesse sacristão que os tocasse como é que esta gente se entendia? Até os galos só cantam depois de eu tocar as Ave-Marias e depois de tocar às Almas. E foi para o Adro saltando e dizendo: Eu sou Deus! Eu sou Deus! Sou importante! Que seria do padre se eu não tocasse os sinos? Sim que seria uma igreja sem gente? E nisto, atreveu-se: Que seria de Deus sem fiéis que o adorassem? Que seria Deus sem mim? De repente assustou-se pela temeridade que acabara de pronunciar. Arrependeu-se, logo. Mas lá que fazia sentido o que dissera, lá isso fazia.

- Que Deus me perdoe! Mas se eu no tocasse os sinos, comé quera?

Nem o pai do Tonho nem a mãe do Bernardino deram pela falta dos garotos, que mal o Junça deu à chave se apressaram a sair, descalços, nas costas do sacristão.

A casa do ti Jerónimo foi durante muitos anos a última. Se, ao tempo, houvesse placas identificadoras do início das povoações a indicar o nome das povoações era ali que estaria: VILAR MAIOR.

 Mas naquele tempo ninguém ia além da Vila e todos os que lá iam não precisavam de o ler e a maior parte nem ler sabia. Durante muitos anos o caminho esconso tornado estrada de terra batida, feita para veículos motorizados, continuou a ser um caminho de gente e de gado. Se havia coisa desnecessária para o povo era uma estrada que os ligasse ao mundo que para a maior parte o mundo acabava no sítio onde o céu poisava na terra, lá até onde a vista enxergava. Para que lhes servia uma estrada sem veículos motorizados? Se, por necessidade ou acaso da vida, alguém tinha que ir mais longe do que a distância que a pé ou de cavalgadura se pode fazer num dia, teria de ir ao Noémi e tomar o comboio de cuja existência sabiam os que nunca o viram pelo silvar que nos campos se ouvia se o vento estivesse de feição.

Mas havia gente aristocrática que vivia em Lisboa, não vivia na vila mas que sem lá estar, mandava nela por mor da maior parte das terras, sempre as melhores, serem suas, lá vinha de visita para descansar da canseira da cidade e, sobretudo, para receber vénias, salamaleques e, sobretudo as rendas, em géneros ou dinheiro, através dos seus feitores. Vinham em Setembro, o mês de todos os milagres. Os filhos do deus dará, primeiro que ninguém, se apercebiam da chegada do senhor e da senhora mais dos meninos e das meninas que, por caridade, por divertimento, por tradição deitavam à arrebatinha rebuçados e moedas de tostão como quem deitava parcos grãos de milho a galinhas esfomeadas que mais esfomeadas ficavam. À senhora e demais madamas era-lhes servido chá com galhetas espanholas enquanto o caseiro depois de beberem um Porto lhe mostrava as enormes arcas de centeio, as tulhas de batata e de feijão e os enormes toneis de vinho, seguindo-se depois a escrita das vendas de centeio, de feijão, de batatas, de vinho, dos borregos, cabritos e vitelas e das rendas a dinheiro.

 - Está tudo escriturado, senhor Doutor.

E, dizendo isto, foi ao fundo de uma mala de onde tirou um cofre que, encontrada a chave, abriu.

- Estão aqui mil e cem contos!

(…)

publicado por julmar às 17:44
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 30 de Maio de 2016

Modos de ser das gentes da vila

Entre os muitos modos e jeitos como se podia ser, alguns dos que na Vila se observavam e diziam:

Agarrado: Uma forma de designar um dos sete pecados mortais próprio do unhas-de-fome - a avareza.

Aldeaga: Diz-se da pessoa estroina, de carácter alegre e folgazão que não para quieta. Pela provável origem etimológica – aldeia+ago – será aquele que anda de aldeia em aldeia para se divertir.

Alma do diabo: São aquelas que são levadas do diabo para a brincadeira ou para as artes do demo.

Alma de cevada- A cevada era um dos alimentos com que se cevava o porco ou marrano. Almas de cevada eram os judeus a quem chamavam marranos e, por extensão aos que traticavam ações, sujas, baixas, isto é, que faziam marranadas.

Alterado: Cuidado com o homem que assim está! Tudo pode acontecer porque tudo pode fazer aquele que está fora de si, que está transfigurado, que parece o diabo em figura de gente. E pode acontecer a qualquer um perder as estribeiras.

Bebe águas: Trata-se de um homem de pouca valia.

Bitarda - Diz-se em vez de abetarda; forma de denominar as mulheres de vida duvidosa.

Bodego: O que vive na bodega, isto é na porcaria. Da família de bodega, adega e da hoje considerada chique botica. As voltas que a língua dá.

Burgesso - Insulto equivalente a animal, besta. Indivíduo grosseiro, estúpido e ignorante; calhordas.

Coirão : Diz-se da mulher de má reputação que vive de expedientes ou mesmo da prosituição; cordavão.

Cordavão: Ofensa grave dirigida à mulher. O m. q. coirão. Terá a ver com a arte eminentemente moira de curtição

Entolhoso: Diz-se do que cobiça uma comida alheia

Ferrenho: Obstinado, intransigente; Diz-se também dos cães que são muito maus e, são-no   quando os açugam. O mesmo que fanático

Freganço:  Assim se designavam os panos para lavar a louça. Quando alguém era maltratado ou tratado como uma coisa por outrem dizia-se que era um freganço nas mãos de; ou se perguntava a si: mas ele pensa que eu sou algum freganço?

Furdano ou safurdano: Indivíduo que não se cuida da aparência e que trabalha, trabalha, trabalha... mesmo no dia do Senhor

Galdéria: Mulher de baixo estofo, de baixa moral, amiga de se divertir, de folguedos, meretriz.

Galego: Os galegos são por aqui tratados muito depreciativamente; grave injustiça já  que eles  terão dado um contributo importante no repovoamento da região de ribacôa e repovoar não era apenas seguir o mandamento bíblico do crescei e multiplicai-vos mas também aqueloutro que diz: ganharás o pão com o suor do teu rosto o que nestas inóspitas terras se conseguia trabalhando como um galego

Grencho – indivíduo que tem o cabelo em forma de anéis, encaracolado

Lambão: Para além de significar lambareiro aplica-se àqueles que trabalham pouco, aos preguiçosos.

Lambisgóia: Diz-se das mulheres que metem o nariz onde não são chamadas e que especializadas em mexericos arranjam cada trinta e um que só visto.

Lampeiro: As figueiras dão duas camadas de figos: a primeira são os lampos e a segunda são os vindimos. Os primeiros vêm numa altura em que a fruta escasseia e por isso são intensamente desejados. Daí que o lampeiro seja o primeiro a querer chegar ao que for agradável

Langanha: Diz-se da pessoa fraca ou pouco trabalhadora.

Langonha: Indivíduo que trabalha muito de vagar e; por vezes, com ronha.

Lapuz: Derivado de lapa, diz-se do indivíduo sem maneiras, do que é rude. Bruto como uma pedra

Malcriado: Por aqui a boa e má educação tem a ver com a maneira como os pais criam os filhos quando a educação era uma função primeira e última da família.

Malmandado: Diz-se daquele que não é obediente. Por aqui, sem se saber, já se sabia que o único pecado é a desobediência.

Marrano: Os que tinham uma tulha de batatas, arcas cheias de pão, um tonel de vinho e um marrano na salgadeira têm é que dar graças ao criador. Da designação atribuída aos judeus passou na região das Beiras a designar o porco. Marrano é um vitupério aplicado às pessoas porcas, ou àquelas que só pensam nos bens terrenos. Um trabalho que está mal feito diz-se que está uma marranada.

Melado: Que a palavra venha de malado - o que vive numa maladia, isto é, aqule que trabalhava em terra solarenga sujeita a encargos feudais - ou da palavra francesa - maladie que significa doença, já que as palavras dão muitas voltas, por aqui melado dizia-se daquele que manhosamente se fazia desentendido e assim levava a água ao seu moinho ou puxava a brasa à sua sardinha que tudo são formas de cuidar de si.

Pachacho: Pouco hábil; incapaz.

Papalvo: Género de pasmado ou lorpa

Parjem: De pajem; Indivíduo dado a salamaleques sempre pronto a lamber as botas aos superiores.

Pelga: Deus nos livre delas: são indivíduos que tomam conta do tempo dos outros como se dele fossem donos; não se calam, dizem a mesma coisa vezes sem  conta, são chatos até dizer basta

Pião das nicas: Quando se jogava ao pião o jogador que perdia tinha um segundo pião mais velho para aguentar as nicas ou chichas a que os vencedores tinham direito. Havia indivíduos que pareciam o pião das nicas.

Pinóia: Galdéria; mulher vadia.

Rela: Brinquedo de criança; Reladoiro; Pessoa maçadora; Pelga.

Solano: Diz-se do indivíduo apalermado

Triteiro: Titereiro ou titeriteiro são palavras que se há-de convir são de difícil pronúncia pelo que o povo daqui resolveu simplificar e chamar triteiros ao que os dicionários dizem ser títeres, isto é, bonecos que se movimentam por meio de cordéis ou engonços mas que por estas bandas eram pessoas reais que se pareciam mais a atores de circo que, de terra em terra, no largo principal da aldeia, executavam números vários alguns dos quais os aproximavam daquilo que a mitologia denominava de titãs: Deitar labaredas de fogo boca fora, cenas acrobáticas, magia, música e luz - tudo quanto um espetáculo precisa. Aqueles que, amadores, os imitavam nessas artes eram triteiros.

Zambalho – indivíduo que, no corpo ou no espírito, é mal-arranjado

Zorro – Indivíduo que só faz por arrasto ou por empurrão

(In,Vila Maior, minha terra, minha gente) com alterações

publicado por julmar às 12:06
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 25 de Maio de 2016

A Olhar para o meu umbigo

Não sou muito dado a olhar-me ao espelho (tipo espelho meu, espelho meu, há um blog melhor que eu?) mas, porque se deu o caso de um irmão meu, mais velho, blog como eu, de nome Pitagórico, ter desaparecido na net, deu-se o meu pai, nos últimos dias, ao trabalho de fazer uma cópia de todos os posts publicados desde que comecei a ser blog, em Agosto de 2006. Dei, então, conta de que estou a caminhar para os dez anos de idade, o que no reino dos blogs – devido sobretudo à alta taxa de mortalidade infantil – é uma elevadíssima longevidade. Além disso, sinto-me saudável, confortável e com vontade de continuar. A verdade é que tendo-me olhado ao espelho, gostei do que vi, e, porque dizem que os números não mentem:

Nº de posts publicados: 1660

Último ano:

Nº de visitas: 23 134

Nº de visualizações: 39 438

Número de páginas em papel: 1557

Origem principal das visitas, por ordem decrescente: Gogle.pt; Facebook.com; Google fr

No tempo em que não havia Facebook e os leitores faziam comentários – foram tempos bem interessantes! – os posts mais comentados foram: Baile de Carnaval (77); O Progresso de Ontem (65); Ó Pelurinho da Praça (60); Comissão de Festas (52); O Adeus ao sr dos Aflitos (47)

Ao longo destes anos, por aqui foram passando memórias de gentes e de lugares, acontecimentos, opiniões, projetos, sonhos, realizações, eventos, histórias verdadeiras e outras quase reais. E notícia dos que terminaram suas vidas – cerca de sessenta. E, claro, sinto-me grato a todos os que participaram neste blog: àqueles que nele escreveram, aos que comentaram, a todos aqueles que me leram e me visitaram. E a todos os que me disseram que gostavam de mim, que longe da Vila me espreitam à espera de que lhes leve um pouco da Vila.

publicado por julmar às 11:36
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|
Sábado, 7 de Maio de 2016

Requiescat in pace, José Augusto

josé augusto.jpg

 

José Augusto André, nascido em 1960, filho de Augusto André e de Beatriz da Conceição Graça, era o filho mais novo de uma vasta prole - Filomena, António, Ana, Manuel e José, todos falecido, excepto a Ana. O ano em que nasceu que pode sinalizar o início da guerra colonial e do início da emigração, sobretudo para França. Foi o ano em que houve um número significativo de nascimentos dos quais me ocorrem: Xico Nifo, Zé Albino, Helena Palos, o filho de Joaquim Bernardo, Filomena Seixas.

O Zé foi dos poucos que nunca emigrou, nunca deixou de viver na vila onde, por si, aprendeu ofícios vários - construção civil, agricultura, funcionário da câmara, fogueteiro. Com a mãe, a ti Beatriz, aprendeu a coragem, o enfrentar dos problemas e o trabalho árduo dos dias todos da sua vida. 

Por tudo isto, continuará prente na nossa memória. Á família apresentamos as nossas condolências.

ze tratos.jpg

 

Passeando turistas, pelos Craveiros 

 

publicado por julmar às 19:01
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 5 de Maio de 2016

O largo do Pelourinho de hoje

pelourinho_VilarMaior.jpgPassos 066.jpg

 

Com o tempo, as feições do largo mudaram. As gentes que habitavam as casas envelheceram e morreram. Ali, vivia a família de João da Cruz, de António Lucrécio, de José Duarte, de José da Ruvina, do Padre Narciso, de Joaquim Simões, da sra Marquinhas, de Francisco Cerdeira, de Manuel Marques. O maçadoiro, à entrada da adega do professor Mário (aberta ou de chave na porta) deixou de exercer a sua função. A velha acácia foi, também ela, vencida pelo tempo. Os alpendres e as janelas de guilhotina foram substituídas por outras e os telhados mudaram de cor. Do velho comércio de Albino Freire restam letras quase indecifráveis, pintadas por Zé Seixas, sobre a porta. Em vez dos carros de vacas, à sombra da acácia, estacionam automóveis. E as cantigas dos rapazes, largadas ao passar a ronda no largo, deixaram de se ouvir:

Ó pelourinho da praça

Esta noite hás-de cair

Nos braços de uma menina

Quando estiver a dormir

 

Ó Vilar Maior, ó vila

Duas coisas te dão graça

É o relógio na torre

E o pelourinho na praça

 

O sete estrelo vai alto

Mais alto vai o luar

Mais alto vai o destino 

Que Deus tem para nos dar

 

publicado por julmar às 18:23
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 4 de Maio de 2016

Ainda e mais uma vez o largo do Pelourinho

IMG_0008.JPG

 

Chegada a procissão do Senhor dos Aflitos ao largo do Pelurinho, parava. Era altura de mudar de turno dos que 'pegavam no andor' para que outros cumpridores de promessas pudessem cumpri-las, carregando sobre os ombros o peso do andor para alívio de aflições do corpo e da alma.

O dinheiro da França tinha começado a dar os seus frutos na solenidade da festa com mais foguetes e fatos mais lustrosos. Rigorosa e nítida a separação de géneros: Homens à frente do pálio  e mulheres atrás com a música da banda cadenciando o compasso.

 

publicado por julmar às 11:23
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 3 de Maio de 2016

O Largo do Pelourinho, de um outro lado

P031.jpg

Casas caiadas de branco contrastando com o escuro granito das varandas com seus alpendres; janelas de guilhotina.

E um grupo de gente madura, bem arranjada, urbana que nos quis deixar este retrato. Na ponta esquerda, de perna traççada, o sr Raul  e esposa. Mais não sei dizer. De alguns, uma memória do rosto a que não consigo associar nome. 

publicado por julmar às 11:27
link do post | comentar | favorito
|

.Memórias de Vilar Maior, minha terra minha gente

.pesquisar

 

.Junho 2016

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
15
16
17
18

19
20
21
22
25

26
27
28
29
30


.posts recentes

. V FEIRA DE TALENTOS - OBJ...

. V FEIRA DE TALENTOS

. Abandonos

. O BURACO – PARTE 3

. Modos de ser das gentes d...

. A Olhar para o meu umbigo

. Requiescat in pace, José ...

. O largo do Pelourinho de ...

. Ainda e mais uma vez o la...

. O Largo do Pelourinho, de...

.arquivos

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

.links

.participar

. participe, leia, divulgue, opine

.

blogs SAPO

.subscrever feeds