Quinta-feira, 28 de Maio de 2015

GNR aplica coimas na vila

No passado fim de semana a GNR estacionou no largo da Praça onde decorria um evento de ciclistas que aqui terão feito etapa. Pensaram os habitantes que a presença desta força de segurança tivesse a ver com o caso. Mas não. Tratou-se de apanhar condutores em infração e, embora, os casos não fossem muitos, as coimas aplicadas terão sido elevadas, chegando aos quinhentos euros. Coimas por condução sem cinto de segurança, por excesso de álcool, por questões de seguro. Tudo dentro da povoação. E também tudo dentro da legalidade que ninguém contesta. Porém, a aplicação da lei exige bom senso. E não nos parece que um padeiro que anda vender o pão de rua em rua, pára aqui para atender um cliente cem metros à frente para atender outro, numa velocidade tão baixa, haja necessidade de o multar por falta de cinto. Não haverá necessidade de mandar soprar alguém no balão que acaba de almoçar na casa de familiares. Queremos por cá a GNR para nos proteger, não para nos castigar. Certamente, estes homens têm um comando que os deverá instruir nas boas práticas da aplicação da lei.

publicado por julmar às 09:27
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Terça-feira, 26 de Maio de 2015

Telefone público, de novo

DSC_0068.JPG

 

 Em 1953 a Vila passou a ter um telefone público  para o qual foi instalado uma cabine - parlatório onde era possível alguma privacidade. Há bastantes anos deixou de existir telefone público. Recentemente foi colocado o telefone público que pode ver na imagem. Cabina telefónica

 

http://vilarmaior1.blogs.sapo.pt/tou-tou-ta-la-ta-la-382990

publicado por julmar às 21:45
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

Manhãs na Vila

DSC_0080.JPG

 Todos os dias de semana pelas oito da manhã, cá está o autocarro da Viúva e Monteiro na recolha de passageiros. Passageiros certos, quatro ou cinco estudantes. Um taxi traz um estudante da Arrifana. À tarde será o regresso. Quem diz que os tempos estão dífíceis nunca trilhou o caminho do Noémi, de noite até amanhecer. Alegra-me que assim seja.

publicado por julmar às 18:26
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2015

As procissões de outrora II

IMG_0008.JPG

 

Após paragem para mudança de turno para pegar no andor, com arrematação 

 

 

Um mar de gente. Gente do tempo dos nossos pais. Fatos pretos, camisas brancas. As ruas enfeitadas com bandeirinhas de papel  multicolor e pinhos postados a ladear a procissão. A varanda com alpendre onde brincávamos nos dias invernosos. Todos os homens à frente. Todas as mulheres lá atrás. Nunca aparecem nas fotografias. Se aparecessem, vê-las-íamos de preto todas as viúvas e outras a quem a idade engelhou o rosto, com lenços a cobrir a cabeça; algumas de xaile. As mais novas de vestidos polícromos, véus brancos cobrindo a cabeça. As mais aperaltadas exercitando o equilíbrio em sapatos altos na calçada irregular. Tempo de purgar o mal, de pacificar a alma, de pôr-se de bem com a vida.

publicado por julmar às 17:30
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015

Famílias da Vila - A família Afonso

O nome Afonso é, certamente, um dos nomes mais antigos da Vila quer como nome próprio, quer como apelido. Com efeito, Portugal começa com a dinstia afonsina e nas Inquirições feitas no Reino em Vilar Maior, pelo ano de 1220, lá constam como residentes os Afonsos. É como nome de família que aqui nos interessa. Conheço e conheci gente desta família, sendo que a mais próxima de nós era a ti Zabel Afonsa. Já sabemos que por cá quando as mulheres têm autonomia – ou porque não casaram ou porque enviuvaram ou por outra razão – passam a ter o apelido no género feminino. Sempre que a mãe precisava de cozer o pão, lá ia eu a casa da ti Zabel Afonsa pedir a tigela do fermento, numa useira retribuição de favores. A Zabel Afonsa casou, menina ainda, com um homem bastante mais velho, o ti Zé da Cruz de quem era filho o ti Mergildo (Hermenegildo), e para confirmação do ditado popular, Homem velho e mulher nova, filhos até à cova, porque, verdade, também, que mulheres há que quanto mais declinam mais gostam de conjugar, tal se veio a traduzir numa imensa prole iniciada com o Zé (o ti Zé da Cruz), se foi alargando com o Joaquim, com o Adriano, com a Maria, com o Júlio e termina com o Manel.

Sobretudo em meios fechados, são frequentes os casamentos com parentes, nomeadamente primos. É assim que o Joaquim casa com a Filomena Proença Afonso, filha de Bernardo Afonso (1876-!948) e Isabel Maria Proença (1787-1942).  O pai de Bernardo Afonso é Francisco Afonso (1845-1918), sendo que o avô é Bernardo Afonso, casado com Maria Vicência. E com este andar por aí, estamos no tempo das Invasões Francesas. Por isso, sei desses tempos coisas que a minha avó me contava que, certamente, a avó dela lhe contou.

À mesma família Afonso pertencia Maria Cândida Afonso casada com Joaquim Augusto Serrano, de cujo casamento resultaram três filhas e José Proença Afonso, moleiro de profissão, casado com Virgínia Clotilde Urbano que deixaram quatro filhos.

Outros Afonsos houve mas destes tivemos conhecimento ou registo. Recordo-os moradores, pela Ponte, nas margens do rio Cesarão. Além dos Cruzes com que se cruzaram, misturaram sangues com Proenças, Serranos, Bárbaras, Fernandes, Costas, Valentes, Pratas, Sacaduras, Urbanos, Simões, Poios, Calamotes, Valérios, Cerdeiras.

publicado por julmar às 10:20
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Quarta-feira, 20 de Maio de 2015

As procissões de outrora

procissão.jfif

 

Foi há vinte, foi há trinta, talvez 40 anos. Estávamos no auge da emigração e os processionário no auge de suas vidas. Ruas apinhadas de tanta gente que se fosse em duas fillas, como agora, já estraim uns a chegar ao Largo do Sr dos Aflitos quando outros ainda não teriam saído do mesmo. Todas as imagens dos santos saíam à rua. As mulheres já não têm a cabeça coberta  com véu ou com lenço como, antes, lhe era dado, mas todos os homens, senão de fato, pelo menos de casaco e muitos de gravata. Chapéu na mão, os mais velhos. Tudo com regra. Homens à frente, depois o pálio, depois a banda de música e  mulheres atrás. Festa é festa.  Rostos bem conhecidos: António Badana, Zé da Glória, Filipe Badana, Francisco Cunha, José Pedro, Álvaro Simões, Carlos Freire, José Simões e todos lá estão. Preocupações, problemas, medos, promessas ... olhar na imagem do senhor dos Aflitos e esperança que tudo acabaria bem.

publicado por julmar às 11:17
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Antroponímia – As famílias da Vila no século XX

A partir do registo de óbitos do século XX (desde 1910), fizemos a ocorrência do apelido (último nome) do pai. Num total de 1189 óbitos apurámos 137 apelidos, uma média aproximada de 8,7 para cada apelido.  Porém esses apelidos, podem aparecer uma única vez o que ocorre em 41 casos, ou pode aparecer 121 vezes com um apelido, o que acontece com FERNANDES, para mim, surpreendentemente, e que ultrapassa largamente todos os outros.

Filhos sem nome do pai – de pai incógnito-  aparecem 49.

Frequên

cia

Apelidos

 

1

Alexandre

Alípio

Andrade

Bailão

Cardador

Castelo

 
 

Clemente

Esperança

Fona

Guimarães

Gusmão

Heleno

 
 

Joaquim

Jorge

José

Junior

Lages

Louro

 
 

Lucrécio

Magalhães

Mendonça

Mineiro

Morais

Neves

 
 

Oliveira

Patrício

Pereira

Pinto

Pisão

Quinaz

 
 

Rodrigues

Sacadura

Teixeira

Tomás

Tomé

Urbano

 
 

Videira

Aniceto

Augusto

Borregana

Caramela

   

2

Bexiga,

Bizarro

Borges

Chamusca

Faria

Felix

 
 

Gouveia

Janela

Morgado

Neto

Pedro

Pires

 
 

Rafael

Reis

Ribeiro

Saraiva

Simplício

Tavares

 

3

Adão

Calamote

Capelo

Castelo Branco

Guerra

Leal

 
 

Osório

Passareira

Pinheiro

     

 

4

Branco

Cardoso

Francisco

Ildefonso

Jorge

Leitão

 
 

Robalo

Vaz

António

       

5

Bernardo

Brigas

Luís

Marcos

Miguel

Nobre

 
 

Rego

           

6

Nifo

         

 

7

Alberto

Araújo

Leonardo

Poio

   

 

8

Almeida

Duarte

Duro

     

 

9

Jarmela

Lourenço

Palos

Seixas

   

 

10

Gonçalves

Lopes

Serrano

Soares

   

 

11

Esteves

Marques

Quelhas

     

 

12

Barreira

Franco

Garcia

Gata

Margarido

 

 

15

Lavajo

Rasteiro

       

 

16

Nunes

         

 

17

Gomes

Simões

       

 

18

Monteiro

Jacinto

       

 

19

Gil

Fonseca

       

 

20

Afonso

Ferreira

       

 

21

Cruz

         

 

22

Cunha

Valente

       

 

23

Martins

Prata

       

 

24

Santos

         

 

26

Alves

Costa

       

 

27

Cerdeira

         

 

31

André

         

 

35

Dias

Proença

       

 

36

Badana

         

 

38

Silva

         

 

43

Valério

         

 

49

sem pai

         

 

112

Fernandes

         

 

               
publicado por julmar às 10:54
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Terça-feira, 19 de Maio de 2015

Manuel Cerdeira com nome de rua na Guarda

(In Facebok de Florinda Monteiro)

É para os vilarmaiorenses verem reconhecido o mérito de um conterrâneo seu. Associamo-nos, aleggremente, a esse reconhecimento.

 

 

 

publicado por julmar às 12:09
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Segunda-feira, 18 de Maio de 2015

Dia Internacional dos Museus - Que se passa com museu da Vila?

Cartaz

Ninguém diz o que se passa? Que fazer?

 

publicado por julmar às 18:07
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Sábado, 16 de Maio de 2015

Requiescat in pace - Anunciação Ferreira Gil

Recebemos notícia deste falecimento por Bruno Futre

Faleceu no passado dia 7 de Maio em Lisboa com 91 anos Anunciação Ferreira Gil. Filha de José Júlio Gil e Isabel Maria Ferreira. Nascida e criada em Vilar Maior, vivia já há muitos anos em Lisboa. Mãe de uma filha, Júlia Gil, também nascida em Vilar Maior. Avó de uma neta e Bisavó de dois bisnetos. Apesar da sua idade já avançada e dos seus problemas notórios de mobilidade não deixava a oportunidade sempre que podia de visitar a sua terra (especialmente durante as festas do Sr. dos Aflitos) que falava com carinho e saudade. Anunciação Gil deixa saudades em todos os seus amigos, filha, neta e bisnetos. Infelizmente não poderá comparecer este ano na festa do Sr. dos Aflitos, mas a sua família estará lá por ela e ela em espirito connosco e com os moradores e visitantes de Vilar Maior.

Aos seus familiares as nossas condolências.

publicado por julmar às 15:04
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