Sexta-feira, 28 de Agosto de 2015

Lugares estratégicos - O Arco

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Antes do Largo das Portas, hoje um belo hall de entrada na vila, era  o Arco a fortificada porta de entrada na cidadela. Aqui é a grande divisória do que é antigo - O Cimo da Vila - e do que é moderno - a Praça, o Pelourinho, toda a baixa, à exceção da Ponte sobre o Cesarão. O Arco é uma construção medieval, como o é a Torre ( não a Igreja) incluídos os muros adjacentes, bem como o Castelo e respetivas muralhas e, mais antiga, a Igreja de Nossa Senhora do Castelo. Num primeiro tempo, a Vila acantonou-se, amuralhada, na encosta virada a Sul. A casa contígua ao Arco era, ainda no princípio do século XX, rasteira ao chão; o edifício que hoje é um museu (fechado) era apenas o rés do chão, a que chamavam cadeia, junto do Barroco dos Martírios e a casa anexa (hoje também do museu), era a residência do professor quando o edifício começou a funcionar como escola primária foi construída, apenas, no último quartel do século XIX. A toponímia designa este lugar como Muro e Arco. A escadaria, foi construída recentemente, provavelmente no fim do século XIX, secundarizando a rampa ao lado do Arco.

Com a Idade Modena o poder castrense cede ao poder civil, o Castelo cede ao Pelourinho.

publicado por julmar às 11:44
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2015

Histórias dentro da História

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Os enterramentos nas igrejas era comum até o governo de Costa Cabral, reinado de D. Maria I, que por decreto de 1844, os proibiu. Certamente, só a gente ilustre teria esse privilégio, sendo que os demais eram enterrados na parte exterior. A entrada da igreja matriz tem várias lápides e muitas foram levadas para outros locais (junto do atual cemitério) e outras foram usadas para fins profanos, algumas partidas para fazer degraus.

 

A que se encontra na fotografia é a única no interior da igreja, situando se à esquerda de quem entra na porta lateral virada a sul. A leitura imperfeita (sujeita a crítica) da referida lápide,  diz: D. Luiza Bernarda Proença Teles Portugal, mulher  de Bernardo capitão mor de Vilar Maior para ela e seus herdeiros descendentes jaz nela sua afilhada Luiza Bernarda é falecida anos 1777.

 

 

publicado por julmar às 16:00
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015

O que o rio nos conta

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Subir o leito  do rio, neste verão seco em que apenas se conserva água num ou noutro charco onde se refugia toda a bicharada aquática, é uma atividade bem interessante:disfruta-se da frescura das árvores marginais - freixos, amieiros, salgueiros - e o piso é bem mais limpo que a maior parte dos caminhos. As pedras alisam-se pelo trabalho da água e da areia em movimento e nas rochas maiores vão-se escavando caprichosas formas geométricas, muitas delas em forma circular por força dos remoínhos, como estas do lugar do Insumidoiro. Assim se cumpre o provérbio popular - àgua mole em pedra dura...

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Fósseis de vida  vegetal abundam nestas rochas. Encontrará ainda uma infinidade de objetos da nossa civilização: penicos, pratos, bidons, latas de bebidas, telefones, televisores, embalagens de plástico. A mim chamou-me a atenção da bota que não resisti fotografar e que penso ser tão bela como a célebre pintura de Van Gog de um par de botas. Olhe bem para ela e talvez o ajude a construir uma história. Sim porque aquela bota tem uma história.

publicado por julmar às 22:17
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2015

IV FEIRA DE TALENTOS - Recrearte Maior

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 Agora que  por aqui passaram os talentos da IV Feira, terminamos com a banca do Recrearte Maior (https://www.facebook.com/pages/RecreArte-Maior/1664343457121093?fref=ts) onde a variedade de cores, de formas e objetos nos dá vontade de brincar como crianças. Verdadeiro talento para recriar e recrear, para recordar o passado - o de cada um de nós e o da Vila - para viver o presente e construir o futuro. Esse foi o gérmen de onde se originou a feira de talentos.

publicado por julmar às 11:59
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IV FEIRA DE TALENTOS - Comer e beber

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Uma feira sem comida e sem bebida não estaria completa e os mordomos da festa desdobraram-se em boa vontade e esforços para que nada faltasse.

publicado por julmar às 11:35
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015

Arte na rua

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 Gosto do trabalho de A.I.Tonny, gosto da arte nas ruas da Vila que com um pouco de imaginação e boa vontade podiam fazer a diferença. Então este caixote de eletricidade não estava mesmo a pedir?

publicado por julmar às 08:31
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Domingo, 23 de Agosto de 2015

Toponímia - Ponte da Guarda

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 Hoje sem uso como se pode ver tapado o acesso na margem esquerda, na era do reino das vacas.

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 Fotografia tirada a montante e que mostra os talha mares

Se falar em toponímia, muita gente não estará bem a topar ou não topa mesmo. Mas se der uma topadela, alto lá que até pode sair asneira como alívio da dor. Certo é que a toponímia me tem ajudado a desvendar ou a esclarcer alguns fatos relacionados com a Vila. E topadelas também não faltaram no passeio de hoje até ao Insumidoiro ou Sumidoiro que fica a juzante do pontão da Pontaguarda ou Ponte da Guarde. Da VIla saía-se para o mundo por algumas saídas principais em direção a centros urbanos maiores. Ora, uma dessas saídas seria, sem dúvida, para a cidade da Guarda. Saía-se pelas Portas. Aí não havia o caminho da Cerca mas apenas o que corre ao cimo do Chão de S. Pedro, seguindo à direita na primeira bifurcação (o outro leva para outra saída pelo Porto do Sabugal), passa a Fonte Nova, um pouco mais abaixo a Fonte Velha, na bifurcação abaixo segue à esquerda, mais abaixo novamente à esquerda e na descida já para a Ribeira de Alfaiates vira à  direita caminhando até à Ribeira. Ora, o que encontra aí não é uma ponte mas um pontão como lhe mostra a imagem. Então porque é que a toponímia não regista o nome de pontão (como acontece no pontão do Porto Sabugal)? Porque anteriormente ao pontão havia efetivamente uma ponte de acordo com a informação contida nas Memórias Paroquiais de Vilar Maior de 1758

«Outra da parte de poente a que chamam Rybeira de Alfaiates que nasce junto do lugar do Souto. Também seo curso de Inverno he arebatado e também seca de veram, tem uma pnte de pao, no lemite desta villa que vae desta villa para a cidade da Goarda e também nam he capás de navegaçam.»

Ora, pois, se se der ao trabalho, há-de topar no lagedo da margem direita com ferros cravados na rocha, resto de prováveis argolas que segurariam a dita ponte. Depois verificará também que o pontão foi construído sobre a antiga construção, nomeadamente nos dois talha mares atuais assentes, mas mais recuados, nos anteriores. 

Certo é que por ali passavam alimárias e gentes a tratar das suas vidas, por conta própria ou a mando de outros, a maior parte em negócios, outros em ócio, como eu no dia de hoje. 

Na margem direita, junto do pontão, um cruzeiro com data assinalada de 1908. Imagine-se o que quiser sobre o que deu origem ao dito cruzeiro: Alguém ali morreu por motivo que desconhecemos, alguém que ia para lá ou vinha para cá, alguém que se matou, alguém que foi morto, alguém que se afogou.

Por mim, dada a data assinalada estárá relacionada com as enormes enchentes de 1908, que aqui arrastaram para a morte  os que, em situação duvidosa, teimaram passar à outra margem, desafiando a turbolente torrente que os tombou nas revoltosas águas que ao Insumidoiro conduziu.

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publicado por julmar às 21:47
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2015

Para o Manel - João Valente

Quando já não sabemos como dizer, sobra-nos a poesia

Já não verá o sol matinal
levantar-se sobre os Vales
e a deitar-se atrás do Castelo,

diariamente;
o Cesarão crescer e andar nas hortas,
no próximo Inverno,
a Primaveril explosão das maias
no Arsaio.

Decidiu partir,
apagar
a luz firme dos olhos
lentamente,
desatar os braços por dentro,
sentir a volúpia da ave,
e subir na imensidão de azul de céu,
bem acima da Fraga,
do Poço da Andorinha,
e do casario.

publicado por julmar às 07:55
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2015

Requiescat in pace, Manuel Cerdeira

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                                                    (II Feira de Talentos)

Manuel Henrique Silva Cerdeira, filho de Fernando de Deus Cerdeira e de Ester da Ressureição Silva nasceu no ano de 1951 e faleceu no dia 18 de Agosto de 2015. Assim ficará registado.

Para nós, era o Manuel da ti Ester, tão amigo da Vila como não havia igual, vivendo a vida com uma intensidade ímpar. Para mim foi o colega da 1ª à 4ª classe, companheiro de histórias e aventuras. Todos sentiremos a sua falta, todos ficamos mais pobres sem o Manel.

publicado por julmar às 19:30
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IV FEIRA DE TALENTOS - Velharias

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 Na ausência das velharias da Vila, apareceu o senhor Ladeiro da Miuzela

publicado por julmar às 19:23
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