Quinta-feira, 2 de Julho de 2015

Dos milagres de Stª Eufémia da Freineda

o bebado.jpg

 

Pede-me Manuela Gata Esperança:

Gostava de publicar uma história, de um amigo (incógnito) com fortes raízes na região, passada em Vilar Maior e uma ida à festa da Stª Eufémia, com passagem obrigatória pelo cabeço do Arreçaio.   Junto um desenho alusivo do autor.

Vilar Maior sempre teve grandes adoradores do deus Baco, era cada piela…. Lembro-me do Junça da Burra, que me ia buscar ao comboio ao Noéme de burro, que trabalhava esporadicamente em casa de minha avó, de quem assisti um dia a uma bebedeira monumental depois de ter “comido” uma malga de ginjas. Explico melhor, a minha avó era especialista a fazer ginjinha (nada a ver com a zurrapa do mesmo nome que se vende aí aos turistas e que tanto apreciam). Aquilo era a bebida fina dada às visitas de cerimónia lá de casa preparada um ano antes. Basicamente eram ginjas açúcar e aguardente a macerar num garrafão. Após alguns meses havia a trasfega para garrafas de licor e o excesso das ginjas, nada se perdia, ia fazer a felicidade do Junça, que naquele dia, ainda sem beber um copo, curtia uma bebedeira só de ginjas.

Mas de quem eu quero falar é de outro, o Alípio e do milagre de Santa Eufémia da Freineda, para quem não saiba, santa do Sec. III, DC consagrada à Virgindade e eu era-o, na altura ainda um miúdo que ia passar férias a casa da minha avó a Vilar Maior, só os dois, que saudades. Então à época havia o Alípio, sempre avinhado, que quando me apanhava junto ao nosso portão tinha por brincadeira de mau gosto assustar-me, dizendo “corto-te o pirilau”, outras vezes era “capo-te”, sacando do bolso um canivete espanhol. Em segredo, eu andava muito assustado com a perda da virgindade e mais, da virilidade, até que chegaram as Festas da Santa Eufémia da Freineda. Que animação, uma roda-viva. Passavam pela Vila muitos peregrinos vindos de outras terras, paravam para se refrescar no chafariz e seguiam pelo Cabeço do Arreçaio acima, a pé, de burro ou de mula, que naqueles tempos não havia estradas, pelo que não havia automóveis, salvo o do Sr. Fernando Boavida, homem de ideias largas e avançadas no tempo, mas que empanava cada vez que teimava em sair de carro. Ia-se à Freineda por fé, por entretenimento, pelos copos, fosse lá pelo que fosse e lá foi na leva o Alípio, mais por Baco, penso, do que pela Santa. No fim das festas começam a regressar os peregrinos que trazem a notícia, “O Alípio MORREU”. Mas como? Não sabiam.

Naquele tempo já havia telefone público no Sr. Aníbal, dava-se à manivela, esperava-se umas horas e lá se conseguia falar para Lisboa ou Porto, jamais para a Freineda. Jamé dizem os franceses. Por fim, alguém esclareceu; o Alipio tinha feito uma aposta em como era capaz de beber um litro de aguardente, mas seria um litro? “Quem conta um conto acrescenta um ponto” diz o povo. O certo é que apostou, ganhou e MORREU.

Uma morte santa, podia ter morrido de cirrose, de doença prolongada mas não, morreu feliz, no seu meio ambiente, entre amigos, conservado em álcool, isto só pode ser um milagre graças à Santa Eufémia. O corpo regressou a Vilar Maior mais tarde e assisti à sua chegada na Praça, ainda o estou a ver, hirto, montado num macho, todo vestido de branco, tinham-lhe tirado as calças e o casaco e vinha em ceroulas e camisola interior, com a cabeça pendente. Montado atrás no mesmo macho vinha um homem, este vivo, que o abraçava pelo peito, lembrava uma cena bíblica, fantasmagórica. Ali estava à minha frente o homem que queria fazer uma mutilação genital, a minha e não teve tempo. Mais um milagre.

       Nunca fui à Freineda, mas devo uma vela à Santa.

 

16/VI/2015

 

publicado por julmar às 21:00
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 21 de Junho de 2015

O tempo das cerejas

DSC_0037.JPG

 

 Fotografia tirada na estrada que atravessa Albardo

Ao ver esta cerejeira lembrei-me do mítico professor de Albardo a quem eram atribuídas histórias completamente mirabolantes como a de uma couve gigante sob a qual se acolhiam à sombra oitenta ovelhas parideiras, dois carneiros e dez malatas, fora a copiosa descendência de borregos e borregas; couve que para ser cozinhada foram precisos vários ferreiros para a fabricar, dois carros de lenha ... e não maço mais porque as cozinheiras , a quantidade de sal e azeite e o número de pessoas necessárias para a comer parecem coisas impossíveis. Garantia o professor que nada do que contava era exagero. A olhar para a cerejeira e outros ubérrimos fenómenos da natureza por estas bandas, ficam mais verídicas as histórias de que dava conta.

publicado por julmar às 22:20
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 15 de Junho de 2015

Requiescat in pace, António Lavajo

 

antonioronda.jpg

 Faleceu na Vila, no dia 14 de Junho, António Cunha Lavajo. O Funeral realizou-se hoje pelas 17 horas. Ainda há dias, escrevia aqui sobre o ti António:

'Vale-me o António Lavajo  que ronda a Praça com o seu cão e que, em passeios mais longos, se aventura até à Ponte ou à Misericórdia e vai palpitando sobre o estado do tempo e sobre o drama de não chover e a ribeira secar'.

Quando havia um pouco mais de tempo contava-me sobre as dificuldades e trabalhos dos tempos idos: dos dias de enxada, de foice, de mangual, do carrego das sacas de batatas e dos sacos de centeio, da exploração do minério e do contrabando. Depois da viagem para França, tudo mudou. Foi dos primeiros a chegar a Champigny e achou tão bom que disse a outros para irem e a esses outros que chegaram deu guarida. Foram muitos anos de trabalho, sempre à espera das merecidas vacanças em Agosto. Rolaram anos até chegar a retraite, uma reforma confortável, procurando ter uma vida boa. Sem o ti António a rondar pela Praça, ficarei sem um cumprimento matinal e sem histórias. 

À família apresento sentidas condolências.

publicado por julmar às 22:04
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 10 de Junho de 2015

Parabéns a você

Alexandrina d'Assunção Franco Dias Pinheiro (Chininha), filha de António Esteves Pinheiro e de Maria Franco

No mesmo ano nasceram mais 29 crianças na Vila, ou seja nem a alta mortalidade do ano anterior - 1918 - devido à peumónica, tirou a vontade de fazer filhos. Do mesmo ano é, por exemplo, a Maria, por alcunha Tonta (penso que mesmo só por alcunha), filha de Alexandre Badana e Rosalina Dias; e também César Cerdeira Seixas, amigo e visita de casa da Chininha e do marido Joâo Bárbara, residentes em Gaia, no Candal, onde acompanhei algumas vezes o César. A Chininha era neta do senhor José Dias, marinheiro, produtor do melhor vinho de Vilar Maior, republicano, que pelo ano de 1910 foi o mentor da expulsão do pároco Júlio Matias, por o considerar um reacionário que não acatava as leis da República. É assim o personagem principal do opúsculo de Júlio Mathias intitulado - História de uma Perseguição em Villar Maior. 

Deu consentimento a que a sua filha Maria casasse com um jovem professor primário, vindo de Malhada Sorda, António Esteves Pinheiro, que herdou as vinhas do sogro e se encarregou de ensinar gerações a ler e a escrever na Vila, utilizando como precioso auxiliar os costumeiros auxiliares a régua e a lambada que deveriam estar sempre à mão. Tudo natural, à época. Além de professor era encarregado de fazer o registo dos nascituros e de os comunicar ao registo civil no Sabugal. Ora, à quantidade de crianças que nasciam, bem podia o homem andar a caminho do Sabugal! Daí que, haja ainda hoje gente cuja data oficial de anos nada tem a ver com o dia  e mês em que efetivamente nasceu. Que ainda teria sido incomodado e pago multas pelo facto, sempre o ouvi. Pelo cargo, pela cultura também, é um dos personagens marcantes do século XX. 

IMG_0458.JPG

 

 

Se o blog vilarmaior1 não o registar, quem mais o fará?

publicado por julmar às 15:35
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 8 de Junho de 2015

As procissões de outrora IV

IMG_0186.JPG

 

              (Anterior a 1971 como se pode ver pelo varandim sobre a porta principal)

 

Procissão ainda na era do preto e branco, no tempo em que os homens tiravam o chapéu e as mulheres cobriam a cabeça com véu ou com lenço,  nos atos religiosos; no tempo em que todos os santos saíam à rua na procissão da Festa; no tempo que o maior dos estandartes era disputado pelos mais valentes. E, garotos que éramos, interrogávamo-nos sobre o significado das letras doiradas, nele inscritas: 

Do muito que recebemos dos romanos,deles herdámos esta insígnia que estava presente nas legiões do exército romano e que é um acrónimo de SENATUS POPULUSQUE ROMANUS , traduzido - O Senado e o povo romano

publicado por julmar às 18:14
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 6 de Junho de 2015

A I Feira de Talentos foi assim!

DSC_0109.JPG

 

 Vamos recordar a primeira para ganhar energia e entusiasmo para fazer a IV. Temos de prosseguir, temos de querer mais, temos de crer mais porque tudo depende de nós, de mim, de si.

Então, clique e veja só isto!

http://videos.sapo.pt/UenBEJlQNhISog3zL4SK

publicado por julmar às 11:02
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 5 de Junho de 2015

O post mais visitado

Dizem-me as estatísticas do blog que este foi o post mais visitado do blog. Talvez a razão dos que o visitam seja a mesma que anotei a anteceder o poema: As raizes que não se vêem mas nos sustêm. Sempre, para sempre.
DOMINGO, 31 DE OUTUBRO DE 2010

REGRESSO - Miguel Torga

Este é um daqueles poemas que me vem à  memória sempre que regresso à Vila

Regresso às fragas de onde me roubaram.

Ah! Minha serra, minha dura infância!

Como os rijos carvalhos me acenaram.

Mal eu surgi, cansado, na distância.

 

Cantava cada fonte á sua porta:

O poeta voltou!
Atrás ia ficando a terra morta

Dos versos que o desterro esfarelou.

 

Depois o céu abriu-se num sorriso,

E eu deitei-me no colo dos penedos

A contar aventuras e segredos

Aos deuses do meu velho paraíso.

publicado por julmar às 10:45
link do post | comentar | favorito
|

A roca e o fuso

Fiadeira v. Espinho 1971.jpg

 

                                                      ( Fiar - Vale de Espinho 1971)

«Tu misturas de maneira impressionante, nos teus discursos, o véu, a foice e o trigo, e tens razão, já que as coisas estão todas ligadas umas às outras e no Senhor são apenas uma, mas nos nossos olhos estão bordadas no véu da multiplicidade”

Thomas Mann, 

Quanto andou a humanidade para aqui chegar! quanto poesia no rosto e no gesto desta mulher!

publicado por julmar às 10:28
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 3 de Junho de 2015

As procissões de outrora III

IMG_0332.JPG

 

Olhamos para as fotografias antigas - esta será da década de 60 -  e recordamos um tempo que foi nosso. A imagem de S. Pedro - orago da freguesia - o Joaquim Domingos  - com versões no nome de Domingues e Domingas - tão jovem ainda - a pegar no andor. As casas de branco com molduras nos beirais do telhado, nas portas, nas janelas de guilhotina. O granito nas resgurdas dos balcões, nas lanchas de cobertura da cortelha, nas paredes e no empedrado da calçada. O branco das camisas e da sobrepeliz do padre a contrastar com o negro dos fatos. O sol tórrido da uma da tarde, a pandareta a marcar compasso no intervalo dos instrumentos de sopro. As pessoas a pedirem alívio do sofrimento deste vale de lágimas. A terra a ligar-se ao Céu.

publicado por julmar às 11:31
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 1 de Junho de 2015

A Família Almeida

Era habitual os pais colocarem aos filhos os nomes próprios dos ascendentes, razão por que em diferentes gerações aparecem nomes iguais. Assim, no caso dos Almeidas, aparece-nos um óbito em 1924 de um José Bernardo Almeida falecido com 70 anos, filho de José Bernardo Almeida e de Ana Virtuosa.

O José Bernardo Almeida casado com a ti Maria Dias- a ti Gidória – que teve como filhos:

O Zé Bernardo lavrador de profissão principal, fazia obra de carpintaria grosseira, ora emparelhando com o António Esteves, de alcunha Caífes, serrando longitudinalmente grossos troncos de pinhos, amieiros, carvalhos, freixos em tábuas para usos diversos, ora deitando um eixo a um carro ou acertando-lhe uma cabeçalha ou chêda. Sobrava-lhe algum tempo nas cálidas noites de Verão para, bebido um copito, zamburrear a concertina, desafiando o coaxar das rãs da ribeira. A Joaquina, esposa do tocador, exímia dançarina bem merecia uns acordes mais bem tirados, mas quem dá o que tem a mais não é obrigado e o céu estrelado nunca se importou com a afinação. António fez vida por Lisboa tal como o Florêncio. O Joaquim como  o Zé andaram pelos subúrbios de Paris.  

Maria do Carmo Almeida, a ti Rabeca (falecida em 1994), por denome, não que se dedicasse ao toque do instrumento mas pelo tom de voz, que é hereditátio, casada com Manuel Gil de que tiveram o José e o Augusto e outros não vingaram. Gente de trabalho, aqui e além, onde o houvesse, por vezes atravessando a raia e entrando em terras de Ciudad Rodrigo e Salamanca. Assíduos em casa de meus pais na ceifa, na malha, no arranque das batatas e na tosquia das ovelhas, ao jornal ou em troca de umas geiras.

Maria Luísa de Almeida, a ti Luísa Caseira, casada com o ti Aurélio Prata – o meu Aurélio, como dizia - foi parteira de muita gente. Sabe –se lá se teve alguma aprendizagem, se foi o jeito ou  o acudir a alguma situação desesperada que lhe correu bem. Vidas simples: umas courelas estreitas, um burro e três ou quatro cabras mais a filha. O Aurélio disse-lhe: - Eu vou andando até Vale de Castanheiros e tu vais lá ter, mais logo, com as cabras. Chegado o tempo de ir foi caminho fora, falando para si e para as cabras: - Chiba pra qui, chiba pra li. Ao chegar, pergunta-lhe o Aurélio: - Atão qué das cabras, mulher?! Como se descesse ao real e não as vendo os seus olhos, mais pasmada que o homem, lhe disse:- Ai, Aurélio que me esqueci delas na corte! Talvez que a ti Luísa Caseira, bem trabalhado o seu espírito desse em Poetisa ou Filósofa.

E havia o Manuel Bernardo Almeida, o ti Cácá,  (1891-1968) excelente pastor que não sabendo contar, olhava para a cara das ovelhas, à noite, e nomeando cada uma pelo nome à entrada da corte se certificava de que que não faltava nenhuma.

Na segunda metade do século XX com a vinda de Bernardino Almeida, casado com Maria de Lurdes Domingues Martins, outra linha de Almeidas surge na Vila e que promete continuar uma nova linha de Almeidas.

Os Almeidas cruzaram por aliança de casamento com as famílias Fonseca, Dias, Virtuosa, Gil, Martins, Farinha, Martins. Os Almeidas viveram na Rua de Cima, e na margem esquerda do Cesarão, junto à Ponte.

publicado por julmar às 18:29
link do post | comentar | favorito
|

.Memórias de Vilar Maior, minha terra minha gente

.pesquisar

 

.Julho 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30
31


.posts recentes

. Dos milagres de Stª Eufém...

. O tempo das cerejas

. Requiescat in pace, Antón...

. Parabéns a você

. As procissões de outrora ...

. A I Feira de Talentos foi...

. O post mais visitado

. A roca e o fuso

. As procissões de outrora ...

. A Família Almeida

.arquivos

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

.links

.participar

. participe, leia, divulgue, opine

.

blogs SAPO

.subscrever feeds