Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018

Requiescat in pace, Margarida Duro

Foto de Otilia Domingos.

Foto retirada da Págiana do FB de Otília Domingos

 Já um pouco atrasada a notícia do falecimento de Margarida Duro, filha de José Duro ( O ti Zé Ferreiro) e de Cecília Costa (a ti Assucília, na língua do povo). Mais uma conterrânea que parte e a que a todos nos deixa mais sós. Para a família as nossas sentidas condolências.

Enquanto este blog existir, Vilar Maior - minha terra minha gente - há-de lembrar todos os que nos vão deixando. Até agora já por aqui passaram setenta.

publicado por julmar às 17:25
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2018

Foram minhas testemunhas

Casmº Todos.jpg

 

Há 41 anos na Senhora da Graça (Sabugal) num belo dia de sol desejaram-nos felicidade, a mim e à Terezinha. Por ela lutámos, lutamos todos os dias das nossas vidas. Os mais velhos  partiram (os meus pais, a avó Isabel o tio César a tia Marquinhas, os meus padrinhos João Seixas e Ascenção, a tia Isabel Seixas, a ti Patrocínia, a tia Sara e, mais recentemente, os meus sogros); outros que não eram assim tão velhos partiram também ( Manel da ti Júlia, o Manel Cerdeira - filho do ti Lucrécio-, Carlos Freire, Antónia Valente, Rodolfo Valente). Todos os outros têm mais mais 41 anos. O mais novo será o meu sobrinho Pedro. Mais uma vez - obrigado por terem partilhado este momento connosco

E um obrigado aos amigos de Vale de Cambra, que, agradavelmente, nos surpreenderam com a presença. 

 
 
E lá vamos estrada fora, anos setenta, de Carocha o futuro pela frente.
publicado por julmar às 18:35
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Sexta-feira, 12 de Janeiro de 2018

Voltando à vaca fria

Deu-me para vasculhar o passado do blog e encontrei no dia 24-03-2009, um post com o título: Nós por cá é assim. Ou seja, há nove anos já era assim.

Em 11-07-2017 em post com o título SINALIZAÇÃO, continuava assim. Alguém na altura se sentiu muito e garantiu que eu estava enganado, que as placas já haviam siso encomendadas. Mas continua assim.

sinalizacao.jpg

Imagine-se em qualquer sítio do país, ou do mundo, com uma sinalização como esta. O que faria? Seguir para a direita? Seguir para a esquerda? Esperar por alguém? 

Teve sorte o automobilista que se defrontava com este dilema, pois calhou de eu ir a passar:

- Por favor, quero ir para Vilar Formoso.

Claro que a gente da Vila e arredores não lhes faz falta que estão tão fartos de saber e até ficam admirados como pode haver alguém que não saiba como se vai para Vilar Formoso, para a Bismula ou para o Sabugal. O senhor Presidente da Câmara e os seus vereadores também por aqui passarão mas eles também não precisam. Porque esta situação não está assim há oito dias, há um mês ou há um ano. Nem as eleições que se avizinham os fará resolver problemas assim, porque tudo vai ficar na mesma, tudo vai ficar igual. Ou vão mostrar que estou enganado? 

publicado por julmar às 17:15
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Quando os blogs faziam de redes sociais

Se me meto a ver/ler o blog Vilar Maior, perco-me por lá em memórias. Como as redes sociais eram incipientes havia uma rede de comentadores que, anónimos, mostravam o seu humor, crítica e valor literário, como o Jarmeleiro ou o Burro Velho. 

Discurso Directo

Mais um belo comentário assinado, desta vez, por Burro Velho.

«Eu, burro velho, até lhe mandava o retrato. Mas não consegui nenhum, já que o fotógrafo, vendo a minha triste figura - magro e escanzelado; Cabeça baixa e orelhas derreadas; Rabo entre as pernas, mataduras por todo o corpo porque a albarda, os atafais e o cabresto pedi-os de empréstimo ao meu irmão mais velho: Estropiado porque já não há ferreiros para me deitarem umas chapas novas (ah que saudades do ti Zé Silva): E o mais deprimente é que, ao ver passar uma burra seja velha ou nova, bonita ou feia , já não sou capaz de a seduzir com aquele canto de duvidosa sonoridade mas de potência incomparável - . Por tudo isto, dizia, o fotógrafo recusou-se a fazer a fotografia, talvez com fundados receios de lhe danificar a máquina. Contudo, prometo-lhe que tudo farei para mudar a minha imagem e tão logo isso aconteça, verá satisfeito o seu pedido.»

publicado por julmar às 17:08
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Terça-feira, 2 de Janeiro de 2018

Por Terras do Sabugal, passo a passo – Memórias de um Viandante

Resultado da imagem para mapa das freguesias do concelho do sabugal

Referem as biografias de I. Kant (1724-1804), filósofo alemão, que ele se levantava às cinco da manhã, tomava o seu chá, fumava o seu cachimbo e, passando pela preparação de aulas, escrita e lecionação, impreterivelmente, às cinco horas da tarde, fazia a sua caminhada habitual, cujo horário, segundo a famosa lenda, era tão preciso e invariante que as donas de casa de Königsberg podiam acertar os seus relógios pelo minuto em que o Professor Kant passava por suas janelas. Ora, admirador que sou da obra de Kant, encontrando-me em férias em Vilar Maior, durante o mês de Agosto, todos os dias, quase com a regularidade cronométrica do filósofo, antes do nascer do sol, iniciava o percurso Vilar Maior-Aldeia da Ribeira – Vilar Maior. Como filósofo, tão longe do esplendor de Kant mas com a mesma atitude filosófica, sei quão importante é para a reflexão e para o devaneio, a mecanização do corpo andante. Ocorreu, nesses devaneios matinais, perguntar-me: Porque não fazer todos os dias um trajeto diferente? Porque não percorrer todas as terras do concelho? vindo-me à memória o título da obra de Joaquim Manuel Correia – Memórias Sobre o Concelho do Sabugal; não medi distâncias nem fiz cálculos; não consultei mapas nem fiz qualquer preparação. No dia seguinte, encontrei-me num trajeto diferente e todas as noites, antes de adormecer, decidia o trajeto do dia seguinte. Em cada percurso procurava, sobretudo, ver, ouvir, cheirar, sentir a brisa da manhã, ver o prateado do horizonte que gradualmente se doirava até aparecer a bola de fogo. Não há raiar da aurora tão belo como o da Raia, aqui onde o dia nasce pequenino, ali perto, em Espanha. E o tempo de andar a pé, dá para tudo: para sentir, pensar, sonhar, imaginar…e para desenhar o que faria com estas viagens. Poderiam ficar pelo andar, pelo ver, pelo pensar, como conversas para mim próprio. Porém, sei bem do prazer e do proveito que advém de tentarmos interpretar as nossas experiências e de as comunicarmos aos outros e, se uns o fazem pelo desenho, pela pintura, pela música, ou por qualquer outra forma, eu não o consigo fazer, e com dificuldade, senão pela escrita.

Assim, o que escrevo não tem pretensão maior do que conhecer melhor estas terras na sua configuração natural, na compreensão do esforço multissecular de gerações na humanização da paisagem e na construção de um património cultural que nos deu a identidade que nos tornou aquilo que somos. Escrevo para aprender, não escrevo para dizer como as coisas são, mas, tão só, como eu as vejo. Se torno público, estas divagações, é só por considerar que outros, vendo como eu olho, tenham a oportunidade de olhar de modo diferente. Como dizia A. Gedeão no poema Impressão Digital:

Os meus olhos são uns olhos,

E é com esses olhos uns

Que eu vejo no mundo escolhos

Onde outros, com outros olhos,

Não veem escolhos nenhuns.

 

E lá fui eu, qual D. Quixote sem escudeiro, caminho fora, passo a passo na redescoberta das terras do Côa, da margem esquerda e da margem direita, subindo e descendo montes, atravessando rios, olhando horizontes que se perdem por Espanha, pela serra da Estrela, por Malcata.

publicado por julmar às 17:31
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Domingo, 31 de Dezembro de 2017

2018 - Vamos fazer o que ainda não foi feito

Um excelente ano 2018 para todos os familiares, amigos e conterrâneos. Melhor que ficar à espera que a felicidade caia do céu, é lutar por ela hoje. Porque amanhã pode ser tarde demais.

http://www.youtube.com/watch?v=U6R5oJDzij0

publicado por julmar às 20:59
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Quarta-feira, 20 de Dezembro de 2017

Boas festas de natal

Resultado da imagem por pinturas clássicas do natal

Para todos os que frequentam este espaço virtual: leitores, espreitadores, comentadores, profissionais, amadores, ocasionais, viciados, homens, mulheres, crianças, jovens, adultos, velhos, vilarmaiorenses, de terras vizinhas e afastadas, residentes, ausentes, do continente ou das ilhas, da Améica do Sul e da América do Norte, da Europa de cá e de lá, das Áfricas, da Ásia Maior e Menor, quiçá da Oceania, quem sabe extraterrestres também, para incréus, ateus, ortodoxos, agnósticos, religiosos de credos vários ou nem por isso, a todos  desde que sejam homens de boa vontade,  os votos de um feliz natal

publicado por julmar às 12:43
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Quinta-feira, 7 de Dezembro de 2017

Lendas de Portugal

Já nesse tempo era grande a devoção que tinha o povo de Vilar Maior, bonita terra do Sabugal, cuja existência, anos antes, tinha ficado assinalada, primeiro pelo domínio dos mouros, e mais tarde, pelas lutas de Portugal com Castela. Uma linda imagem de nossa senhora já ali se notara, e era com grande fé que os homens, mulheres e jovens faziam as suas orações. No dizer de tradição, atravessava-se, em determinada época histórica, um período em que as relações com o país vizinho sempre se mostraram pouco amistosas causando preocupações entre o povo que, de modo algum, sentia empobrecer a sua devoção. Apesar das desinteligências que se manifestavam um dia, alguns naturais de Espanha, dirigiram-se para Vilar Maior, lugar que queriam  atravessar, conduzindo uma imagem de nossa senhora, num carro de bois, com esse facto pretendendo revelar a sua fé católica. Aconteceu, todavia, e isso deixou estupefactos e preocupados, que as rodas do veículo ficaram solidamente pegadas ao solo e não se lhes tornou possível muda-lo de posição. Crendo que isso acontecia por falta de força dos animais, desengataram-nos, substituindo-os por outra junta de bois. Eram mais fortes, mas, mesmo assim, o carro não se deslocou. Então, diz a lenda, o povo convenceu-se de que se estava na presença de um milagre da mãe de Deus, que não queria ir para Espanha, mas ficar em Vilar Maior. Por isso, expulsaram os espanhóis e apoderam-se da imagem da senhora. Presentemente, respeitando essa vontade de Maria Santíssima, ergue-se na terra uma bonita capela, onde nossa Senhora opera constantes milagres robustecendo a pura crença popular.

Concurso de lendas de Portugal, publicadas pelo Jornal O Século, em outubro de 1970

publicado por julmar às 18:54
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

Requiescat in Pace, Ana Dias Duarte

 

Ana.jpg

 Por vezes, ficamos sem palavras e é preciso dar tempo ao tempo para que o tempo volte e nos deixe olhar para o tempo que foi. Essa a razão de só agora dar conta do falecimento da minha sogra, ocorrido a 12 de Novembro último.

Li num dos livros de Saramago que é a conversa das mulheres que sustenta o mundo, aquela conversa sobre as coisas quotidianas, assuntos banais e entendo hoje isso bem por mor das conversas com a minha sogra. Podiam versar sobre o tempo que faz, a ribeira que não há meio de correr, sobre a homilia do senhor padre ou, então, a recorrente conversa sobre quem é (era) parente de quem que dava sempre pano para mangas. De uma das vezes perguntou-me de onde teria vindo o seu pai. – Hei-de ver isso!, respondi-lhe, não advinhando a escassez do tempo. Hoje dir-lhe-ia que veio da Malhada, que era uma das terras com maiores ligações parentais a Vilar Maior.  

Ana Dias Duarte (1926-2017) faleceu com 91 anos de idade, filha de José Duarte (1889-1947), com a profissão de sapateiro (que muitas vezes ajudava na identificação dos filhos que acresce ao nome de batismo) e de Joaquina Dias (1890-1950), neta paterna de João Duarte (?) e de Ana Gonçalves Neto (1843-1913 ) e neta materna de Florêncio Dias (1859-1916) e de Isidora Fonseca(?), esta que por corruptela da língua do povo era chamada Gidória.

 Casada com António Cerdeira Seixas (1924-2016) formaram uma família com três filhas à qual, por casamento com a Teresa, tive a sorte de pertencer. Meio a sério, meio a brincar costumo dizer que com o meu sogro aprendi a deitar o barro à parede. Com a minha sogra aprendi a fazer o melhor pão do mundo e a saber que “quem tende e amassa tudo se lhe passa”.  Nada nos consola da perda física como as boas memórias que ficam em nós. RIP

publicado por julmar às 12:31
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2017

Requiescat in pace, Maria Seixas

Faleceu no dia 23 deste mês de Setembro, Maria Seixas, filha do segundo casamento de José Seixas com Mercês Dias. Há já algum tempo que, de saúde muito debilitada, se encontrava no lar da Nave. Aos familiares e, de modo especial ao filho António e família, apresentamos sentidas condolências.

publicado por julmar às 18:57
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