
Eis a generosidade da natureza que apesar da incúria do homem nos oferece os seus ubérrimos frutos
Em pesquisa pela net, dei com esta fotografia que refere tratar-se da Música de Loriga em Vilar Maior no ano de 1956. Os garotos, a garota? Pode ser qualquer um sexagenário.
Trago à 1ª página o comentário inserto no post «Acudam à Ponte» de Manuel Fonseca
«Já agora por falar na ponte que tal se o proximo passeio pedestre a realizar em vilar maior se chama-se "rota das pontes" ou "salvemos as pontes" reparem, saída do castelo as 8h da manhã com o estomago bem aconchegado principalmente com fruta (bananas) descida até ao pinguelo com um visita ao pombal e sepulturas escavadas na rocha, mais a baixo as retórtas depois passando pela ponte da guarda de seguida as poldras do moinho de agostinho mais acima o pontão da quinta dos rebochos depois o do porto do sabugal de regresso caminho a cima passando pela fonte das hortas fazendo uma pausa no campo da bola "reabastecer"a seguir sem deixar arrefecer os motores seguir viagem direção a balsa passando pelos vales depois aí sim já de regresso pelo caminho dos regatos passar pelas eiras e terminar na ponte (bairro s sebastião) com uma boa refeição servida no salão da junta de freguesia para recuperar forças.a organizar talvez pela comissão de festas do sr;dos aflitos mas que os participantes pagassem um preço simbólico pelo menos para a refeição e para uma t-shirt para recordação.eu sei que não é facil organizar e talvez o percurso seja longo mas eu acho que valia a pena, tenho quase a certeza que á muita gente que não conhece alguns destes locais,a altura ideal para este passeio seria o inverno ou a primavera pois a panoramíca é outra mas nessa altura do ano o nr; de participantes seria reduzido por isso a altura mais provavél é no mes de agosto para haver um maior nr, de participantes, fica a idea...»MF.
(Fotografia gentilmente cedida por Helena Palos)
Resposta:
Ora, caros comentadores, se o personagem é António Palos - o senhor tenente como era conhecido - a senhora é a sua esposa, a primeira esposa D. Olívia, filha do senhor Bernardo Simões (sim, aquele senhor que habitualmente se fazia deslocar montadonuma burra). A D. Olívia faleceu exactamente no dia em que se procedeu à inauguração do Chafariz. Depois(?) de lhes morrer um filho, morre-lhes a filha que veêm na foto.
Foto dos anos 40.
(foto cedida por um dos fotografados)
Segundo os meus cálculos é fotografia de 1968. Será?
Em gente simples dormem, por vezes, grandes capacidades que, dado o meio, vivem adormecidas. Umas vezes, espreitam; outras vezes atormentam os que as têm sem o saberem; e outras vezes, ainda, manifestam-se em formas mais ou menos patológicas.
Ao (re)ler O Banqueiro Anarquista não pude deixar de trazer à memória as raras conversas que tive com o Diogo: sobre a política do tempo de Salazar, sobre a razão da emigração portuguesa, sobre as suas preocupações ecológicas e sobre a relação do homem com o trabalho e com o dinheiro.
Como tornar-se superior ao dinheiro? Encontrar a planta certa a partir da qual fizesse todo o dinheiro que quisesse ... para se livrar da sua influência. Frustrado o sonho desistiu da civilização: Foi para os Labaços e por lá morreu.
«Como podia eu tornar-me superior à força do dinheiro? O Processo mais simples era afastar-me da esfera da sua influência, isto é, da civilização; ir para um campo comer raízes e beber água das nascentes; andar nu e viver como um animal. (…) Como subjugar o dinheiro, combatendo-o? Como furtar-me à sua influência e tirania, não evitando o seu encontro? O processo era só um – adquiri-lo, adquiri-lo em quantidade bastante para não lhe sentir a influência; e em quanto mais quantidade o adquirisse, tanto mais livre eu estaria dessa influência».
O Banqueiro Anarquista, Fernando Pessoa
Corria o ano de 1974 andavam estas jovens por terras de França. E apreciavam a música francesa que embalava os eus sonhos.
Para elas http://www.youtube.com/watch?v=M28peN9Xo
Avec ma gueule de métèque
De juif errant, de pâtre grec
Et mes cheveux aux quatre vents
Avec mes yeux tout délavés
Qui me donnent un air de rêver
Moi qui ne rêve plus souvent
Avec mes mains de maraudeur
De musicien et de rôdeur
Qui ont pillé tant de jardins
Avec ma bouche qui a bu
Qui a embrassé et mordu
Sans jamais assouvir sa faim
Avec ma gueule de métèque
De juif errant, de pâtre grec
De voleur et de vagabond
Avec ma peau qui s'est frottée
Au soleil de tous les étés
Et tout ce qui portait jupon
Avec mon cœur qui a su faire
Souffrir autant qu'il a souffert
Sans pour cela faire d'histoires
Avec mon âme qui n'a plus
La moindre chance de salut
Pour éviter le purgatoire
Avec ma gueule de métèque
De juif errant, de pâtre grec
Et mes cheveux aux quatre vents
Je viendrai ma douce captive
Mon âme sœur, ma source vive
Je viendrai boire tes vingt ans
Et je serai prince de sang
Rêveur ou bien adolescent
Comme il te plaira de choisir
Et nous ferons de chaque jour
Toute une éternité d'amour
Que nous vivrons à en mourir
Et nous ferons de chaque jour
Toute une éternité d'amour
Que nous vivrons à en mourir.
Em fase de conclusão, assim parecem as nossas p(i)quenas obras públicas.
Outra pequena obra pública consistiu em retirar a rede que cercava o jardim do pelourinho.
Há muitas pequenas coisas que podem tornar Vilar Maior naquilo que merece ser.
Menina e moça me levaram de casa de minha mãe para muito longe. Que causa fosse então a daquela minha levada, era ainda pequena, não a soube. Agora não lhe ponho outra, senão que parece que já então havia de ser o que depois foi. Vivi ali tanto tempo quanto foi necessário para não poder viver em outra parte. Muito contente fui em aquela terra, mas, coitada de mim, que em breve espaço se mudou tudo aquilo que em longo tempo se buscou e para longo tempo se buscava. Grande desaventura foi a que me fez ser triste ou, per aventura, a que me fez ser leda. Depois que eu vi tantas cousas trocadas por outras, e o prazer feito mágoa maior, a tanta tristeza cheguei que mais me pesava do bem que tive, que do mal que tinha.
Menina e Moça, início

Ou se tinha uma navalha de barbear, ou se ia ao Zé Franco ou se ia ao «Comércio» comprar as lâminas "NACET" que cortavam dos dois lados ... e que duravam, duravam. Ainda não tinha chegado o tempo do descartável para as lâminas e para o resto.
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