Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015

Requiescat in pace - Sara Silva Leonardo

Sara graça.JPG

 

                                                             (Feira Medieval de 2003, ao lado da irmã Maria da Graça) 

Faleceu Sara Silva Leonardo, tendo-se realizado o funeral em Vilar Maior no dia 18 (domingo). Sara, nascida em 1920,  era filha de Albino Silva Leonardo e de Isabel Maria da Silva. Era irmã da Ascenção, da Graça, do Albino (já falecidos), da Lúcia e do Júlio. Deixa viúvo António Silva e era mãe de Gracinda Alves. Em especial, ao marido, filha e netos as nossas condolências. 

Fica mais pobre a vila sem a presença deste casal que todos os dias, manhã cedo, convocava as forças que a idade ia roubando, para darem um passeio pelo Castelo, pelo Buraco, pela Ribeira ou à Horta do Mindagostinho. Fica mais pobre a família Silva Leonardo sem a «nossa» Sara. 

manuel fonseca 250.jpg

                                                             Procissão da Festa do Senhor dos Aflitos 2009

 

publicado por julmar às 18:20
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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2015

Foram minhas testemunhas

Casmº Todos.jpg

Há 38 anos na Senhora da Graça (Sabugal) num belo dia de sol desejaram-nos felicidade a mim e à Terezinha. Lutámos por ela e conseguimos. Os mais velhos  partiram (os meus pais, a avó Isabel o tio César a tia Marquinhas, os meus padrinhos João Seixas e Ascenção, a tia Isabel Seixas , a ti Patrocínia) outros que não eram assim tão velhos e partiram também ( Manel da ti Júlia, o Manel Cerdeira, Carlos Freire, Antónia Valente, Rodolfo Valente) todos os outros têm mais trinta e oito anos. O mais novo será o meu sobrinho Pedro. Mais uma vez - obrigado por terem partilhado este momento connosco.

 

 

E um obrigado aos amigos de Vale de Cambra, que, agradavelmente, nos surpreenderam com a presença. Quando fizer 40 anos de casado havemos de reunir para recordar os bons velhos tempos. 

 
 
E lá vamos estrada fora, anos setenta, de Carocha o futuro pela frente
publicado por julmar às 11:04
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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2015

Retrato breve

Retrato Breve

O "Anuário Comercial de Portugal" faz a seguinte descrição de Vilar Maior ( Publicado no Capeia Arraiana), relativa ao ano de 1942.
Esta freguesia situa-se a 19 quilómetros da sede do concelho e a 15 da estação de caminho-de-ferro da Cerdeira. Tinha uma população de 694 habitantes.
Serviços institucionais, actividades económicas e profissionais:
Presidente da Junta de Freguesia: Joaquim A. Simões.
Juiz de Paz: António Esteves Pinheiro.
Pároco: Manuel Lourenço Rodrigues.
Regedor: Henrique Silva da Cunha.
Encarregado do Correio: Albino Monteiro Freire.
Professores (2): Adélia Gata Gonçalves e António Esteves Pinheiro.
Lavrador: Alexandre Gonçalves de Araújo Júnior.
Registo Civil: António Esteves Pinheiro.
Vendedores de fazendas (2): Albino Monteiro Freire e António Gata.

António Gata já havia falecido em 1938, mas, naturalmente, o estabelecimento continuava no seu nome

publicado por julmar às 17:49
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A mula do senhor abade

o padre e amula.jpg

 

Foto cedida por Carlos Gata 

A cena há-se passar-se pelos anos trinta do século passado e desconheço quem sejam os personagens. Provavelmente, o senhor António Gata (falecido em 1938), dono do comércio, ainda seria vivo. Talvez que o cavalo lhe pertença, talvez  que os clérigos (ou seminaristas?) sejam, os seus filhos,  e poderá ser que as crianças ainda estejam entre os vivos. Poderá ser uma partida ou uma chegada. E, porque, um retrato era um acontecimento especial, apenas as alimárias lhe ficaram indiferentes. O sítio, O Cimento está como o conhecemos. Quanto à hora em que a cena tem lugar seria por volta do meio dia. Tempo quente.

publicado por julmar às 11:02
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015

Interior das muralhas do Castelo

castelo.jpg

 

 Na década de cinquenta do século passado, a escassez de terra para cultivo, nomeadamente de centeio, era tão grande que, como se vê pela arada, até o inetrior das muralhas era semeado de centeio. Nos finais do sécul XIX, houve proposta para que ali se fizesse o cemitério. Enfim, a terra que faltava no passado, está hoje toda, quase toda sem préstimo. 

publicado por julmar às 17:35
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Quinta-feira, 8 de Janeiro de 2015

Tou-Tou! Tá-lá-Tá-lá

Cabina telefónica

Em 24 de Novembro de 1953 a Administração Geral dos Correios, Telégrafos e  Telefones

Ofício a informava que

«a abertura do posto está pendente da vistoria do compartimento onde deve ficar instalado o telefone, a qual se efectuará na semana corrente»

Cerca de 100 anos após a invenção do telefone (1860), chega à Vila a possibilidade de falar para qualquer parte do mundo. Foi instalado  o locutório (cabine que custou 300$00) no Comércio do Senhor Aníbal. A ligação ao recepor final não era direta e, por vezes, era precisa muita paciência. Primeiro ligava-se para Aldeia da Ponte e dali era estabelecida a ligação.

publicado por julmar às 17:29
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CHARLIE HEBDO

JE SUIS CHARLIE

publicado por julmar às 14:54
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015

Redescobrindo o passado

casa do museu.jpg

 Foto cedida por Carlos Gata

Este é um dos locais mais belos e mais significativos da Vila. A própria toponímia,de  que se vai perdendo memória, nos elucida sobre o lugar. Esqueçamos a rua estreita que da Praça nos traz aqui. Chegados às Portas(nome e realidade tardia), tomava-se a Rua Direita para chegar ao Arco - estas sim, portas mesmo de abrir e fechar por onde se entrava  na cidadela. O edifíco que serviu de Paços do Concelho, Escola Primária, residência paroquial, sede da Junta de Freguesia, sede da Associação Cultural e Recreativa de Vilar Maior e que agora devia exercer as funções de museu, não existia como não existia a atual escadaria que é recente. Havia, sim, um muro, uma forte muralha na qual se inseria o edifíco da cadeia, razão pela qual ao local se chama de Muro. A casa dos herdeiros de José Santo, antes do século XX era apenas rés do chão. O imponente barroco ao centro do edifício teve direito a nome próprio - o Barroco dos Martírios - vá-se lá saber porquê. Castigos aplicados aos presos? Na monografia «Vilar Maior, minha terra, minha gente», é recordado este lugar soalheiro onde se pasmava, conversava e jogava, numa quadra:

No Barroco dos Martírios

Dá-se à língua e faz-se a meia

Atrás ouvem-se os murmúrios

Dos presos na cadeia

A enriquecer o lugar, foi descoberto, recentemente, um jogo (tipo castro) que está devidamente sinalizado e protegido.

O edifício das duas salas que serviram de escola até ao de 1959, teve um acrescento por volta de 1870, ano em que a Junta mandou construir a casa do professor que ficou ligaada ao edifício já existente e com ligacão interna para o mesmo.

Porém o que me levou a publicaar esta fotografia é um motivo que só os mais velhos que eu - e os mais atentos - se darão conta. No lado esquerdo da forografia, hão-de notar um miúdo sentado numa resguarda de um balcão que tinha um alpendre. Era uma dos mais belos balcões da Vila. A insensibilidade da época levou à sua destruição e a trocá-lo por um enorme paredão. 

 

publicado por julmar às 09:58
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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2015

Completariam 100 anos em 2015

Na Vila há cem anos foram batizados 20 indivíduos, 10 de cada sexo. Por essa época, do assento consta apenas o primeiro nome.

Também acontece frequentemente os pais voltarem a colocar o mesmo nome que haviam colocado a filhos anteriormente falecidos. Por isso, o fato de aparecerem nomes de pessoas que possam ainda estar vivos, é normal.

Nome

 

Pai

Mãe

Raul

José

 

 

Araújo, Alexandre G.

Almeida, Vicente

Gouveia, Mariana

Farinha, Teresa

Filomena

 

Alves, Júlio

Monteira, Maria da Luz

Manuel

 

Antunes, Francisco

Maria, Isabel

Adelino

 

Badana, Alexandre

Fonseca, Rosalina

Fernando

 

Cerdeira, Manuel

Carmo, Maria do

Bernardo

 

Costa, Francisco

Augusta, Maria

Manuel

 

Cunha, José Martins

Joaquina, Ana

António

 

Duarte, Joaquim

Delfina, Maria

António

 

Fernandes, Joaquim

Lavajo, Aurora

Maria Luísa

 

Fernandes, José

Conceição, Elvira da

Francisco

 

Fernandes, Manuel

Proença, Valentina

Alberto

 

Gata, António

Cruz, Maria Alves da

Elvira

 

Gil, Augusto

Soares, Isabel

Maria

 

Leonardo, Albino

Silva, Isabel Maria da

Maria

 

Poio, João

Jesus, Conceição de

Elvira

 

Proença, Fernando

Cerdeira, Maria

Filomena

 

Proença, José Bernardo

Anjos, Ana dos

Isabel

 

Rego, João António

Monteiro, Maria Rosa

Belmira

 

Serrano, António

Soares, Rosália

Hermínia

 

xxxxxxxxxxxxxxxxx

Soares, Maria Augusta

publicado por julmar às 17:18
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Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2014

Votos para 2015

Um excelente ano 2015 para todos os que por aqui passam. Melhor que ficar à espera que a felicidade caia do céu é lutar por ela hoje. Agora. Porque amanhã pode ser tade demais. Por isso, desejo aos meus amigos o que para mim desejo - sonhos realizáveis e coragem para lutar por eles.

http://m.youtube.com/watch?v=XhHP0QDyvk8

publicado por julmar às 21:19
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