Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Árvores com História - A Moreira do Curral Grande e outras

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De todas as árvores grandes da minha infância, a Moreira (não se trata de erro, não tinha o a inicial) do Curral Grande era mesmo muito grande: com um tronco não muito alto mas muito grosso, rodeado de umas pedras grandes que, deste modo, facilitava o arrupar-se até aos enormes braços que sucessivamente ramificados formavam uma copa enorme. Tudo ali era grande: a entrada sem portão, o curral, a amoreira e a velha casa, ao tempo abandonada, onde terá havido grande riqueza. De modo que, ainda que sendo propriedade privada estava assim como se de todos fosse. E a moreira de todos era no tempo das moras. Sobretudo dos garotos que aí supriam o açúcar que em casa mingava. E a minha avó Joaquina, numa idade em que já não podia, nem ficava bem ir por elas, dizia: -Ó Júlio, vai-me lá colher um pucarinho de moras! E lá vinha eu contente e pintado com a encomenda. Esta velhíssima árvore, talvez do tempo em que os reis quiseram o incremento da produção de seda e incentivaram a sericultura mandando cuidar do seu principal obreiro o bicho da seda .

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Existe ainda um conjunto de amoreiras no Chão da Ponte que devem ser muito antigas e acabaram na toponímia da rua onde moram: As Amoreirinhas. Rua que em tempos era rua principal de acesso à cidadela a quem vinha de leste. Uma outra, recente, que os meus olhos viram crescer, encontra-se, em propriedade que foi de José Fonseca (Laranja) e que se implantou na paisagem onde outrora foi sítio de uma atalaia. Mas a paisagem muda.

publicado por julmar às 17:41
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Aldeia da Dona - um património habitacional extraordinário!

Vezes sem conta, passei por esta aldeia, na estrada principal e sempre achei muito típicas as rústicas habitações que ladeiam a estrada e as esculturas construídas a partir de alfaias agrícolas, testemunhando o labor destas gentes. Desta vez, resolvi mesmo passear pela aldeia. E perguntei-me como é possível que nunca o tenha feito antes. Na verdade o que suscitou a minha curiosidade foi a publicação da fotografia (da autoria de A.I. Tony) de uma janela, no Facebok. Se quer ver casas tipicamente beirãs não vá à Bismula, não vá a Vilar Maior, não vá a Alfaiates. Vá a Aldeia da Dona. As casas são, quase todas, de rés-do-chão e andar com uma escadaria de acesso a um balcão que, em muitas, está coberta por um alpendre. Por baixo da escadaria poderá estar sedeada a cortelha do marrano ou/e o poleiro das pitas. Poderá haver um curral e também um cabanal. São, tipicamente, as casas dos lavradores. Não encontramos aqui como em Vilar Maior um vasto conjunto de casas térreas - Cimo da Vila- um considerável número de casas térreas onde moravam jornaleiros e artesãos. Surpreendeu-nos depois o número de janelas trabalhadas e desfeiadas pelo restauro em ferros pintados de cor berrante, blocos de granito verdadeiramente colossais. Pesa-nos que a administração municipal permita licenciamentos de construções e restauros que desfiguram este património tão belo e que o poder político deixe morrer o interior que foi sustento do país.

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Veja-se o gigantismo do bloco de granito

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A Janela. Colossal o bloco de granito

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O musgo teceu uma alcatifa verde

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Pormenor que faz a diferença - a descarga

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Uma casa num estado assim, mete-se connosco

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Contrastes

publicado por julmar às 11:46
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Àrvores com história - As Nogueiras

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Os nomes dos lugares - os topónimos - são assim porque alguém os precisou de lhes dar uma identidade e para tal recorreu a elementos que servissem para tal, um ribeiro, uma penedia, determinado tipo de vegetação, a configuração da paisagem, enfim, qualquer elemento relevante. Às vezes, bastava a existência de uma árvore rara, como era o caso do Castanheiro existente na estrada que vai para Aldeia da Ribeira (à casa do Mário Cerdeira). Outras vezes, o nome perdura para além da realidade que lhe deu o nome como é o caso do lugar Vale de Castanheiros onde já não existe nenhum. Na geografia dos lugares da Vila, havia O Canto que era o nome dado a todas as casas que estavam a seguir à Capela do Senhor dos Aflitos em direção às Eiras. E no Canto havia As Nogueiras que, em fila, bordejavam o caminho que aí se iniciava para O Prado, Vales,Rebolal, Sangrinheira, Mogueira e podia conduzir a Aldeia da Ribeira. Neste caso, desapareceram as nogueiras, desaparecerá o topónimo e desaparecerá, mais rápido ainda, esta breve memória escrita.

publicado por julmar às 11:42
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2014

Árvores com História - Os ciprestes das Portas

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Todos guardamos da nossa infância a memória de uma ou algumas árvores especiais. As árvores são seres tão extraordinários que , às vezes parecem guardar todo o mistério da vida. Se é da Vila e da minha geração lembrar-se-á das que vou referir e poderá acrescentar as suas.

Os ciprestes das Portas são de todas as árvores as que mais vivamente se gravaram em mim, talvez porque faziam parte da minha visão quotidiana quando, logo pela manhã, perscrutava o estado do tempo. Prantados nas Portas, esse magnífico hall de entrada na Vila, como que em dois jarrões - um na cerca do sr José Pedro, o outro no jardim adstrito à Casa das Rebochas - eles são os guardiões do povoado. O vento é quem lhes tira a mudez. Hirtos, parados, quietos,vestidos de um verde escuro sempre igual, entram no azul do céu, esquecidos das raízes fundas que os prendem à terra, e, meditativos, gozam a calmia do equilíbrio dos elementos da natureza. Agitados por brisa ligeira curvam suave para lá e para cá como se embalassem sono de criança ou, em ritual de vénias saudassem quem chega ou regressa, dissessem adeus a quem parte por tempo ou para sempre. Mas se o vento os manda, enfurecem-se, contorcem-se de tal maneira que só a fibra rija de que são feitos impede a desintegração dos seus corpos. Depois, novamente, na quietude do seu ser, continuarão de pé a ligar a terra ao céu e a testemunharem secularmente os que vão, os que vêm, os que partem.

publicado por julmar às 11:11
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2014

Sobrenomes da gente da Vila - Os Monteiros

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Brasão de armas tradicional da família Monteiro

Lembro-me de ouvir, com frequência, o meu pai a tirar parentescos antigos. Ora, o que acontecia em tempos em que raras eram as mulheres que saíam da aldeia, ou se o faziam, era por casamento numa das aldeias confinantes, e os homens saíam, alguns, para ir à tropa para quase todos voltarem a regressar, criava uma endogenia de sangue e de nomes. Daí resultava que quase todos são parentes de todos se subirem alguns ramos da árvore genealógica. Se formos aos sobrenomes dos homens (dados do século XX), já o aqui escrevemos, o sobrenome mais frequente nos homens é Fenandes. No que respeita aos sobrenomes femininos o mais frequente é Monteiro (92) contra apenas 46 nos homens. Já sabemos que os sobrenomes não têm género mas, aqui na vila, os sobrenomes masculinos passam a feminino quando aplicados a mulheres: os homens são Monteiros e as mulheres Monteiras.

E não há terra vizinha onde não haja Monteiros

<p>A palavra "monteiro" tem por significado "s. m. 1. Guarda de montados, matas, coutados. 2. Caça Caçador de monte. adj. 3. De monteiro ou da montaria. A profissão de monteiro remontaria aos princípios da monarquia portuguesa, quando se tem notícia do cavaleiro Rui Monteiro, monteiro-mor de D. Afonso Henriques; os genealogistas o consideram o primeiro portador atestado do apelido.

(in Wikipédia)

publicado por julmar às 18:53
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Um pouco de história - Duarte d'Armas

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Seria interessante imaginar Duarte d'Armas, o desenhador do rei D. Manuel I (o mesmo que concedeu Foral Novo a Vilar Maior), instalar-se algures numa casa, talvez a de Luís Bastos - no Curral Grande -, dar um passeio prospetivo em torno da povoação indagando o sítio de onde haveria fazer os respetivos debuxos. Terá olhado do cabeço do Arreçaio, terá olhado do ponto mais alto da Filipa e ter-lhe-ão parecido os melhores sítios a partir dos quais faria os desenhos da fortaleza. Impressionante o trabalho deste homem que percorreu as fortalezas fronteiriças para no final apresentar uma obra excecional - O Livro das Fortalezas - que para além da utilidade militar que tenha tido, continua a ser um documento histórico e artístico de grande valia.

publicado por julmar às 16:21
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2014

D. Gaspar Rego da Fonseca - Bispo do Porto

D. Gaspar Rego da Fonseca foi, sem dúvida, o vialrmaiorense que mais alto cargo ocupou na hierarquia da Igreja.

1. Introdução Tendo morrido, em Lisboa, a 13 de Julho de 1639, D. Gaspar do Rego da Fonseca (1576-1639)1, bispo do Porto de 1632 a 1639, cuja notícia chegou ao Porto em 22 de Julho3, deu-se início, na Diocese do Porto, a um longo período de Sede Vacante4. Com a recuperação da independência, em 1 de Dezembro de 16405, as relações entre Portugal 1 D. Gaspar do Rego da Fonseca (ou d’Afonseca), nasceu em Vilar Maior, bispado da Guarda. Era filho de Daniel do Rego e de D. Leonor da Fonseca. FERREIRA, 1924: 238-242; ALMEIDA, 1968: 650. 2 1636. Agosto. 17: Auto de posse do bispo D. Gaspar do Rego da Fonseca Posse do Illustrissimo Senhor Bispo D. Gaspar do Rego da Fonseca a 17 de Agosto de 636. Aos dezasete dias do mês de Agosto de mil seiscentos trinta e seis annos estando em Cabido para este effeito chamados todos os capitulares presentes na cidade foraõ appresentadas todas as Bullas de provimento deste Bispado das quaes constou o Papa nosso senhor fazer graça deste dito Bispado do Porto, e serem passadas as Bullas delle a nove de Junho passado deste presente anno de seiscentos trinta e seis, em favor do Illustrissimo e Reverendíssimo Senhor Dom Gaspar do Rego da Fonseca, e assi constou teria tomado livremente ante o Illustrissimo Dom Rodrigo da Cunha, Arcebispo de Lisboa, e estar satisfeito a todo o necessário para se lhe aver de dar posse e soceder neste Bispado per morte do senhor Fr. João de Valladares bispo que foi delle: o que assi todo visto mandarão dar a dita posse deste Bispado a qual tomou o Reverendo Cónego João Marques da Cruz Procurador bastante do Illustrissimo Bispado. De que se fes este termo que todos assinarão os que presente forão em Cabido no dito dia declarado. João Rodrigues de Araújo Cónego Secretario o escrevi. A.D.P., DIO/CABIDO/011/1579, fl. 72-72v. 3 Seê Vaccante por falecimento do Senhor Bispo Dom Gaspar do Rego da Fonseca que faleceo em Lisboa a 13 de Julho de 639. Aos vinte e dous das do mês de Julho do anno de mil e seiscentos trinta e nove as duas horas da tarde chegou nova de como falecera da vida presente o Senhor Bispo Dom Gaspar do Rego da Fonseca na cidade de Lisboa a treze do mesmo, e logo pelo presidente e mais capitulares abaixo assinados s assentou que antes de tratar doutra cousa se fizessem os sinais e oficio e missas na forma do Estatuto, amanhã sabbado vinte e três do mesmo, e que depois se tratara do mais que pertencer ao Governo do Bispado: e por verdade mandarão fazer este termo a mim João Rodrigues de Araújo Cónego Secretario que o escrevi. A.D.P., DIO/ CABIDO/011/1579, fl. 7

In, A Sé do Porto na Sede Vacante de 1639 a 1671: obras e artistas Joaquim Jaime B. Ferreira-Alves

publicado por julmar às 19:19
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Sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Dádiva da Natureza

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A natureza é de uma generosidade sem limites. Esta é uma amostra, porque a produção total foi de 44 unidades a partir de, apenas, duas sementes.

publicado por julmar às 15:51
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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

António Gatta - Personagem ímpar do séc. XX

António Gata.jpg

Muita da História de Vilar Maior durante a primeira metade do século XX passa por António Gatta, pai de Aníbal , de Joaquim António e dos padres Abel, Alberto e Júlio. Foi durante muito tempo Presidente da Junta e para além de lavrador tinha o Comércio, estabelecimento que há época era um dos maiores da região. Homem empreendedor, interessado pela causa pública, pela cultura e pela educação. Pelo seu comércio passavam a vida de todos os vilarmaiorenses, pois aí, com dinheiro, ou mamdando apontar, se abasteciam da mercearia, do tabaco, do vinho, do petróleo, dos selos, do papel selado, das protetores para os sapatos e respetiva graxa, das fazendas, do enxofre para as videiras, dos fósoforos, das matérias necessárias aos diferentes ofícios - da folha de flandres para o latoeiro, da retrosaria para alfaiates e costureiras, de artigos para ferreiros, caiadores, carpinteiros ... tudo ali podia ser encontrado ou encomendado. Só ele como contabilista - admirem a magnífica caligrafia- gestor, administrador, empregado. Em 1924 era presidente da Junta. Tinha acabado de mandar contruir o cemitério. Tinha acabado de se construir a capela do sr dos Aflitos no que vaia para la do arco da capela e aqui está ele a pagar a assinatura do jornal A Guarda no valor de 50,60 escudos (caríssima) e a tratar da publicitação da Festa do Senhor dos Aflitos: «Rogo a V. Exª faça imprimir com a possível brevidade 1 cento de prospectos referentes à festa do S. dos Aflitos, norma segue junto.Desejo também dever-lhe o favor de fazer publicar no jornal umas referências à aludida festa...»

publicado por julmar às 11:34
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Enterrar os mortos

DSC_0028.JPGUma das questões que mais mexeu com os povos do século XIX em Portugal teve a ver com a proibição dos enterramentos nas Igrejas e adros e a necessidade de aquisição de terrenos e a construção de cemitérios. Aqui na vila essas instruções chegaram em 1836 através do Bispo de Pinhel, dando cumprimento às instruções do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino que detalhavam todo o processo desde indicar que os cemitérios deveriam ficar fora da povoação, que deviam ser resguardados por um muro cuja altura não devia ser inferior a dez palmos de altura até à profundidade a que os corpos deviam ser sepultados. Tudo isso mexeu com os sentimentos do povo que levou à celebre Revolta da Maria da Fonte a que se seguiria uma guerra civil - A Patuleia. Estamos a ver como aqui na Vila o processo foi demorado, entre outras razões pela falta de lugar adequado e do dinheiro necessário que tal construção exigia. Disso nos dá conta uma ata do dia 2 de Abril de 1854 em que a Junta da Paróquia discute o ofício do Administrador do Concelho e se debruça sobre os orçamentos necessários para a construção de um cemitério, tendo deliberado que dada a falta de terrenos para a construção e que a cidadela "que faz parte do antigo castelo desta vila oferece no seu interior suficiente espaço para cemitério, colocado fora da povoação, em um lugar elevado" donde não resultam danos para a saúde pública e dada a falta de meios para os habitantes acorrerem às depesas de um novo cemitério acordaram que fosse constituído no interior do dito Castelo para o que enviam cópia desta acta para solicitar a concessão. Certamente que a pretensão de fazer o cemitério dentro das muralhas foi rejeitada. O cemitério só viria a ser construído por volta de 1923 à custa da destruição do corpo da Igreja de Nossa Senhora do Castelo.

publicado por julmar às 15:12
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