Terça-feira, 9 de Novembro de 2010

Património Paisagístico

(Manuel Fonseca)
Manuel Fonseca lembra-nos o rico património paisagístico de Vilar Maior e desafia-nos a identificar esta paisagem.
publicado por julmar às 18:28
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12 comentários:
De Ribacôa a 9 de Novembro de 2010 às 21:06
Ribeiro do Vale da Lapa?


De Vila a 9 de Novembro de 2010 às 22:17
Hummmm!!!!...passei lá há uns quatro meses e parece-me que estaria mais vestido de arborização adulta. A imagem dos montes à esuqrda parece na verdade tratar-se do vale da lapa. Mas quem sabe se não se pode tratar do areal!...bem, certo, certo não sei. Aguardemos por mais ajudas.


De Ribacôa a 14 de Novembro de 2010 às 13:19
Não estará a fazer confusão com o ribeiro de Vale de Castanheiros? Aquele a que refiro e que assim foi baptizado, desagua nas últimas veigas das retortas, passa ao lado hortas do Vale da Lapa, ali bem na encosta que vai até a Arrifana.


De Vila a 15 de Novembro de 2010 às 21:28
Continuo a não ter certezas. A dar razão a Ribacôa, creio que estariamos no ribeiro do vale da lapa, virados para Vilar Maior, será assim?.-se assim fosse não estou a ver a elevação que se nos apresenta do lado direito da imagem e despida desta maneira.
Não duvido que Ribacôa "esteja mais calhado" nestas coisas do que eu!!.


De Ribacôa a 16 de Novembro de 2010 às 14:01
Certezas do local também não tenho. Mas tenho a certeza que o ribeiro do Vale da Lapa começa nas lameiras com o mesmo nome, que ficam junto à estrada que vai da Vila para a Malhada Sorda, do lado esquerdo e um pouco à frente da horta do ti Rasteiro (velho) de Arrifana e termina nas veigas das Retortas..


De Vila a 16 de Novembro de 2010 às 18:56
O nome de "lameiras do Vale da Lapa" trazem-me à memória um célebre jogo de futebol entre as equipes da Vila e de Portovelha, aí realizado (já havia campos relvados sim senhora!!..). Teria eu uns 4 a 6 anos. Os da Vila ganharam e apenas me lembro de um jogador da Vila interveniente nesse encontro. Era nem mais nem menos que o Amadeu creio que casado hoje com Alice (?) Rasteiro, que foi o guarda-redes. Como os miúdos têm os seus ídolos de futebol, assim foi para mim ele nesse tempo.
Como costumo dizer, na vila qualquer canto, barroco ou "lameira" no caso vertente, tem algo para nos contar histórias verídicas seja da meninice, adolecência ou depois de homens feitos.


De jarmeleiro a 17 de Novembro de 2010 às 00:04
Pois tamém eu me alembro munto bem desse jogo. E que grande povileu se ali ajuntou de ambas as povoações. E eu até poderia ter jogado, não fossem o rai dos tamancos novos que meu pai me mercara três dias antes no mercado da Miusela. É que tendo ele perdido a caminho aqueles pauzinhos que serviam pra tirar a medida e não qurendo vir de mãos a abanar lá os mercou na mesma mas de uma medida a atirar pró maior, não me fossem por lá a ficar piquenos. A questão é que assim que os calcei, vi logo que os pés paresque andavam a bailar lá dentro. Mas com o nevão que estava, ala, dois pares de meias de lã de ovelha em cada pé e pronto. Só que ao fim de dois ó três dias atrás das ovelhas a subir e a decer barrocos e depois molhados e enlamiados , deram de si e alargaram Depois secaram e coiro ficou rijo que nem cornos plo que omeçaram-me a esfrraixar os pés por todos os lados. Por isso mal andar quanto mais correr atrás da bola. Mas não deixei de fazer a minha parte quando ao fim do jogo e caminho da Vila o povo começou a cantar Vitória. E aí oviu-se alto e bom som aquela moda que muntos conhecem:

São horas de emalar a trouxa
Bôa noute ó ti Maria
Os da Vila ganharam
Já toda a gente o sabia.

Ai agora é que eu me maneio
É que eu me regalo
É que eu me consolo
Nos braços do meu amôr
Ai agora é que eu me regalo.

À se me lá agarro nesses tempos!!!
Munto Bôa noute pra todos.


De Vila a 17 de Novembro de 2010 às 14:22
Gostei desta sr. Jarmeleiro (é apenas mais uma)!!...


De Pessimista a 17 de Novembro de 2010 às 15:18
Óh Senhor Jarmeleiro ; Então e lá em casa, sendo como parece casa de lavrador, não havia uma bolas de sebo feitas das gorduras dos animais? Olhe que aquilo dava para amaciar quase tudo; Correias de junguir as vacas tamoeiros , melenas, cilhas, cabrestos, albardas dos burros e também para para as botas tamancos e até sapatos de ir à missa.
Uma boa tarde para si.


De Jarmeleiro a 21 de Novembro de 2010 às 17:32
Nesses tempos essas bolas de sêbo não se vendiam nem se compravam, pois eram fabricadas lá em casa. Mas pra isso era preciso matar uma rês ou então que ela perigasse, porque fazê-las das gorduras do marrano até seria pecado. Essas eram pra tempêro do comêr. E quando fôsse caso de se poderem fazer de uma ovelha ou cabra era preciso estarem gordas. Ora com aquela chusma de animais que havia naqueles tempos na Vila, a maioria deles andavam escanzelados, e olhe que de pele e do osso não se fazia sêbo.


De Vila a 22 de Novembro de 2010 às 18:46
Bem, com esta conversa toda (positiva, bem se vê...), ainda não chegámos à conclusão de qual o exato local que a foto nos apresenta. É que já está a ficar um pouco para trás!!...


De manuel fonseca a 18 de Dezembro de 2010 às 23:51
para que não quebrem mais a cabeça aqui vai a resposta: á direita fica o castelo á esquerda o chão da forca, já sabem onde é.


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