Domingo, 26 de Novembro de 2006

Curtir azeitonas

00019d6y

As oliveiras este ano carregaram de azeitonas. Pena é que não haja quem a colha. Se desejar torná-la própria para comer e dado que  o método tradicional( cortar a azeitona e depois fazer-lhe uma calda em cinza) está em desuso, pode proceder do seguinte modo:

Coloque cinco litros de água numa vasilha e coloque as azeitonas de modo a ficarem cobertas por água. Deite na água 1/4 de litro de soda cáustica. Passadas 24 horas mude a água e continue a mudar até perderem todo o amargor. Ferva dois litros de água com cascas de laranja, orégãos, alhos e sal e deite-a nas azeitonas que hão-de permanecer sempre cobertas de água. Não utilize água da companhia. Nunca tire as azeitonas do recipiente com a mão porque amolecem e estragam-se. Se tem roblemas de fígado deve abster-se ou ser moderado no seu consumo.

publicado por julmar às 18:59
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 13 de Novembro de 2006

Receita - Gaspacho

O gaspacho é um tipo de sopa espanhola, próprio das zonas mediterrânicas e que os Beirões, quem sabe se do tempo que, ratinhos como lhes chamavam, iam para as ceifas do Alentejo ou em igual actividade para Castela, importaram. Trata-se de um prato frio, para comer no Verão e que não carece ir ao lume.

Na sua forma mais simples, modesta e essencial, proceda assim:

Coloque 3 dentes de alho em um almofariz e junte-lhe sal grosso que desfará. Deite água fria numa terrina (de preferência de barro) e junte-lhe azeite e um pouco de vinagre de vinho branco. Corte cubos de pão seco, recesso ou, pelo menos bem assente e junte. Prove e acrescente sal e azeite, se necessário.

A esta forma simples pode, de acordo com a sua imaginação e o seu engenho, recorrer a ervas que, separadas ou combinadas, lhe dão característicos paladares: coentros, salsa, hortelã, poejos (se gostar do paladar destes, poderá cozê-los e utilizar apenas a água da cozedura depois de refrescada). Corte pedacinhos de pepino, de pimentos de várias cores, de tomate e acrescente e além de saboroso, saudável, ficará com um visual extraordinário. Se a água não estiver fresca pode juntar cubos de gelo. Se tiver uns peixinhos do rio – barbos- aproveite para acompanhar o gaspacho e terá uma refeição completa.

publicado por julmar às 12:26
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 2 de Novembro de 2006

O CHAFARIZ

 - Olha que a ti Filomena disse-me que vão tirar dali o chafariz. Diz que o vão levar lá para as Eiras.

- Ora, deixe lá, mãe. Concerteza, alguém se lembrou de inventar essa na falta de novidades.

-Olha que a ti Filomena se o diz é porque o ouviu. Eu nem quero acreditar mas o povo não o devia deixar sair de onde está.

Passaram os meses e ouvi no Cimento, que é por onde passam as notícias, que afinal se queria mudar o Chafariz porque todo o largo da praça era para reestruturar. Não sou arquitecto, não sou engenheiro e nem sequer sei o suficiente sobre o que pretendem fazer. Adiantaram-me que uma das razões é porque ali não viravam os autocarros. No entanto, há coisas que eu sei e os mais velhos que eu sabem e que os senhores arquitectos não sabem e não saberão nunca da maneira que os vilarmaiorenses sabem.

O Chafariz, pequeno que pareça aos de fora, é o maior monumento de Vilar Maior no século XX, não pelo que materialmente é mas pelo seu significado. Ouvimos, os da minha idade, contar dos mais velhos as dificuldades em encontrar água própria para consumo antes de 1950. Havia a fonte Nova, a Fonte Velha, havia a fontinha da Talisca, havia poços e outras nascentes que insuficientes durante o ano enfraqueciam quando chegava o estio. Foi devido a essa penúria que o povo se uniu em volta do padre José Baptista que para além de cuidar da salvação das almas se preocupava com o alívio da dor nesta vida terrena. Lá se foi angariando dinheiro para o material que a mão-de-obra foi a dos lavradores, jornaleiros e artesãos.

Trazida a água da nascente do Seixal, o orgulho da terra era ter um chafariz (para além do fontanário da Ladeira e do Cimo da Vila) com duas bicas sempre a jorrar água. Passavam os forasteiros e ali se dessedentavam para o resto da jornada.

Dizia um conterrâneo: - Se tiver mesmo de sair dali que o levem para junto das escolas, no sítio onde se encontra a estrada vinda de Aldeia da Ribeira com a que vem da Bismula. Façam uma rotunda e coloquem-no no meio.

E porque não?

publicado por julmar às 18:32
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006

Requies in pacem

Todos os anos no dia de Todos os Santos me ponho a caminho de Vilar Maior para me irmanar aos mortos e vivos. Quase sempre, para lém das orações públicas, o que mais gosto é cirandar por entre as campas e olhar os nomes, as datas e as imagens.É como que a reza de uma ladaínha silenciosa onde invoco a memória de todos. Tenho, por vezes, a doce impressão que sabem que eu estou ali e falam comigo. Olho a foto do meu pai e sei que ele me vê olhar. E sinto uma imensa paz.  

publicado por julmar às 19:41
link do post | comentar | favorito
|

.Memórias de Vilar Maior, minha terra minha gente

.pesquisar

 

.Dezembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


.posts recentes

. Lendas de Portugal

. Requiescat in Pace, Ana D...

. Requiescat in pace, Maria...

. Armário Judaico no Baraça...

. Citânia de Oppidanea

. Gente da minha terra

. Viagens ao pé da porta - ...

. Eleições à porta

. Requiescat in pace, Álvar...

. Contradições - O Riba-Côa...

.arquivos

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

.links

.participar

. participe, leia, divulgue, opine

.

blogs SAPO

.subscrever feeds