Domingo, 23 de Novembro de 2008

Identifique

Terá direito a prémio especial o comentarista que primeiro identificar correctamente o local onde se encontra esta peça escultural. Ajuda: Fica em lugar ermo do concelho do Sabugal.

publicado por julmar às 19:39
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E Esta?! ... Alfaiates

Fica a inenarrável obra de arte na ex-vila de Alfaites, ex-praça militar. Aquilo que foi perdendo em arquitectura castrense e religiosa (tem no referido largo a Igreja da Misericórdia) foi ganhando em arriscada arquitectura (in)civil.

E quem tem direito ao prémio é «O Vila», apesar da sua incerteza. Como mostra um carinho especial pelos tempos que já lá vão, deverá aceitar, sem direito a renúncia, uma ida a pé desde a sua terra natal (presumo que seja de Vilar Maior) ao mercado de Alfaiates. Para maior comodidade poderá fazer-se acompanhar de um burro ou burra ou de outro solípede mais nobre com a condição de o não montar. Deverá usar os caminhos que para gentes e burros foram feitos. Se no prazo de um ano, a contar da presente data, o não fizer, perderá direito ao mesmo. 

Acrescenta-se que para além dos referidos solípedes poderá fazer-se acompanhar por comentaristas, ao seu arbítrio. Se coincidir com a toirada do forcão leve o Jarmeleiro que disso tirará mui gran prazer e na confusão de cornadas e cornaduras é homem para ajudar a botar a gaiola abaixo. Se a coisa for por aí vai ver que o Manuel Maria também dará uma mão e aparecerão por acréscimo os profissionais do bota abaixo que estão sempre prontos a funcionar para o que foram feitos. O problema mesmo vai ser o Francisco Leal. Se o convidar estará mal e se não o fizer mal estará. Defensor como é da nouvelle arquitectura, não lhe será nada difícil arranjar um exército de labregos, digo,  de novos labregos ( e atenção que o coração dos novos labregos é igual ao dos labregos) que munidos e municiados defenderão com unhas e dentes a nouvelle arquitectura labrega. E quem sabe se nesse dia, ou nos próximos que se seguirem, o Francisco Leal, general desta nova causa não reunirá o povo de Alfaiates (com apoio do povo da Bismula e do Faleiro) e de cima da arruinada torre menagem, qual Brás Garcia de Mascarenhas, e em discurso inflamado proporá que em todos os largos, ruas e praças, incluindo a torre de menagem, se aplique a nouvele arquitectura de modo a que não se possa enxergar qualquer pedaço de pedra que faça lembrar o passado. Não deixará de apelar para o exemplo e fazer imaginar a beleza daquele largo se à frente do velho estilo labrego se colocassem as novas casas da nova labreguice.

«O Vila», permita-me  aconselhá-lo a não convidar o «João que Chora», por razões óbvias.

 ... e divirtam-se!

publicado por julmar às 17:46
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008

E Esta?!

Para os que pensam que em Vilar Maior se cometem disparates, deviam viajar por terras circunvizinhas para saberem que estamos longe de ganhar o primeiro lugar. Pprimeiro lugar tem desta vez, com direito a prémio (que como sabem são óptimos) o comentarista que identificar onde fica esta obra de arte. Primeira ajuda: é uma freguesia do concelho do Sabugal.

 

publicado por julmar às 14:12
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Sábado, 15 de Novembro de 2008

Corria o ano de 1979

Quando, onde, quem ... diga o que se lhe oferecer ... e mande fotos para publicação aqui

 

publicado por julmar às 21:34
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Dia se S. Martinho - O Cota

Mas como hoje é dia de São Martinho, adiante;
(...)
Há muitos anos que ouvia,
Ainda eu era menino,
Que o dia onze de Novembro
Era dia de São Martinho.

E já lá vão tantos anos!!!
Mas recordo com carinho,
Quando o meu pai me dizia,
Hoje vamos provar o vinho.

Nozes castanhas e vinho,
E pouco mais é preciso,
P'ra festejar este Santo,
Com a graça de um sorriso.
(...)

publicado por julmar às 10:56
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Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

Modos de dizer – Quanto mais se abaixa …

Quanto mais se abaixa mais o rabo lhe aparece.

Era (é) assim em terras e tempos onde a liberdade é uma miragem, onde os poderosos tudo controlavam. Perante eles, a obediência servil tornada atitude natural e espontânea, a obediência fingida e mais raramente a indiferença. Daí surgia uma variedade de personagens: os pajens (os eu andam a apajear), os prosmeiros, os mesureiros, os confeiteiros e outros que o leitor acrescentará.

 

publicado por julmar às 09:55
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Sábado, 8 de Novembro de 2008

Assim vão as obras

 

 

Aos poucos, devagar, devagarinho ... assim vão as obras. De qualquer modo os arruamentos estão praticamente concluídos. Estão agora a arranjar o lago do Pelourinho. Por arranjar continuam os passeios, nomeadamente os da Avenida das Escolas.

Quanto a mobiliário, as fotografias mostram-nos a paragem e os bancos. Na Praça continuam os contentores da festa e o estacionamento indiscriminado.

 

publicado por julmar às 21:49
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Abandono rural

Ano após ano o mato de tapadas e cabeços desce às veigas e nelas crescem e prosperam silvas e giestas. As videiras e árvores de fruto entrelaçam-se com as silvas numa luta pela vida em que o ruim vencerá o bom. Os marmelos, maçãs e uvas ninguém os quer, até as aves lhes ficam indiferentes.

publicado por julmar às 15:14
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008

Vilar Maior - João Martins

Terra! Muita terra!

Muito frio!

Muito calor

E muita fraga!

 

Vilar Maior! Badamalos! Arrifana!

Folha do Escabralhado e Bismula!

Terras ermas por onde o meu espírito aquífero corre!

 

Lugar do Pereiro!

E lá ao fundo o rio...

O Cheiro à resina dos pinheiros...

À flor das giestas...

Às maias!

O Açude dos Gatas a cobrir as poldras!

O moinho! As veigas semeadas!

E ao passar ao bacelo do Carlos Freire

A curva das cerejeiras...

A torre de menagem...

A flecha da Igreja...

As alminhas...

O Pelourinho...

A Praça...

O paço dos Rebochos...

A Lenda da Senhora dos Cornos...

Vozes e passos indo e vindo no casarão deserto...

Almas penadas do outro mundo...

E o vento fazendo ranger as portas!

As noites frias!

A lareira acesa pela noite fora!

As bogalhadas! Os caretos de Entrudo!

O toco! As janeiras!

A ceifa as desfolhadas!

Os bailaricos no terreiro!

A concertina do Zé Laranja...

Eternamente desafinada

(como se alguém se importasse com isso!)

A tocar no cimo do povo!

A capela do Senhor dos Aflitos!

A capelinha de S.Sebastião...

Carreirinhos abertos na erva das hortas da ribeira

Levando aos poiais de pesca!

Leiras de pimentos e feijões ao alto!

Ai a frescura da adega!

Ai o presunto dependurado do tecto

(guitarra portuguesa comida às fatias

Com um copo de tinto a correr da pipa!)

Ai pimentos curtidos na talha!

Ai queijinho fresco de cabra todos os dias!

E as resguardas da ponte...

Ai as resguardas se falassem!

Sob aquela nogueira ao portão do Manel

Os beijos dos namorados!

Ai nogueira que velha estás!

Ai casais de namorados, o que é feito deles agora?

 

Ai Mocidade! Mocidade!

Quando o sonho comandava a vida!

 

Ai flauta de pau sabugueiro!

Ai minha gaita-de-beiços!

Como me lembrais agora!

 

E aquela grande amoreira

Que havia no curral grande dos Simões?

E a rusga aos ninhos?

E o rebusco às vinhas

À saída da escola?

 

E o Chico Bárbara passando à porta

A cavalo na vaca preta

E cumprimentando com um "olá menino Joãozinho"?

E...

 

Ai! Ai! Ai!

Mil vezes ai!

Que a minha mocidade

Há muito foi na enxurrada

Do Cesarão!

 

Agora...

É a Marta quem me diz:

-Pai, vamos apanhar sardaniscas!

 

E eu...

Mocidade... Mocidade...

Pela mão dela,

Vou

À caça de sardaniscas

Nos muros dos quintais...

 

publicado por julmar às 16:29
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Fernão Capelo Gaivota

 

Há livros que vale a pena ler. Mas um livro que vale a pena não se lê apenas uma vez. Este é o caso de Fernão Capelo Gaivota.

http://www.consciesp.com.br/pla_2arquivos/capelogaivota.pdf

Por sugestão de Ribacoa

a música-  http://br.youtube.com/watch?v=veDtCRBlCII

publicado por julmar às 17:34
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