Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Requiescat in pace

Morreu o Zé Duarte. O funeral é na próxima 6ª feira. Assim me informaram dois comentadores  frequentes .

Razão tem o povo quando diz que «os homens não se medem aos palmos». Lavrador, pastor, mercador ... cometeu a proeza (penso não estar enganado) de ter sido o primeiro vilarmaiorense a ir a salto para França, dando início à grande diáspora dos anos sessenta. Os que se seguiram haviam de tê-lo lá, em Champigny, como ponto de referência, como apoio ao chegar.

O que havia de importante em Vilar Maior é isto mesmo, evidenciado na imagem do Zé Duarte e de todos de que temos memória: Eram autênticas personagens reais de que sabíamos quase tudo: a família, a casa onde viviam, os campos que tratavam, o gado que tinham, o modo de vestir, a forma de andar, o feitio da alma e os jeitos do corpo. E sobretudo o olhar e a fala. Rico ou pobe todos tinham direito a uma imagem e a uma história.

Aos familiares as nossas sentidas condolências.

 

publicado por julmar às 22:18
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Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Lembrando o mártir S. Sebastião

Breve biografia:

S. Sebastião era centurião da guarda do imperador Diocleciano e mantinha em segredo a sua fé cristã. Com a perseguição dos cristãos, chegou ao conhecimento de Diocleciano a sua fé e este ordenou aos seus arqueiros que disparassem as suas flechas contra ele para martirizá-lo. A mulher recolheu-o ensanguentado e tratou-o, conseguindo salvar-lhe a vida. Quando o imperador soube que ele não morrera, prendeu-o novamente e foi martirizado no circo até à morte. É invocado contra a peste.

 

Oração

Em nome do Pai + do Filho + do Espírito Santo.

Ínclito e glorioso Mártir, continuai a lançar as Vossas vistas benignas sobre este país, e particularmente sobre esta cidade; se todo o tempo Vos declarastes sempre nosso especial advogado, continuai a prodigalizar-nos os benignos impulsos da Vossa ardente caridade.

Afastai de nós, Santo bendito, os terríveis flagelos da peste, da fome, da guerra; para que tão medonhas calamidades não venham perturbar o nosso repouso e alcançai-no daquele Deus, que foi sempre o único objecto das Vossas delícias, aquela graça de que necessitamos para que, imitando-Vos nas virtudes em que tão eminente fostes sobre a terra possamos, no termo dos nossos dias, alcançar um feliz transito, para a eternidade, onde, participando da bem-aventurança de que gozais, possamos também acompanhar-Vos nos louvores que ao Rei da Glória tributais por todos os séculos sem fim.

Assim seja.

Rezar um Pai Nosso e uma Avé Maria.

Nota:

Repetir a cada quarta-feira pela manhã e à noite.

Dia festivo: 20 de Janeiro; dia da semana: terça-feira; cor: vermelho. Padroeiro dos arqueiros, atletas, jardineiros e soldados.

 

publicado por julmar às 19:03
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Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Requiescat in pace

Morreu António Marcos Lopes, natural da Arrifana do Coa e residente em Vilar Maior.

Aos familiares as nossas condolências.

publicado por julmar às 16:57
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Do Badameco, 6 de Agosto

 

 

Interpretação:  Amália Rodrigues

Música: Fado Victoria
Letra: Pedro Homem de Melo
 

 


 

http://www.youtube.com/watch?v=6VEsoPN7rrw

Pena é que, por preconceito, continuemos a associar o fado à ditadura do Estado Novo.


Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, fruto agreste
Mas a tua vida não.

Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não

publicado por julmar às 18:54
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Músicas antigas

http://www.youtube.com/watch?v=oZhh03blfH0

publicado por julmar às 17:22
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Balada da Neve

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Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.


É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...

Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.

Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!

Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...

Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança

E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!

Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...

E uma infinita tristeza,
uma funda turbação entra em mim,
fica em mim presa.
Cai neve na Natureza .
E cai no meu coração.

Augusto Gil

publicado por julmar às 19:44
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Portas que se fecharam

publicado por julmar às 19:41
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Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Quo vadis?

Vou por esses campos adentro

Por entre maias e rosmaninhos

Em cima da minha “bike” nova

À barreira da "Ponte-da-Guarda",

 

desmonto e sigo a pé.

Levanta-se um coelho numa cova

da horta do Zé da Cruz

e atravessa, de um pulo, o caminho.

Ao fim da subida

monto a "bike" novamente

deixando a sombra no alcatrão quente.

A meio da pequena descida,

uma pedra ao alto levantada:

Ali mergulhou o Agostinho

na sua velha motorizada.

"Ó vós que aqui passais

-convida a inscrição-

tende piedade da sua alma

e rezai um padre nosso e uma avé Maria".

Persignando-me, sigo adiante,

passando a ribeira,

que ainda corre,

e com enrome esforço de pernas,

 dando à roda pedaleira,

as crejeiras do Ti Pascoal,

o depósito da àgua

 e ao cemitério,

 pergunto ao homem do tractor:

-Amigo, para a "Ponte Sequeiros", qual é o desvio?

-À saída, na curva, vire à esquerda e siga o rio.

A sede aperta,

encosto a "bike"

e entro no café.

Ao segundo copo

Já querem saber de onde sou.

Respondo: 

- De longe... de muito longe...

E como ali vim dar.

Divago: 

-No vento... vim no vento! 

Seguindo caminho,

 agora sempre a descer,

lameiros e freixos de um lado e de outro,

-Lá está a curva e o desvio-

começa a chover,

abre-se o arco-íris

sobre os montes em redor.

O caminho trona-se ruim,

Sigo a pé então,

e mais adiante, enfim,

surge a ponte com o seu torreão. 

Um rebanho desce a enconsta sobranceira

e pergunta-me o pastor: 

-De onde é voçê, amigo? 

E eu respondo: 

-De longe... de muito longe... 

-E vai para onde?

-Para onde me levar o vento...

Vou no vento...

E ele -estou ainda a vê-lo- de cajado, encostado ao muro: 

-Não vai não, amigo...

que traz um furo

no pneu

João Valente Martins

 

publicado por julmar às 17:49
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010

Ritos e ritmos

Décadas, ano após ano, mês após mês, duas vezes ao dia esta imagem repetiu-se com passo certo e cadenciado . A imagem não se repetirá mais.

Desfez-se da burra que ficou velha  e a ciática do dono tornava o cumprimento do ritual cada vez mais penoso.

publicado por julmar às 22:12
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Ponte de Sequeiros

(Foto de Jaime Câmara)

publicado por julmar às 22:33
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