Sexta-feira, 23 de Março de 2012

TEATRO DE RUA NA VILAR MAIOR DE HÁ CEM ANOS - Dr Leal Freire

 

Os cidadãos da minha idade ainda fomos coevos   de representações  religiosas ao vivo e de manifestações teatrais da mais variada natureza,  simbioticamente vividas pelas comunidades  locais

Nas celebrações quaresmais, distinguiu-se em Vilar Maior uma senhora da família Dias, clã, ao tempo, muito importante, mesmo patra além do termo do Concelho, senhora de extaordinaria beleza e esplendorosa cabeleira, que fazia de Madalena e cujos rogos e lamentações impressionavam fortemente os circunstantes, praticamente toda a populaçao    das aldeias vizinhas, com  capacidade  de movimentação

Em Badamalos,vivia um pedreiro, conhecido pela alcunha de Linhares, que se especializara nos trejeitos do Belzebu, arrancando do respeitável público estridentes risadas.

Inversamente, existiu um Herodes que acabou por se fixar no Escabralhado que aterrorizava  homens e mulheres, velhos  e garotos.

Outros impressionavam pela magestade, caso de um centurião incarnado na Bismula na figura do Marialva, o famoso  Joaquim Alves Martinho

Essencialmente os motivos cénicos eram de base religiosa — episódios bíblicos do Novo e Velho Testamentos. 

As lutas pela Fé, nomeadamente as de Carlos  Magno.

E dos seus Doze Pares continuaram a gesta, mais tarde alargada ao sabor da FLOS  SANCTORUM   para  a vida dos Santos.

Aqui no Ribacoa, houve alguns que tiveram grande voga o que levou à impressão com um toque de alguma solenidade dos respectivos textos.

É o caso do auto de Santo Aleixo, apresentado como filho de Eufemiano, senador de Roma, mas  obrigado a dormir debaixo das escadarias da casa  paterna, onde, desconhecido pernoitou por esmola, ao longo de dezassete anos

Outro foi o Acto de Santa Bárbara.

Com o subtítulo — vida e obra da bem aventurada Santa Bárbara, virgem e mártir, filha de  Dioscoro  Gentio.

Há ainda o Auto de Santa Genoveva, Princesa de Barbante.

Referiremos a fechar o   Auto de santa Catarina.

Também virgem e mártir, filha do rei godo de Alexandria, no qual se conta o seu martírio e glorioso fim  e no qual   se diz que intervém  ela própria, sua mãe, um Eremita, Nosso Senhor Jesus Cristo, Nossa Senhora, um pajem, o imperador Maxencio, a imperatriz Porcina, três doutores e um anjo.

Mas o mais vulgar destes autos ou actos era o de São Sebastião, que, general amado dos seus tiufados e das suas centúrias poderia ter-se defendido em campo aberto, mas preferiu morrer pela fé...

 

Trovas da Donzela Ditosa

 

manhanita de São João

pela manhã da alvorada

Jesus Cristo  se passeia

ao redor da fonte clara

por sua boca dizia

por sua boca  falava

 

esta agua fica benta

e a fonte fica sagrada

ouviu a filha do rei

da alta torre donde estava

 

vestiu suas meias de seda

calçou sapatos de prata

pegou num cantaro de ouro

á fonte foi buscar água

 

lá no meio do caminho

com a virgem se encontrava

atreveu-se a perguntar-lhe

se havia de ser casada,

 

 

casadinha haveis de ser

muito bem afortunada

tres filhos haveis de ter

todos tres de  capa e espada

um será bispo de roma

outro cardeal na guarda

e o mais novo dos três

servo da virgem sagrada

 

bem ditosa a donzelinha

que á fonte foi buscar água

publicado por julmar às 22:24
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Quarta-feira, 21 de Março de 2012

Um dia diferente na vila - Feira de Talentos

O Facebook está a mudar muita coisa. Para além de servir para o que serve, podemos usá-lo para muito mais. A ideia é no dia da Festa do Emigrante fazer uma grande feira. Todos temos algum dom especial, todos temos algum objecto, produto especial, todos podemos contribuir. A ideia não é dar, é vender, trocar. Sobre todas as vendas haverá um imposto que não é para o Estado, é para o Senhor dos Aflitos. O dízimo, 10% está bem? E vamos ter que levar muita gente de fora, pelo que é preciso publicitar. Temos em Vilar Maior gente dos sete cantos do mundo, é também altura de mostrar culturas diferentes. Precisamos de organizar. Vamos começar por conversa! Precisam-se ideias, primeiro, acções a seguir! Vamos a isto!
publicado por julmar às 23:42
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012

A Primavera está a chegar

Bem poderíamos dizer como Camões que «já nada é como soía». Dos elementos que constituem o Inverno:Vento, chuva, neve, geada e frio só tivemos os dois últimos, e tivemos sobretudo sol, muito sol. E agora uma primavera precoce. De matriz rural que sou, preciso de chão, de plantas, de bichos. Por isso, cedo fui dar a volta à "minha quinta". Logo à entrada, o Jorge de riso aberto, determinado no aperto de mão:

- Então, está bem?

- Estou bem, Jorge. Estou, muito bem. O Jorge trata do bem estar dos animais e nem os humanos escapam à sua preocupação do bem estar, enquanto o liberalismo cego não se lembrar de lhe retirar o estatuto de emprego protegido. Entrar na natureza pela manhã nesta época é assistir aos preparativos da natureza para a grande festa que aí e vem. De alguns animais sabemos poco. As focas diverte-se na água, os toirões habituados à presença humana veêm espreitar nas entradas das tocas, os gamos machos travam lutas na disputa das fêmeas, as cegonhas, contrariando as ordens do primeiro-ministro, ficaram por cá e passeiam altaneiras e indiferentes à crise, as aves exóticas fazem uma barulheira infernal na pressa que o distribuidor de comida as atenda, os coelhos passaiam tranquilos sem medo, os esquilos esquivos trepam as árvores, as cabras habituadas à pia aguardam comida, os burros andam enfadados da boa vida, as vacas - daquelas antigas da vila - ruminam de olhar perdido. As plantas de flores finas são as primeiras a mostrar a sua graça - os pica-ratos, abrunheiros bravos, pessegueiros e pilriteiros de cuja flor se gerarão so pilritos.

Pilriteiros dais pilritos

Porque não dais coisa boa

Cada um dá o que tem

Conforme a sua pessoa

As árvores de folha caduca estão agora completamente nuas. Os ramos estão entumecidos, os gromos inchados prontos a despontar.

Imutável só a memória. A nora verdadeira parada, a vaca de plástico, o homem plástico. A fazer de conta. A natureza viva. A cultura parada. 

publicado por julmar às 10:01
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Quinta-feira, 8 de Março de 2012

Porque hoje é dia da mulher

Elegia Desesperada
(O Desespero da Piedade)

Vinicius de Moraes


Meu Senhor, tende piedade dos que andam de bonde
E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos...
Mas tende piedade também dos que andam de automóvel
Quantos enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção.

(…)

E no longo capítulo das mulheres, Senhor, tenha piedade das mulheres
Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres
Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres
Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!


Tende piedade da moça feia que serve na vida
De casa, comida e roupa lavada da moça bonita
Mas tende mais piedade ainda da moça bonita
Que o homem molesta — que o homem não presta, não presta, meu Deus!


Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais
Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação
E sonham exaltadas nos quartos humildes
Os olhos perdidos e o seio na mão.


Tende piedade da mulher no primeiro coito
Onde se cria a primeira alegria da Criação
E onde se consuma a tragédia dos anjos
E onde a morte encontra a vida em desintegração.


Tende piedade da mulher no instante do parto
Onde ela é como a água explodindo em convulsão
Onde ela é como a terra vomitando cólera
Onde ela é como a lua parindo desilusão.


Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas
Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade
Mas tende piedade também das mulheres casadas
Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.


Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas
Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas
Mas que vendem barato muito instante de esquecimento
E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.


Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas
De corpo hermético e coração patético
Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçadas
Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas.


Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto alegria e serenidade.


Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras
Que são crianças e são trágicas e são belas
Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam 
E que têm a única emoção da vida nelas.


Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse 
Ter piedade de si mesma e da sua louca mocidade
E outra, à simples emoção do amor piedoso
Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.


Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas
A vida fere mais fundo e mais fecundo
E o sexo está nelas, e o mundo está nelas
E a loucura reside nesse mundo.


Tende piedade, Senhor, das santas mulheres
Dos meninos velhos, dos homens humilhados — sede enfim
Piedoso com todos, que tudo merece piedade
E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!


A poesia acima foi extraída do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág.73

 

publicado por julmar às 11:46
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Quarta-feira, 7 de Março de 2012

Um dia diferente na Vila

Este ano o Verão na Vila vai ser diferente e quem vai fazer a diferença é você. Porque você faz renda como ninguém, porque você pinta, porque você tem um poema, porque sabe fazer um bolo especial, porque faz uns bolos de bacalhau especiais, porque tem fotofrafias da vila, porque tem umas velharias que gostaria de vender ou trocar. Há na vila escritores, pintores, escultores, fotógrafos, habilidosos, gente com jeito. A ideia é fazer no dia da festa do emigrante (ou noutro dia) uma grande feira com os talentos da vila. Se a Comissão de mordomos concordar, eu alinho na promoção. Mais gente que se ofereça para a organização. E a campanha e divulgação pode já começar no facebook.
publicado por julmar às 22:39
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Segunda-feira, 5 de Março de 2012

O Buraco (parte 2)

Frente à casa da ti Pureza Lavajo, vivia o irmão Joaquim Lavajo ( falecido em 1947 com 56 anos) casado com Isabel, a casa de quem em menino fui muitas vezes, a mando de minha mãe, buscar a tigela do fermento para fintar o pão. Daquela casa saíram criados a Amélia,a Maria, a Isabel, o António, o Zé e o Chico , todos adriões, gente de trabalho que haveriam de procurar a França quando se deu a debandada geral. Foram e voltaram. Morreram os pais, os filhos saíram e a casa abandonada ano após ano foi cedendo à erosão do tempo e à incúria dos herdeiros: primeiro foi uma telha que se levantou, depois um caibro que apodreceu e levou a um rombo no telhado, depois mais um caibro e outro até caírem todos. Resta a cumieira assente nas paredes desprotegidas e as filas de telhas assentes nas paredes de frente e detrás que o peso das pedras as não deixou ir - processo simples e eficiente de segurar as telhas. A porta e o postigo de carvalho rijo não resistiram à inclemência dos gelos e chuvas de inverno e à exposição ao tórrido calor de verão do meio dia ao sol pôr. Sem porta, sem telhado, lá está o escarção e a toça da porta, indiferente à indiferença dos homens, das mulheres, das crianças que passaram debaixo de si, durante séculos, gerações e gerações. Não sei se alguém reparou na data que ostenta na sua fronte: 1283. Já o dissemos: nesta colina em volta da designada Casa da Torre surgiu o domínio do poder civil municipal, simbolizado no Pelourinho que, posterior, o confirma e que há-de ganhar primado ao poder castrense do Castelo, no Cimo da Vila. Esta é uma inscrição importante e deve ser preservada. Aqui fica o seu registo. A partir desta casa e da do ti Joaquim André, ( nascido em 1912), casado com Maria Lavajo, começavam os campos agricoláveis: a vinha do Cerrado que noutro lado desenvolveremos. Uma casa apenas depois destas , do lado direito, uma casa térrea, a casa do ti Jerónimo ( ou Jerómino, na voz do povo) Fonseca, pedreiro de profissão que aplicava, mesmo às pedras mais pesadas, o princípio de que "contra a força não há resistência", desde que o vinho não faltasse e os ajudantes se movessem "todos há uma", no cântico, em coro, "pedra vai". E a pedra ia mesmo. Crente em Deus mas desconfiado dos seus mandatários, assistia aos actos litúrgicos importantes com espírito crítico que, bem sabemos, causa a maior das ruínas aos dogmas. Ruína maior, ainda, se lhe for acrescentado, o humor, como era o caso. De modo, que um dia assistia, ao grandioso sermão como era o do chamado "Aniversário" durante o período da Quaresma na Igreja da Misericórdia - misere mei, Domine. Estamos de novo na Misericórdia. Juntavam-se os padres das terras vizinhas, os oficiantes que eram em número de 11, e , em latim, salmodiavam, tempo sem fim, as lamentações dos profetas, as longas lamentações do profeta Jeremias, em língua latina, em canto gregoriano que esbarrava logo num "aléeeeee" que nunca mais acabava. "como está sentada solitária aquela cidade, antes tão populosa! Tornou-se como viúva, a que era grande entre as nações! A que era princesa entre as províncias, tornou-se tributária!" Como quem não sabe latim fica-se assim e da destruição da cidade por causa dos pecados dos homens e da ira de Deus, apenas se apercebiam pelo canto lamurioso. O pregador subido ao púlpito, teria de encontrar o conteúdo e a forma de chamar as almas ao arrependimento e o choro das mulheres era o sinal manifesto de que o conseguira. Claro que a forma clássica de o conseguir era a dramatização com as chamas do Inferno. Daquela vez, o pregador que já tentara, por modos vários, alcançar a comoção sem resultado, começou a ameaçar: - Arrependei-vos dos vossos pecados, ó pecadores! Olhai que a lenha de todo o vosso limite, do vosso concelho do Sabugal, do vosso distrito da Guarda, do nosso Portugal, toda a lenha do mundo não chega para fazer a fornalha que é o Inferno, onde ardem as almas daqueles que não se arrependeram dos seus pecados! Esse é o lugar que vos espera!" As mulheres comovidas choravam e, num ou noutro homem soltava- se uma lágrima. Porém, o pedreiro Jerónimo, ao fundo da igreja, na soleira da porta, talvez por causa de trabalhar com pedras, de alma empedernida, comentava: " Anda lá que a mim não me enganas tu", sendo que o enganas é nosso, por não ficar bem escrever aqui a palavra por ele usada. Era assim, o ti Jerómino, forte no corpo, rijo na alma, um verdadeiro maçon. Maçónicos, judeus - os marranos - e comunistas eis a trindade em que se encarnava Belzebu e com que se excluíam os inimigos da fé. O ti Jerómino ouvira contar ao avô histórias de clérigos pouco abonatórias da congruência entre o que se prega e o que se pratica, dando força ao dito: " Bem prega frei Tomás, fazei o que ele diz não façais o que ele faz". Como, regularmente comentava - o padre diz que somos todos irmãos, mas cada um come em sua casa. Ora coisa que ele não digeria bem, era, no dia do aniversário, em quaresma de jejum e abstinência, os oficiantes num total de 11 mais o pregador e o reitor, mais os mesários comerem que nem ....uns abades! E, claro, eu sei o que ele não sabia. Por exemplo, as contas do aniversário do ano de 1861: Jantar aos clérigos e mesários- 13.860; Músicos - 4.320; Clérigo Presidente - 1200; Clérigos oficiantes( 240 cada) - 2.640; Pregador - 2400; Mesa - 480 (os valores são em reis). Um jantar de quase mil reis por pessoa em tempo de jejum e abstinência ... Na casa do ti Jerómino, terminava a vila, no tempo em que havia grandes sermões, se cantava a ira de Deus, os lavradores semeavam o pão, os pedreiros levantavam paredes e os ferreiros aguçavam os picos dos pedreiros e as relhas dos lavradores.
publicado por julmar às 12:39
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