Domingo, 27 de Março de 2016

Música clássica e latim

 

"Hoje estarás comigo no paraíso"

concerto.jpg

 

1. Concerto da obra de Joseph Haydn. Sexta -feira Santa, após a procissão dos Passos. Igreja muito bem composta com perto de duzentas pessoas.

 Se eu não fui enganado, enganam-se os que pensam que o povo só gosta dos Tonhos, dos Marcos e dos Quins e de outros mal amanhados pimbas. 

É verdade que alguns com mais afazeres ou enfado foram saindo à medida que o tempo demorado, lento se escoava.

Mas o tempo e os tempos da música são, na verdade, assunto da maior complexidade. E da estética, em geral.

Música clássica não é coisa de que se goste à primeira.

2. O senhor padre lembrou na homília a exortação feita no Evangelho, na missa de domingo de Páscoa

    "Aspirai às coisas do alto e não às coisas da terra"

Liturgia quase sem cânticos e sem aleluias declarativos. E termina, após a procissão em torno da Igreja, com a entoação do Tantum Ergo, com música de ouvido e com letra, compreensivelmente, já muito estropiada. 

Um povo que escuta Haydn e entoa o Tantum Ergo, que ouve música clássica e fala latim prova que aspira às coisas do alto.

publicado por julmar às 22:43
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Sexta-feira, 25 de Março de 2016

Os Martírios da Paixão

vm51.bmp

Mais uma vez, desde tempos imemoriais, se andaram as Cruzes na Vila. Entre as estações marcada pelos Passos, sob a orientação da senhora Lurdes Monteiro, o cantar dolente do povo.

REFRÃO

Bendita e louvada seja

A paixão do redentor

Que para nos livrar das culpas

Padeceu por nosso amor

I

Lá vai para o Calvário,

Lá vai caminhando,

Seu pranto rogando,

Com Passos de um filho

II

Lá naquela rua,

Cheia de amargura,

Chega a virgem pura,

Sua triste mãe.

III

Olhando para a turba

Lhe diz tristemente

Que mal fez meu filho,

Oh ingrata gente

IV

O meu filho morre,

De secura, vêde

Eu não tenho água,

Para apagar a sede

V

Ouvindo esta queixa,

Um algoz cruel,

Vem trazer a Cristo,

Esponja com fel.

VI

E Jesus tão brando,

Com tanta agonia,

O suor corria

Em sangue inundado.

VII

Vinde almas devotas

Ao horto, se quereis,

Ver o Rei dos reis,

Em terra prostrado

VIII

Cristãos pensai bem,

Se estais comovidos

Há-de à vista da mãe

Morrer o filho querido

 

publicado por julmar às 17:46
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Sexta-feira Santa na Vila

Um dia cheio ... de coisas boas: 

almoço.jpg

Almoço organizado pela Comissão de Festas do Senhor dos Aflitos, onde estiveram quase cem pessoas que acrescentaram as habituais residentes, vindas de França, Lisboa, Guarda, Porto, etc. e que foi farto em comida e bebida, em entradas e sobremesas que coroaram uma deliciosa feijoada de marisco.

Mais para o fim da tarde vãi realizar-se a procissão da Via-sacra ou andar as cruzes como por cá se diz.

passos.jpg

No final da procissão haverá um concerto na Igreja Matriz: As sete últimas palavras de Jesua na Cruz, de Joseph Haydn

as sete palavras.jpg

Vá lá, não digam que na Vila não se passa nada!

publicado por julmar às 16:46
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Quarta-feira, 23 de Março de 2016

Concerto - As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz

A pedido do sr padre Daniel Cordeiro, torno público o concerto que acontecerá no dia 25, na Igreja Matriz, sexta-feira, em Vilar Maior, após a Procissão dos Passos.  

as sete palavras.jpg

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publicado por julmar às 21:17
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Terça-feira, 22 de Março de 2016

Comunicações em Vilar Maior

No dia 16 de Março O Público publicou uma listagem de freguesias que iriam ter cobertura de Banda Larga Móvel da qual não consta Vilar Maior. Contatei hoje a anacom (Autoridade nacional para as comunicações) e, para além de outras informações, foi-me dado o link sobre a decisão de cobertura das freguesias., que é o que se segue e em cujo anexo (Clicar em deliberação) consta a freguesia de Vilar Maior. Entretanto, vou pedir mais informação sobre o assunto, nomeadamente sobre a efetiva implementação.

NOTA: Dado o link não funcionar deverá copiá-lo ou digitá-lo na barra de endereços.

http://www.anacom.pt/render.jsp?contentId=1171334

 

publicado por julmar às 12:03
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Domingo, 20 de Março de 2016

A família André

Augusto e beatrizz  andre.jpg

 

 Fotografia retirada da página do Facebook de Maria do Céu Gradiz

Corria o mês de Agosto, era meio dia, de 1960. Augusto André e Beatriz da Conceição Graça passaram a manhã a arrancar batatas na horta do Arreçaio, carregaram duas sacas batatas no burro e algumas abóboras. O ti Augusto, bóina na cabeça, rédea de burro na mão que, por feitio ou opção, nunca gostou de carregar pesos ou trabalhos pesados.  A ti Beatriz, no lugar do chapéu de palha, colocou a molide e sobre ela um balde cheio de batatas rachadas, encimado com uma abóbora. Mulher enérgica, trabalhando o tempo todo, carregando tabuleiros de pão finto, pronto a meter no forno. Os dois mantinham seis dias por semana o forno a cozer pão: arranjar giestas, aquecer o forno, marcar a vez dos fregueses para cozer o pão, arranhar o forno, meter o pão, tirar o pão e receber a poia e mais um inumerável número de pequenas coisas atinentes ao ofício de forneiro. Por mor do ofício, os filhos iam recebento o cognome: do Forno: Por ordem, foram aparecendo a Filomena, o António, a Ana, o Manuel, o José e, mais tardio, o José Augusto. Vizinhos que eram, conhecia-os a todos e, de modo particular o José do Forno, do meu ano, colega de escola, aluno inteligente, que lembro ajudar-me nos problemas de matemática. O José Augusto que permaneceu sempre pela vila, recebeu a genica da mãe, trabalhador como ela, aqui construiu a vida. 

publicado por julmar às 21:00
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Sábado, 19 de Março de 2016

Porque hoje é o dia do pai

IMG_0208.JPG

 A Mão Direita do Meu Pai

 

Muitas são as coisas maravilhosas,

Mas nada é mais maravilhoso do que a mão direita do meu pai.

 

Embaínha a espada por amor à paz

Poda a árvore para que cresça e frutifique

Desembaraça as plantas boas das daninhas

Dá uma mão de ensino para indicar o recto caminho

Pega na rabiça do arado e revolve a terra

Onde, mão cheia, lança, em gesto largo, a semente

Que seara loira o tempo fará

Mão que guia a vaca, o burro e afaga o cão

Dura, calejada, segura e forte,

Poisa-me na cabeça e é uma benção

 Tão forte que pegavas no braço

Dos meus poucos quilos de gente

 P'ra cima do dócil jumento

Mão que à mesa, com toalha de linho posta,

Fazia chegar o vinho e o pão

Alimentos do corpo, força da tua mão

 Só da agressão da morte te não pôde defender

Mas, nas linhas da tua mão direita, pai,

Ficou escrita a civilização.

 
 
publicado por julmar às 15:20
publicado por julmar às 14:19
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Sexta-feira, 18 de Março de 2016

A economia dos anos cinquenta

Cheguei aqui, à Vila, tão cedo como o ano novo: à meia-noite, mais coisa menos coisa, que a medição exata do tempo pouco importava. Como quer que tenha sido lá ficou o registo: nascido aos dias um de Janeiro de mil novecentos e cinquenta e um.

Aí vivi toda a década de cinquenta. Aí aprendi a falar português, a rezar por vivos e defuntos, a tratar da terra e do gado, a ler, escrever e contar. Agora, olho para trás, e encontro um mundo que só já existe na minha memória. Desta vez, tentei inventariar os bens que eram exportados e que permitiam a entrada de dinheiro com que se haviam de comprar produtos tão essenciais como o sal, o açúcar, os fósforos, o petróleo, o tabaco ou matérias-primas como o ferro e a pólvora. Os mercados (da Bismula, de Alfaiates, da Miuzela) e feiras eram os principais locais de venda.

Produtos exportados:

De origem agrícola:

Centeio, batata, vinho, Feijão (manteiga, cor de cana, vermelho, branco), vagens secas, gravanços (grão de bico), chícharos (feijão frade), milho, pimentos, cebolas, alhos, nozes, amêndoas, marmelos,  linho, linhaça, cornachos

De origem animal:

Vacas, vitelos, ovelhas, borregos, cabras, cabritos, burros, galinhas, coelhos, peles, ovos, queijo, leite, lã, apicultura, criação de bicho-da-seda

De origem artesanal

Brochas, tamancos, cadeiras, vassouras (de bracejo), alfaiataria, costura, latoaria, moagem

De origem mineral

Volfrâmio a que se associava o contrabando

publicado por julmar às 22:05
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Domingo, 13 de Março de 2016

Requiescat in Pace

Faleceu, em França, com 76 anos de idade, José Joaquim Fernandes Jacinto, filho de António Jacinto e Maria Faustina Fernandes, após doença prolongada. Este nosso conterrâneo, casado em Alfaiates, era irmão de Ernesto, Francisco, Maria Joaquina e Beatriz. Aos seus familiares apresentamos sentidas condolências.

publicado por julmar às 20:00
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Quarta-feira, 9 de Março de 2016

IRS - Todos por Vilar Maior

 

Desenho da Misericórdia_edited.jpg

 

Relembramos a todos os vilarmaiorenses residentes em Vilar Maior ou fora que não esqueçam a oportunidade de consignar 0,5% da colecta a favor da Santa Casa da Misericórdia de Vilar Maior Irmandade e Instituição Particular de Solidariedade Social, com o Nº de Identificação Fiscal - NIF - 504 300 130

A consignação de IRS é uma possibilidade que todos os contribuintes têm ao seu dispor e consiste na decisão de “desviar” 0,5% da colecta de imposto para outra entidade.

A opção não representa um encargo adicional a quem a faz, uma vez que se trata de uma simples reafectação do dinheiro que, em vez de dar entrada nos cofres do Estado, vai para a conta de uma instituição à escolha do contribuinte.

Já agora num espírito de unidade em torno da União de freguesias de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos apelamos aos contribuintes deste novo território administrativo que inclui as anexas de Batocas, Escabralhado, Carvalhal e Arrifana, para que façam esta consignação. 

Não nos custa nada e é dinheiro que será entregue a uma instituição cujo serviço de apoio social é indiscutível, sobretudo no apoio à população idosa. Ajude a Misericórdia para que a Misericórdia o ajude a si. Façam campanha junto dos vossos amigos

A seguir o documento que o senhor Presidente da Junta me enviou para publicitar (de leitura um pouco difícil)

 

consignação.jpg

publicado por julmar às 11:15
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