Domingo, 18 de Novembro de 2007

Rendeiras

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Este é um dos locais dda mais rica e esclarecedora toponímia: das Portas - átrio emblemático da Vila, ladeado de duas casas nobres com altos ciprestes quais jarras de flores para receber as visitas - seguia-se pela rua Direita (directa aos Paços de Concelho) e estava-se no muro (muralha do mesmo tipo da do castelo) no qual se integrava a porta para a cidadela - O Arco. Por baixo dos Paços do Concelho e em parte assente sobre ele ficava o Barroco dos Martírios que dava entrada para a Cadeia, Um pouco mais abaixo (como se vê na fotografia) encontra-seuma estação dos Passos da via Sacra.

Na foto três rendeiras -  ti Olímpia, ti Filomena e ti Graça que tecendo rendas, vão tecendo as próprias vidas e contando de outras vidas.

publicado por julmar às 18:26
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1 comentário:
De Ribacôa a 23 de Novembro de 2007 às 13:04
LARGO DAS PORTAS
Em tempos não muito distantes, o Largo das Portas foi a maior porta de saída e também de entrada em Vilar Maior. Qual cais de despedida ou braço estendido das estações de caminhos de ferro do Nome e da Cerdeira do Côa. Se o Largo das Portas fosse um espaço privado e fosse de minha pertença, mandava ali erigir uma lápide (até podia ser um enorme barroco dos muitos que existem nas redondezas), na qual seria inscrita a letra de uma canção do cantor Manuel Freire, intitulada: EI-LOS QUE PARTEM. Seria uma boa forma de prestar singela homenagem a todos quantos de ali partiram em demanda de melhor sorte e principalmente àqueles que nunca mais voltaram. Segue-se a letra da referida canção, a qual cito de cor.

Ei-los que partem
novos e velhos
buscando a sorte
noutras paragens
noutras aragens
entre outros povos
ei-los que partem
velhos e novos.

Ei-los que partem
de olhos molhados
coração triste
e saca às costas
esperança em riste
sonhos dourados
ei-los que partem
de olhos molhados.

Virão um dia
ricos ou não
contando histórias
de lá de longe
onde o suor
se fez em pão
virão um dia
ou não.

Já agora e sem qualquer pretensiosismo, aí vão dois versos da minha lavra relacionadas com o tema.
Na impossibilidade de o fazer de outra forma, é a minha pequena homenagem aos que partiram

Disse adeus à minha terra
quando pelas Portas passei
vou para longe, vou para a guerra
quem sabe se voltarei.

À procura de outra vida
em busca de melhor sorte
muitos mais ali passaram
na hora da despedida
tanta lágrima contida
muitos nunca mais voltaram
e de outros se perdeu o norte


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