Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

Um Poema que bem se pode aolicar a Vilar Maior - Dr Leal Freire

No povo velho da vila ninguém sabe

Quando é que a vila começou.

Nem entre  os velhos nem  entre os meninos

 

Mas todos sabem que antes de todos

Quase antes de sempre  já havia vila

E quando todos fecharem os olhos

A vila continuará como se nada acontecesse

Como se eles nada fossem no seu viver

 

Sabem que ao aloi fica o seu castelo

Tão velho como a corda do relógio

Que nunca deu as horas certas

Tão velho que todos dizem que vem dos  mouros

E  não do rei que foi seu fundador

 

Agora de que lhes serve o castelo

Se não há moiros para matar

E para que lhes serve o relógio

Se sempre trabalharam ao compasso do Sol

 

Sabem que tem uma igreja  imponente

E  um pelourinho que não prende criminosos

 

Só não sabem quando é que a vila foi vila

Quando o castelo foi erguido

Quando o pelourinho teve  o calor do medo humano

Mas sabem

Que o resto é  a  sua vida

Que o resto são os seus trabalhos

Desde que o sol nasce  até vir a noite

publicado por julmar às 15:03
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1 comentário:
De Manuel Maria a 23 de Fevereiro de 2012 às 15:14
É mesmo sobre Vilar Maior!
Irá saír um livro em breve com poesias de Leal freire alusivas a cada uma das freguesias do Sabugal. Já tive o original nas mãos...


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