Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Casas antigas

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O Cimo da Vila começava no Arco, porta que dava acesso à cidadela. De todas as casas a da imagem é a mais imponente. Infelizmente o ter dinheiro nem sempre representa um progresso para as pessoas que o têm. A emigração deu a possibilidade a muitos de realizarem desejos antes considerados sonhos. Anos ante s o proprietário da casa em questão nem em sonhos pensaria vir a ser seu proprietário. Mas não só teve dinheiro para comprar como para a desfeitear. Por baixo de todo aquele reboco há uma cantaria impecável de que me lembro bem. Recordo igualmente o seu proprietário o sr. Bernardo Simões a cavalo na burra a caminho das Morenas ou do Mindagostinho. razoável proprietário e produtor de óptimo vinho encontrou a morte (ou esta o encontrou a ele) no ano de 1958, a cavalo na burra, quando regressava do mercado da Bismula.

Bem que o actual proprietário da casa merece conselho no sentido de valorizar a sua casa. Para tanto bastará retirar o cimento que a cobre e  colocar aquela varanda tal qual era. Todos ficam a ganhar.

publicado por julmar às 18:19
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8 comentários:
De Katekero a 17 de Janeiro de 2008 às 20:17
Antiga? Quem diria! Mas é mesmo antiga. Disso só poderá duvidar quem não a conheceu antes de ter sido completamente desfigurada.


De Manuel Maria a 18 de Janeiro de 2008 às 16:17
Sim antiga...
Há quem diga que as paredes, tal a boa cantaria, fazem parte de um antigo torreão da cidadela. curiosamente, do outro lado da rua, mesmo defronte da casa do joão monteiro, fica o "chão das cavalariças"...


De Jarmeleiro a 17 de Janeiro de 2008 às 21:15
A recuperação desta foi feita ás avessas.


De Anónimo a 18 de Janeiro de 2008 às 16:49
Mas continua a tempo de ser recuperada às direitas.


De Vilar a 18 de Janeiro de 2008 às 01:03
Mais um crime de lesa património em Vilar Maior. E é como diz o autor do texto; Retirem-lhe o rebouco das paredes e os pequenos enxertos; Reponham-lhe a varanda ao estilo de origem e ficarão em presença de uma casa feita em cantaria de granito bem trabalhado. E, embora situada no no cimo da vila, pedirá meças às melhores, feitas desse mesmo material, em toda a povoação.
E já agora: Nesse mesmo dia da Morte do Senhor Bernardo Simões, morreram duas ou três vacas ao ti Mergildo, devido a um fogo que ocorreu na loja das mesmas, a qual hoje pertence ao filho Zé.


De Manuel Maria a 18 de Janeiro de 2008 às 16:37
É azar de famíla... há uns tempos chorav-se o Zé, que lhe morrera uma das vacas de umas ervas que apanhara no lameiro do Val da Lapa e contava aquilo com uma tal dor, o que me isnpirou o seguinte poema:

Quando a noite submergia
O "Vale da Lapa",
De volta a casa,
Subia o Zé Mergildo o "Pindelo".

- Eia morena! Eia bonita! Arre... Vamos!


E Elas arrancavam
Calçada acima,
Em louca carreira
Até à "Fonte Velha",
Onde bebiam e chapinhavam.

- Hei morena! Hei bonita! Tem... Tem! Tem... Tem!


Era outro despique dali à loja,
Atropelando-se no portal,
Gulosas do feno na manjedoura.

- Põe-te morena! Põe-te bonita! Arreda... Arreda!



Então as mãos calejadas do Zé
Passando-lhes pelos cornos,
Depois no lombo,
Desciam à úbere,
Que afagavam
Demoradamente:

- Ah morena! Ah bonita! Lindas meninas!


E o leite quente corria,
Em jactos certeiros,
No copinho de latão.





De julmar a 18 de Janeiro de 2008 às 19:55
Enfim, tudo desfeia a casa: as portas de alumínio (que nunca deveria ter entrado na parte antiga da vila), o gradeamento arqueado de um ferro sem dignidade, o portão da garagem com uma calha exterior parede fora, as portadas das janelas, as antenas do telhado mais a parabólica.
E o entorno também não ajuda nada: poste de pinho, poste cimento ... uma parede derrubada que está. estará para durar.


De Anónimo a 20 de Janeiro de 2008 às 21:28
A cor da casa não engana. Aquele amarelo macilento revela sinais evidentes de icterícia ou, quem sabe, de hepatite. E a culpa só pode ser do cimento do reboco, muito atreito a viroses provocadas por fungos, coisa a que o granito é imune. Mas não me parece grave. Não é coisa que o Paulo do Bernardino ou alguém da mesma arte não possa resolver. Como? Primeiro removendo-lhe todos os apêndices; Depois intervindo ao nível da pele. Contudo, não pode ser um tratamento de cosmética, nem mesmo uma operação plástica. A coisa não vai lá com bisturi mas sim com o martelo pneumático, esfondo-a toda como quem esfola uma rês e deixando-a em carne viva. Não tardará a nacer-lhe uma nova pele, rugosa talvêz; Mas forte como o granito. Eu que estou a tentar personalizar a casa, sei que a sua cor já não é amarela mas sim vermelha como o portão corredio que a serve, tal é a vergonha que sente por tudo quanto dela se tem dito.
J.B. Anonimamente, pois ouvi dizer que em Vilar Maior VIGORA, vigorosamente, o delito de opiniâo e eu não estou para me chatear.


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