Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

POSTURAS MUNICIPAIS - Dr Leal Freire

Os  mercadores  provinham da classe  do  povo. Eram,por isso, plebeus. Mas  não lhe  estava vedado  o acesso à   fidalguia. Quando o mercador  era  abonado  de  capitais e  os seus  negócios  atingiam  certo volume, era  a  própria  lei  que  lhe  concedia  privilégios.

A aristocracia mercantil  era, pois, uma  aristocracia   do  dinheiro.

Atingido o escalão  de  mercador de  Grosso Trato, não  podia ser  açoitado no  pelourinho, nem  espiar  culpa  com  baraço  ou pregão.

Os mercadores  não tinham   como  tinham  os  homens  das  artes  e  ofícios  uma  organizaçao  corporativa. Mas  a  ocupação de  mercador  não se podia  exercitar   sem os necessários  requisitos  de  fidelidade  e sabedoria, e  a  estes  fins  não  se  pode  passar   senão  pelos  próprios  e  adequados  meios  de  educação  e  experiência.

Os  quais  só se  podem  conseguir   se  os  caixeiros  que  entrarem  nas  lojas   tiverem  bons  exemplos  de  probidade  nos  patrões  a  que assistirem  e  procurarem  eles  próprios  adiantar-se  nos  cálculos  e  negociações  mercantis.

Que não  tenham  menos de seis anos  no  exercício  de  caixeiros   para  lhes  ser permitido  abrir lojas  por  sua  conta.

O caixeiro só podia  ser  admitido  como tal entre  os  doze  e dezoito  anos  e  era  submetido  a provas  de  exame - ler, escrever  e  fazer  contas.

E os comerciantes tinham  de  estar  na posse  de  quatro virtudes - probidade, verdade, boa  fé  e  boa  fama.

Havia  diversas  espécies  de  mercadores: Grosso Trato, Panos de cor, Linheiros, Tendeiros e Mesteirais

Havia ainda os mercadores de  Nação  que  eram os  judeus, que  se  encontravam  arruados, vivendo  em bairro  próprio, com  sinagoga  e  forno  privativo.

Por  seu turno, capelista   era  o  mercador  de  fazendas  e  miudezas.

Tratante  e traficante  eram, segundo o  foral, pessoas  de  bem. Era tratante  todo  o  que  tinha  por  modo  de  vida  contratar nos  cálculos  e  negociações  mercantis.

arruados, vivendo  em bairro  próprio, com  sinagoga  e  forno  privativo.

Traficante  especificava   que  o  seu  titular andava  no  tráfico, isto é  nos negócios.

De  modo que, naquelas  eras  se  chamava  tratante  ou  traficante - nomes  hoje  pejorativos - a  qualquer  bom, honesto  e  honrado  comerciante.

publicado por julmar às 18:57
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