Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

A roda

Um pouco por todo lado lá estão decrépitas, invadidas por silvas, ganhando ferrugem. Estranha arqueologia. Tiveram um papel importantíssimo. Depois vieram os motores que com o roncar estranho trazia uma nova era. O roncar do motor substituiu o barulho da água ao cair na caldeira e o ritmado bater do travão que indicava que a besta não parara o seu passo em cículos infindos. Depois dos motores as veigas passaram a lameiros e, mais tarde as levíssimas sementes da giesta foram frutificando a par das silvas. Os jardins que ladeavam o rio deram lugar a todo o tipo de plantas e árvores.

publicado por julmar às 18:51
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16 comentários:
De Vilar a 26 de Fevereiro de 2008 às 00:13
É BOM OBSERVADOR?
A nora da imagem encontra-se numa propriedade nos limites de Vilar Maior. Terá sido a segunda a chegar e disse-me um dia o seu proprietário que possuía uma característica única que a distinguia de todas as outras noras da terra, a qual está bem visível. Aceitam-se opiniões sobre o nome da propriedade e qual a tal diferença.


De tintim por tintim a 26 de Fevereiro de 2008 às 22:13
O sítio é o Porto Sabugal. A característica única é o facto de as rodas dentadas estarem trocadas. A besta é que as paga


De Vilar a 26 de Fevereiro de 2008 às 22:46
Na "mouche ". E quem sabe se, quem tão bem observou, alguma vez não terá regado na referida propriedade, com a água tirada pela nora.


De "O Vila" a 26 de Fevereiro de 2008 às 23:07
Desta vez não ia lá.
Mas falando na dita nora, creio que haveria outro pormenos que, a meu ver também seria único.
Creio que não o sonhei, mas parece-me que tinha "os copos" (eram assim chmados??) de forma cilindrica enquanto as outras, aqueles eram de embocadura mas retangular. Alguém que me diga se estou certo ou se estou a dizer asneira!!!!!!!!!!.


De Vilar a 27 de Fevereiro de 2008 às 14:32
Certíssimo. Também os "copos" eram diferentes dos das demais. E pelos vistos há por aqui gente bem informada sobre este engenho.


De Ribacôa a 27 de Fevereiro de 2008 às 15:42
".......O roncar do motor substituiu o barulho da água ao cair na caldeira e o ritmado bater do travão indicava que a besta não parara o seu passo em ciclos infindos........" Este pequeno extrato do texto, impregnado de tons bucólicos, constitui um verdadeiro hino às fainas agrícolas de antanho. E, cairia como mosca no mel à veia poética do Manuel Maria, que tão arredio tem andado destas lides ultimamente e por isso nos tem deixado orfãos dos seus poemas.Para quem aprecie, sabe que o arroz de cabidela constitue um verdadeiro pitéu. Deconhece-se, contudo, se alguma vez terá provocado amnésia a quem o comeu (lol).


De Manuel Maria a 28 de Fevereiro de 2008 às 10:55
Deixei poema, no arrozcomtodos precisamente sobre a roda... (lol)
. Falta de tempo... ando no julgamento do "apitacho" em gondomar, o qual me esta a dar "agua pelas barbas"... e não é do poço...


De Ribacôa a 27 de Fevereiro de 2008 às 15:44
".......O roncar do motor substituiu o barulho da água ao cair na caldeira e o ritmado bater do travão indicava que a besta não parara o seu passo em ciclos infindos........" Este pequeno extrato do texto, impregnado de tons bucólicos, constitui um verdadeiro hino às fainas agrícolas de antanho. E, cairia como mosca no mel à veia poética do Manuel Maria, que tão arredio tem andado destas lides ultimamente e por isso nos tem deixado orfãos dos seus poemas.Para quem aprecie, sabe que o arroz de cabidela constitue um verdadeiro pitéu. Deconhece-se, contudo, se alguma vez terá provocado amnésia a quem o comeu (lol).


De Ribacôa a 27 de Fevereiro de 2008 às 15:51
OPSSSS . Sei que o comentário é bom. Mas bisar!!! não havia necessidade.


De "O Vila" a 27 de Fevereiro de 2008 às 16:05
Grato ao Vilar pela confirmação do que afirmei. De facto existem coisas da nossa meninice que , dado o passar dos já alguns longos anos, nos deixa na dúvida.
Há muito que não visito aquele local e não estou, por exemplo "a ver o ângulo" em que a foto foi tirada. Não entendo o monte de pedras que esão para lá da nora, que não tenho noção de existirem. Ainda se fosse a da pontaguarda!!!!...mas nessa faltariam os sempre existentes "buxos"...
Das restantes palavras de Vilar, chego à conclusão de sempre em conteúdos literários deste género: em pequenos não tivemos carrinhos bem polidinhos e outros regalos, no entanto tivemos por parte da natureza e dos animais, tesouros que nos fizeram crescer com uma mentalidade e maturidade diferentes de outras pessoas (não discuto se melhor, pior ou apenas diferente...).


De Lian a 27 de Fevereiro de 2008 às 18:37
As tantas está aqui uma preciosidade arqueológica e ninguém sabia.


De "um Canivete" a 27 de Fevereiro de 2008 às 18:56
Essa "está bem metida"....


De Anónimo a 27 de Fevereiro de 2008 às 19:37
"Essa está bem metia". Qual delas?


De lagartixa a 27 de Fevereiro de 2008 às 19:31
(Não discuto se melhor, pior ou apenas diferente..) Olhe que naquele tempo não se conhecia a expressão "GERAÇÃO RASCA".


De amora a 28 de Fevereiro de 2008 às 22:38
Regar éra uma tarefa diária quando chegava o estio, de manhã num lado, de tarde noutro, ora baldeando água à burra, ora através da roda, ora da presa ou do açude. Sem água atempada lá se vão as hortícolas, o feijão, a batata e o milho. Por isso, a roda constituiu uma revolução na agricultura. Construiram-se os passeios suficientemente alteados para que a água elevada pudesse depois por força da gravidade chegar a toda a propriedade. As crianças, no tempo que não se sabia o que era o trabalho infantil, levantavam-se manhã cedo antes do rariar do sol para «tocar a burra».


De Lian a 28 de Fevereiro de 2008 às 22:56
"..... Construíram-se passeios suficientemente alteados...!" "Força da gravidade...!" Sim senhor. Muito bem observado. Será engenhêro .


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