Sábado, 15 de Março de 2008

Casas antigas

Esta é a casa de que falava no post anterior. Há cinquenta era a mesma, sem a chaparia que reveste a porta e sem as silvas que aos poucos taparão a entrada principal. De resto conserva-se inalterda como a pedra de que é feita. O beiral com a fileira de pedras mantém as telhas no sítio. Para tal conservação conta o facto de se tratar de parede seca (sem barro ou qualquer outra argamassa). Aí está uma boa casa para ser bem restaurada, e com um avistamento extraordinário.

 

 

publicado por julmar às 21:27
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12 comentários:
De Vilar a 15 de Março de 2008 às 22:45
Alem de situada em local privilegiado, talvez impar em Vilar Maior, possui excelentes logradouros constituídos pelo espaço junto ao caminho que vai para o cemitério, bem como pelo palheiro paredes meias com a sua retaguarda . Óptimas condições para ser recuperada .


De Lian a 15 de Março de 2008 às 23:58
Quem será o proprietário? E quererá vender?


De J.B. a 16 de Março de 2008 às 22:22
Hoje não sei a quem pertença. Sei, isso sim, que foi habitada até finais da década de cinquenta ou princípios dos anos sessenta pelo casal Henrique dos Santos e Antónia "Sarrana ", pais de Maria, António, José e Filomena (?), os quais, a partir dessa altura, passaram a residir na Guarda. Em frente à casa, atravessando a rua, encontra-se um pequeno forno (dizem ter pertencido a Júlio Costa). Esse mesmo espaço foi partilhado até à poucos anos por duas pequenas mós, havendo quem diga tratar-se de um moinho manual. Qual será o paradeiro dessas mós?
J.B.


De Jarmeleiro a 16 de Março de 2008 às 22:50
As mós? levo-as barzabenas que foi quem levou as de todos os moinhos.


De Anónimo a 18 de Março de 2008 às 11:13
Tintim por Tintim
Pois, existia a tal mó de um lado do pequeno logradouro e no lado oposto um pequeno forno. A esta mó se refere Joaquim Correia na Monografia do Conselho do Sabugal. Esta pequena mo manual servia para quando a ribeira secava no Verão.
Mas por aqui nem as pedras das campas dos mortos descansam em paz


De J.B. a 18 de Março de 2008 às 17:14
Pudera! Então elas (as pedras das campas) estão ali mesmo à mão de semear. Material nobre, pedras de granito, bem talhadas... Melhor que isto não há, para fazer umas escadas de acesso a uma casa (ou será um palheiro?) ali bem perto da igreja matriz de Vilar Maior. Este não tinha preconceitos em relação aos mortos. E os outros? Aqueles que tinham obrigação de ver estas coisas e outras e nada vêem , têm eles preconceitos de alguma espécie? AMEN .


De Ribacôa a 16 de Março de 2008 às 00:13
No tempo em que não havia ladrões, normalmente as casas destas aldeias não eram fechadas à chave. Às vezes fazia-se de conta que se fechavam, porque aquele buraco ao lado da umbreira da porta não engana (va ) ninguém. Era o esconderijo da chave mas toda a gente o sabia.


De Lagartixa a 16 de Março de 2008 às 16:40
Não havia ladrões ou não havia o que roubar?


De julmar a 16 de Março de 2008 às 20:05
Bem observado! Que havia numa casa assim para roubar? E depois os objectos , instrumentos, animais não precisavam de assinatura ou de marca especial que toda a gente os reconhecia. Havia centenas de enxadas mas não havia duas iguais: um cabo mais curto ou mais comprido, com nervura mais ou menos acentuada, mais ou menos serrado, com um nó mais aqui ou mais ali, mais liso ou mais rugoso, mais escuro ou mais claro. Não havia nada de mais pessoal que um cabo de uma enxada. Eram horas, dias, anos a ser afagado pela mão do cavador até ficar de uma lisura tal que nenhuma outra máquina conseguiria.
O anonimato era coisa desconhecida por aqui: nas pessoas, nos animais, nos objectos.
Amora da silva


De Manuel Maria a 16 de Março de 2008 às 23:02
sítio priviligiado, mas má vizinhança nas traseiras...


De Vilar a 17 de Março de 2008 às 00:41
Poderá ser. Mas medo há que tê-lo dos vivos. Além do mais, se tomarmos como exemplo muitos cemitérios das cidades o que vemos? Valha-nos Santa Maria do Castelo.


De Dofaleiro a 17 de Março de 2008 às 14:20
Para alguns poderá não ser muito agradável morar perto de um cemitério. Mas qual será a diferença entre morar a trinta, cem ou mil metros e quem mora junto à Igreja Matriz? Não conviveu e convive ainda com essa realidade? E que dizer dos moradores junto largo do terreiro da Misericórdia onde recentemente foram encontradas ossadas humanas? Vamos lá ver se a casa de que se fala não está assente sobre o cemitério antigo recentemente descoberto nas suas proximidades.


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