Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

Que significa para si esta casa?

Não é uma casa de Vilar Maior

Olhe para a rua da direita. Trata-se de uma casa de uma aldeia circunvizinha. O mais certo é que algumas vezes tenha entrado nesta casa. Claro que está mudada. Tem uma entrada na rua que desce. Então, já são pistas suficientes?

 

 

publicado por julmar às 22:11
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11 comentários:
De Manuel Maria a 29 de Maio de 2008 às 18:19
Partilhas...


De Manuel Maria a 29 de Maio de 2008 às 18:20
Mas amigáveis, porque lá está o portão interior para mútuo acesso ao pátio dividido.
(juridicamente muito má ideia, mas aí é o advogado a falar...)


De Dofaleiro a 29 de Maio de 2008 às 19:35
Eu diria que o contraste entre antigo (frontaria restaurada em granito) e o moderno (alvenaria) até podem ser compatíveis se bem combinados. A borrar a pintura Os muros do curral, as portas, portões e a cancela em ferro. Porém, os gostos são relativos.


De julmar a 29 de Maio de 2008 às 20:11
Pois, os gostos são relativos e neste caso relativamente maus. O ferro cuja invenção deu origem à idade do ferro que constituiu um progresso maior na história da civilização, a sua expansão tardia por estas terras criou aberrações estéticas: janelas, portas, portões, grades ... uma invasão. por impossível que pareça menos duradoura do que algumas das madeiras que veio substituir.


De Vilar a 29 de Maio de 2008 às 21:27
A propósito de invasões e numa de bom observador, eu direi que aquele poste (da electricidade?) dentro do curral, é digno de figurar numa colecção de postais ilustrados, tendentes a divulgar Portugal no mundo inteiro e arredores. Qual será a renda paga pela entidade proprietária do poste ao proprietário do curral ? É claro que eu não ponho a hipótese de ter sido o dono do da casa a encurralar o poste. Porém, neste País de espertalhões...!!!


De "O Vlila" a 29 de Maio de 2008 às 23:39
Da mescla de materiais utilizados que se reúnem numa área relativamente pequena, já muita gente falou. No entanto fica-me a curiosidade de saber em que aldeia fica este imóvel que reúne vários estilos.
Pedindo desculpa de tanta ignorância diria, pela pequena nesga do lado direito em que se vislumbra uma pontinha do horizonte, tratar-se da Bismula . Quem me dá uma ajudinha??!!.


De julmar a 30 de Maio de 2008 às 08:46
Quente


De Ribacôa a 30 de Maio de 2008 às 09:02
Penso que "O Vila" Acertou. Tenho quase a certeza de que é na Bismula e a ser a casa que eu penso trata-se do antigo comércio do Sr. Mendes onde, como diz julmar , tantas vezes muitos de nós teremos entrado. Havia uma extensão do comércio num outro edifício do lado oposto da tal rua que desce. Serviu-me de referência para a identificação a casa de alpendre que se vislumbra lá ao fundo.


De "O Vila" a 30 de Maio de 2008 às 14:36
Como as coisas que conhecemos em crianças, ganham um aspecto diferente depois de adultos!!.De facto pareceu-me tratar-se dessa casa uma vez que Julmar se referia à hipótese de termos l á entrado v á rias vezes. A lembrança de miúdo é de que a casa ficaria num patamar mais elevado em relação à rua que desce.
O concluir que seria na Bismula , deve-se ao facto de ficar num sitio alto e adivinhar-se ao longe os cabeços do Vale da Lapa (ou das moitas ??).


De julmar a 31 de Maio de 2008 às 21:43
Exactamente. O Comércio do ti Mendes, homem, que recordo da minha meninice, alto e magro e de uma afabilidade sem par. Para além de venda de produtos inexistentes no comércio de Aníbal Gata ou de Aninhas Frias (Viúva de Albino Freire) como uma saca de cimento, cal, vidro... ele era intermediário dos moleiros de Valongo. Vezes sem conta, punham-me na burra com taleigos de centeio que chegado ao comércio do ti Mendes ele se encarregava de o descarregar e de pôr a correspondente farinha. A casa é a mesma, sem muros, sem poste, sem fios, sem parabólica, sem rachas branqueadas, de telha de Nava de Haver, sem parabólica ... mas de porta aberta onde o comércio das coisas se completava do comércio gratuito dos afectos e dos sentimentos.


De agent provocateur a 31 de Maio de 2008 às 21:29
A loja do sr António Mendes!!!
Simpático senhor.
Vendia de tudo: uma "drugstore" na Bismula. Na Subloja armazenava ferro e caixões (poucos, que a taxa de mortalidade era baixa).
Arrastava os pés e pigarreava para abafar outros ruídos.
No seu tempo não havia muros nem tvcabo.
Que saudades!!!
Do lado oposto da rua (à direita ,na imagem construiu uma excelente casa ( para os padrões do local e da época) com um café no rés do chão onde ao domingo se jogava a sueca e a "raoila" (?)


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