Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

O Adeus ao Senhor dos Aflitos

 

O adeus ao Senhor dos Aflitos é, para mim, o momento de maior emotividade da festa. Ele constitui o verdadeiro clímax.

Este ano o Largo estava muito vazio. Esperemos que tenha sido apenas este ano dadas as circunstâncias conhecidas. Para já está garantida toda a mordomia para o próximo ano. Gostaria de a revelar aqui mas não conheço todos os nomes.

 

 

publicado por julmar às 20:59
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47 comentários:
De "O Vila" a 10 de Setembro de 2008 às 18:39
Não acredito em milagres pero qui los hay , hay ". Assim diriam os nossos vizinhos; tudo levava a querer que já pouco haveria a fazer no que dizia respeito´à festa de 2008, no entanto, para alguém que estivesse pouco habituado "às andanças" desta festa, fácil lhe seria constatar que estava igual às demais.
De facto, pondo de parte algumas pequenas lacunas de somenos importância (para quem conheceu o impasse que se gerou), poder-se-à dizer que terá decorrido muito melhor do que eventualmente seria de esperar.
Em minha opinião, por mais uma meia dúzia de anos (??) a festa ainda terá "pernas para andar". Passado esse período, quando a geração dos que agora contam de 40 a 60 anos deixarem de visitar Vilar Maior ou não puderem apoiar este evento de uma forma directa ou indirecta, então sim, o caso será muito sério. Não quero arrogar-me em ave de mau agoiro ou futurista, sendo isto apenas o emitir de uma opinião meramente pessoal.
Não posso deixar de felicitar todas as pessoas que não tiveram receio de enfrentar o touro e levaram a bom termo esta dificil tarefa.
Para os já nomeados responsáveis da próxima festa, augoro-lhes os melhores resultados, que sempre os acompanhe o espirito de união e solidariedade. Nós, na rectaguarda, estaremos também sempre prontos para colaborar de uma ou outra forma.


De agent provocateur a 10 de Setembro de 2008 às 22:22
Este ano não fui lá. Da última vez era doloroso o deserto de gente. Pelas fotografias que mostra foi mesmo desolador.
A "festa" já morreu.
Parecem a Joana "a louca" a passear o cadáver pelas noites de castela.


De agent provocateur a 10 de Setembro de 2008 às 22:23
o cadáver de Filipe "o belo"


De Ribacôa a 11 de Setembro de 2008 às 02:26
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. É um facto que as gentes seriam em menor número relativamente a outros anos. Para isso terá contribuído não só a data tardia (dia 7), como o facto dos mordomos nomeados terem desistido a cerca de dois meses do evento, o que levou muita gente a pensar que a festa não se realizaria. De todo o modo, e sem querer dourar a pílula, as fotografias apresentadas não retratam a realidade, porquanto uma grande área do recinto ficou por cobrir, sendo certo que, na mesma, havia bastantes pessoas, eu incluído. Assim sendo, parece-me algo precipitado, ditar, sem mais, a sentença de morte da festa. E é caso para dizer que a história se repete, uma vez que já há cerca de 25 anos outros "juízes", em julgamento sumário proferiram idêntica sentença. Sem êxito, como se comprova.


De julmar a 12 de Setembro de 2008 às 20:08
Nunca acreditei que as fotografias traduzam a realidade, nem as fotografias em causa o pretendiam. Também não pretendiam mostar a quantidade de gente. De qualquer modo, sempre poderão e ser publicadas fotografias que mostrem mais gente.


De TN a 14 de Setembro de 2008 às 12:45
SR DR Francisco Leal li os seus comentrios,reflecti e tomei uma decisao : como para o proximo ano tenho a honra e o prestigio de ser mordoma do Divino Senhor dos Aflito,quero convidar o Sr Dr a dar uso á sua inteligencia( se é que tem) e fazer o que lhe compete que e´seu dever cmo profissional que penso ser, que é salvar vidas em ves de as matar(afundar cada ves mais).



De Vilar Maior a 11 de Setembro de 2008 às 13:50
Parece-me que a acuidade visual já não ser a melhor. Também não sei qual foi a sua ultima vez, mas no entanto, lhe digo que no ano passado, foi uma festa de grande sucesso, com gente como nunca se tinha visto antes (pelo menos eu, e felizmente nunca faltei a nenhuma).
Mais o informo, que o Restelo não é em VILAR MAIOR, embora às vezes pareça.


De agent provocateur a 11 de Setembro de 2008 às 14:23
Restelo ??!! (o dos lisíadas??).
Vilar Maior já foi vila. Já não é, embora a continuem a chamar-lhe assim.
A "festa" faz-me lembrar o vinho dos pequenissímos agricultores dessas nossas berças. Vai avinagrando e quando chega setembro está intragável, excepto para o camponês que o acha uma pomada (e que fica ofendido se alguém lho diz).
Sou médico, sei verificar um óbito.
A "festa" já morreu. Por compaixão os médicos mantêm ligado o ventilador, o pacemaker e o balão intra-aórtico. Só quando entrar em decomposição é que a víuva acredita.
SEM OFENSA !!!


De O Cota a 11 de Setembro de 2008 às 22:21
Caro Dr. Leal. Nestas coisas, eu sou como São Tomé; Ver para crêr....! Quanto às suas profecias, permita-me que lhe faça um pedido, lhe dê uma sugestão, lhe formule um convite, concluindo com um desabafo.
O pedido: Tenha lá paciência e não desligue a aparelhagem. Mantenha a paciente (festa) sob cuidados paleativos, de molde a obstar que entre em decomposiçao, pelo menos até Setembro próximo;
O convite: Convicto de a condição anterior será observada, convido-o, desde já, para aparecer na Vila na altura das próximas festividades e será com todo o prazer que o obsequiarei com um precioso néctar, com o qual até Baco se regalaria, ainda que da lavra de um qualquer pequeno agricultor do burgo. Nesta matéria, a minha teoria é a de que, por vezes, é mais importante saber com quem se bebe, do que propriamente saber o que se bebe. Nessa altura, será o momento azado para observar, "in loco", a vitalidade da festa.
O meu desabafo: Sendo certo que neste mundo tudo é finito, a festa do Senhor dos Aflitos de Vilar Maior não pode fugir a esta regra inexorável. Morrerá um pouco, sempre que um fiflho da terra morrer. Porém, que sejam os Vilarmaiorenses a traçar o seu destino.


De SARA fERNANDES a 16 de Setembro de 2008 às 22:51
Não sei quem é o Sr, mas também não me sinto em falta por isso.Suponho que o Sr Dr Leal já tenha bebido mais copos de vinhos em Vilar Maior do que na sua terra.
As festas(Vilar Maior inclusive) até podem vir a acabar quando todos ficar-mos afectados com um vírus que nos coloque como o Sr.
Quando voltar a Vilar Maior e o convidarem para "beber um copo" lembre-se que quem o convidou foi simpático e atencioso. Em sua casa (terra) quantas vezes já se designou a fazer o mesmo convite perante as pessoas que lhe deram tal atenção???


De Pedro Cardoso a 16 de Setembro de 2008 às 12:29
Caro Dr. Francisco Leal
O Sr. não me conhece, nem eu a si, também sou Médico, mas Médico Veterinário. Posso e devo realizar eutanásias, sei avaliar perfeitamente em que situações elas estão indicadas. Desculpe que lhe diga mas a festa de Vilar Maior, ainda não reúne as condições para se desligar a "máquina". Vai acabar? Talvez. Mas uma coisa lhe garanto, não será para breve e muitas outras festas acabaram antes.
Mais, não perca tempo a avaliar envergadura da nossa festa, pode ser pequena, mas é muito honrada e muito digna. Sr. Dr. o tamanho não conta.
Quanto ao vinho de Vilar Maior, não é do calibre dos vinhos que o Sr. deve estar habituado a beber, nem sequer ponho isso em causa, mas não deve ser dos piores que o Sr. bebeu. Ou então, quando o elogiava as suas capacidades de enólogo ainda não estariam tão apuradas ou não estava a ser sério. Os vilarmaiorenses não precisam disso.
Um Abraço, com muito orgulho de ser Vilarmaiorense .


De paula a 11 de Setembro de 2008 às 17:40
Custa-me muito ouvir falar de uma forma tão dura sobre a Festa do Senhor dos Aflitos de 2008. Eu estive lá. Estive na missa da Festa, na Igreja da Misericórdia, onde não arranjei lugar para me sentar, tendo ficado junto à porta com os meus filhos.
Identifiquei peregrinos (para a Santa Eufémia) que sairam em grupo, para prosseguirem a caminhada para a Malhada, ainda antes do fim da missa, não ficando para o ''Adeus''.
Tive este ano o orgulho de ver a minha filha pequena a levar o andor do Menino Jesus. Com o mesmo ardor e vontade que eu tive na idade dela. A colaborar no Ofertório. A dançar na Praça.
Pude colaborar para serem adquiridas as flores frescas para a decoração e vi os melhores arranjos de flores que já enfeitaram a Festa.
Fui já mordoma da Festa do Sr. dos Aflitos.
Sei fazer comparações. Sei o que é a interioridade e a desertificação dum país a duas (ou mais) velocidades.
Esforço-me, no entanto, para que os meus dois filhos criem raízes e me substituam quando chegar a vez deles (ou deixar de ser a minha). Com o mesmo empenho, dignidade e orgulho que mostraram os que colaboraram na Festa de 2008.
Paula


De "O Vila" a 11 de Setembro de 2008 às 22:55
Apenas para fazer uma pequena correcção . Até mesmo a própria Paula já deve ter dado por esse pequeno lapso. Os peregrinos a que alude estavam-se encaminhando para a festa da Senhora da Ajuda. A Santa Eufémia é na Freineda e terá lugar muito brevemente (parece-me que é a última festa nesta região).
Também quero dar mais uma pequena achega sobre o assunto em epígrafe e dizer que, na recitação do terço de sábado, as pessoas presentes, eram em número bem elevado.
Mesmo que a "antiga" Vila esteja morta, ainda assim, não deixará de ser a VILA para aqueles que a amam e lhe chamam de Vila de uma forma carinhosa.
A casa onde nascemos, ainda que um dia vire casebre, mercê de um qualquer cataclismo, nunca deixará de ser o lugar onde vimos pela primeira vez a luz do dia!!.
(para levar em conta o que é apenas uma opinião pessoal, sem intenção de ferir maneiras de pensar diferentes).


De Anónimo a 11 de Setembro de 2008 às 17:42
Meu caro colega, enquanto houver dois médicos poderão existir duas opiniões.
É o que significa o meu post anterior.
Paula


De agent provocateur a 12 de Setembro de 2008 às 11:04
"Nesta matéria, a minha teoria é a de que, por vezes, é mais importante saber com quem se bebe, do que propriamente saber o que se bebe. Nessa altura, será o momento azado para observar, "in loco", a vitalidade da festa." diz o distintíssimo O COTA.
POR SEGUIR O MESMO PRINCIPIO BEBI VERDADEIRAS ZURRAPAS EM " ADEGAS" DE VILAR MAIOR e noutras terras do charro.
Pegue, pela Páscoa, numa gota desses olímpicos (preciosos??!!!) nectares e veja-a ao microscópio. Fica aterrado com a bicharada que nela navega a alta velocidade.
.............
E... eu não sou profeta.


De "O Canivete" a 12 de Setembro de 2008 às 15:44
Não é bicharada para a qual o organismo dos Vilarmaiorenses não tenha autodefesa (conseguida ao longo de séculos). Muito aterrados ficaríamos todos se passássemos ao microscópio muitas das coisas que comemos e bebemos no dia a dia. Autodefesas não existirão, isso sim, em quantidade e qualidade suficiente para quem tenta semear o desalento nas hostes que já por si estão num estado debilitado. Parece-me estar bem aplicado aqui o velho epíteto de "velhos do Restelo", sim esses mesmos a que aludem os Lusíadas de Camões!!!!. Não sou daqueles que parto com o espírito de vencido antes de a partida começar. Posso acabar vencido mas não sem antes lutar pela vitória e sair, como soe dizer-se, de cabeça erguida.


De Anónimo a 19 de Setembro de 2008 às 08:36
Aqui não se aplica o ditado popular.
"RICO E MAL AGRADECIDO"


De Anónimo a 12 de Setembro de 2008 às 14:46
João que Chora
A festa morrerá (morre todos os anos um pouco) por fidelidade à tradição: a mesma data e nos mesmos moldes. Os mais fiéis até qurereriam que fossem sempre os mesmos a estarem nela. Aquem não aprende a mudar o tempo lhes dita a mais cruel das mudanças: a morte


De Jarmeleiro a 12 de Setembro de 2008 às 23:50
Ó camarada Anónimo João que Chora. Não chores tanto e diz alguma coisa que jeito tenha. Falas falas mas não dises nada. Diz lá o que farias no caso da festa mudar para agosto. Sim quais as tuas propostas. Propunhas que em vez da missa ouvesse uma garreiada? Do-te um concelho.Oferece-te para mordomo e faz a festa como pensas que é melhor. Aqui não há mais fieis nem infiéis. Há os que trabalham para que a festa se faça e há os outros que nada fasem. Melhor dito... tudo fazem para acabar com ela. Esses são os inemigos da festa. Esses não são cá precisos. Ao longe ...Ao longe.


De João que RI a 13 de Setembro de 2008 às 17:05
A festa fez-se. Com os que puderam e os que quiseram estar. Teve todos os ingredientes que a festa tem: banda nas ruas da vila, foguetes, missa com sermão, procissão, adeus ao sr dos Aflitos, Quermesse, baile até às tantas.


De João que Chora a 14 de Setembro de 2008 às 19:30
Pois, meu irmão alegre: a festa fez-se sem muitos que gostariam de estar e não puderam; com uma banda de música de 24 elementos, mal vestidos, mal alinhados e desafinados; a parte dos foguetes não esteve nada mal, sobretudo o fogo de artifício. Mas em foguetes a vila sempre foi forte; houve até tempo que a grandeza da festa se media pelas dúzias de foguetes, no tempo, vá se lá saber porquê rivalizava co Aldeia da Ribeira, e a coisa acabou por correr mal, tragicamente mal. Quermesse: aquilo era uma quermesse? Fala em sermão. Aquilo não foi sermão, foi uma vulfar prática dominical.E o baile tinha meia dúzia de pares.
Mas cada um vê o que quer. Verdade é que se vê cada vez menos ... até se chegar a ver coisa nenhuma.


De Tonho a 14 de Setembro de 2008 às 20:13
De certeza absoluta que desde que a festa é festa, nunca todos os que nela gostariam de ter estado estiveram. Sempre assim foi e sempre assim continuará a ser enquanto a festa for festa, seja em que data for, seja ela grande ou pequena.
Nem Monsieur de la Palisse disso terá qualquer dúvida.


De SARA fERNANDES a 16 de Setembro de 2008 às 22:38
SR João que Chora... Não se pode criticar o trabalho de uma pessoa quando sabemos que não fariamos melhor.O senhor Prior fez o sermão que achou que devia fazer (sermão este que serve para ser reflectido por todos os presentes). Toco na Banda da Malhada Sorda á 7 anos e este ano no dia 6 de setembro estive presente na chegada da banda de Pinhel a Vilar Maior,eram poucos,havia jovens e crianças, fiquei surpreendida com todo o folgo que aqueles pequenotes tinham.A banda tocava bem. Desafinados?!pense bem...Concerteza que o SR não deve tocar nenhum instrumento de metal, porque se o fizesse saberia qual é a dificuldade de os tocar quando os raios solares reflectem sobre eles.
Não se crítica quando não se faz melhor!


De João que Chora a 16 de Setembro de 2008 às 22:55
Sra Sara Fernandes:
Eu não sou músico, não toco nenhum instrumento de metal. Porém, tenho ouvido e tenho gosto o que me permite julgar. Já reparou como ficaríamos limitados se apenas pudéssemos julgar os nossos pares e mesmo assim só se fossemos melhores do que eles? Eu não disse que os ditos músicos não se esforçaram mas apenas que são uma fraca banda.
Exactamente o sr prior não fez qualquer sermão mas uma prática ou homilia. O sermão é um género diferente. E apenas estou a dar o meu ponto devista. Não me exija também que eu seja um bom pregador para poder criticar o sr prior.


De SARA fERNANDES a 16 de Setembro de 2008 às 23:23
Quando vi a banda passar em frente do centro de dia comentei logo: "São tão poucos,olha tantas crianças..."é óbvio que a banda era fraca com pessoas com tao pouco tempo de experiência (tal como ainda tenho),mas fiquei surpreendida! Espero que a banda aumente....


De "Tília" a 17 de Setembro de 2008 às 00:20
Era muito bom que as poucas palavras, insertas numa vulgar homilía e que foram proferidas na missa da festa, fossem por nós não só escutadas mas sobretudo postas em prática. Não é com sermões daqueles de "fazer chorar os ouvintes" que os crentes corrigem os seus erros mas sim com as palavras simples de uma homilia de uma missa vulgar de domingo.
O padre alertou para o valor que tem o gesto de "dar um simples copo de água fresca a alguém dela carenciado ", imaginemos a polémica que criaria se porventura falasse num copo de vinho(um vintage ou zurrapa).... que tal bebida já suscitou neste tema do nosso blog!!!!.


De João que Chora a 17 de Setembro de 2008 às 18:34
Tília
Não coloquei em causa as boas palavras do pároco. Mas festa é festa. Um dia diferente dos outros. E gosto de um bom sermão.


De Manuel Maria a 15 de Setembro de 2008 às 16:51
Que vão de retro... satanazes!


De "O Vila" a 17 de Setembro de 2008 às 00:30
Que me desculpem, mas esta do Manuel Maria está com piada!!!!!


De agent provocateur a 14 de Setembro de 2008 às 16:32
Vejam a elagância do e-mail que recebi:
assinado pot TN:

"Comentário:
SR DR Francisco Leal li os seus comentrios,reflecti e tomei uma decisao : como para o proximo ano tenho a honra e o prestigio de ser mordoma do Divino Senhor dos Aflito,quero convidar o Sr Dr a dar uso á sua inteligencia( se é que tem) e fazer o que lhe compete que e´seu dever cmo profissional que penso ser, que é salvar vidas em ves de as matar(afundar cada ves mais)."
Podemos ficar sossegados; a "festa" está em boas mãos.



De Tonho a 14 de Setembro de 2008 às 19:44
É um facto que o mail é um tanto arrevesado.

Mas lá diz o ditado... Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele.


De Bárbara Cardoso a 14 de Setembro de 2008 às 20:15
Muito boa a tarde a todos os comentadores deste post,
Fico mesmo intrigada com a atitude de pessoas que julgo serem de Vilar Maior, porque se não o são também não percebo que interesse têm os assuntos da nossa terra. Não posso deixar de vos dizer que não devem ter estado na mesma festa que eu estive, aliás pelo que vejo alguns dos que a comentam não estiveram mesmo lá e também não colaboraram para que esta, apesar de não ter mordomos tivesse acontecido. Na minha opinião, assistimos, como sempre, a uma linda festa, e apesar das circunstancias com muita gente. De facto a banda terá sido o menos bom desta festa, mas também a única responsabilidade da comissão demissionária. Eu gostaria de ver a vossa contribuição para Vilar Maior concretizada em mais actos e menos palavras depreciadoras do trabalho que os outros desenvolvem como podem para manter a "Vila" viva. Quanto à data da festa, acho que quem a referiu não deve ter estado suficientemente atento nos últimos tempos. Pois foi dada oportunidade de mudarem a data da festa, mas os defensores dessa alteração não votaram, pelo que tudo ficou como sempre foi desde à muitos séculos. Para mim manter a festa é proteger o maior património religioso e cultural da nossa terra.
Com este comentário não quero contribuir para mais polémicas, mas de facto não podia deixar de manifestar a minha tristeza com a forma como alguns conterrâneos se referem à nossa festa e à nossa terra.
M. Cumprimentos ,
Bárbara Cardoso


De Manuel Maria a 15 de Setembro de 2008 às 16:54
Nem mais. Quem não votou, tivesse-o feito!


De Manuel Maria a 24 de Setembro de 2008 às 15:25
cpor tres mil euros, queriam quê? a orquestra sinfónica de Viena?


De O Cota a 24 de Setembro de 2008 às 22:38
Três mil euros? Não haverá aí um engano? É que por mais umas dezenas de euros foi lá a banda de Loriga há quatro ou cinco anos.


De Pedro Cardoso a 25 de Setembro de 2008 às 09:49
Caro Cota,
À quatro ou cinco anos os combustíveis eram a 30% do valor actual. Essa dita banda, no ano passado para vir a Vilar Maior, só orçamentou o seu trabalho em cinco mil euros.
Um Abraço.


De O Cota a 25 de Setembro de 2008 às 14:51
Ok... Questionar não ofende nem era essa a intenção. Mas pelos vistos, as bandas não se podem queixar e até é caso para dizer que maiores aumentos que os combustíveis só mesmo os das bandas de música. As contas são fáceis de fazer. Um abraço para ti também.


De Anónimo a 14 de Setembro de 2008 às 20:34
Amigos conterrâneos e comentadores

É com grande tristeza e indignação que leio alguns dos comentários que se encontram publicados neste blog. É claro que o direito de opinião assiste a qualquer um, mas claro será que existem opiniões construtivas e que aludem ao tema e outras que nem correspondem ao tema, visto que estamos a comentar a festa e se desviam os comentários para coisas menos significativas para o momento, como é o caso do vinho que se produz em Vilar Maior (que apesar de não ser dos melhores, quando é oferecido às pessoas é com a melhor das boas vontades).
O que seria importante estar a comentar seria em que é que todos podemos contribuir para melhorar a nossa festa, mas pelo que se pode ler na maioria dos comentários nada é referido e como se costuma dizer ( a propósito de alguns comentários) "Muita parra e pouca Uva", pois ilustres existem muitos, mas que se cheguem à frente e ponham em prática os seu s"grandes contributos" são poucos.


Carlos Martins


De Manuel Maria a 15 de Setembro de 2008 às 16:55
Também axo. Muita parrra... pouca uva!


De Catarina Marques Falcato a 15 de Setembro de 2008 às 22:39
Caro DR. Leal:
Após ter lido diversos comentários neste blog tenho a dizer que para mim, embora tenha apenas 13 anos e não resida em Vilar Maior, esta é a minha Terra e será assim para sempre, pois é na Vila que está a minha identidade e é ali que regressarei sempre que puder até morrer.
Por isso não consinto que “autoridades” que nada sabem sobre o assunto venham ofender a minha “Vila” pois enquanto eu e todos os verdadeiros vilarmaiorenses vivermos a festa nunca irá cair, pois sempre duma maneira ou de outra a iremos realizar com a nossa típica boa vontade, com que o temos acolhido, não só a si, mas também a outros forasteiros. Tenho pena que a nossa hospitalidade beirã, com a qual lhe damos os melhores manjares possíveis e o nosso modesto vinho não tenha satisfeito tal ilustre pessoa.
Quanto à festa serei mordoma no próximo ano e farei tudo o que puder e estiver ao meu alcance para fazer uma festa digna que honre o Senhor dos Aflitos, tal como a deste ano que apesar de alguns contratempos que teve uma afluência significativa, embora infelizmente as fotos não o demonstrem, pois representam, momentos em que maioria das pessoas se encontrava ainda na procissão.
Não o convido para a festa do próximo ano, pois sou descendente de modestos lavradores de Vilar Maior, não tendo assim capacidade juntamente com a minha família para receber sua excelência.
A todos os outros, espero-os em Vilar Maior no próximo ano, para mais uma vez, como sempre, celebrarmos a festa em todo o seu esplendor.
Comprimentos,
Catarina Marques Falcato


De Manuel Maria a 16 de Setembro de 2008 às 14:34
Quem fala assim...
sai aos seus.


De "O Canivete" a 16 de Setembro de 2008 às 22:49
"Á ganda Catarina" !!!!!!quem fala assim não é gago e dos fracos não reza a história!!!!!.
É assim que se forjam as mentes dos que na realidade amam a VILA e os encantos físicos e espirituais que a ela nos prende.
Se um dia chegar em que não haja mordomos, ainda arranjaremos para mais uns anos, tomando a responsabilidade por famílias. É uma questão a ponderar. Com mais esta achega, estou a deitar mais uma acha para a fogueira no sentido de levar o debate do tema em questão neste Blog, já por si bem extenso, mais além.
Parabéns Catarina pela tua intervenção oportuna e cheia de conteúdo. Verás que não te vão faltar apoios para levares até ao fim a tua responsabilidade de mordoma e de maneira que seja no final a contento de todos( ainda que com críticas, o que é normal e desejado!!).


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