Domingo, 21 de Setembro de 2008

Lugares

Sabe identificar este lugar?

 

publicado por julmar às 22:52
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22 comentários:
De Carlos Martins a 21 de Setembro de 2008 às 23:34
Olá Boa Noite

A mim parece-me a ribeira da correia. Não sei se estarei correcto, mas de qualquer forma, caso não esteja certo gostaria de saber qual é o local.


De O Cota a 22 de Setembro de 2008 às 01:04
Por enquanto ainda não dou aresto do lugar. Mas Correia não é porque as parcelas que parecem lameiros são antigas veigas, sendo que na Correia não existiam tantas e tão chegadas ao rio. Não fosse aquele poste dos telefones e arriscaria nos Linhares da Balsa ou da cimeira.


De "O Canivete" a 22 de Setembro de 2008 às 12:33
Andarei lá por perto mas confesso que não tenho a certeza absoluta do lugar e a fotografia, como é habitual, tem os contornos de traiçoeira, senão vejamos:
Há pormenores que, creio eu, são visíveis; estamos na presença do rio cesarão, dada a quantidade de freixos existente (na ribeira de Alfaiates predomina mais o amieiro); o local é muito parecido com a zona da correia mas, olhando para o lado esquerdo da foto, não me parece ser aquele o aspecto das regadas; para ser a zona das retortas, o poste (luz ou telefone que irá para a Arrifana do Côa), parece-me muito junto ao rio!!. Evidente que o que nos parecem lameiros, não serão mais que antigas veigas.
Vou arriscar tratar-se das retortas do lado de cá e o areal da outra banda. (o poste continua a intrigar-me...devia seguir o caminho contíguo ao vale da lapa)
Espero os pareceres de outros comentaristas. Sei que os há que não precisam olhar com ambos os olhos para a fotografia para dizerem, de imediato, o local que se nos apresenta!!.


De " O Canivete) a 22 de Setembro de 2008 às 12:37
Faltou acrescentar que o caminho que segue a meia encosta, ao longo de toda a foto, é o caminho que vai para as retortas(?), areal, Noémi...


De Ribacôa a 22 de Setembro de 2008 às 12:36
Parece uma vista aérea mas não é. Mas que foi tirada de um local alto não há dúvida. Talvez do Alto da Janelinha ou do caminho do Vale da Lapa. Tivesse o fotógrafo aberto mais um pouco o ângulo à esquerda e talvez fosse possível ver um ponto de referência importante, ou seja, uma casa ou restos dela ao cimo da propriedade que outrora pertenceu a Júlio Palos . À falta desse elemento e baseando-me no poste do telefone, que servirá a Arrifana do Côa, ao centro da imagem, o qual poderá estar colocado ou na tapada da Justa ou na do ti Joaquim Serrano, ambas bem encostadas ao caminho do Vale da Lapa, direi que temos :
As ex-veigas da retortas do lado direito e as do Areal do lado esquerdo, separadas pelo Cesarão Peixeiro. Se não estiver enganado (a paisagem mudou radicalmente nos últimos 40 anos), o que parece ser um caminho ao meio da encosta da esquerda, será o do Areal, Pisões, Rio Côa, Porto de Ovelha e estação dos Caminhos de Ferro do Noémi. No primeiro plano à esquerda no início do troço do rio, hão-de estar as poldras que dão serventia às veigas da Retortas e um pouco a montante destas (já fora da imagem) "a açude das laijoeiras" . Mas não se fiem muito nestes pormenores já que admito poder estar errado.


De Carlos Martins a 22 de Setembro de 2008 às 20:26
Continuo na minha ideia que será a correia.
As veigas do lado direito ou muito me engano, mas devem ser as do Sr. Franco e mais à frente as do Sr. César , portanto será a Correia de baixo. Ao fundo vê-se a parte que irá dar ao Açude das Laijoeiras .


De João que Chora a 22 de Setembro de 2008 às 22:05
O Ribacoa disse quase tudo, João Martins. Ele conhece isto como ninguém. Eu não dava com o sítio mas depois do que ele disse, bate tudo certo: Lá está o caminho dos Pisões, o predio do sr Júlio Palos ( o que aquele homem ali fez... Ele a encher os bolsos de pedra que mondava do terreno e vinha a botar para a ribeira; os burros cansados ajudados pela mulher do sr Júlio... ao ponto de não sabermos se estimávamos as pessoas ou as bestas). Os freixos ao longo da Ribeira que já ninguém corta, que já ninguém esgalha que as cabras e ovelhas não precisam da sua rama. E lá estão as veigas das Retortas a mais extensa área de regadio ( a pé), depois dos linhares ( quando havia linho) da Balsa. Terra que foi de batata - e acessoriamente de feijão milho, abóboas ... hoje é terra de pasto que impede que se encham de giestas, bracejos, silvas e se transformem em terra selvagem. Terrinhas ... quem vos viu e quem vos vê!!!


De Katekero a 22 de Setembro de 2008 às 23:06
Os episódios do ti Júlio Palos estão... Divinais. Só acredita neles quem quer mas olhem que não se trata de ficção. São cenas da vida real. Eu testemunhei alguns deles, não neste prédio mas sim nas Morenas.


De Katekero a 29 de Setembro de 2008 às 14:16
Aperceberam-se da subtileza? Eu só agora me dei conta. " E lá estão as veigas da Retortas a mais extensa área de regadio (a pé), depois dos Linhares (quando havia linho) da Balsa" . Pois é: nos Linhares produzia-se linho. Nem sempre se fazem as devidas associações quando se fala nos da Balsa. E já agora; Balsa porquê?


De Jarmeleiro a 22 de Setembro de 2008 às 22:41
Na correia de certezaque nâo é porque não há nehuma vega que bata com a ribeira. Junto á ribeira há umas lameiras Do Zé dias e do Joaquim da ti Laura. Do lado contrário na mesma direção há uma vega piquena dos Marques outra ainda mais piquenado ti Joaquim Sarrano e uma maior que em tempos foi dos Gatas, nada que se apareçam com o Arial . Eu que conheço as Retortas como as palmas das minhas mãos, só pelo retrato tamém tive duvidas. Mas da maneira como princepalmente o Ribacoa decreve o lugar aquase de certesa que é nas Retortas e Arial . Adassem as terras tratadas como antigamente, e até se via o Zé Santo na primeira vega á dreita , depois do caminho, o ti Fernando na sorte do ti Albino Marques, a seguir o ti João Marques, despois o ti Chico Bábora , a seguir os Cruzes lá para baixo o ti Chico Cunha, o ti Manel Cerdeira e o filho ti Fernando. Do lado esquerdo teríamos o ti Júlio Palos, o Ti Chico Enriques, O ti Miguel e outros. Tempos em que tudo aquilo se aparecia com um jardim.


De Jarmeleiro a 22 de Setembro de 2008 às 22:50
Pelos vistos já cheguei atrazado. Eu pelos erros nem me importo. O pior é a demora em escrever. despois o resultado aqui está. Mas nao faz mal. dei na mesma a minha patecipação.


De Tonho a 22 de Setembro de 2008 às 23:24
Ah grande Jarmeleiro . Isso assim é que é falar. Para mim, os teus comentários são sempre bem vindos já que me remetem para tempos, realidades e personagens que ficam muito lá para trás e isso é uma mais valia. Sei que isto não se pergunta mas que idade terás tu Jarmeleiro ? Não é para responder.


De Jarmeleiro a 23 de Setembro de 2008 às 14:13
Pois a minha idade não digo. Mas posso dezer que tanho os anos suficientes para poder ser pai de muntos dos que escrevem neste espaço e se calhar até avô dalgum galfarro mais novo que por aqui ande.


De Anónimo a 23 de Setembro de 2008 às 21:49
E também pelos modos de falar.


De "Tília" a 23 de Setembro de 2008 às 22:41
Ao fim e ao cabo isto não é nenhuma competição e temos todo o tempo do mundo para darmos a nossa opinião.
Interessa, isso sim, é transmitir aos outros o que sabemos e de maneira, se possível, a transmitir-lhes coisas para eles desconhecidas, simplesmente por não saberem ou serem novos demais. Muitos não fazem ideia de como eram e se passavam certas coisas, há cerca de 50/60 anos!!!.


De "O Canivete" a 23 de Setembro de 2008 às 19:43
Uma descrição que mais parece vinda de um poeta bucólico e que leva a nossa imaginação a "ver" as pessoas a que se refere, nas respectivas corelas que ano após ano tratavam, dando-lhes o aspecto de um jardim cuidadosamente tratado..
Um pequeno texto que leva, aos capazes de imaginar a cena que Jarmeleiro nos descreve, até à comoção.
É por isso que nem sempre a ortografia e a sintaxe são exclusivamente necessários para transmitir aos outros os nossos conhecimentos e o que nos vai na alma.
Obrigado, Jarmeleiro .


De Manuel Maria a 24 de Setembro de 2008 às 10:43
Ve-se mesmo que andavas aos "Gambozinos" ou aos peixes na Açude das Lajoeiras enquanto eu no Verão "alombava com as sacas das batatas às costas na correia de baixo.
A Foto é do outro lado do rio. Nas Retortas mesmo! E o caminho é o que vai para Porto de Ovelha, Areal e Côa!


De Jarmeleiro a 24 de Setembro de 2008 às 11:00
Ó Manuel Maria. Havias de identeficar o tal dos gambozinos e dos peixes, porque se não ainda vão a pensar que sou eu. Mas te afianço que não arrancaste mais batatas nem alombaste com mais sacas do que eu nas retortas e no areal. Eu calculo quem é mas...


De Carina a 24 de Setembro de 2008 às 00:26
Olá. Boa noite a todos. Já lá vai muito tempo que não passava por aqui. Vejo que isto está animado e ainda bém. Hoje entrei mais pelo pedido dos meus pais - eles não estao habilitados no ordinator ) e foram pessoas da terra que disseram aqui em França que se estava a falar muito da festa no blog. Leram o que que escreveram sobre a festa mas foi neste assunto que os vi muito entusiasmados, pois conhecem bem o lugar e as pessoas que foram referidas . O meu avô tinha para lá uma orta e eles dizem que trabalharam muito nessas propriadades .
Boa continuação.


De "Tília" a 24 de Setembro de 2008 às 18:28
É isso mesmo Carina. Aqueles que trabalharam nestas hortas no tempo em que mais pareciam jardins que lameiros; os que começavam às cinco da tarde a tirar as batatas (por mor do calor que a outras horas do dia era abrasador); os que a seguir dormiam na terra para ao outro dia recomeçar o trabalho logo que a luz do dia permitia ver o suficiente para não fazer das batatas relógios, que a enchada deixava expostos na goma da terra....esses sentem uma nostalgia!!!!..ou talvez saudades de quando tinham os seus quinze anos. Sentimentos impossíveis de explicar por palavras.
Se os seus pais pertencem a essa geração, não deixe de lhes mostrar coisas como estas pois eles, tal como nós, sabem dar-lhe um valor incalculável. De certeza gostarão de ver.


De JC a 25 de Setembro de 2008 às 15:42
Sem sombra de dúvidas:
A Retortas do lado de cá, o Arial do lado de lá
JC


De JC a 7 de Outubro de 2008 às 11:31
Amigo Julio Marques, afinal quando é divulgado o Tal lugar Mistério?
Um Abraço,
JC


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