Sexta-feira, 6 de Março de 2009

Abandonos - Definitivos?

 

publicado por julmar às 21:36
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17 comentários:
De Anónimo a 6 de Março de 2009 às 23:12
Estas pequeninas casas todas juntas dariam para uma bela moradia. E para descansar seria uma maravilha. Neste local... Só o ruido do rio Cesarão intronperá o silencio


De ERROS MEUS a 6 de Março de 2009 às 23:21
QUERIA DIZER INTERROMPERÁ


De Anónimo a 7 de Março de 2009 às 07:27
ó mamarracho atrás é que estraga tudo.


De V.M a 7 de Março de 2009 às 16:37
É altura das pessoas que sentem o tão propalado saudosismo Vilarmaiorense , e o orgulho de serem de Vilar Maior, passarem das palavras aos actos e investir então na terra do coração. Será que não dá pena ver tamanha desgraça. Às vezes recordar é bom, mas viver constantemente a Vila é no meu entender mais nobre.


De Manuel Maria a 8 de Março de 2009 às 23:18
Para quê, bater em defuntos?


De Gimbrinhas a 8 de Março de 2009 às 23:53
Aplaudido.


De Anónimo a 8 de Março de 2009 às 15:21
A coisa não estava fa´cil e eu não havia jeito de dar aresto deste lugar. Escalhar outros há que tamém não sabem onde fica. Pra esses é que eu digo que fica mesmo a pegar ao sítio do outro retrato da casa do Lúcio, tamém conhecido por Rapacaldo (alcunho de um Fogueteiro muito afamado que fez e deitou por muntos anos os foguetes na festa da Vila). Fica ali bem ao fundo da calçada das Moreirinhas, vendo-se em primeiro lugar um bocadito do Chão da Ponte. E arreparem bem nestas coisas; Uns postes de madeira com arames abambados.... Será pra não deixarem acamar o feno? Um poste de pedra onde está preso um candeiro que trabalha com energia do sol (que luxo), vá lá saber-se pra alumiar o quê e a quem. Quanto às casas do retrato que ficam junto do quelho que dá entrada pró piqueno bairro, se a memória não me atraiçoa, numa morou o Ti Tavares velho e a mulher que morream ambos e dois numa noite de cães no caminho de Almedilha prá a vila. E na outra morou o tal ti Manel Adrião dos sermôes, quando não poucas vezes se vestia à capitão com as suas correias e cinturão d'onde pendia comprido sabre. E quando se punha nestes preparos era o terror ga garotada. Mais medonho, só o Paralta da Rebolosa.
Uma boa de bom domingo pra todos.


De Jarmeleiro a 8 de Março de 2009 às 15:25
Lá me esqueci outra vez de pôr o nome no meu comentário acima.


De Anónimo a 8 de Março de 2009 às 18:47
É preciso cuidado para não haver confusões ; de facto eu li o 1º comentário e pareceu-me o estilo do irmão de Jarmeleiro (ai os alma do diabo, lá estão a querer "tirar nabos da púcara". Bem, como é uma coisa entre família, eles que se avenham!!).
Confesso que da primeira vez que olhei para a foto, também não me ocorreu o sítio de que se tratava, descobrindo um pouco depois.
O candeeiro no poste de pedra terá por finalidade alumiar a pastagem às ovelhas do Nuno Gata quando a luz dos arancus não é suficiente para enxergarem a erva.


De Manuel Maria a 8 de Março de 2009 às 16:06
Não vinham de Almedilha, mas de Aldeia da Ponte onde foram vender cadeiras de junco, de que eram exímios artífices. Foi uma noite de borrasca e morreram enrregelados, ele à vinha do Ti Manel Simões e ela já à curva do Cerrado.


De João que chora a 8 de Março de 2009 às 16:36
É como diz o Jarmeleiro e o Manuel Maria. Uma história digna dde ser contada por Aquilino, Torga ou Virgílio. Uma história de pobreza extrema, isto é , adqueles que para sobreviverem a tudo deitavam mão. E na vila parece que os pobres ainda eram mais pobres do que os pobres de outros lugares. O ti Tvares, a mulher e o burro. Teriam ido trocar pimentos por batatas? Teriam ido vender umas cadeiritas? O certo é que o regresso foi tardio e armou-se um temporal tão grande de que tenho memória pessoal. Sobretudo do vento. Lemnbro-me de ter medo. No dia seguinte, um dia tranquilo. soam os sinos a tocar a sinal. Dos três apenas o burro chegara a casa.
Quanto à fotografia mais parece um campo de batalha .


De Jarmeleiro a 8 de Março de 2009 às 19:34
O meu bem haja por me ter imendado. A minha cabeça já não é o que era d' antes.


De Tília a 8 de Março de 2009 às 22:57
Não propriamente as cadeiras mas sim os seus assentos, verdade??.
E de facto vinham de Aldeia da Ponte.


De João que chora a 9 de Março de 2009 às 21:45
Sim, vinham de Aldeia da Ponte e não de Alllamedila del Choço. Não tenho a certeza que deitassem assentos de cadeiras. O negóco era mais de troca de géneros nada de confusões com o que por aí hoje se faz!)


De Tília a 9 de Março de 2009 às 23:02
Sim, eu lembro-me mais ou menos do sucedido, ainda hoje imagino o sítio onde o senhor sucumbiu (num sítio do caminho onde passava um riacho com bastante água quando chovia e tinha uma queda de um muro em escada, para um terreno). Tenho ideia que teriam, como alguém já referiu, ido trocar pimentos por batatas o que era muito usual (ir à Aldeia da Ponte ou Soito . Se bem que os juncos fossem utilizados para assentos de cadeiras, creio que para tal fim era mais utilizada a tabúa . Não havia nada da natureza que não fosse aproveitado fosse qual fosse a finalidade. Até, o que hoje é a invasão desmesurada de giestas (para o forno) e dos bracejos (para as vassouras, como todos sabem) não ficavam a apodrecer de um ano para o outro. Velhos tempos (quem sabe se de alguma maneira, se não repetirão ?!!!).


De Jarmeleiro a 9 de Março de 2009 às 23:55
Esta tem piada... Ir a trocar pimentos por batatas em terras que colhiam menos que na Vila? Inda se fosse por castanhas. E atão como a tragédia se deu no rigor do Inverno ( que eu bem me alembro), os pimentos estavam gelados no frigrífico? ó eram pimentos curtidos? E no tal caminho nunca passou nenhum rio fosse grande ou piqueno. O que asucedia era que quando o poder das águas era graúdo tudo o que vinha dos Vales embocava ali naquele vazão um poco pra lá da vinha grande, formado não por escadas mas sim por duas portadas parcidas com janelas e só paravam na açude dos regatos. A senhora ou menina desculpe-me lá mas parece que não está bem a par das coisas da Villa. Escalhar andou munto tempo por fora. Mas é bem partecipar.
Tanha uma boa noute.


De Tília a 10 de Março de 2009 às 16:23
O sr . Jarmeleiro tem toda a razão; não me ocorreu a descrição do sítio onde a água da chuva passava do caminho para o campo mais abaixo- eram realmente duas portadas e fazia uma espécie de cascata. Em relação a ribeiros ou riachos, no inverno todos os caminhos se tornavam em tais cursos de água (veja-se como exemplo o caminho do portosabugal depois da horta tratada pela Ti Santa!!!-valiam as regadeiras que encaminhavam a água para os lameiros. Não se esqueça o sr . Jarmeleiro que também eu calcorreei esses caminhos nas mais diversas direcções.
A questão dos pimemtos foi na verdade como a história da última seta que acabou com a vida de S. Sebastião (concerteza que, sabendo tantas coisas, também a conhece!!!!); na verdade só podia ser uma permuta por castanhas, já que estavamos em pleno inverno!!.


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