Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Assim está bem

 

Ora aqui temos mais um exemplo de restauro que parece ir pelo bom caminho.

Quem não souber onde é, de quem é ... pergunte que a generosidade e conhecimento dos comentaristas não deixarão de dar resposta.

 

publicado por julmar às 17:50
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11 comentários:
De V.M. a 30 de Março de 2009 às 22:23
É no cimo da Vila, junto da horta do Sr. António Seixas


De Ribacôa a 30 de Março de 2009 às 23:32
Não estou totalmente seguro. No entanto, julgo ser a casa onde durante alguns anos viveu a "Toninha", viúva de "Zé Simões". A ser essa, tenho ideia de ter sido uma casa térrea e de nela ter morado há muitos anos o "ti Zé André" e posteriormente (princípios da década de cinquenta) a Professora Armandina (?), que exerceu na vila e que veio a casar com António Castelo Branco (Toninho), Filho do Sr. Fernando e da Professora Adélia.


De João que chora a 31 de Março de 2009 às 23:02
Não é bem assim, Ribacoa! A Casa do ti Joaquim André era ao lado onde obras mal começadas e pior acabadas acabram por criar uma aberração tipo barraca de granito co antena parabólica ... assim a semelhar uma barraca de luxo das que veêm por Lisboa. Ah, se o mau gosto pagasse imposto!
Quanto à casa em causa onde como diz viveu a Toninha penso que a câmara agora licenciará obras de acordo com parâmetros que tenham em conta o enquadramento na parte histórica. Não sei como resolvem o tipo de telhado (ainda obrigam a colcar telha de capa/caleiro de Nave de Haver?) E as janelas ficavam bem de madeira tipo guilhotina. Enfim, confiemos no bom gosto dos propriet+arios e no cumprimento das exigências urbanísticas da câmara. Porque os edificios por dentro são dos propriet+arios mas por fora são de todos, que a vista não é propriedade privada.


De Ribacôa a 1 de Abril de 2009 às 16:00
Até pode não alterar nada. No entanto, eu referi-me ao ti Zé André, irmão mais velho do ti Joaquim e também do ti Augusto André.


De Tintim por Tintim a 31 de Março de 2009 às 14:38
Não estou certa quanto aos proprietários desta casa. No entanto, no que diz respeito à sua localização, penso que fica situada na rua que vai em direcção às Lages.


De Ribacôa a 31 de Março de 2009 às 14:54
De facto, é precisamente aí que eu penso que a casa se situa. Por vezes, vale a pena deixar uma ponta de dúvida, caso contrário o assunto perde parte do interesse.
Os meus cumprimentos para todos.


De Afonso Miguel a 31 de Março de 2009 às 15:35
Caros amigos do Blogue de Vilar Maior:

Antes de mais, deixem-me felicitá-los pelo excelente trabalho desenvolvido neste blogue.

O que me traz aqui é uma problemática já bastante discutida em vários blogues, cujos artigos (de excelente qualidade) têm muitas vezes sido postados por mim e pelo coordenador, António Almeida Felizes, no blogue Regionalização (regioes.blogspot.com).

Desde há algum tempo, tenho vindo a ser um colaborador regular desse blogue, debatendo a questão da Regionalização pela perspectiva da Beira Interior, já que tantas vezes a voz das pessoas desta região é abafada e esquecida.

O encerramento de escolas e de estações e linhas ferroviárias, a tentativa de encerramento de maternidades e de colocação de portagens nas nossas auto-estradas, o mísero estado em que se encontram algumas das nossas estradas, o isolamento, o abandono, a migração e a emigração, a desertificação, e os poucos apoios à nossa região, têm sido verdadeiros cavalos de batalha pelos quais tenho lutado nesse blogue, na tentativa de evitar uma verdadeira pilhagem à nossa região, que os governantes parecem querer ver como terra de ninguém, e que é olhada como o parente pobre de Portugal.

Muito se tem falado no PNOT (Plano Nacional de Ordenamento do Território), talvez com a esperança de que este traga algum desenvolvimento para a nossa região. Desenganemo-nos. Olhemos para o que diz o relatório deste polémico plano:

"O reconhecimento de que a Area Metropolitana Lisboa é o principal espaço de internacionalização competitivo de Portugal. pemite ter expectativas que será na Região de Lisboa que deveráo ser concentradas as principais acções e medidas que reforcem esse papel a nivel europeu e mundial.

Sem descurar a preocupaçáo com o desenvolvimenlo harmonioso das restantes regióes do pais que complementaráo essa competitividade e náo entraráo em competição/anulação desse designio, ou desenvolverão outras apeténcias, como o caso do Turismo no Algarve."

Conclusão: Mais uma vez, seremos tratados como portugueses de segunda. De segunda, não. De terceira, porque, para além de não sermos de Lisboa, também não somos do Litoral.

A Beira Interior, ao contrário do que nos querem impingir, não é uma região morta. Antes pelo contrário. Temos tudo para dar certo como região.

Vejamos:

*estamos numa posição estratégica a nível Ibérico (no centro do triângulo Lisboa-Porto-Madrid), o que é um factor determinante para a atracção de investimento industrial e comercial;
*estamos servidos por duas das principais auto-estradas portuguesas, a A23 e a A25 (que constituem duas das principais rotas ibéricas e europeias, a E80 e a E802), e por duas importantes linhas férreas (embora necessitem de manutenção), a da Beira Alta e a da Beira Baixa;
*temos possibilidades de ter uma agricultura de baixos custos, mas boas produções de qualidade (veja-se o que acontece nas vizinhas regiões espanholas de Castilla y León e da Extremadura);
*temos uma universidade, das mais conceituadas do país, e que forma profissionais com boas qualificações para enfrentar o mercado de trabalho, e entrar em projectos inovadores para a região e para o país;
*temos um espírito de cooperação e associativismo único no país (de que é exemplo a existência de blogues locais e regionais como o este, que nas regiões do litoral quase não existem ou são de inferior qualidade);
*temos um eixo urbano com condições para evoluir e se consolidar, o eixo Guarda-Covilhã-Castelo Branco, com cidades de dimensões idênticas, o que evita que numa região da Beira Interior haja dominância ou centralismo de qualquer uma delas (por isso defendo a distribuição dos serviços regionais pelos diversos concelhos da região, ou seja, a inexistência de capitais regionais);
*temos um turismo em franco desenvolvimento, principalmente na Serra da Estrela, e temos pólos turísticos únicos a explorar, nomeadamente as Aldeias Históricas, os centros históricos das cidades, os castelos, e o turismo de natureza (parques naturais da Malcata e do Douro Internacional, serras da Gardunha e da Estrela, vales do Tejo, Côa, Mondego e Zêzere);


De Afonso Miguel a 31 de Março de 2009 às 15:36
(continuação do comentário anterior):

*somos, reconhecidamente, uma das regiões onde há maior qualidade de vida no país;
*como região a necessitar de investimento, somos uma das regiões da União Europeia a 15, com possibilidades de receber mais apoios comunitários, o que, conjuntamente com os fundos nacionais, torna a Beira Interior numa região perfeitamente viável, desde que se tome à partida um rumo definido de desenvolvimento e convergência com as restantes regiões da Península Ibérica e da Europa.

Porém, nas últimas décadas, apenas temos ficado com as "migalhas":

*estando inseridos num país profundamente centralista e centralizado como é Portugal, temos sofrido com o facto de estarmos muito longe de Lisboa para sermos ouvidos.
*por outro lado, sofremos também com o facto de termos sido colocados numa região-plano (Centro), onde não temos voz, nem peso, perante um Litoral constituído por concelhos como Coimbra, Aveiro, Figueira da Foz, Leiria, e mesmo Viseu, entre outros, que vive uma realidade muito diferente e não percebe as necessidades da Beira Interior. Por outro lado, os fundos que a Europa destina às regiões menos desenvolvidas, e que, sendo destinados à Beira Interior, vão parar à entidade gestora (CCDR-C), em Coimbra, são continuamente desviados para investimentos no Litoral, ficando, mais uma vez, o Interior bastante prejudicado.

Deste modo, nos últimos anos:

*enquanto à volta de Lisboa, e no Litoral, na década de 1980 e 1990, se construíram auto-estradas, aqui no Interior ficámos à espera para depois sermos servidos por estradas de segunda (IP's). Só com 20 anos de atraso chegaram as auto-estradas;
*enquanto no Litoral se reformularam as linhas férreas, e se introduziram novos serviços, no Interior continuamos a ter comboios como há 30 anos;
*enquanto no Litoral se deram incentivos ao investimento, e se promoveu a instalação de novas empresas, ninguém fez nada pelo Interior, apesar de este estar, como já disse, numa posição estratégica;
*o Interior nunca foi alvo de políticas específicas de desenvolvimento, nem de discriminação positiva (impostos mais baixos, incentivos à fixação de pessoas e empresas, e à natalidade; etc.). Antes pelo contrário, foram encerradas escolas, urgências, e serviços ferroviários, não se vislumbrando melhorias a curto/médio prazo.

Em suma, não se vislumbra grande futuro para a Beira Interior com a continuidade deste estado de coisas, nem sem regionalização, nem com a inclusão da nossa região no Centro.
As vantagens de uma regionalização são inúmeras e bastante notórias. Para tal, convido todos a consultar o blogue "regioes.blogspot.com", onde este tema tem sido amplamente debatido.
Penso que está na hora de a Beira Interior se autonomizar, e encetar finalmente um caminho de desenvolvimento pleno, que maximize o potencial desta nossa região, e acabe de vez com o nosso isolamento secular, tornando-nos uma região competitiva e de futuro, permitindo o regresso de todos aqueles que se viram obrigados a daqui sair, e evitando que os jovens da nossa região se vejam obrigados a (e)migrar em busca de um futuro melhor.
Para isso estou, em conjunto com alguns colabordores do blogue, a propor um mapa de 7 regiões para Portugal Continental, que serão as seguintes:

*Entre-Douro e Minho;
*Trás-os-Montes e Alto Douro;
*Beira Interior;
*Beira Litoral;
*Estremadura e Ribatejo;
*Alentejo;
*Algarve

Gostaria de saber a opinião de todos os sabugalenses, e da população em geral, sobre esta temática.

Para mais informações sobre a referida proposta, deixo aqui alguns links a consultar:

http://regioes.blogspot.com/2009/01/proposta-das-7-regies.html

http://regioes.blogspot.com/2009/01/7-regies-de-portugal-beira-interior.html

http://regioes.blogspot.com/2009/01/esclarecimentos-de-um-regionalista.html

Todas as opiniões são bem-vindas, numa discussão que se quer responsável e abrangente, em busca da melhor solução para a nossa região e para o país. Para que deixe de haver portugueses de primeira e de segunda.

Cumprimentos,
Afonso Miguel



De "O Vila" a 31 de Março de 2009 às 22:52
Confesso que fico admirado com o aspecto desta casa. O branco da cal escondia lindas paredes de granito com pedra grada e de boa qualidade!!. Além da "Toninha", apenas me lembro de ser habitada por uma professora de Peroficós (o raio do tempo já me "levou" o seu nome, embora de quando em vez me lembre dele). Essa senhora faleceu no ano em eu frequentava, creio que não erro, a 3ª classe.
Eu e os meus companheiros deslocámo-nos áquela terra para levar flores que com ela foram enterradas.
Não parece que nos mimoseasse com muitas reguadas já que nos abalou bastante a sua morte e deixou-nos sinceras saudades!!. Paz à sua alma.


De "O Vila" a 31 de Março de 2009 às 23:00
Peço desculpa ao nosso conterrâneo Afonso Miguel, parecendo não ter ligado ao assunto que abordou e que eu li com toda a atenção.
De facto não enquadrei muito bem o meu comentário pois parece ter passado por cima de um tema tão actual e cheio de interesse para todos nós.


De VM4ever a 5 de Abril de 2009 às 18:04
Ainda hoje, ao passar 'por Badamalos, reparei que sendo uma terra com muito menos importância histórica que Vilar Maior, tem muitas das suas casas recuperadas em conformidade com os padrões típicos. Por outro lado em Vilar Maior não se tem dado tanta importância à recuperação das casas, muito menos, respeitando os traços iniciais das casas.


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