Sexta-feira, 9 de Outubro de 2015

Famílias da Vila - Os Cerdeiras

1a Zé Seixas e fam.jpg

 De pé, José Seixas e esposa Ana Cerdeira . Sentadas duas irmãs de Ana.

O nome de Cerdeira não é muito vulgar e, parece ter vindo da Galiza. Os Cerdeiras localizam-se na Vila, em Nave de Haver e Malhada Sorda donde aportaram à Vila no século XIX e, tornaram-se no século XX uma das mais extensas famílias.

Moravam, sobretudo, na Rua de Cima com janelas para a Rua de Baixo, e, também, pelo Pelourino e mais tarde, pelo Bairro de S. Sebastião, onde, mais cedo que tarde, a morte chamou alguns.

Em geral, as famílias descendentes podem ser consideradas famílias grandes, algumas com 8 filhos. Em relação a José Cerdeira/Isabel Santos estaremos a caminho da 7ª Geração, pelo que os descendentes andarão já na casa das centenas

Caraterizam-se por uma considerável longevidade cujo exemplo maior é o caso de Filomena Cerdeira que chegou ao 103 anos. Aquando do êxodo migratório de sessenta, todos os Cerdeiras residentes na Vila demandaram terras de França. Alguns andaram pela Guarda e por Lisboa.

Os Cerdeiras, como acontecia antigamente, casaram, quase todos com pessoas da Vila, das seguintes famílias: Monteiro, Silva; Lavajos, Caramelo, Serrano, Fonseca, Seixas, Cunha, Proença, Prata, Badana, Santos, entre outras.

Trataram das suas vidas como a maior parte dos seus conterrâneos guardando gado e amanhando as terras enquanto a emigração não chegou.

família cerdeira.jpg

 Parte dos netos em dia do nonagésimo  aniversário do avô

 Talvez não haja na vila nenhuma outra família com uma identidade física tão acentuada como esta que, basicamente, se traduz numa pele clara/branca, ocasionalmente com sardas, olhos azuis, cabelo castanho a caminhar para o loiro, de estatura média-alta, como se transportassem no seu código genético os ascendentes celtas.

Em termos psico-sociais são galhardos, charmosos, amáveis, bons conversadores. Sempre de bom astral, adoram festejar. De algum modo, porque a realidade só existe verdadeiramente quando narrada, usam abundantemente o verbo., como se tomassem a peito o início do Evangelho de S. João que afirma “No princípio era o Verbo”.  

Para além de outros ramos da família como o de Francisco Cerdeira, falecido com 93 anos (1863-1956), (Filho de Francisco Cerdeira e de Isabel), casado com Filomena Monteiro (1871-1913) , filha de João Monteiro e Maria José Leal, tiveram como filhos Adelino (1900-1965), Laurinda, falecida com 93 anos e Isabel.

Porém, o ramo mais frondoso descende de José Cerdeira, pastor, vindo da Malhada Sorda, que casado com Isabel Santos criaram seis filhos, quatro do sexo feminino e dois do sexo masculino:

 

A Ana, falecida com 37 anos (1891-1928), casa com José Seixas e têm o César, a Isabel e o António.

A Justina, falecida com 70 anos (1890-1970), casa com Manuel Cunha e têm a Justina

A Filomena, com 103 anos, casa com o Joaquim Jacinto e têm a Leonor

A Maria, falecida com 80 anos (1888-1968) tem a Maria

O Manuel, com 81 anos (1884-1965) casa com a Maria do Carmo Cunha e tem o Fernando, o António e a Isabel.

O Francisco, com 70 anos (1895-1965) casa com a Matilde Monteiro e têm o José, o João, a Isabel, a Júlia, e o Manuel.

Com a emigração as novas gerações espalharam-se um pouco por todo lado, os casamentos e descendências deixaram de estar confinados, como outrora, à Vila,. Porém, será sempre aqui que encontrarão as origens. Ao contrário de algumas famílias, continua a haver Cerdeiras na Vila, sendo neste momento o ti Fernando o mais velho da família e, suponho o mais velho da Vila.

 NOTA: Os dados demográficos assentam nos registos paroquiais de nascimentos e óbitos. Os outros dados são interpretativos do meu conhecimento da família. O objetivo deste trabalho é procurar fazer o retrato das gentes da Vila e preservá-las na nossa memória

publicado por julmar às 10:45
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