Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016

Por Terras do Concelho do Sabugal, passo a passo - Nave

IMG_3191.JPG

(Visita em 01-09-2016; Percurso Bismula - Ruivós - Nave - Aldeia da Dona - Bismula)

Evolução da população (dados do censo de 2011)

1864

1878

1890

1900

1911

1920

1930

1940

1950

1960

1970

1981

1991

2001

2011

758

851

849

920

1018

1048

937

1224

1211

1004

531

413

288

273

230

Durante muitos anos conheci a Nave como muitos a conheceram: por passar na estrada que a divide ao meio. Conheci-a também por ir de Vilar Maior ao Soito, a pé, e de a atravessar paralelamente ao rio, nos idos dos anos sessenta; nesta mesma altura a conheci por, pedantibus, aqui vir apanhar a camioneta para o Sabugal com destino ao Sabugal, caminho da Guarda e daqui para onde o destino me chamasse. Desta vez, com propósitos que fogem às necessidades de outrora, vim da Bismula a Ruivós e daqui, por um caminho, daqueles que ainda são transitáveis, aportei à Nave, no sítio da Igreja Matriz, um belo edifício com torre sineira, rodeada de altos muros que formam o adro onde se encontram sepulturas do antigo cemitério. Pela rua principal que conduz à estrada que atravessa a povoação recordei a casa do alfaiate, o ti Baletche, que confecionava as roupas para a família. Lá se deslocava a casa de meus pais, quando o serviço o justificava, com a máquina de costura. Pelas ruas viam-se uma ou outra casa de lavoura abandonada, mas muitas estavam muito bem recuperadas respeitando a traça, ornamentos e os materiais originais, nomeadamente, a pedra como elemento principal.

No outro extremo, encontra-se a capela do Santo António que, durante muitos anos, serviu de Igreja Matriz por a igreja paroquial ter sido destruída pelos castelhanos, na época da restauração. Aqui começa a ribeira da Nave que encontrei em Badamals com o nome de ribeira do Beluiz. Vizinha das terras mais raianas aqui existe a tradição taurina cujo instrumento principal é o forcão. Aqui encontrei um descendente de antigos judeus conversos, com quem demoradamente conversei sobre  casas, sobre religiões e sobre  pessoas, tudo por causa da inscrição da porta de sua casa que diz:

IMG_3220.JPG

 Para vida breve basta

E lá fui pela longa reta da estrada que liga a Nave à sua anexa Aldeia da Dona a matutar no que levaria este homem, que tal inscrição mandou lavrar, a desesperar da vida mesmo se a porta nos indica que era casa de vinho que chegasse e, a construção no seu conjunto, mostrasse suficiência de gado, de linho, de castanha e de tudo o que na Nave se colhia mais do que noutras terras. 

publicado por julmar às 10:18
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