Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019

Descubra a(s) diferença(s)

Ora, digam lá que não há obra, que não há progresso!

2009

Placas.jpg

2019

publicado por julmar às 08:19
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Sexta-feira, 8 de Novembro de 2019

Filho de Vilar Maior, Bispo do Porto

Consultum in causa exemptionis Ord. Milit. S. Joannis &c. Sahio impresso nas Decis. Do Doutor Themudo. Decis. 97. n. 28. Ulyssipone apud Dominicum Lopes Rosa. 1643. fol. Foy feito no anno de 1629. quando era Provisor do Arcebispo de Lisboa.

Livro das Igrejas, e Beneficios da Comarca de Villa Real Arcebispado de Braga com as particularidades, que se poderaõ alcançar de cada huma. fol. M. S. Conserva-se na Livraria do Excellentissimo Duque de Lafoens, que foy do Emminentissimo Cardial de Souza.

Instructio praevia ad Visitatores excipiendos in Episcopatu Portucalensi. fol. M. S.

[Bibliotheca Lusitana, vol. II]

publicado por julmar às 11:56
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Segunda-feira, 4 de Novembro de 2019

Natureza e cultura

foto vm.jpg

Aflige-me dizê-lo mas a maior parte das povoações do concelho do Sabugal está a caminhar em movimento acelerado para o desaparecimento. Num concelho com uma densidade populacional baixíssima e tendendo de modo natural a ficar cada vez mais baixa, sobressai a Vila (e a união de freguesias de que faz parte) com a mais baixa densidade.  A natureza, indiferente agindo segundo as suas leis, cresce sem limites e sem orientação. Daí resulta que os caminhos se tornam inviáveis, que arbustos e árvores se espalham por todo o lado e que olhando cada vez mais a paisagem surge como floresta que tende a invadir o próprio povoado. Chegará um tempo que mesmo o castelo ficará invisível. Chegará um tempo em que não haverá nem gente, nem cultura. Apenas natureza.

 

publicado por julmar às 21:35
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Sábado, 2 de Novembro de 2019

Nós por cá continuamos assim

Placas.jpg

Esta é uma fotografia de 2 de Novembro de 2019. Encontra-se à saída de Vilar Maior concelho do Sabugal, distrito da Guarda. Há outras situações semelhantes no concelho mas é esta que me dói. É escusado os autarcas e os cidadãos das chamados territórios de baixa densidade andarem a deitar culpas ao governo e ao centralismo sobre o abandono destes territórios quando não são capazes de resolver coisas simples. Por aqui terá passado dezenas de vezes o senhor presidente da câmara (ainda hoje por lá passou), vereadores da câmara, presidente da junta e conterrâneos. Continuarão a passar e a não ver ou acharem normal. Por mim que me incomodo com estas coisas, já enviei mails para a câmara que não têm resposta, já desde 2009 que chamo a atençãp para a situação, sem que ninguém se importe. 

Posts anteriores sobre o assunto:

TERÇA-FEIRA, 24 DE MARÇO DE 2009
Nós por cá ... é assim

publicado por julmar às 18:16
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SEXTA-FEIRA, 12 DE JANEIRO DE 2018
Voltando à vaca fria

Deu-me para vasculhar o passado do blog e encontrei no dia 24-03-2009, um post com o título: Nós por cá é assim. Ou seja, há nove anos já era assim.

Em 11-07-2017 em post com o título SINALIZAÇÃO, continuava assim. Alguém na altura se sentiu muito e garantiu que eu estava enganado, que as placas já haviam siso encomendadas. Mas continua assim.
sinalizacao.jpg
Imagine-se em qualquer sítio do país, ou do mundo, com uma sinalização como esta. O que faria? Seguir para a direita? Seguir para a esquerda? Esperar por alguém?
Teve sorte o automobilista que se defrontava com este dilema, pois calhou de eu ir a passar:
- Por favor, quero ir para Vilar Formoso.
Claro que a gente da Vila e arredores não lhes faz falta que estão tão fartos de saber e até ficam admirados como pode haver alguém que não saiba como se vai para Vilar Formoso, para a Bismula ou para o Sabugal. O senhor Presidente da Câmara e os seus vereadores também por aqui passarão mas eles também não precisam. Porque esta situação não está assim há oito dias, há um mês ou há um ano. Nem as eleições que se avizinham os fará resolver problemas assim, porque tudo vai ficar na mesma, tudo vai ficar igual. Ou vão mostrar que estou enganado?
publicado por julmar às 17:15
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publicado por julmar às 21:54
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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019

Cruz do Arreçaio

Cruz do arreçaio.jpg

A natureza segue o seu curso natural, indiferente às necessidades, desejos, paixões ou opiniões do homem. As árvores não pedem licença para nascer aqui ou ali, em espaço público ou privado, em espaço sagrado ou profano. Nem se incomodam de tirar a vista, ao castelo, à Igreja ou à cruz. No seu crescer lento e contínuo os olhos das gentes vão-se habituando a que assim seja. Mas que a paisagem está diferente, está.

publicado por julmar às 18:16
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Domingo, 6 de Outubro de 2019

As procissões de outrora

procissao.jpg

(Fotografia retirada do FB de Odete Duarte)

Esta fotografia de 1954 da procissão do Senhor dos Aflitos é a mais antiga das que foram publicadas neste blog. Há outras tiradas no mesmo local (na esquina do largo do Pelourinho), onde a procissãp para para mudar de turno, ou seja, das pessoas que ao ombro carregam o andor. Tinha eu à época três anos  de idade enão consigo reconhecer nenhuma dos retratados. De realçar o aprumo dos homens que apesar das dificuldades, se apresentavam de fato escuro e camisa branca, alguns com gravata e chapéu na mão. As mulheres todas, atrás, vestidas de preto - de xaile, e cabeça obrigatoriamente coberta de lenço ou véu. A fotografia permite-nos ainda ver como a Vila apresentava a sua face principal: a torre ainda com a cobertura de telhado, podendo-se ver o corpo da Igreja dado que as casas em frente não tinham sido alteadas, algumas casas ainda não existiam e outras que adquiriram forma diferente. O pároco debaixo do pálio é o padre Narciso.

publicado por julmar às 19:29
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Domingo, 1 de Setembro de 2019

Recordando a D. Zézinha

D. Zézinha.jpg

Synopsis

La démographie croissante de l’époque imposa la création de postes supplémentaires au niveau national, afin d’alléger la charge des écoles dans les grandes communes. Il s’agissait d’enseigner dans de petits villages très isolés où de nombreux enfants étaient déscolarisés par manque de structures. L’institutrice qui occuperait un tel emploi serait susceptible d’être mutée en fonction d’éventuels changements et de nouveaux postes à créer. La hiérarchie de la jeune institutrice, appelée désormais Dona Zézinha de par son statut, l’envoya assurer des postes dépourvus d’enseignant, comme prévu dans son contrat. Texte Quatrième :

Ce quatrième livre d’Altina Ribeiro a pour toile de fond l’enseignement et l’éducation au Portugal durant la dictature de Salazar. Il évoque les relations difficiles entre Alexandre et sa mère qui fut institutrice durant trente six ans, de 1935 à 1971. Dona Zézinha enseigna dans de nombreux villages entre Guarda et Sabugal, au nord-est du Portugal. Au grand dam d’Alexandre, qui suivit sa mère durant ses nombreuses mutations, celle-ci assura quasiment toute sa scolarité primaire durant laquelle il avait pour mission d’être le meilleur ! Un récit à lire pour découvrir l’abnégation d’une mère enseignante ainsi que le parcours atypique de son fils

publicado por julmar às 13:00
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Requiescat in Pace, Alexandre

Carlos Alexandere.jpg

Os sinos da Vila, mais uma vez, tocaram a sinal, desta vez por Carlos Alexandre de Oliveira Araújo, filho de Raúl Gouveia Araújo e de Maria José Oliveira Araújo. Emigrado em França, desde os 18 anos, sem vir a Portugal, tínhamo-nos acostumado à sua visita à vila, nos últimos anos. Conterrâneo, vizinho, da mesma idade, colega de seminário, lamento a sua morte e apresento as mais sentidas condolências aos seus familiares. 

publicado por julmar às 12:03
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Sábado, 31 de Agosto de 2019

A maior família da Vila

1- Famª Marques.jpg

Fotografia tirada no dia 3 de Setembro de 1950, domingo.

A gravata do pai e o arranjo de todos mostra que estaríamos na festa do Senhor dos Aflitos. Por ordem de idades (e alturas): os pais - João e Graça; os filhos - Manuel, Natália, Norberta, Carlos e João. O Júlio também lá estava aconchegado no ventre da mãe e haveria de chegar na passagem de ano de 50 para 51. Chegariam ainda a Isabel e o José Albino.

Passados 69 anos, a família está assim (falta na foto o Zé Albino)

familia 69.JPG

 

publicado por julmar às 18:06
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Sábado, 24 de Agosto de 2019

Ritos de passagem - subir ao castelo

ritos de passagem.jpg

Aqui pela vila, como por todo o mundo, havia (há?)  ritos de passagem que traduzem uma mudança de estatuto (status) de um indivíduo no seio da comunidade a que pertence. Alguns deles traduzem-se em celebrações religiosas como o nascimento, o casamento e a morte. Outros são rituais profanos como aquele que acontecia nas terras da Raia e aqui na Vila: O pagamento do vinho. Os indivíduos do sexo masculino chegados à idade dos 14, 15 anos tinham de pagar o vinho para poderem passar à categoria de "Os Rapazes", adquirindo, entre outros, o direito de poder circular pela aldeia depois do Toque das Trindades , ao anoitecer e de perticipar em todas atividades desse grupo. O iniciado tinha de pagar vinho à descrição para toda a malta solteira.

Aqui na vila, havia uma prova acrescida, pela qual passei uma única vez, cheinho de medo. A prova era simples: subir à torre de menagem do castelo. E, claro, descer que era um pouco mais assustador.  A dificuldade encontrava-se no fato de haver lanços de escadas partidas e de logo no início ter de passar apenas pelos apoios de pedra demasiado estreitos, como pode ver na figura. Só o fiz uma vez porque tinha que ser.

subir ao castelo.jpg

 

publicado por julmar às 11:54
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