Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

Requiescat in pace, José António Rebocho Esperança Pina

Efemérides 2015 – 14 de Junho

Faleceu José António Rebocho Esperança Pina, nascido em Lisboa em 14 de Junho de 1938, filho de José Gonçalves Pina e de Isabel Maria Rebocho Esperança Pina.

Académico e cientista, doutorado em Medicina, descendente de Vilar Maior, aí possuía residência e aí, para além de outras ocasiões, era certo encontrá-lo no primeiro domingo de Setembro, festa do Senhor dos Aflitos de quem era devoto. 

O seu prestígio como professor, Reitor, Investigador  foi amplamente reconhecido por homenagens  e condecorações quer no país, quer no estrangeiro. Gerações de alunos de medicina aprenderam pelos seus livros, nomeadamente a Anatomia Humana. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ant%C3%B3nio_Esperan%C3%A7a_Pina)

À família, apresentamos sentidas condolências.

publicado por julmar às 12:11
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2020

Rostos da Vila - O Buraco

Panoramiaca VM.png

Os nomes dos lugares também se esquecem e o Buraco está a caminho da perdição porque já não é o que era. No princípio, era um fraco caminho que dava acesso ao Pereiro, às Morenas e, mais tarde, ao Porto Sabugal. Depois, chegada a década de 40, fez-se uma estrada de terra batida - como a que a fotografia mostra - que, passando por Aldeia da Ribeira, dava acesso ao Carril que, por sua vez, levava a Vilar Formoso. E o Buraco passa a ser a principal porta de entrada na Vila, ainda que os automóveis continuem a ser, por aqui, uma raridade. Na casa rasteira do ti Jerónimo ( hoje, do neto Zé Carlos) terminava a povoação.  O bairro do Buraco, contando, hoje, com dezassete edificações incluída a Escola, começou em 1948 com a casa de António Seixas, construída pelo próprio. Ali esteve só, por mais de dez anos até à edificação das escolas, e, de seguida, já com o dinheiro da emigração, se foram construindo as outras habitações. Esta fotografia é um bom documento da evolução do aglomerado urbano que se alarga no número de construções e encolhe no número de habitantes. O bairro não terá, hoje, mais do que seis ou sete habitantes com residência permanente. A casa em primeiro plano tem um anexo com porta virada a sul e, também ela nos conta um pouco do que foi por aqui a exploração do volfrâmio: ali se guardava a escória do referido minério, o titânio. Nesse mesmo sítio, durante a década de 80, funcionou um dos cafés da aldeia, o café Seixas. 

As Escolas viraram Alojamento Local, o campo de futebol deu lugar a balneários, a um ringue e aos princípios de uma piscina. 

publicado por julmar às 12:01
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Sexta-feira, 2 de Outubro de 2020

Espalhar palavras pela Villa

O que foi, já lá vai. Mas a história fica. É preciso contá-la e recontá-la com imagens e palavras.

Em 2007 ainda eramos capazes de coisas assim

Cantiga do Campo

Por que andas tu mal commigo?
Ó minha doce trigueira?
Quem me dera ser o trigo
Que, andando, pisas na eira!

Quando entre as mais raparigas
Vaes cantando entre as searas,
Eu choro ao ouvir-te as cantigas
Que cantas nas noutes claras!

Os que andam na descamisa
Gabam a violla tua,
Que, ás vezes, ouço na brisa
Pelos serenos da lua.

E fallam com tristes vozes
Do teu amor singular
Áquella casa onde cozes,
Com varanda para o mar.

Por isso nada me medra,
Ando curvado e sombrio!
Quem me dera ser a pedra
Em que tu lavas no rio!

E andar comtigo, ó meu pomo,
Exposto ás chuvas e aos soes!
E uma noute morrer como
Se morrem os rouxinoes!

Morrer chorando, n'um choro
Que mais as magoas consolla,
Levando só o thesouro
Da nossa triste violla!

Por que andas tu mal commigo?
Ó minha doce trigueira?
Quem me dera ser o trigo
Que, andando, pisas na eira!

António Gomes Leal, in 'Claridades do Sul'
publicado por julmar às 12:24
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2020

Tornar Vilar Maior uma aldeia cultural - Baloiço da Forca

Baloiço do Trevim

Baloiço da serra da Lousã

A olhar para o Desenho de Duarte D'Armas, perguntei-me: Por que não reedificar a Forca?; depois um passeio de Carlos Gata à Cruz dos Chães da Forca, maravilhado com o avistamento da colina, aventou: e se aqui se fizesse um miradoiro?; a aventura da Bárbara e do Joaquim Pedro por várias aldeias de Portugal e a descoberta, na moda por todo país, de baloiços instalados em altos montes levou-os à pergunta: E porque não um baloiço no Cabeço da Forca, na Vila?

Ora, aí está como a comunicação pode funcionar e como se podem realizar obras de baixo custo e de elevado valor. A Direção da Associação Muralhas de Vilar Maior, pôs em execução a obra, que, seguramente ficará pronta até ao fim do ano. E vai fazer a diferença!

Todos podemos fazer alguma coisa pela Vila! Se não é sócio da Associação, comece por aí. E, já agora, espreite o site, e veja como o país está a baloiçar:

https://turismo.dnoticias.pt/artigo/14798-baloicos-panoramicos-no-alto-minho-viram-atraccao

 

 

publicado por julmar às 11:10
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Requiescat in pace, Fernanda Simões

Fernanda Simoes (2).JPG

Soube , recentemente, do falecimento de Fernanda Simões. Noutros tempos, tê-lo-ia sabido no mesmo dia pela minha mãe que me teria telefonado: - Então, olha, sabes quem morreu? A Fernanda era filha de Joaquim Simões e Ester Simões e casada com Júlio Chorão. A Vila vai ficando, cada vez, com menos gente. Ao amigo Júlio, aos filhos e restante família, as minhas sentidas condolências. 

publicado por julmar às 10:26
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Divulgar as cinco Vilas Medievais do Sabugal

https://www.cm-sabugal.pt/5-castelos-5-historias/

Temos de saudar os autores, promotores e realizadores da temática em causa que considero um excelente trabalho de divulgação do património. E, claro, há muito para fazer. Em Vilar Maior, através da Associação Muralhas de Vilar Maior, estamos estamos empenhados, estamos em ação com um conjunto de projetos "Transformação da Vila numa aldeia cultural". E o mais importante de tudo é a participação de todos. Por vezes, o trabalho é tão simples, como falar com os amigos sobre a nossa terra, ou mais simples ainda, partilhar este post na internet. 

publicado por julmar às 08:23
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

Tornar Vilar Maior numa aldeia cultural - Brincar é preciso

Escorrega.jpg

O Primeiro Escorrega

Este foi o mais antigo escorrega da Vila, junto ao Arco do Muro, concluídos em 1280. O barroco já ali tinha nascido há mihões de anos, uma oferta da natureza. Foi ali que a minha geração e todas as gerações anteriores experimentaram o prazer de escorregar. 

Seiscentos anos depois, tivemos o primeiro e único parque infantil constituído por um escorrega, por um baloiço e pela roda que vemos na fotografia. Difícil de imaginar o quão importante foi para as crianças que viviam ou visitavam a Vila. Lá está, uma pequena obra muito importante.

Há sítios muito interessantes para a sua instalação - Eiras, junto à Ponte, junto à Árvore das histórias, outros a sugeridos

 Obras de baixo custo com alta importância.

publicado por julmar às 10:16
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Sábado, 26 de Setembro de 2020

Tornar Vilar Maior uma aldeia cultural- A árvore das histórias

historias.jpg

Volto a insistir: há muitas coisas que se podem fazer sem dinheiro ou com pouco dinheiro. Neste caso, alguém na vila há-de ter e não se importará de oferecer uma carteira daquelas que equipavam a escola primária; alguém arranjará um tronco semelhante ao da fotografia; e, pronto, eu encarrego-me das histórias. As crianças (o Edgar, o Lucas, o Hugo, os Vascos, o Afonso, a Catarina, o Gonçalo, a Helena ...) todos os que não sei, todos os que vierem visitar e todos os que estão para vir vão gostar de ler/ouvir histórias de encantar.

 

publicado por julmar às 18:30
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020

Fazer da Vila uma aldeia cultural - A ver as estrelas

Fotografia de Carlos Fragoso

Já foi uma sorte ter nascido. Sorte acrescida foi ter nascido numa aldeia - que teimosamente as gentes continuam a chamar de Vila - onde pude aprender ou apreender a natureza de um modo natural que é como toda a gente a devia continuar a aprender. Lembro bem o local onde, sozinho, noite cerrada, dei comigo com oito anos vividos, espantado a olhar siderado o céu estrelado. A luz artificial mais próxima era a das velas da Igreja e a das candeias dentro de casa. A luz elétrica só lá bem longe na cidade da Guarda. E, nunca mais, até hoje, me cansei de olhar as noites estreladas da Vila no Castelo, ou nas margens do rio Cesarão. Bem mais tarde, entusiasmava-me, em aulas de filosofia ao explicar a ciência nova de Galileu e a demonstrar como "foi a olhar para o céu que os homens descobriram a terra".  Sim, a astronomia é o primeiro conhecimento científico construído pelo homem. 

Tudo isto, porque fiquei encantado com esta magnífica fotografia do Carlos Fragoso, que agradeço, e que me levou

a partilhar a ideia de que a nossa torre de menagem do castelo poderia tornar-se num centro de observação astronómica na vertente do astroturismo que, para além do Alqueva, considerado hoje um dos sítios melhores para a observação astronómica, existem pelo país. Embora, não seja coisa para amanhã (para amanhã já temos que chegue), não se pense que isto é uma coisa do outro mundo. 

publicado por julmar às 11:38
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Rostos da Vila - O Cimo da Vila, ontem e hoje

DSC_0028 (2).JPG

Na primeira metade do século XX terá sido assim, com os três monumentos em destaque: O Castelo, a Igreja da Senhora do Castelo, a Igreja Matriz de S. Pedro com a Torre. De branco, a Igreja, as antigas escolas e três casas. O resto, as casas, na maioria rés do chão feitas de pedra e telha de capa e caleiro (telha de Nave de Haver). Pouca, vegetação, austera e apinhada de gente.

vm arsaio 5.JPG

Algumas casas feitas de raiz (a destoar do conjunto), outas que foram alteadas e uma grande parte em ruína e desabitadas.

publicado por julmar às 10:33
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