Terça-feira, 22 de Novembro de 2022

O Barroco dos Martírios

Barrocoo do martirios.jpg

Barrocos há muitos, na Vila e nos seus termos. Apesar de, por si, não se poderem mover por não terem recebido o sopro da vida, têm um sentido gregário preferindo estar juntos uns dos outros, formando cabeços, penedias, rochedos, encarapitando-se uns sobre os outros, sendo, naturalmente, mais felizes os que podem espreitar a vida dos homens. A maior parte deles, vive no anonimato, a não ser que algum tenha tomado uma forma caprichosa com formas e feições que a natureza neles foi inscrevendo, num tempo quase eterno ou tenha sido testemunha ou palco de acontecimentos invulgares, ou tenha sido chamado a lembrar aos vindouros um fato relevante, como aconteceu ao Barroco que Fala,  no anonimato continuarão. 

Assim, sendo um caso tão raro um barroco sair do anonimato, alguém haveria de me castigar por ter dito o que fica dito se não desse voz ao Barroco dos Martírios. Perguntei-lhe, então, donde vieste e ficou mudo, como só um barroco sabe ficar. Enorme que é e não tendo pés, nem asas, nem barbatanas, poderia não ter vindo de nenhures e ter nascido ali. Até, como veremos, é um sítio bonito e estratégico, senão para viver, para ser ali que é o mais comum dos destinos dos barrocos. Sorte dele que, até hoje, ninguém se lembrou de chegar lá, e, sem dó nem piedade, com um martelão ou com mecha e pólvora, desfazê-lo em pedaços, por considerarem que alguma utilidade teria noutro lugar. Facto é que ele carregava sobre si fortes responsabilidades. Com efeito, calhou estar no sítio certo, porque uns homens, há uns séculos atrás - para o barroco, atendendo à sua idade, é como se tivesse sido hoje ao entardecer - viviam cheios de medo que outros homens entrassem no sítio onde moravam  e decidiram que ali haviam de construir um muro tão forte que os impediria de entrar na cidadela  e, deste modo, o incumbiram de alicerce dessa função defensiva. Chegados ali, os atacantes, olhavam o barroco e o muro que sobre ele se erguia e desistiam,  - por aqui não vamos lá!

Se lá foram por outro lado, o barroco não sabia. 

Passaram anos e anos, que a ele não lhe pesavam,  e ouviu os maus tratos que aos barrocos davam com marrtelo e cinzel: Truca- truca, truca-truca, abrindo um buraco aqui e outro em frente e outro adiante, a talharem um bloco, desfigurando a natureza de ser barroco . Se repararem lá está o barroco pequeno com  cicatrizes. Por mim, preferia o outro, onde as crianças se divertiam a escorregar como se fizessem uma longa viagem até ao chão. A um outro barroco, na face lisa, a espreitar à superfície, riscaram um quadrado com linhas para um lado e para outro e apareciam por lá homens a jogar pedrinhas em cima como se não tivessem mais que fazer. Ficava mudo e quedo, como é da sua natureza. Não dava importância, nem sabia o que isso era. Talharam a seu lado pedras, em forma de escadaria por onde seres transitórios passavam para cima e para baixo. Em certas ocasiões, paravam todos, por momentos,  em cima dos blocos de pedra, feitos à custa de irmãos seus despedaçados, como se naquele instantâneo disparo quisessem ficar eternos como ele. 

Coitados destes bípedes implumes tão frágeis, tão efémeros a quererem num instante de felicidade ameaçada,  eternizarem-se num retrato. Comecei a ouvir a voz do barroco:

 - De ano a ano, por alturas da Primavera, parava aqui uma multidão, frente ao paço, enfeitado com flores tristes, e panais roxos, e uma cruz metálica, lamuriando orações e entoando lúgubres cânticos.  Por mim, nunca senti medo, nem tisteza, nem dor, nem qualquer paixão triste, nem ira, nem ódio, nem inveja, nem qualque paixão alegre, nem desejo de ser isto ou aquilo ou de não ser. Por ser barroco não me interessava com as sentenças que na sala, posta sobre mim,  que as sentenças proferidas pelo juiz fossem justas ou injustas; não me interessavam as lições do professor Rosa nem as reguadas que, generosamente, distribuía; ouvi, vezes sem conta, o cantarolar da tabuada e as contas que, para mim, estão feitas ab initio. Nem sequer me afetavam as palavras do professor Rosa quando insultava os alunos - "Tens a cabeça dura como uma pedra."  Quanto aos martírios que infligiam aos presos na cadeia, a meu lado, era diferente: a dor era tão grande que nem uma natureza empedernida como a minha podia ficar indiferente. Às mulheres que, nas tardes de invernos soalheiros,  me vinham fazer companhia, fazendo meias da lã churra das ovelhas  enquanto teciam agasalhos para o corpo, ouvi eu dizer que meu nome era o Barroco dos Martírios. Seria, não porque eu fosse o algoz mas, tão só, a testemunha da dor dos outros. Paredes meias comigo havia a prisão, e era impossível não ouvir os gritos de dor dos prisioneiros sujeitos a martírios. Mudavam os prisioneiros e os carcereiros mas eu continuava lá. Só alguém como eu poderia resistir tão imperturbável e durante tanto tempo à dor, à maldade e à injustiça dos homens. 

E o barroco, como se a lígua se tivesse soltado, continuou, como se fora um deus.

 - Nada é como era, só eu sou aquilo que era e serei aquilo que sou. Também tu, o único que até hoje me ouviu, deixarás de ser e se fores memória  em alguém, será por esta nossa conversa. Não te disse quase nada mas sei tudo quanto aqui se passou: da câmara e do tribunal, da escola e da prisão, dos soldados, das mulheres dos homens. Ninguém que descesse do Cimo da Vila ou a ele subisse se poderia esconder do meu olhar. Aquilo que por aqui não passava era contado, vezes sem conta, pelas mulheres que teciam  meia e com receio que eu ouvisse, falavam baixinho, em sussurro ou murmúrio, lembrando-se do dito 'as pedras têm ouvidos'. 

- Mas por que me contas tudo isso a mim? 

- Porque, até hoje, poucos foram os que repararam em mim. Tu foste o único que me fez perguntas. Agora que sabemos comunicar, poderás continuar a perguntar. Nem imaginas quanto tenho para dizer.

 

 

 

publicado por julmar às 15:44
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Terça-feira, 25 de Outubro de 2022

Requiescat in pace, José Bárbara Cunha

Mais um conterrâneo que nos deixa. Faleceu em França, onde será sepultado, José Bárbara Cunha, filho de Francisco Cerdeira Cunha e de Justina Leitão Bárbara, uma das famílias mais numerosas da vila. Nascido em 1936, foi à inspeção em 1956 militar acompamhado de um numeroso grupo de mancebos conterrâneos, ainda vivos uns, falecidos já outros,  como recentemente o João Badana de quem demos notícia. Foi dos primeiros a tentar o caminho de França, a salto, que com várias peripécias não correu bem à primeira. Uma doença silenciosa anunciou-se com um prazo de vida curtíssimo.  À família apresentamos as nossas condolências.

publicado por julmar às 10:52
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Segunda-feira, 10 de Outubro de 2022

A cortelha do marrano

cortelha.jpg

Com a ascenção de D. Manuel ao trono (1495) e, na sequência da expulsão dos judeus de Espanha, aterrorizados pela Inquisição, muitos deles fugiram para Portugal e, alguns, ficaram pela raia portuguesa. Por cá as coisas não lhes correram melhor e as perseguições, a violência e massacre de judeus tomam lugar nas páginas mais negras da nossa história. Aqui pela Vila, no Cimo da  Vila, terá vivido uma comunidade judaica como o testemunha a existência de um lugar de culto e inúmeros símbolos judaicos inscritos nas ombreiras das portas.  Muitos judeus terão sido  arrastados à força à pia para receberem o batismo e passaram a praticar o culto judaico na clandestinidade, o que não devia ser fácil. Eram designados como judeus conversos ou marranos. O certo é que por aqui o porco, cuja carne era interdita aos judeus, se passou a designar por marrano e o marrano passou a ser o símbolo da imundicie e um insulto para os sujos.

Se havia animal útil nesta comunidade era o marrano e só uma família muito pobre não tinha um. Os pouco católicos diziam que 'uma missa e um marrano dá para todo o ano' , os maçónicos ( insulto usado para os que não frequentavam o serviço religioso) diziam que ' o padre e o porco' só se aproveita depois de morto'. 

A matança do marrano começava com a chegada do frio do Inverno. Nunca na casa havia tanta abundância alimentar. Talvez, por isso, nesse dia o compadre Valério, antes do início do lauto jantar, presidisse à oração de agradecimento e rezasse pelas almas do purgatório.

Tudo isto, por causa da fotografia que nos mostra a cortelha do marrano, em baixo, e o poleiro das pitas, em cima.

publicado por julmar às 11:38
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Sábado, 8 de Outubro de 2022

Aldeias que morrem

Baiôa Sem Data para Morrer

Com dois livros deixados a meio - coisa inhabitual - , não quis esperar mais para ler este. E lá viajei, não como o jovem professor mas como professor que já fui, a caminho de Gorda e Feia, uma aldeia com morte anunciada como a minha. Porque as aldeias morrem porque as pessoas morrem, os novos foram e ficam os velhos à espera da morte. E eu que não sou o Dr Bártolo que previu, rigorosamente, quando cada um dos habitantes morreria, sei que todos os da minha aldeia vão morrer e que, como Baiôa, não tenho data para morrer, mas que de cada um vou, no blog, 'Minha terra, minha gente' , dando notícia, fazendo o respetivo epitáfio. O Chico toca a sinal para os que estão lá e eu registo aqui para os que estão fora e para memória futura.  Com o Chico já contratei que só morrerá depois de me tocar a sinal e que dele deixarei tudo pronto e encomendado para que o blog 'Vilar Maior minha terra minha gente' publique o seu 'requiescat in pace'. O mesmo procedimento usarei para mim. A brincar (se é que com a morte se pode brincar) ou a sério, já alguns conterrâneos me têm perguntado se eu já tenho a foto deles para o seu requiescat in pace. Um deles, de que guardo segredo, até me perguntou quanto é. Para muitos será a única memória escrita para além das certidões obrigatórias na burocracia do Estado.

Voltando a Baibôa, a minha última leitura, tenho de agradecer ao autor Rui Couceiro, por não conhecendo a minha aldeia, me falar nela, por me confirmar o retrato do futuro dela. Um dia, todos morrerão sem terem sido substituídos por outros. Essa é a tragédia.

publicado por julmar às 15:20
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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2022

Requiescat in pace, José André

manuel André.png

Faleceu, em França, o nosso conterrâneo José Lavajo André (10.08.1939 - 28.09.2022) , filho de Joaquim André e de Maria Lavajo.  O funeral será no dia 7, sexta feira, em Vilar Maior. Apresentamos as nossas condolências à família, nomeadamente, a suas irmãs - Beatriz, Ana e Filomena.

publicado por julmar às 19:23
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Quinta-feira, 29 de Setembro de 2022

Requiescat in Pace, Professora Mariazinha

prof maria.jpg

Tocaram os sinos. Mais uma luz que se apaga na Vila, mais uma casa que se fecha. Faleceu, hoje, no Porto, a professora Mariazinha. O funeral será, amanhã, em Vilar Maior, às 15 horas. Contava 93 anos, grande parte deles, passados em Vilar Maior onde lecionou durante 25 anos. Foi casada com Carlos Dias Freire. 

Apresentamos condolências a toda a família.

publicado por julmar às 14:43
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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2022

Histórias quase reais

procissão sr dos aflitos.jpg

Prefácio

«Tu misturas de maneira impressionante, nos teus discursos, o véu, a foice e o trigo, e tens razão, já que as coisas estão todas ligadas umas às outras e no Senhor são apenas uma, mas nos nossos olhos estão bordadas no véu da multiplicidade”

Thomas Mann

Pudéssemos nós, com suficiente pormenor, contar a história de um lavrador, de um jornaleiro, de uma costureira, do homem que conserta os pratos, do empalhador de garrafões, do homem do ferro velho, do amola tesouras, do comprador de cornachos, do apanhador de batatas, do senhor reitor ou do triteiro e teríamos aprendido o viver desta comunidade rural, espelho de muitas outras. Porque conhecer uma comunidade pelos instrumentos que usa, pelas tarefas que executa, pelas relações sociais, pelos produtos que consome, cria, transforma ou troca não é, ainda, se não conhecermos exteriormente essa comunidade, como se conhece uma máquina. Se queremos ir mais além na sua compreensão, então, temos de captar-lhe a alma, o sentir e o sentimento. É preciso sabê-lo, como saber e como sabor. Não poderemos ficar no domínio das ações, apenas, mas teremos que passar ao reino das paixões, de todas aquelas afeções nascidas na alma e que têm no corpo o seu palco: a alegria, o amor, a admiração, a glória … e seus opostos. Não o saberíamos fazer da forma perfeita, que o mais certo é não existir. Por isso, o que oferecemos são memórias de pessoas e lugares, histórias … quase reais, em que nunca saberemos onde começa a realidade e acaba a ficção. Importante mesmo é que motivemos o querido leitor a puxar pela memória, pela sua memória para poder «contar a si mesmo a sua própria história». Porque como diz Maria Zambrano:

“Quem não sabe o que lhe acontece puxa pela memória para salvar a interpretação do seu conto, pois não é totalmente infeliz quem puder contar a si mesmo a sua própria história”

Um livro perfeito que nos diga tudo é um livro inútil. Esta é a boa razão que me levou ao atrevimento de poder apresentar-lhe este livro imperfeito, pedindo-lhe a si, leitor, que o corrija, cortando, acrescentando, discordando tanto quanto for necessário para «salvar a interpretação do seu conto». À medida que for lendo, contará a sua própria história reconstruindo a viagem que o levou até onde se encontra agora. Todos temos um paraíso perdido que é todo o tempo passado com tudo o que nele ficou marcado. A maior parte talvez tenha perdido o lugar onde nasceu, talvez uma aldeia como Vilar Maior, e, no meio de todas as casas, a casa onde nasceu. E essa ficou para sempre a ser A Casa. A casa que um dia teve de deixar. A casa está na nossa memória como a conhecemos. Morreram as pessoas que a habitavam. Um dia fechou-se para sempre … até que, ano após ano, o vento, a chuva e o sol pacientemente, persistentemente, desgastaram os materiais. Primeiro foi uma telha e a seguir outra e outra até não haver mais; depois foi a porta e a janela até ficarem quatro paredes nuas. As silvas treparam pela porta e pela janela e lá dentro nasceu uma figueira; sabugueiros cresceram acima das paredes e de forma tão perfeita se combinaram que quando se desdobram em flores a casa se transforma num arranjo floral. Um arranjo floral triste. Pela casa, pelas casas, pelas ruas, pelos largos, pela ribeira, pelos caminhos, pelos campos, pelos gados, pelas gentes, por aí passa o conto das nossas vidas. As vidas da minha gente.

publicado por julmar às 10:51
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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2022

A bela Aurora Raiana

aurora raiana1.jpg

Primeira aurora do mês da agosto de 2022. Além da terra e da gente, há o espaço sideral com as suas manifestações. Anda muita gente (pre) ocupada em conhecer mundo em viagens, mais ou menos longas, na procura de beleza natural ou artificial, de História ou de histórias, do passado mais ou menos longinquo, de sabores ou odores exóticos. Muita dessa gente nunca terá contemplado a abóbada celeste no seu esplendor estelar ou resplendor da aurora.  Mas vale a pena, se decidir que há-de despertar primeiro que o sol.

A fotografia, em cima, é uma das 27 fotografias das auroras raianas do mês de agosto. Todos os dias desse mês vi nascer o sol (27 dias em Vilar Maior e cinco dias em V. N. de Gaia). Cada dia tem uma aurora diferente e desenvolve-se num curto espaço de tempo. A maior parte das vezes, a aurora desaparece com o levantar do astro rei; por vezes, assoma e uma nuvem, mais ou menos escura cai sobre ela; outras vezes, entristece lenta e desaparece. O pôr do sol é outra coisa, belo também, mas é lá para o outro lado onde tudo acaba.

aurora3.jpg

publicado por julmar às 17:32
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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2022

Requiescat in pace, Lúcio da Silva. Morreu o último Lúcio da Vila

Lúcio.jpg

Faleceu Lúcio Dias da Silva, em Braga, onde residia desde há muitos anos. O funeral será dia 21 e será sepultado no cemitério de Monte d'Arcos. 

Era fillho de Bernardo Silva e de Alice Dias (Sequeira) . Para um maior conhecimento desta família poderá ler o post publicado neste blog em 16-07-2021:

https://vilarmaior1.blogs.sapo.pt/os-lucios-da-vila-e-os-outros-silvas-530400

Apresentamos aos familiares sentidas condolências

publicado por julmar às 10:43
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Sábado, 3 de Setembro de 2022

Requiescat in pace, João Badana

Tocou a sinal. Mais um conterrâneo que parte.

j badana.jpg

Para a família, as nossas condolências.

publicado por julmar às 20:43
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