Quarta-feira, 12 de Dezembro de 2018

Retrato demográfico da Vila

HPIM5679.JPG

O espírito preguiçoso, a que o comum das gentes, incluindo os políticos, é muito atreito, fala mais do que o que sabe e na ausência de saber inventa histórias. Agora está na moda falar da interioridade, dos territórios de baixa densidade, de desertificação do interior ... blá,blá, blá.

Se eu ainda fosse professor, diria assim:

Tendo em conta os dados do quadro etário:

a) Identifique o problema desta comunidade

b) Que medidas poderão ser tomadas para a sua resolução. 

Quadro etário da população residente em Vilar Maior, no mês de dezembro de 2018

Total de residentes: 64, distribuídos por cada dez anos:

0-10

10-20

20-30

30-40

40-50

50-60

60-70

70-80

80-90

90-100

3

5

0

4

2

2

16

13

14

5


Há 14 indivíduos viúvos: 3 do sexo masculino e 11 do sexo feminino.

Por sexo: 29 do sexo masculino; 35 do sexo feminino.

Número de casas habitadas: 34

Número de indivíduos por casa

Casas

15

12

5

1

1

Indivíduos

1

2

3

4

6

Média de habitantes por casa: 1,9

 

publicado por julmar às 19:10
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Sábado, 8 de Dezembro de 2018

Afinal, Vilar Maior entrou na 2ª Guerra Mundial!

DSC_0243.JPG 

DSC_0235.JPG

Com a ajuda do título (exagerado), talvez saiba o que as fotografias representam

 

publicado por julmar às 19:11
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Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2018

Andar sem sair do sítio

DSC_0207.JPG

No sítio dos Vales

Fascinam-me as rodas (noras), uma engrenagem mecânica que no essencial é constitída por duas rodas dentadas em que o movimento da roda dentada horizontal é transmitido a uma roda vertical que ligada por um veio a uma roda maior, com uma cadeia de copos, faz ascender a água a um nível superior. Na Vila, segundo uma contagem por defeito, serriam cerca de oitenta. Uma invenção de origem árabe, terá chegado à Vila apenas no princípio do século XX e terá transformado a economia local aumentando consideravelmente a área de regadio que até à sua chegada era feito em terras servidas por minas/presas, por açudes do rio ou pela elevação da água através da burra (picota ou cegonha são as designações mais comuns). A roda veio permitir um considerável aumento da produtividade, nomeadamente da cultura da batata cujo escoamento era facilitado pela recente inauguração da linha de comboio da Beira Alta. 

Quem se deve ter desgostado com a roda foi o burro, já que a vaca tinha um passo demasiado lenta e era mal empregada. Assim,  ganhou uma nova valência: tocar a roda. Qual reencarnação de Sísifo, horas seguidas a andar em circulo, sem sair do sítio. Uma coisa de dar em doido, se não fosse o caso de o fazer de olhos vendados.

publicado por julmar às 20:47
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Sábado, 3 de Novembro de 2018

Por Terras do Sabugal, passo a passo

nave.jpg

Todas as casas têm uma história. No desconhecimento total da história real, apetecia-me inventar uma para esta casa que, cirandadndo pela Nave, se meteu comigo

 

publicado por julmar às 19:22
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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018

Requiescat in Pace, José Simões Valente

José valente1.jpg

Acabei de ler, na página do FB, a notícia dada por sua filha Sara Sue Goldstein, da morte de seu pai, o nosso muito estimado conterrâneo. José Valente, filho de Aurélio Valente e Maria Miquelina Ferreira. Segundo as palavras da filha, sofria de um cancro do cólon há três anos cujos tratamentos de radiação e quimioterapia enfraqueceram o sistema imunológico. Vivia nos Estados Unidos desde há muitos anos, na cidade de Filadélfia, onde exercia o ofício de alfaiate.

Um dos seus hobies preferidos era a fotografia, quando era ainda uma raridade. Guardo um envelope, que me enviou há oito anos, com muitas fotografias de lugares e gentes de Vilar Maior, bem como alguma documentação manuscrita. Algumas dessas fofografias, publicadas neste blog, dos princípios dos anos sessenta são testemunhos únicos. Por vezes, telefonava-me sempre muito saudoso de Vilar Maior. Sinto a sua perda.

As minhas condolências à família.

 

 

publicado por julmar às 19:50
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Domingo, 9 de Setembro de 2018

As procissões de outrora e as procissões de agora

O mesmo acontecimento, o mesmo lugar, a mesma devoção, a mesma fé.

IMG_0008.JPG

(Foto dos anos 60)

Não é só da fotografia: o preto era a cor dominante contrastando com o branco das camisas. Os homens de fato e chapéu na mão. As mulheres (não presentes na fotografia) de cabeça coberta com véu ou lenço preto. Os homens à frente e as mulheres atrás. A rua repleta de gente. Tudo gente que eu conheci, alguns poucos ainda entre nós.

proc 2018.JPG

(Foto de Mário Silva publicada no FB, 2018) 

 

 

publicado por julmar às 17:54
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Domingo, 12 de Agosto de 2018

Apresentação de livro

contextos.JPG

Com a sala da casa da Junta de Freguesia cheia de amigos e conterrâneos de António Gata, foi feita a apresentação do seu livro "Textos em conterrâneos em contextos sabugalenses". Na mesa, para além do autor, encontrava-se o atual presidente da Junta de Freguesia, Antonio Cunha, que sublinhou a intervenção cívica do autor, nomeadamente, enquanto presidente da Junta de Vilar Maior e o Presidente da Câmara do Sabugal que prefaciou o livro. Coube a Joaquim Simões dos Santos a apresentação do livro. A obra faz um a compilação de textos que o autor foi escrevendo no Jornal Renascer e no Cinco Quinas. 

publicado por julmar às 21:35
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Sábado, 11 de Agosto de 2018

Manhãs claras - Por terras do Carvalhal, passo a passo

manhãs claras.jpg

Ver nascer o sol no Cabeço da Porca ( toponímia do tempo das Inquirições ) é um privilégio dos que apreciam as manhãs claras e prateadas que antecedem o raiar do sol. Entro pelo Carvalhal dentro, passo o forno que outrora cozia todos os dias o pão insosso de cada dia, o largo com a frondosa amoreira com frutos que ninguém quer e a capelinha branca onde S. Marcos vive esquecido das gentes cada vez mais esquecidas por Deus e pelos homens.

Já à saída, caminho da Vila, uma cena de outros tempos, uma cena dos dias de agosto da minha infância: um burro a tocar a roda e a minha parente Henriqueta a virar tornadoiro, rêgo a rêgo, dessedentando hortaliças com água e, os dois, desenterrando memórias

nora2.jpg

 

publicado por julmar às 17:47
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Sexta-feira, 1 de Junho de 2018

Dia dos irmãos, dia mundial da criança

Famª Marques.jpg

Porque hoje é o dia da criança e ontem dia dos irmãos aqui vai esta foto que conta 67 anos. Eu ainda estou na barriga da minha mãe. Para a foto estar completa seria preciso esperar por mais dois. Uma família à antiga com oito filhos, oito irmãos com idades que vão dos 60 aos 80 e tais. É atualmente a maior família de Vilar Maior

publicado por julmar às 12:38
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Domingo, 6 de Maio de 2018

Porque hoje é o dia da mãe

graça.jpg

MÃE

Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei! Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! verdadeiro, encarnado!

Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!

Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens! Eu vou viajar. Tenho sede ! Eu prometo saber viajar .

Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.

Mãe!Ata as tuas mãos ás minhas e dá um nó cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa.


Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.

Mãe! Passa a tua mão pela minha cabeça!


Quando passas a tua mão na minha cabeça é tudo tão verdade !
Almada Negreiros, in a invenção do dia claro

publicado por julmar às 21:17
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