Segunda-feira, 30 de Março de 2020

Gente da Vila - Quem é quem?

 

Familia proença.png

Onde, quando, quem são?

publicado por julmar às 12:50
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Requiescat in pace, José Jerónimo

zé jeronimo 5.JPG

Desta vez foi o Zé. Mais uma luz que se apaga na Vila, uma casa que se fecha, uma horta por cultivar, um cão (O Piloto) sem dono. Todos ficamos mais sós. O Cimo da Vila mais deserto. Quando for à Vila e for dar a minha haitual volta pelos Regatos vou sentir a falta da conversa não importa sobre o quê. Às vezes, repetíamos conversas. Da ida para França no dia 7 de Setembro de 1961com outros da terra e por lá esteve 18 anos; pagou sete contos e meio ao passador; foi preso em Bordéus mas o patrão para quem ia trabalhar foi lá buscá-lo levando-o para Clermont Ferrant onde trabalhou no corte de lenha. Depois foi para Paris a trabalhar na construção civil. Não gostou da experiência em França e diz que cá ganhava bem pois na altura trabalhava para o Estado a fazer Talefes (Marcos Geodésicos) , a  48 escudos por dia. Da última vez disse-me que o carteiro ou outras pessoas de fora, perguntavam pelo José Fonseca e ninguém sabia que era ele, pois todos o conheciam por Zé Jerónimo. Jerónimo era o seu pai, pedreiro de profissão, e ele, a Elvira, o Francisco, o António, o Carlos, todos irmãos usavam o sobrenome Jerónimo. Aos filhos e restante família, apresentos sentidas condolências.

publicado por julmar às 09:00
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Sábado, 14 de Março de 2020

Acerca de 100 anos era assim - A Pneumónica

Mortalidade 1911-1920.jpg

Sem os recursos financeiros, económicos, sem Segurança Social, sem esperança numa solução da ciência, exaustas na saída de uma guerra mundial, restava às pessoas rezar. A pneumónica, também chamada gripe espanhola, foi das maiores pandemias da humanidade - o número de mortos, difícil de contabilizar, vai dos 17 aos 100 milhões. Na vila, os sinos não paravam de tocar a sinal. Foram 68 mortos. 

publicado por julmar às 20:31
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Quarta-feira, 11 de Março de 2020

A Acção Católica em Vilar Maior

Diz Pinheiranda Gomes, na Capeia Raiana de 21 de Fevereiro 2016:

“Há uns bons anos atrás estudámos o movimento social católico entre os anos de 1850-1930, com ênfase na fundação da Associação Católica do Porto (1871), no Centro Católico Português (1917) e na criação ou reorganização de muitas obras dispersas e sem coordenação, na chamada Acção Católica Portuguesa (1933).”

No que ao Sabugal diz respeito, em Junho de 1918 (segundo o Boletim da Diocese da Guarda, Ano lV, nº 1) já estavam a funcionar os seguintes: Sabugal, Rapoula do Côa, Baraçal, Soito, Vale de Espinho e Vilar Maior.

Vilar Maior
Presidente: Júlio Matias, Pároco; Vice-Presidente: António Gata, comerciante. Vogais: José Morgado, operário, e Júlio Simões Ferreira, proprietário; Tesoureiro: Joaquim Fernandes, proprietário; Secretário: João António Monteiro, professor aposentado.

 

publicado por julmar às 12:11
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Sexta-feira, 6 de Março de 2020

Gente da Vila - Quem será?

manel simoes.JPG

 

publicado por julmar às 12:39
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Quinta-feira, 5 de Março de 2020

Placas de sinalização. Até que enfim!

Placas de sinal.jpg

Bom, desta é de vez e o próximo post sobre o assunto (muito em breve) vai mostrar-vos uma fotografia diferente com uma sinalização completa. Vai fazer 11 anos no próximo dia 24 do mês corrente que dei conta do facto em post intitulado:

Nós por cá é assim  https://vilarmaior1.blogs.sapo.pt/94886.html

Valha-nos Deus e a sabedoria popular «mais vale tarde do que nunca»

publicado por julmar às 16:54
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Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020

Como tornar Vilar Maior numa aldeia cultural

Aflitos.jpg

Todos os vilarmaiorenses sentimos que a nossa terra, a Vila, tem alguma coisa de diferente, de especial que nos faz sentir orgulhosos por sermos sua pertença. Ao mesmo tempo, sentimos que está a ficar cada vez mais deserta, mais abandonada, temendo, com fortes razões, que o seu tempo esteja a chegar ao fim. Seria muito triste que um passado de mais de oito séculos acabasse assim, sem mais nem menos, como se todo o seu passado se enterrasse. Mais triste, ainda, por sermos nós a assistir à sua agonia sem nada fazermos. Por isso, antes que morra, antes que alguém, por milagre, a  viesse a ressuscitar, vamos todos fazer o que deve ser feito. E o que deve ser feito? Pensar, comunicar e agir. Sem medo e sem vergonha. Com transparência e clareza. Com responsabilidade, com respeito, em diálogo. Começando por pequenas coisas. Começando por coisas que não custam dinheiro - há muito a fazer e, uma vez feitas, fazem a diferença; por coisas que custam pouco dinheiro - e valem muito; por coisas que custam mais dinheiro mas quando tivermos feito as outras estaremos preparados para elas. 

Num post do dia 4 de Janeiro, saudei aqui o fato de as Eiras se tornarem um verde prado. Estão a ficar um espaço que com um pouco mais de trabalho retomarão a vista que tiveram.

 E deixo aqui mais uma sugestão. O Senhor dos Aflitos e a sua festa são, creio, indiscutivelmente, o ponto mais forte que une os vilarmaiorenses e o Hino é como se fosse o hino de Vilar Maior. Por que não fixar a sua letra no exterior da capela ( na parte frontal, lateral ou em suporte independente?) Em suporte cerâmico ou outro são questões técnicas. Se a vida de Vilar Maior passa por uma vertente de turismo esse terá de ser cultural, feito dos monumentos, das tradições e de histórias. Estas é preciso contá-las.   

I

Nosso Senhor dos Aflitos

De dois anjos ladeado

Atendei corações contritos

Defendei-nos do pecado.

CORO

Ao deixar-te, ó meu Jesus

Ouvi hoje rogos meus

Derramai as vossas bênçãos

Aceitai o meu adeus

II

Nas desditas desta vida

E nas horas de aflição

Teu coração por nós palpita

Sede nossa consolação

III

Rei de Amor, Rei de Beleza

Sois o Deus, sois o Senhor

Canta a Terra Portuguesa

Canta o povo de Vilar Maior.

publicado por julmar às 17:31
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Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

Escrita na pedra.

IHS.jpg

 Foi numa pedra que eu aprendi a escrever: Uma pedra, no aspeto físico, muito semelhante aos tablets que adultos e miúdos hoje utilizam. Os pedreiros que talharam os blocos de pedra com que ergueram o castelo, na sua maioria, não sabiam escrever. Aprenderam a desenhar uma letra, um sinal com que assinavam a obra feita, o sustento de suas vidas. 

Eu que passo o tempo a olhar para essas pedras antigas, às vezes, sou compensado por mensagens do passado. Como no dia 15 de fevereiro, num sítio pouco previsível ao achado. Mas lá estava num beco, por baixo de uma humilde janela de ferro.

Podemos ler claramente o monograma IHS, abreviatura do latim (Iesus Hominum Salvator), Jesus Salvador dos Homens. Nas igrejas católicas são frequentes estes cristogramas, desenhados, esculpidos ou gravados em altares, sacrários, cálices, hóstias, toalhas, paramentos ou outras alfaias do culto.

O cristograma aqui apresentado está fora do contexto e, com o bloco de pedra já talhado vinha mesmo a jeito para a construção. Talvez olhassem para as letras e considerassem irrelevantes. Com isto ficamos sempre com mais perguntas que respostas. De onde veio? Quando? Qual a sua função?

Ficam, por ora, por clarificar o que mais tem inscrito. Uma data?

Image result for IHS religião

publicado por julmar às 15:30
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2020

Todos os nomes

Nuvem de palavras gente.jpg

Esta era a paisagem dos nomes das famílias no século XX, no seu segundo quartel. O nome Fernandes ( a mim não me pareceria) vai muito à frente de todos os outros. Da nuvem não constam os nomes seguintes que aparecem muito menos frequentemente. Alguns deles podem ser de outras terras e estarem, apenas, de passagem pela Vila.

Vigário, Aguiar, Anjos, Ayres, Baratana, Belo, Borregana, Branco, Cabral, Calvo, Capelo, Carvalho, Casalta, Castelo, Calvo, Crespa, Côsco, Cuco Dolores, Jacinto, Flora, Lajas, Linhares, Magalhães, Mateus, Matias, Matos, Menoito, Neto, Novais, Pancrácio, Paio, Peres, Reis, Rito, Rocha, Cigano, Sivestre, Trindade, Valente, Vara, Vicente, Videira, Virtude, Virtuosa, Vital, Xavie, Zorrica, Zorrita

publicado por julmar às 09:55
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Domingo, 12 de Janeiro de 2020

Requiescat in pace

A imagem pode conter: 1 pessoa, closeup

Faleceu o Provedor da Santa Casa da Misericórdia, José Augusto Vaz, o grande obreiro da construção do Lar da Bismula. Um homem bom, solidário, irmão do Padre Francisco Vaz que foi pároco de Vilar Maior, também ele um homem dedicado aos outros, que, não fora a oposição ignara de uma minoria, poderia ter feito por Vilar Maior o que, com o agora falecido, fez pela Bismula. Da última vez que falámos, combinámos um encontro para 2020.

Para a família as minhas condolências.

publicado por julmar às 12:27
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