Quarta-feira, 10 de Abril de 2024

Arqueologia - Em busca de respostas

Atrás da parede do cemitério virada a norte, encontra-se uma pequena colina cujo cume foi aproveitado para a instalação de três cruzes, aquando da representação da Paixão destinada à cena final em que Jesus é crucificado entre os dois ladrões. Trata- se de um local rochoso de onde saíram rochas transformadas em blocos para a edificação das muralhas e/ou da torre de menagem. O local onde foi erigido o atual cemitério junto da igreja em ruínas da Senhora do Castelo (de cujo corpo se usaram as pedras já talhadas para a edificação do cemitério) seria um lugar relativamente plano, quem sabe se um largo em tempos idos onde se realizasse uma feira que como sede de concelho é mais que provável.

Aí se encontram esculpidas na rocha as obras que as imagens retratam

  1. Uma lagareta quadrangular (62x65 e 92x82) com uma profundidade máxima de 8 e mínima de 5 que gera uma inclinação no sentido nordeste sudeste em cujo vértice se encontra uma abertura para escorrimento do líquido, embora não se encontre qualquer pio. Esta abertura não é em cano dada a pequena profundidade.

lagareta2.jpg

(Imagem 1)

2.Do lado direito (quando virados para a torre de menagem), a menos de um metro sobre a mesma rocha, encontra-se uma outra obra que é, geometricamente, um arco de circunferência com 105 com raio de 100. Junto ao vértice do arco encontra-se uma concavidade circular semelhante aos gonzos de porta, que serviria para rolar um eixo. Ao lado deste, uma incisão reta de 15 de comprimento e 2 de largo. Do mesmo lado, no vértice do arco, tem igual incisão com iguais medidas. Tem a mesma inclinação que a lagareta descrita em 1.

lagareta2.jpg

3. A uns quinze metros destas, andando no sentido do castelo, encontra-se incisa numa rocha uma pequena pia quadrangular (cerca de 30 de lado) com uma profundidade de cerca de 10(medidas a confirmar).

(todas as medidas referidas são em centímetros)

Quase sempre, dada a minha falta de formação nestas áreas, tenho muito mais dúvidas do que certezas. Que são resultado de obra humana e não fatores da natureza, não há dúvida e que, portanto, ali estão materializadas, intenções, necessidades, desejos, saberes e tenologia. Que tais obras se enquadram num ecossistema de gente sedentária que por ali viveu em comunidade, não há dúvida.  

Quanto à imagem 1, quadrangular tratar-se-á de uma pequena lagareta e serviria para pisar uvas, fazer vinho. Coloca-se o problema sobre onde armazenavam o vinho e como é que (ou onde) o fermentavam.

Quanto à imagem 2 – Não consigo colocar hipótese, dado sugerir haver um mecanismo qualquer que ali trabalhava. (Tratamento de peles?!)

Quanto a o pequeno recipiente 3 – Poderia tratar-se de uma medida de capacidade para cereais e outras granívoras. 

Devemos ter em conta que o ecossistema natural em que se encontram se não mudou na sua morfologia, mudou muito em termos de fauna, de flora e de recursos hídricos. As encostas do castelo já foram lugares produtivos onde ainda na primeira metade do século XX se cultivava a vinha e que depois da filoxera os proprietários se queixavam depois de terem sido obrigados a arrancar as videiras continuarem a pagar a décima muito elevada. Constava que o melhor vinho provinha da encosta sul e oeste. Nestes terrenos feitos de socalcos desde o sopé até ao cume, quase todos cavados à enxada proliferavam cerejeiras, figueiras, marmeleiros, amendoeiras e nogueiras que produziam em abundância. Também havia recursos hídricos (minas, poços e nascentes) O último poço próximo (40 metros) das imagens de que nos trouxeram a este texto foi soterrado em 2007 quando fizeram o calcetamento da rua que conduz ao parque do castelo.

publicado por julmar às 18:05
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Terça-feira, 9 de Abril de 2024

Requiescat in pace, João Gata Esperança

João Esperança.JPG

Mais um conterrâneo, amigo da Vila e nos visitava no Verão que nos deixa. 

O funeral realiza-se em 10 de Abril, às 16h, no Centro Funerário de Barcarena. Para a família as nossas condolências.

publicado por julmar às 19:21
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2024

Verdes são os campos

verdes são os campos.jpg

A história poderia ter sido assim: Duarte D'Armas por incumbência do rei veio a Vilar Maior desenhar a fortaleza. Esta é a parte fatual. Duarte D'Armas convida Camões a acompanhá-lo e chegados que foram aqui com tão bom recebimento, comendo bem e bebendo melhor, por cá se demoraram, Duarte a desenhar e Luís, deslumbrado com os verdes campo e a esbelta Leonor, a fazer poesia. Esta é a parte do que poderia ter sido. Mais tarde Zeca Afonso, lendo este poema, tão belo o achou que, vibrando as cordas da viola, o cantou.

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

publicado por julmar às 11:10
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Sexta-feira, 5 de Abril de 2024

Requiescat in pace, António

Boinas.jpg

António José Seixas Badana (1953-2024)

Tocaram a sinal os sinos da Vila pelo falecimento deste nosso conterrâneo, emigrante em França desde a infância mas que todos os anos, enquanto a doença não bateu à porta, vinha a Vila matar saudades e cuidar dos haveres. O António era filho de Joaquim Manuel Badana e de Maria dos Santos Dias Seixas, nascido em 1953. Encontrava-se doente em França, tendo falecido dia 4. O funeral será no dia 9, em Vilar Maior, pelas 16,30. Do António guardo o modo reservado e discreto, amável, comunicativo e generoso. 

As minhas condolências à família e, de modo especial, ao filho.

publicado por julmar às 20:18
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Quinta-feira, 21 de Março de 2024

De novo, a condessa de Bobadela

Daqui parti para o mundo. Daqui sempre foi ponto de partida para os que cá tiveram o seu berço. Foram para ´'Além-mar',  o Ultramar  do império colonial de África, da América e da Ásia. Na derrocada do Império, daqui partiram, quase todos, para a França na década de 60 do século XX. Daqui se espalharam pelo Portugal continental, sobretudo, por Lisboa. Ao longo do tempo sempre se partiu. Quase todos regressaram. Alguns por ventura ou desventura não. De resto, é assim a História de Portugal. 

Aqui se construiu a fronteira de Alcanizes, muralha estendida, que nos havia de proteger da cobiça do Reino de Castela e permitir a aventura dos Descobrimentos. Daqui partiram soldados, para a guerra, pedreiros e outros ofícios, homens dispostos a fazer qualquer trabalho, criadas de servir, mangas de alpaca, marçanos em lojas da capital, comerciantes. E, também,  missionários, padres, professores, advogados, médicos, enfermeiros, engenheiros.

Daqui, partiram produtos da terra: carne (vitelos, cabritos, borregos), centeio, vinho, batata, feijão, mel, lâ, linho, linhaça, peles, leite, queijo, ovos, brochas, vassouras de bracejo. Cornachos e outras coisas menores.

E com tudo isto ficavam sempre pobres as gentes. Não por causa da décima, das coimas, dos emolumentos, das congruas e dos bens de alma. É que as terras, sobretudo as melhores terras,  não eram da gente que as trabalhava. Era preciso pagar a renda, em dinheiro ou centeio,  das casas, dos palheiros  e lameiros e em produto "as meias" ou "as terças" do que na terra cultivada colhiam. Senhorios que residiam fora, a maior parte deles em Lisboa, alguns deles que nunca pisaram o chão de Vilar Maior, fossem os Condes Teles da Silva  e suas derivações, os Osórios da Fonseca, os Pessanhas, os proprietários locais, ou a Condessa de Bobadela ( que nos serve de exemplo) daqui levavam as rendas do suor, do sangue e das lágrimas das gentes que por cá ficavam. Por isso, aqui, as gentes pela nobreza da sua terra pagavam um alto preço e, ao contrário de terras vizinhas, os lavradores não passavam da cepa torta, sempre mal remediados. 

E, para fundamentar o que aqui se diz, nada como o registo escrito e já publicado neste blog em 13-12-2021:

Registo de manifesto de hipotecas da administração do concelho do Sabugal (1843 - 1855)

Quem quiser reconstruir um pouco da história de Vilar Maior do século XIX, aqui poderá encontrar elementos de interesse: Registo de hipotecas, sendo as mais frequentes as feitas na sequência de empréstimos de dinheiro e respetivos juros. Vimos, por exemplo a saber, que a viscondessa de Bobadela era senhoria e proprietária da Quinta das Batoquinhas, como podemos ver pela transcrição do registo nº 35

Aos sete dias do mês de janeiro de 1855 pelas duas horas da tarde compareceu perante mim António de Barreiros e Neves escrivão da administração deste conselho de Vilar Maior José Ribeiro Leitão escrivão da Comarca municipal deste conselho, requerendo-me lhe vertesse na qualidade de procurador de José António da Silva da cidade de Viseu o alvará do teor seguinte: dona Ana Joaquina Maria do(??) Henriques Leitão Pina e Mello da Silveira Albuquerque (?) condessa de Bobadella viúva do conde do mesmo título Gomes Freire de Andrade e Castro. Pelo presente meu alvará de meu próprio punho feito e averiguado declaro que recebi do senhor José António da Silva da cidade de Viseu a totalidade e importância de todos os foros atrasados até o ano de 1854 pertencente à Quinta das Batoquinhas situada na Vila de Vilar Maior conselho da cidade da Guarda cuja quinta me pertence na qualidade de senhoria direta que sou da mesma e pela qual se paga do foro a pensão anual de 40 fanegas de centeio na forma de aforamentos a este respeito feitos pelos respetivos foreiros e bem assim recebi do mesmo senhor António Silva mais três anos adiantados os mesmos foros cujos devem vencer nos próximo futuros anos de 1855, 1856, e 1857 na mesma razão das nomeadas 40 fanegas de centeio anuais concedendo o mesmo senhor Silva para cobrança dos mesmos foros atrasados e dos mais três anos que me adiantou como acima de ele autorização para poder cobrar dos foreiros, caseiros ou possuidor da mencionada Quinta das Batoquinhas os foros e rendas atrasadas até que se achem completamente embolsado e satisfeito da importância e totalidade que me adiantou podendo fazer cumprir o pagamento judicialmente se tanto for mister e os respetivo rendeiros ou foreiros concedendo ao mesmo senhor Silva por este mesmo alvará procuração em causa própria com amplos e gerais tudo para o fim de ser embolsado dando-lhe também pleníssima e geral quitação da importância dos mesmos foros até ao futuro ano de 1857 e para sua defesa e a minha lembrança eu passei a presente que terá a forças do artigo quatro 162 da novíssima reforma judiciária. Lisboa 20 dezembro 1854, Condessa de Bobadela

Reconheço original supra"

Assinam José Ribeiro Leitão e António Barreiros e Neves

publicado por julmar às 16:59
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Quinta-feira, 14 de Março de 2024

Vilar Maior, minha terra minha gente, de parabéns!

Cimo da vila 24.jpg

Parabéns à Associação Muralhas de Vilar Maior e a todos que se empenharam na divulgação da  nossa terra e da nossa gente.

E para que conste memória futura,

https://www.facebook.com/beirao.vitoralmeida/videos/1467858307491311

 

publicado por julmar às 17:34
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Terça-feira, 5 de Março de 2024

Família Silva Marques

famíli marques2.jpg

Se tivesse de escolher uma fotografia da família, em que tive a boa ventura de nascer, seria esta. Apesar de lá não estar. Quer dizer, eu estava lá mas dentro do ventre da minha mãe. A fotografia foi tirada no primeiro domingo de setembro de 1950 e eu chegaria na noite do último dia desse ano. Além do pai e da mãe, do mais velho para o mais novo: o Manel, a Natália, a Beta, o Carlos e o João e o Júlio que está e não está. Haveriam de chegar mais dois, a Belita e o Zé Albino. Oito irmãos, constituindo agora a maior irmandade da Vila, todos na terceira idade. Todos Marques de nome de pai já que de nome de mãe, sendo a mesma, uns são Silva, outros Leonardo como lhe era dado. Mas porque o povo na sua soberania linguística, usava dizer Linardo, meu pai decidiu que fossem Silva. 

 

publicado por julmar às 11:19
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Quinta-feira, 29 de Fevereiro de 2024

Emigração, Champigny-sur-Marne

To Zé Duarte_edited.jpg

Era a este bairro que muitos emigrantes portugueses, depois de terem percorrido 'a salto' a distância que os separava de Portugal, chegavam com um saco na mão, à procura de um conterrâneo que lhes desse guarida e os encaminhasse para um patrão. O Zé Duarte, dos primeiros que chegou ao bairro, conhecido por Zé Pequeno, foi sem dúvida, o Zé Maior no acolhimento a tantos vilarmaiorenses.  É de toda a justiça, lembrá-lo aqui através desta excelente foto  dos seus três filhos: O Manel, a Isabel e o Tó.

publicado por julmar às 19:19
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2024

Para recordar - Confraternização da gente da Vila

Encontro VM.jpg

Antes da emigração para França muitos vilarmaiorenses procuraram tratar de suas vidas em Lisboa e, de acordo com a notícia, estiveram presentes nesta confraternização mais de centena e meia. Em (quase) 52 anos muita coisa mudou. De Vilar Maior foram dois carros o do Padre Luís e o do Sr Carlos Freire e já não recordo quem eram os companheiros de viagem, para além do Sr José Franco que, na viagem de regresso, não se cansava de dizer: "Não há terrinha como a nossa!"

publicado por julmar às 16:27
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2024

Requiescat, Isabel da Cunha Lavajo

Isabel tonho adrião.jpg

Faleceu Isabel Cunha Lavajo, viúva de António Lavajo (Adrião) com, 91 anos de idade. Filha de João Lavajo e irmã do António e do Francisco, uma família que morava no Cimo da Vila, lugar das Lajes, quando a vila contava com mais de dez vezes dos atuais habitantes. A cada ano que passa somos menos e mais velhos. Parece que a boa notícia é que por cá os velhos são mais velhos durante mais tempo. É com saudade que recordo a ti Isabel que, moradora à saída da Vila, nas palavras de saudação (ou da salva) punha a entoação da autenticidade de quem nos deseja um bom dia.

À família apresentamos sinceras condolências, especialmente à Isabel, ao Carlos e à Matilde.

publicado por julmar às 17:43
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