Domingo, 1 de Setembro de 2019

Recordando a D. Zézinha

D. Zézinha.jpg

Synopsis

La démographie croissante de l’époque imposa la création de postes supplémentaires au niveau national, afin d’alléger la charge des écoles dans les grandes communes. Il s’agissait d’enseigner dans de petits villages très isolés où de nombreux enfants étaient déscolarisés par manque de structures. L’institutrice qui occuperait un tel emploi serait susceptible d’être mutée en fonction d’éventuels changements et de nouveaux postes à créer. La hiérarchie de la jeune institutrice, appelée désormais Dona Zézinha de par son statut, l’envoya assurer des postes dépourvus d’enseignant, comme prévu dans son contrat. Texte Quatrième :

Ce quatrième livre d’Altina Ribeiro a pour toile de fond l’enseignement et l’éducation au Portugal durant la dictature de Salazar. Il évoque les relations difficiles entre Alexandre et sa mère qui fut institutrice durant trente six ans, de 1935 à 1971. Dona Zézinha enseigna dans de nombreux villages entre Guarda et Sabugal, au nord-est du Portugal. Au grand dam d’Alexandre, qui suivit sa mère durant ses nombreuses mutations, celle-ci assura quasiment toute sa scolarité primaire durant laquelle il avait pour mission d’être le meilleur ! Un récit à lire pour découvrir l’abnégation d’une mère enseignante ainsi que le parcours atypique de son fils

publicado por julmar às 13:00
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Requiescat in Pace, Alexandre

Carlos Alexandere.jpg

Os sinos da Vila, mais uma vez, tocaram a sinal, desta vez por Carlos Alexandre de Oliveira Araújo, filho de Raúl Gouveia Araújo e de Maria José Oliveira Araújo. Emigrado em França, desde os 18 anos, sem vir a Portugal, tínhamo-nos acostumado à sua visita à vila, nos últimos anos. Conterrâneo, vizinho, da mesma idade, colega de seminário, lamento a sua morte e apresento as mais sentidas condolências aos seus familiares. 

publicado por julmar às 12:03
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Sábado, 31 de Agosto de 2019

A maior família da Vila

1- Famª Marques.jpg

Fotografia tirada no dia 3 de Setembro de 1950, domingo.

A gravata do pai e o arranjo de todos mostra que estaríamos na festa do Senhor dos Aflitos. Por ordem de idades (e alturas): os pais - João e Graça; os filhos - Manuel, Natália, Norberta, Carlos e João. O Júlio também lá estava aconchegado no ventre da mãe e haveria de chegar na passagem de ano de 50 para 51. Chegariam ainda a Isabel e o José Albino.

Passados 69 anos, a família está assim (falta na foto o Zé Albino)

familia 69.JPG

 

publicado por julmar às 18:06
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Sábado, 24 de Agosto de 2019

Ritos de passagem - subir ao castelo

ritos de passagem.jpg

Aqui pela vila, como por todo o mundo, havia (há?)  ritos de passagem que traduzem uma mudança de estatuto (status) de um indivíduo no seio da comunidade a que pertence. Alguns deles traduzem-se em celebrações religiosas como o nascimento, o casamento e a morte. Outros são rituais profanos como aquele que acontecia nas terras da Raia e aqui na Vila: O pagamento do vinho. Os indivíduos do sexo masculino chegados à idade dos 14, 15 anos tinham de pagar o vinho para poderem passar à categoria de "Os Rapazes", adquirindo, entre outros, o direito de poder circular pela aldeia depois do Toque das Trindades , ao anoitecer e de perticipar em todas atividades desse grupo. O iniciado tinha de pagar vinho à descrição para toda a malta solteira.

Aqui na vila, havia uma prova acrescida, pela qual passei uma única vez, cheinho de medo. A prova era simples: subir à torre de menagem do castelo. E, claro, descer que era um pouco mais assustador.  A dificuldade encontrava-se no fato de haver lanços de escadas partidas e de logo no início ter de passar apenas pelos apoios de pedra demasiado estreitos, como pode ver na figura. Só o fiz uma vez porque tinha que ser.

subir ao castelo.jpg

 

publicado por julmar às 11:54
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Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

Blog Vilar Maior, minha terra, minha gente - Um pouco de mim

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Nasci a seis de Agosto, uma segunda feira. Hoje dia 20 de Agosto completo 13 anos e 14 dias, o que no reino dos blogs constitui uma idade considerável. Milhões e milhões de blogs morreram. Até hoje foram escritos aqui 1794 posts, milhares de comentários tratando de acontecimentos, lugares, gentes e problemas de Vilar Maior. Verdade que já tive melhores dias quando ainda não tinham nascido e crescido as redes sociais, nomeadamente o Facebook. Foram tempos áureos em que aqui acorriam leitores a comentar os posts que, com nomes que para si inventavam, aqui livremente exprimiam as suas opiniões onde o humor era rei. Por aqui passou muito do património e da história da vila, lugares, cantos e recantos, críticas e elogios. Muitas notícias tristes acerca de pessoas queridas que nos deixaram. De muitas destas, as poucas linhas escritas, à maneira de epitáfio, serão as únicas que perdurarão para memória dos vindouros. 

Muito tempo perdi por aqui, com coisas pequenas como a minha aldeia. Espero que o deus das pequenas coisas me conceda tempo para delas cuidar.

publicado por julmar às 18:54
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Por terras do Sabugal, passo a passo - Ainda pela Arrifana

arrifana1.jpg

Não me conformei com o não ter encontrado o cruzeiro, no meu passeio anterior, que deixa para os vindouros, que somos nós, uma trágica história de amor, traição e morte. Por isso, após ter colhido informações com gente da Arrifana, sobre a sua exata localização, não me foi difícil encontrá-lo. A história fica para depois.

publicado por julmar às 08:32
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Quinta-feira, 15 de Agosto de 2019

Por terras do Sabugal, passo a passo: Arrifana

arrifana.jpg

Saio da Vila pelas Portas. O relógio da torre bate as seis horas, é ainda escuro, a lua toda inteira já nada ilumina nesta transição da noite para o dia. E foi preciso chegar aos Pisões (pisões que por aqui existiram algures) para o dia ficar completamente claro com o sol a raiar no horizonte. Nesta confluência do Cesarão com a Ribeira de Alfaiates, que juntas entrarão no Coa, passando num as poldras e no outro o pontão, procuro um cruzeiro que conta uma história triste de amor, traição e morte. Mais uma vez, não o encontro. O olfato é-me despertado por um cheiro caraterístico que os olhos confirmam de seguida com mochões de florinhas roxas. É altura de interromper a caminhada e recolher um molho de poejos, essa planta medicinal que acalma irritações estomacais e dores de barriga. Um painel ali colocado (são quatro em todo o percurso, um deles vandalizado) tem o interessante título "A arte da água e da pedra". Mais da água que da pedra. Mas não me conformo que não tenha havido um painel para sublinhar a magitude da obra que daqui do fundo do rio, até lá cima, me levará até à laboriosa terra de Arrifana: Uma calçada de granito com a extensão de 1300 metros numa subida íngreme, provavelmente medieval, construída à maneira romana, as vacas puxaram o carro carregado de produtos agrícolas (sobretudo batatas e feno) vezes sem conta até cavarem os sulcos profundos nas pedras. É um património extraordinário a que não se faz qualquer menção. E, a mim, isso incomoda-me. Dói-me que o testemunho do labor dos que aqui fizeram as suas vidas tão difíceis não seja reconhecidonesta neste espelho. Quando um mundo está perdido deveríamos fazer a sua história e contá-la aos vindouros.

Devoto do S. Tiago, tiro uma fotografia à sua morada, tomo rumo pela rua Cancela da Vila, e recordo os Lagartos - alcunha dos habitantes da Arrifana que todos os domingos faziam o caminho que agora faço de regresso.

Depois foi descer o Vale da Lapa com os olhos postos no Castelo, vencer os obstáculos dos cow boys que fecham os caminhos com arame farpado (não entendo porque quem de direito fecha os olhos, porque não colocam portões, porque não se arranja uma solução) atravessar o Cesarão seco no pontão do Pindelo e subir a encosta norte do castelo agora sem o murmúrio das águas. 

O sino da torre toca para a missa que hoje é o dia da festa do Emigrante.

publicado por julmar às 11:01
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Sexta-feira, 26 de Julho de 2019

Requiescat, Maria da Conceição Duarte

maria duarte.jpg

Durante a missa do último domingo, que Deus me perdoe, desligado da oração, fugiu-me o interesse para o retrato etário dos participantes na liturgia dominical. Nesse retrato constavam seis pesooas que tinham mais de noventa anos. 

Maria da Conceição Duarte é a quarta nonagenária da Vila a falecer no corrente ano, depois de António Alves Badana, Júlio Silva Leonardo e Joaquina Fonseca.

Viúva de António Leitão Bárbara, moradora junto da capela do Senhor dos Aflitos, numa vida de trabalho, construiu uma extensa família, chorou a morte de alguns filhos e chegou a hora de ser chorada por eles  a quem apresentamos as nossas sentidas condolências.

publicado por julmar às 22:17
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Quinta-feira, 4 de Julho de 2019

Requiescat, Joaquina Fonseca

Joaquina Fonseca.jpg

(Fotografia de Manuel Fonseca)

Faleceu, no dia 27 de Junho, com 92 anos de idade, em França (cidade de Tarbes), onde ficou sepultada, a nossa conterrânea Joaquina Fonseca. Todos os anos por esta altura  de verão vinha atá à Vila. Viúva, desde  há muitos anos, de José Bernardo - lavrador de profissão e serrador que nestas noites de estio pegava na concertina e zamburreava velhas melodias, a Joaquina vai- nos fazer falta. Já com os anos a pesar em cima, não perdia uma única moda no bailarico. Alegre, bem disposta com a vida, bem humorada é assim que ficará na nossa memória. Aos fihos e demais família, as nossas condolências.

publicado por julmar às 10:23
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Quarta-feira, 19 de Junho de 2019

A Ronda

vm ronda.png

Da esquerda para a direita - Xico Jacinto, Adriano da Cruz, tocador (Xico dos Forcalhos?) e Zé Rasteiro

Ao domingo, depois do bailarico da tarde, as raparigas iam para casa e os rapazes iam à ronda com o tocador de concertina desfiando quadras umas atrás das outras:

Agora é que vou cantar,

Viva o meu atrevimento;

Quem não me quiser ouvir

Bote os ouvidos ao vento.

 

Na hora de Deus começo,

Padre, Filho, Esp'rito Santo.

É hoje a primeira vez

Que nesta roda canto.

 

Tenho um saco de cantigas

E mais uma taleigada

Se hoje as canto todas

Amanhã não canto nada

 

Sempre gostei de cantar

Ao pé de quem canta bem

Eu nunca vi a tristeza

Dar de comer a ninguém

 

Chorai fadistas, chorai

Que a mãe do fado morreu

Às sete horas da tarde

Na cidade de Viseu

 

Chorai olhos, chorai olhos

Que o chorar não é desprezo

Que a virgem também chorou

Quando viu seu filho preso

 

- Ó Laurinda,, ó Laurindinha,

Tua mãe 'stá-ta chamar.

- Eu bem sei o que ela quer:

Não me deixa namorar.

 

publicado por julmar às 18:20
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