Estive, pela última vez, com o padre Chico faz um ano aquando da inauguração do lar da Bismula. Falou-me do seu estado de saúde e recordámos tempos antigos. Recordá-lo-ei sempre como um homem voluntarioso, optimista e íntegro. Vilar Maior e Aldeia da Ribeira foram as suas primeiras paróquias, logo a seguir à sua ordenação como sacerdote no ano de 1966.
Aos familiares apresento as mais sentidas condolências.
Faço republicação de um post deste blog de 2006.
Vaz, Francisco Santos (2003) Nordestinas e Sabatinas, Crónicas ficcionadas do quotidiano aldeão, Sabugal, Edição do autor
Padre Francisco:
Foi com satisfação e sem surpresa que recebi de minha mãe, «Nordestinas e Sabatinas», o livro que lhe mandou entregar-me. Sem surpresa porque várias vezes me interrogara por que ainda não havia reunido em livro crónicas dispersas que ao longo dos anos foi produzindo. Com satisfação e com emoção porque me apraz recordar alguém que positivamente fez viagem numa parte importante da minha vida e dela me ensinou sem querer ensinar. Iniciou a sua vida de pároco num tempo, num contexto e num espaço que partilhámos e com sonhos de uma vida boa que não queríamos só para nós. Em tempos difíceis em que as estradas eram de pó no Verão e de lama no Inverno e em que a escuridão das noites longas e escuras de Inverno eram cortadas pelo moderníssimo candeeiro a gás, que contrastava com as humildes candeias de petróleo ou os um pouco menos humildes candeeiros de igual combustível. O seu exíguo escritório era, então, para mim, nas férias que passava na aldeia um pequeno oásis: Para além, da conversa possível entre um adolescente progressivamente descrente na sua vocação sacerdotal e um padre estreante nas lides paroquiais, havia a música em discos de vinil a quarenta e cinco ou trinta e três rotações (lembra-se do Zeca Afonso, do Adriano Correia de Oliveira, do Carlos Paredes - quem nos iria aí incomodar por ouvir essa música?-, do Jacques Brell, do Juan Manuel Serrat entre outros). Havia uma máquina de escrever com a ajuda da qual actualizou todo o registo paroquial e na qual escreveu muitas das crónicas que agora reúne em livro. Havia também os livros. De todos recordo, «Os Canhões de Navarone» a «Trilogia Perfeita» de Francisco Costa e, de um modo particular, «D. Camilo e o seu pequeno mundo». Sem aquela velha televisão alimentada por uma bateria, eu, e quantos conterrâneos como eu, não teria assistido ao mais extraordinário acontecimento do século XX – a chegada do homem à Lua! Tinha havido o Vaticano II, e a Igreja vivia um momento de grande renovação da qual participava entendendo que não pode haver vida espiritual digna sem uma vida material decente. As suas homílias dominicais afirmavam-no das mais variadas formas, e nem sempre a verdade dita era politicamente correcta, como hoje soe dizer-se. Nem sempre a acção e o gesto tinham em conta o amadurecimento do tempo. Mas nós não somos de uma terra morna: quando é frio é frio e quando é calor é calor e com isso nos livramos da maldição evangélica dos que não são carne nem peixe. E ouvi ou li, que eu não era capaz de o inventar, que um homem para ser perfeito tem que ter pelo menos um defeito. Já lá vão para cima de 30/40 anos. Longos anos para as nossas curtas vidas. E no entanto, sentimos hoje que tudo isso teve sentido e que as reclamações, queixas, reivindicações das suas crónicas tiveram cumprimento. Tinham que ter cumprimento mas era preciso gritar que éramos gente e como tal queríamos ser tratados. Queria-lhe dizer também que soube semear, estimular, guiar, fazer crescer. Porque aos mais novos é necessário deixá-los experimentar, dar-lhe oportunidade: - Ó Júlio, faz um artigo para o «Arraiano», sobre a festa. E na verdade, foi a minha experiência na escrita publicada. A mim e a outros foi dizendo que era necessária uma associação. Deitámos mão à obra e a associação nasceu. Se como as árvores crescemos, enraizamos, damos flores e damos frutos, considero que a sua palavra, dita e escrita, é flor e é fruto. Como flor alegra-nos no perfume e na cor do tempo da «aldeia da triste sina», da vida difícil de então, mas de uma vida cheia, de uma vida boa, ainda que não de boa vida; como fruto tomamos-lhe hoje o merecido sabor de ter mudado um pouco a sina de todos os que, como eu, viajámos no mesmo combóio e na mesma carruagem. Júlio Marques
De anonimo a 24 de Agosto de 2009 às 20:09
Este foi o maior criminoso que entrou em Vilar Maior! Não é por ter morrido que devemos mitigar o que fez. O individuo que deu o tiro na Pietá foi julgado e condenado. Destruir o património de Vilar Maior da forma como o fez, deveria acontecer-lhe o mesmo. O Pinochet foi julgado velho e doente, este teve mais sorte.
Que não descanse em paz!
De Sentinela a 24 de Agosto de 2009 às 21:06
Eis aqui o expoente máximo da cobardia. Fosse eu o gestor do blog e nem mais um segundo de conspurcação .
De António Gata a 25 de Agosto de 2009 às 09:30
Ontem, no funeral do Sr.Padre Francisco, com o Júlio Marques relembrámos alguns dos aspectos extremamente positivos da sua passagem por Vilar Maior.
Respeito quem também lhe aponta aspectos negativos mas os apresenta e defende identificando-se.
Alertado para este escrito não pude dexar de o ler.Fiquei triste e revoltado.
É claro que penso que o Júlio, ao aceitar estas participações, tem a obrigação de tudo fazer para ajudar a limpar esta nódoa.
Acobardado no anonimato não teria escrito estas palavras. Sou António Gata.
Ha muita gente em Vilar Maior que fugiu à embrutedora sina do cabo da enchada graças a ele. Foi injustiçado, caluniado e escorraçado por alguma da gente ignorante, mesquinha e intriguista de Vilar Maior, que sendo incapaz de mais, tem inveja de quem é superior.
Viveu em verdade justiça e caridade mesmo para com essa e outra gente falsa e injusta, a maior e única riqueza digna que um homem bom podia almejar na terra.
Mas os espíritos que apenas nascem para comer, procriar, aferrolhar e morrer como simples animais, não alcançam certas coisas...
De Justiceiro a 25 de Agosto de 2009 às 14:11
O vocábulo "criminoso" é demasiado forte para ser aplicado de ânimo leve, seja em relação a quem e em que contexto for, sem o mínimo de fundamentos. Certamente o autor do comentário não é Vilarmaiorense e, se o é, ou está de má fé, distorce a realidade, ou simplesmente desconhece os factos. Alude à destruição de património quando na verdade o Padre Chico foi escorraçado da Vila, precisamente por ter tido a... "veleidade?" de se propor realizar as obras da Igreja Matriz, com custos muito mais reduzidos do que aqueles que anos mais tarde se verificaram, aqui com grandes sacrifícios económicos para toda a população e amigos de Vilar Maior. E que eu saiba, nem um centavo saiu dos cofres do erário público. Por isso , é caso para perguntar, quem são porque são e onde estão os criminosos? Para este anónimo e ainda que anonimamente, fica o meu desprezo e o meu conselho; Meta a viola no saco, desapareça e não volte.
De António Cunha a 26 de Agosto de 2009 às 23:18
Pelas circunstancias da vida, não tive muitas oportunidades de conviver com o padre Chico. Assisti á cerimónia fúnebre e á homenagem que foi evocada pelos seus colegas, senhores padres e professores... Ao ler o conteúdo deste comentário, para além de triste e indignado, interrogo , como alguém que não teve a coragem de se identificar pode proferir um comentário daquela natureza. Não quero acreditar que tenha sido escrito por algum vilarmaiorense . Assim sendo deve trata-se de alguém que deve sofrer de graves perturbações do foro psiquico ou de outro qualquer que eu nem encontro vocábulo para o (a) classificar. Obrigado pela lição de vida que nos deixou e pela coragem que teve no decorrer da grave doença que enfrentou.Que o padre Chico descanse em paz.
António Cunha
De "Tília" a 26 de Agosto de 2009 às 23:31
Incrível, é o termo. Esta pessoa não pode ser das "nossas"; não imagino que em Vilar Maior alguém fosse criado capaz de tamanhas alarveidades.
Prefiro não adiantar mais nada e ficar com o sentimento de revolta e...vontade de vomitar!!!.
De João que chora a 27 de Agosto de 2009 às 11:39
Profanação!
No dia em que o corpo ia ser sepultado, sob a capa do anonimato, alguém faz esta profanação. Como todos os comentadores anteriores acho incrível, revoltante, inconcebível que alguém trate desta forma quem vai ser sepultado ainda que houvesse divergência ou animosidade. Mas não! Aquilo é o ódio no seu estado mais puro. E é um ódio guardado e cultivado no coração há quarenta anos! Nem o tempo o esmoreceu!
Mas ainda que anónimo, não sabendo nós quem é o autor, sabemos quem o não pode ser: Aqueles que contra o padre Francisco estiveram e que já morreram. Esses que descansem em paz. Dos vivos não são autores do comentário os amigos do padre Francisco ; não o são os das gerações novas que não viveram os acontecimentos; não o são pessoas, digamos, de pouca cultura: trata-se de pessoa que usa o termo "mitigado", que conhece o caso da Pietá e do Pinochet. A esta distância temporal podemos medir o calibre das pessoas que se opuseram ao padre Francisco e que ditaram a sua saída de Vilar Maior.
O sentimento maior em mim é o de uma grande tristeza de uma imensa mágoa de um enorme desgosto por saber que entre nós há uma pessoa com este carácter. Mas que a mesma pessoa fique sossegada que não alimento ódios e que no dia em que morrer pode contar com os meu voto de descanso eterno.
De EX-ALUNO a 28 de Agosto de 2009 às 08:22
Algumas das qualidades do Senhor Padre Francisco Vaz, que eram muitas, já aqui foram realçadas. Mas como qualquer comum dos mortais, não era um homem perfeito. Eu, que tive o privilégio de com ele lidarde perto, o maior defeito que lhe conheci, foi o de nunca ter andado metido em tascas, tabernas e adegas.
De sonhadora? a 28 de Agosto de 2009 às 19:41
Depois de ler isto parece que o padre Chico foi santo, apenas um comentador parece ter-se apercebido das atrocidades que ele cometeu em Vilar Maior!
Ou eu sonhei, ou a Igreja Matriz de Vilar Maior foi em tempos revestida de altares de talha dourada e por altura dessas malditas obras "sumiram-se" peças e santos antiquíssimos, terei sonhado?
Pode-se desculpar que eram outros tempos, outras mentalidades e que Vilar Maior ficou com uma Igreja “moderna”, embora seja difícil de desculpar tais atrocidades, agora o sumiço de vários santos e objectos de arte sacra de valor incalculável, tem desculpa?
De DESCONFIADA a 28 de Agosto de 2009 às 23:10
Sempre assim foi e sempre assim há-de ser. Uns têm a fama, outros o proveito. Se calhar esta Sonhadora até sabe do que falo e de quem falo. Altares de talha dourada! Não passavam de armários com uma porta de vidro onde um dia engavetaram as imagens do Sagrado Coração de Maria, Nossa Senhora de Fátima, Santa Maria do Castelo e São Sebastião. Este último, com as obras, até conseguiu ganhar a carta de alforria e teve direito a casa própria. Altares de talha dourada!!! Pergunte ao artista de Badamálos onde foi buscar o ouro para reparar o Altar Mor, o qual sempre ficou mal enjorcado depois que o arrancaram da Igreja de São Francisco da Guarda. Você não sonha, você delira. O Padre Francisco pouco mais fez do que pensar em fazer as obras e logo o escorraçaram. Estas foram feitas muito mais tarde. Ora, se os santos e demais valores desapareceram durante ou depois das obras como diz, acorde e conclua. E já agora, veja se durante o seu devaneio consegue explicar o sumiço de peças antigas em tempos mais recentes. Curiosa que sou , aguardo impaciente as suas revelações.
De "Tília" a 28 de Agosto de 2009 às 23:14
Só faltava agora alguém dizer que o Padre Chico era um ladrão!!!:
Quem assim pensa, aposto que era capaz de cometer tais façanhas!!!.
Muito provavelmente, em dia de inverno gelado, usou-os como cavacos para arderem na lareira. Vozes de burro jamais chegarão ao sítio onde ele certamente se encontra, isto para quem crê que esta vida não acaba neste meio de inveja e ganância!!.
Perdooai-lhes.......!!!!!!!!!!.
De João que chora a 30 de Agosto de 2009 às 12:33
Temos um pequeno progresso, pois, a anónima passou a identificar-se como a sonhadora. Quem sabe não se enche de coragem e não se assume para fazer as acusações!
Mas como disse no comentário anterior não é difícil saber de quem se trata. A sonhadora esquece que palavras ditas leva-aas o vento e todos se habituaram a dar o desconto. Mas as palavras escritas são outra coisa: elas estão ali e ninguém as esquecerá. Poderá arranjar outros nomes a dizer a mesma coisa, mas a fonte será sempre a mesma.
De Sonhadora a 30 de Agosto de 2009 às 15:25
O primeiro comentário não foi feito por mim, embora concorde totalmente com ele.
Tenho de concordar com alguns de vós numa coisa, a muita gente com o "rabo entalado" neste assunto tão delicado, "tanto é ladrão o que vai à horta como o que fica à porta", por isso muita gente não vê o que é evidente!
De João que chora a 30 de Agosto de 2009 às 21:04
Que credibilidade tem a «Sonhadora?»? Exactamente a mesma que a Anónima que se apressou a fazer o primeiro comentário. Como não havia de dizer «embora concorde totalmente com ele»? se se trata exactamente da mesma pessoa?
«Tendo de concordar com vós numa coisa» Que grande lata! Então ainda não viu que ninguém concorda consigo? Ainda que arranje outra máscara o ódio há-de vir sempre a traí-la.
De Anónimo a 30 de Agosto de 2009 às 19:52
Pe. Francisco dos Santos Vaz Biografia
Faleceu a 23 de Agosto, o Pe. Francisco Vaz, na C.S. Rainha S. Isabel, em Condeixa-a-Nova. Uma enorme multidão, cerca de 40 sacerdotes e o Sr. Bispo D. Manuel Felício, estiveram no funeral realizado a 24 de Agosto, na Igreja Paroquial da Bismula.
O Padre Francisco dos Santos Vaz, mais conhecido por “Padre Chico”, nasceu a 20 de Outubro de 1942. Natural da freguesia de Bismula, concelho do Sabugal, era filho de Albertino dos Santos Vaz e de Maria d’ Ascensão dos Santos Leal, e tinha mais oito irmãos.
Estudou nos Seminários Diocesanos do Fundão entre 1953 e 1959 e da Guarda entre 1959 e 1966, ano em que completou os estudos teológicos. Foi ordenado Sacerdote Diocesano a 24 de Julho de 1966 no Castelo do Sabugal, por D. Policarpo, bispo da Guarda. Viveu 43 anos de sacerdócio, dedicados aos paroquianos, ao ensino e ao jornalismo.
Foi pároco de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior, Bismula, Rebolosa, Alfaiates, e actualmente era pároco de Águas Belas. Enquanto pároco de Alfaiates e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alfaiates, foi o dinamizador da construção do lar da Misericórdia daquela paróquia. Mais recentemente, na Bismula, sua terra natal, foi um dos promotores da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia, e um dos maiores benfeitores para a construção das actuais instalações do Lar Nossa Senhora do Rosário da Misericórdia da Bismula.
Formou-se em Filologia Clássica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa entre 1972 e 1977. Foi professor efectivo do Ensino Secundário em Vilar Formoso, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal. No Sabugal, terra que escolheu para residência, fez parte da Comissão Instaladora da Escola Secundária.
Foi também responsável pelo aparecimento e manutenção, desde 1971, da série de Boletins Paroquiais "Nordeste", de que ainda era seu coordenador e redactor. O jornal chegou a existir em 30 paróquias: Casal de Cinza, Vila Garcia, Marmeleiro, Pousade, Albardo, Jarmelo, Castanheira, Gagos, Vilar Maior, Aldeia da Ribeira, Aldeia da Ponte, Pêra do Moço, Codeceiro, Alvendre, Avelãs de Ambom, Rocamonde, Maçainhas, Corujeira, Velosa, Açores, Vide-Entre-Vinhas, Cortiçô, Salgueirais, Sandomil, S.Gião, Vide, Vale de Estrela, Aldeia do Bispo, Azevo e Bogalhal. A estas paróquias se vieram juntar outras do Alentejo, como Alandroal, Montargil e Mora.
Conforme as paróquias que lhe estiveram confiadas, assim o Boletim “Nordeste”, feito inteiramente por ele, foi tendo várias fases: “NORDESTE – Boletim Paroquial de Vilar Maior e Aldeia da Ribeira”, de Novembro de 1971 a Novembro de 1972. “NORDESTE – Boletim Paroquial de Aldeia da Ribeira”, de Dezembro de 1972 a Dezembro de 1985. “NORDESTE – Boletim Paroquial de Bismula”, de Janeiro de 1986 a Dezembro de 1989. “NORDESTE – Boletim Paroquial de Alfaiates e Rebolosa”, de Maio de 1989 a Fevereiro de 2003. “NORDESTE – Boletim Paroquial de Águas Belas, de Janeiro de 2003 a Junho de 2009. Actualmente ainda existem 11 boletins paroquiais, que levam as notícias das aldeias aos que vivem em terras distantes.
Fruto do seu trabalho jornalístico e literário, publicou também três livros: "Nordetinas e Sabatinas" em 2003; "Ao longo do Caminhar" em 2006; "Pantivária" em 2008.
A sua saúde nos últimos 11 anos foi-se debilitando. Convivia com uma deficiência renal que o obrigava a fazer hemodiálise, três vezes por semana, várias horas por sessão. Em finais de Junho deste ano, foi-lhe diagnosticado um cancro nos intestinos. Acabou por falecer, aos 66 anos de idade, deixando um legado humano, social, espiritual e cultural muito rico.
A 11 de Maio de 2006, numa entrevista dada ao Jornal “A Guarda”, na qual lhe perguntavam como ele se definia, respondeu: “Sou um cidadão, um cristão e um sacerdote. Este tríplice estatuto norteou a minha vida, sendo estas características inseparáveis umas das outras. Daí que tentei investir simultaneamente em todas”.
Quem o conheceu sabe que isto é verdade e dificilmente esquecerá o seu optimismo, a sua alegria e bom humor. Recordá-lo-emos com saudade.
Por: Pe. Hélder Lopes
Comentar post