Em gente simples dormem, por vezes, grandes capacidades que, dado o meio, vivem adormecidas. Umas vezes, espreitam; outras vezes atormentam os que as têm sem o saberem; e outras vezes, ainda, manifestam-se em formas mais ou menos patológicas.
Ao (re)ler O Banqueiro Anarquista não pude deixar de trazer à memória as raras conversas que tive com o Diogo: sobre a política do tempo de Salazar, sobre a razão da emigração portuguesa, sobre as suas preocupações ecológicas e sobre a relação do homem com o trabalho e com o dinheiro.
Como tornar-se superior ao dinheiro? Encontrar a planta certa a partir da qual fizesse todo o dinheiro que quisesse ... para se livrar da sua influência. Frustrado o sonho desistiu da civilização: Foi para os Labaços e por lá morreu.
«Como podia eu tornar-me superior à força do dinheiro? O Processo mais simples era afastar-me da esfera da sua influência, isto é, da civilização; ir para um campo comer raízes e beber água das nascentes; andar nu e viver como um animal. (…) Como subjugar o dinheiro, combatendo-o? Como furtar-me à sua influência e tirania, não evitando o seu encontro? O processo era só um – adquiri-lo, adquiri-lo em quantidade bastante para não lhe sentir a influência; e em quanto mais quantidade o adquirisse, tanto mais livre eu estaria dessa influência».
O Banqueiro Anarquista, Fernando Pessoa
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