Sábado, 21 de Novembro de 2009

Eis a generosidade da natureza que apesar da incúria do homem nos oferece os seus ubérrimos frutos
De Vila a 21 de Novembro de 2009 às 18:00
Mais um recanto que nos recorda com muita saudade e nos transporta até ao tempo de meninos. Veigas que nesses tempos eram jardins bem lindos e que hoje nos dão um outro estilo de beleza mas que nos entristece por vermos ao que chegaram as nossas produtivas hortas.
Aproveitando a deixa, e esperando não ser muito fastidioso, vou apenas contar uma breve história como tantas iguais há para contar do mesmo teor e vividas nestas bucólicas paisagens: Era numa manhã de Agosto quando já o sol se fazia sentir com o seu habitual calor . Todos os da casa se tinham mudado para aqui para "tirar batatas"; a determinado momento alguém avisou que a Isabelinha , bebé de uns 3/4 anitos desaparecera do raio que a vista alcança; Busca aqui, procura mais além e ninguém a descobria; já o Manel , o mais velho dos irmãos descia pelas cadeias da nora e, chegando perto da água, monido de uma vara, vasculhava o fundo do poço pois à tona não se viam indicios da menina. Um verdadeiro drama parecia estar eminente- Derepente um brado da Beta fez todos respirar de alívio: " está ali a menina"... gritou ela .....e a cerca de uns 50 metros, meia encoberta pelos fetos, brincava ela à sombra de um marmeleiro, não dando conta da aflição que de todos se apossara.
Quem tinha muitos filhos tem muitas histórias semelhantes a esta e que trazia sempre momentos de aflição.
Era junto a esta nora que eu tinha uma hortinha que tratava com todo o cuidado enquanto tocava a burra para não deixar secar a água na regueira. Entretido muitas vezes "no meu trabalho", quantas vezes a Beta que andava lá no canto, gritava para mim que a burra tinha parado pois a agua deixara de lhe chegar lá.
Peço desculpa aqueles que não têm pachorra para ouvir estas lengalengas .
Bom fim de semana.
De Canivete a 21 de Novembro de 2009 às 23:20
Mais um matagal como tantos outros em que se transformaram viçosas e produtivas hortas, em tempos idos. Aqui trata-se das veigas da pontaguarda- Como se pode observar, apesar da falta de trato, as videiras teimam em oferecer os frutos saborosos para comer ou então para transformar no carrascão vinho de Vilar Maior a que alguém, habituado a vinhos finos, já chamou aqui neste blog de "zurrapa".
Olhando as uvas da imagem vem á lembrança, não porque sejam dessa casta, o famoso dito popular que, já que de popular se trate eu vou dize-lo dessa maneira:
Olha o gacho terrantês,
Não o comas nem o dês,
Nem o leves pró lagar...
Guarda-o p'ro dependurar.
Todos sabemos que pelas vindimas se guardavam uvas de determinadas castas para se pendurarem na adega onde se aguentavam durante bastante tempo, muitas vezes creio que até por alturas do Natal.
De O ALCAIDE a 24 de Novembro de 2009 às 20:52
Como diria o ti Zé Franco; À terrinhas abençoadas que até os barrocos dão coves!!! Que neste caso são uvas.
De Vila a 24 de Novembro de 2009 às 21:02
.....até os barrocos dão couves e, quando a festa se aproxima, até os burrinhos cantam!!!.
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