Domingo, 22 de Novembro de 2009

A Matança do marrano - Manuel Fonseca

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       Já lá vai o tempo em que por esta altura do ano começavam os preparativos para a tradicional matança do marrano visto que a feira da santa catarina está proxima e segundo reza a historia, os mais velhos comentam a respeito da licença para matar os ditos animais em que era, ir á feira da sta  catarina á Rebolosa dia 25 de novembro e a partir daí se dava inicio ao festim, para alguns e o fim de vida para outros, sim dia da matança era... um dia diferente! aínda me lembro a seguir ao chamuscar do bicho nós miúdos apanharmos as unhas do mesmo e punhamo-nos a ruelas depois comía-se o embigálho e o resto que havia á mesa, á noite enquanto se faziam as morcelas comiam-se as "próvas"que era a massa de fazer as  morcelas acompanhar com batatas cozidas e uns grelos sem faltar o saboroso "caldo de repôlho" ó que saúdades que eu tenho desses tempos em que sabíamos o que comíamos, aínda me lembro quando a minha falecida mãe ía com um cesto e uma foice apanhar as ortigas e cardos para fazer a "vianda" para alimentar os saborósos "presuntos" que mais tarde viriamos a comer ...ortigas e cardos dirão, pois é, é que as hortas nem sempre tinham mantimento suficiente para alimentar os bichos e tinham que se "sevár" para estarem prontos par o tal dia.resumindo e concluindo a tradição já não é o que era e a qualidade da carne também não mas enfim, nos somos aquilo que comemos.        

Manuel Fonseca            

publicado por julmar às 22:19
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14 comentários:
De Manuel Maria a 23 de Novembro de 2009 às 16:05
A curiosidade desta foto é que todos os seus figurantes já partiram.


De O Papa Açorda a 23 de Novembro de 2009 às 16:34
Parece-me um exagero! Quanto ao marrano não há dúvida. Mas o jovem? E quem é o que está de rabo para o fotógrafo? Dos que já partiram, reconheço três.


De Manuel Maria a 24 de Novembro de 2009 às 16:35
Pelo rabo, não o tiro à casta. Mas todos os outros, já partiram mesmo.


De manuel fonseca a 25 de Novembro de 2009 às 23:50
O jovem é o jorge(já faleceu) filho da sra laura e o que está de rabo para a camara é o carlos filho da mesma os outros infelizmente tambem já não estão entre nós.


De Delfina Fonseca a 9 de Março de 2010 às 23:06
andava a procura de fotos da minha infancia, e nao é que vejo o meu avo Laranja na internet e outras pessoas da minha infancia que quase esqueci.... obrigado pelas recoradacoes....


De VM a 23 de Novembro de 2009 às 17:32
Sem sombra de dúvida que este era um acto com bastante tradição, mas importa referir que para além do acto em si e dos que partiram ou não, o local em si era de grande espectacularidade, senão repare-se na panorâmica. Dava para matar o marrano e apreciar o panorama.
Muitas modas (ou quase) tocou a a concertina do "Ti Zé". Bons momentos, sem dúvida que eram. Isso é que era qualidade de vida. Abraço para todos Vilarmaiorenses .


De Jarmeleiro a 23 de Novembro de 2009 às 21:28
Pois por aquilo que se vê da paisage, era dia da matança do marrano na casa do Zé Laranja. Sítio pra vistas como esse, na vila não tinha par, ó não fosse o mesmo ao cimo da Taleinha. Fala aqui o Sr. José Fonseca, que penso seija filho do Zé Fonseca mais conhecido por Zé Laranja, que no final da função se comia o imbigalho do animal. Mas isso era no caso de ser porco. Mas atão se fosse uma marrana o quê que se comia? Aqui é que a porca trocia o rabo, acaso não estivesse já morta, desmanchada e despendurada do chambaril. Já agora e pra quem não esteja a par, aí vão os nomes dos retratados. O primeiro à esquerda é Zé laranja, o dono do animal; à direita temos o Xico Adrião e depois o Joquim Valente. O rapazito não sei qual seja dos filhos do dono do animal.E o que está derabo pró ar, assim a modos que a assoprar prá toxa do Zé Fonseca, vá lá saber-se quem é.
Uma bôa noute pra todos.


De Vila a 24 de Novembro de 2009 às 09:00
Amigo Jarmeleiro : no seu comentário alude a uma maneira de dizer do nosso povo que ele utiliza quando a resolução de determinadas situações se apresenta um "caso bicudo ". Nessas alturas o que de imediato sai é "aqui é que a porca torce o rabo"!!!..
Pois, dando a volta ao texto, poder-se-á perguntar: e porque é que a porca torce o rabo??!!- nada maiis que o motivo é exactamente PORQUE O RABO NÃO CONSEGUE TORCER A PORCA.
E esta ah , Sr. . Jarmeleiro , eu sei que sabia só que não lhe tinha ocorrido!!.


De Jarmeleiro a 24 de Novembro de 2009 às 10:06
Lá me enganei mais uma vez. Eu queria dezer Sr. Manuel Fonseca e não Sr. José Fonseca.


De Canivete a 24 de Novembro de 2009 às 10:31
Digam lá que este nosso conterrâneo, não é homem de trabalho; não se lhe pega o rabo à cama e ei-lo a pé, muito provavelmente para tratar da viduagem que tem, sei lá se da bicharada ou mesmo das vacas e burra (podem não ser de carne e osso mas sim da maquinaria com que ganha o pão de cada dia).
Um bom dia sr. Jarmeleiro e bom dia para todos.


De India a 25 de Novembro de 2009 às 13:32
Sabemos que este é um cantinho onde se trata de coisas sérias, entretenimentos e, quando vem a "talhe de foice", espaço para brincar.
Vem isto a propósito da parte final do anterior comentário do Sr. Jarmeleiro e o que diz no estilo sui generis , inconfundível, que para quem não ri, esboça, no mínimo um rasgado sorriso de orelha a orelha.
Desde que não ofenda ninguém, também estas coisas fazem parte.


De India a 25 de Novembro de 2009 às 13:41
Claro que este comentário é resposta ao comentário mais alongado do Sr. Jarmeleiro.


De O Ilustrado a 25 de Novembro de 2009 às 18:45
Termina o post do Manuel que sem, provavelmente o saber, está a dizer o que disse um filósofo materialist de nome Fuerbach «somos o que comemos». Mas neste contexto não deixa de ter piada:
Somos o que comemos
Comemos marrano
Logo somos marranos.


De Índia a 25 de Novembro de 2009 às 23:20
Boa, muito boa mesmo senhor O Ilustrado.....bem lembrado!!!.


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