
Morreu o Zé Duarte. O funeral é na próxima 6ª feira. Assim me informaram dois comentadores frequentes .
Razão tem o povo quando diz que «os homens não se medem aos palmos». Lavrador, pastor, mercador ... cometeu a proeza (penso não estar enganado) de ter sido o primeiro vilarmaiorense a ir a salto para França, dando início à grande diáspora dos anos sessenta. Os que se seguiram haviam de tê-lo lá, em Champigny, como ponto de referência, como apoio ao chegar.
O que havia de importante em Vilar Maior é isto mesmo, evidenciado na imagem do Zé Duarte e de todos de que temos memória: Eram autênticas personagens reais de que sabíamos quase tudo: a família, a casa onde viviam, os campos que tratavam, o gado que tinham, o modo de vestir, a forma de andar, o feitio da alma e os jeitos do corpo. E sobretudo o olhar e a fala. Rico ou pobe todos tinham direito a uma imagem e a uma história.
Aos familiares as nossas sentidas condolências.
De manuel fonseca a 30 de Janeiro de 2010 às 21:04
boa noite alguem me pode informar a que horas é a missa amanha para ir ao acompanhamento ,cmtos manel fonseca
De Anónimo a 30 de Janeiro de 2010 às 22:10
Olá Manuel ,
Hamanha a missa e as 10h30
De manuel fonseca a 30 de Janeiro de 2010 às 23:24
ok obrigado lá estaremos, desde já quero aqui deixar os meus sentidos pesames á familia e dizer uma coisa, para mim a imagem do ti zé duarte vai ser dificil mas muito dificil de apagar da minha memoria não só pela idade mas tambem pela prontidão que sempre tinha para ajudar quem quer que fosse sem troco de nada,quero aqui deixar um abraço para os familiares e amigos de quem eu tambem era e, dizer que a vida é mesmo assim as vezes sem nos deixar dizer adeus se vai embora ...
Um homem pequeno, com alma grande. Um dia de Natal apareceu na Vila um feirante de Belmonte, judeu bem conhecido.
Não vendeu muito (uns panos e pouco mais), e lamentando-se do fraco negócio, o Zé Duarte, agarrando-o pelo braço e arrastando-o para o gata, consolou-o:
-Hoje é dia de Natal, dia de alegria; vamos beber um copo, senhor judeu.
De Rosário a 10 de Fevereiro de 2010 às 16:28
Lembro-me de à cerca de 15 anos, eu e a minha cunhada irmos à Vila de fim de semana, e o carro avariar antes de chegar à Bismula. Depois de muito tentar lá consegui ter rede no telemóvel e ligar para os meus pais a pedir ajuda. Passado pouco tempo lá apareceu o meu pai com o sr. Zé Duarte, que conseguiu rebocar o carro até à Vila. Sempre prestável e em troca de nada. Uma boa pessoa que vai deixar saudades.
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