
Lendo Bachelard não posso deixar de pensar na paisagem de Vilar Maior quando a necessidade feita vontade a moldava aos seus desejos. Como se de uma gravura se tratasse jornaleiros com suas enxadas, lavradores com seus arados, pedreiros com seus picos, martelos, martelões e maços desenhavam-na em forma que a natureza se encarregava de pintar. Por trás de todos o ferreiro na fráuga, a ferro e fogo, era o mago sem o qual nada feito.
«E sempre a paisagem é simplificada pelo trabalho do homem, felizmente simplificada. É bela uma terra geometrizada pelos labores, com seus campos justapostos tão simplesmente. Quanto a mim confesso que o campo da minha região, com as suas lavouras divididas, possui mais poesia que uma savana. (...) Que triunfo da simplicidade: sentir-se em casa na terra dividida, terra talhada pelo trabalho, possuir pelo olhar a aveia e a colza, a vinha e a alfafa!»
In O direito de Sonhar, Gaston Bachelard
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