(Foto de João Marques)
Este é um dos lugares de referência da Vila. Em qualquer outro sítio lhe chamariam de miradoiro ou miradouro. Aqui lhe chamam, incorrectamente, mirante. Talvez tenha sido obra do Sr José Dias que cuidou de o assombrar com uma glicínia. Dali observavam os passantes, que eram quase todos porque ali, na praça, desaguavam as ruas como rios num lago. Tudo o que era vida profana ali se concentrava. Ao cimo da praça, um carro de vacas, uma cadeira em cima e o Chico dos Fóios zanburreando melodias que pares de dançarinos desenhavam em movimentos.
Os mirantes hoje são outros. Mas que (ad)miram e que pasmam está bem patente na foto.
De India a 14 de Maio de 2010 às 14:35
Uma foto inédita. Quem diria que onde antes sómente pessoas tinham direitos de acesso ao mirante, agora as ovelhas também tenham tal previlégio. Não conhecendo por dentro em pormenor o lugar que tão familiar nos é, não admiraria um destes dias vermos lá um burro olhando com curiosidade quem chega á praça. Coisas dos novos tempos. em que as ovelhas trocaram a largueza dos campos pelos quintais intramuros.
E, para comprovar o ditado, um rebanhos com a sua ovelha negra...
De Jarmeleiro a 14 de Maio de 2010 às 17:57
Ora esta!
Arreparem bem nisto.
Eu aquase nem quero crêr no que veijo.
Uma piara de ovellhas no mirante da praça, é cousa nunca vista. Só faltam os fogueteiros em baixo a apichar ao balão e o povileu da vila e arredores, com a música de Loriga a tocar, à espera que ele suba. E as ovelhas no lugar de honra!!!. E veijam bem o ar espantado dos animais! Mas mais espantado e até admirado e triste ficaria o Sr. Zé Dias e até o Sr. Pressôr Pinheiro, se descessem à terra e vissem isto que nós estamos a ver. Cairiam de cú e não iriam acreditar que esta terra esta e este mundo, são os mesmos onde eles viveram. Bem, mas alguns dirão: Ai, e tal , isto não é nenhum lugar santo e... Pois não, mas tem munta importância e por isso não é bom ser tomado por animais em atenção à memória das pessoas. Ovelhas tive eu, muntas e por muntos anos, mas se as tivesse honje não as metia num lugar destes até por saber que elas não se sentem bem aqui. E por môr disso mesmo, eu digo que os animais alem de espantados estão ivergonhados. Isto, pra não dezer mais, como parece querer mostrar aquela que lá está vestida de luto carregado. E eu que já levo muitos anos disto, continuo a dezer cá prós mês botões:
O quê que ainda por aí virá que eu inda não tanha visto?! .
Munto bô tarde pra todos.
De . a 14 de Maio de 2010 às 18:51
Bem, nem tanto ao mar, nem tanto á serra Sr. Jarmeleiro. Na verdade as ovelhas não foram ali encerradas como se de um redil se tratasse. Deviam andar a pastar no quintal anexo e casualmente vieram assomar-se ao mirante para dar fé do que se passava na praça. Digo isto porque após terem tirado o retrato, foram a sua vida. Portanto não chegou a ser um sacrlilégio e aí as culpas teriam de ser assacadas ao seu proprietário.
De João a 14 de Maio de 2010 às 22:50
É meu o comentário anerior. Na verdade creio que os meus dotes de fotografia exterior não serão tão refinados como os da fotografia do interior (do corpo humano), mas estando eu por perto a "mirar" precisamente o blo de Vilar Maior, quando se me deparou tal imagem, corri para a praça e ainda consegui obter este insólito retrato.
Achados que não são de todos os dias.
De Tocador da raia a 17 de Maio de 2010 às 23:24
É só para dizer recordando, que o tocador em cima do carro das vacas ao cimo da praça seria o Chico de Alfaiates ou o dos Forcalhos ,, pois nos Foios não havia. E eu tocador da raia que fui, como o Gestas de Quarta Feira, O Zé Nobre d Alfaiates , um do Seixo do Côa, E talvez o César da Rapoila , embora este sendo bem mais novo, todos lá tocámos na Vila, em grandes bailes da festa que iam madrugada adentro e à luz dum candeeiro de petromax . À belos tempos esses: E se me lá agarro.
De Anónimo a 18 de Maio de 2010 às 08:56
Chico dos Forcalhos, claro.
Obrigado pela correcção.
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