(Pescada no facebook)
Gente que não saiba os trabalhos que se passavam até pôr o pão na mesa, até irá pensar que cena retaratada mostra uma eminente desgraça.
De Vila a 9 de Novembro de 2010 às 19:42
Chama-se a este gesto "empinar o mangual"!!.
De Pessimista a 9 de Novembro de 2010 às 20:55
E eu chamo-lhe exploração de trabalho infantil. Coitadinhos dos meninos, ali à espera que os mais velhos acabem de malhar esta eirada para começarem a enfaixar a palha e carregá-la para o palheiro.
De manuel fonseca a 9 de Novembro de 2010 às 21:28
e sabe quem são os meninos?
De V.M. a 9 de Novembro de 2010 às 22:02
Será o falecido José Fonseca e filhos?
De Índia a 9 de Novembro de 2010 às 22:29
Referindo-me apenas à fotografia, alguém que explique se se trata de uma fotomontagem. Junto ao castelo não existe esta eira mas pode englobar uma foto da eira do arressaio e e outra do castelo.
Alé, disso nesta perspectiva, aquele está muito perto em relação ao recinto da eira.
Parece haver aqui mão de artista.
De V.M. a 9 de Novembro de 2010 às 22:41
É importante abordar a perspectiva do plano em que o castelo se encontra.
De manuel fonseca a 9 de Novembro de 2010 às 22:54
olá india a foto fui eu que a tirei apenas tive que colocar a pentax P30 no tripé e ela fez o resto sim porque eu também estou na foto neste caso autorretratei-me, não é montagem nenhuma a foto é real é o meu pai mais o carlos a malharem o trigo na eira do castelo o trigo foi ceifado no chão da cavelhariça e aquele que está sentado se a memoria não me falha é o meu sobrinho vitor, a foto é do verão de 1996.
De Índia a 9 de Novembro de 2010 às 23:46
Bem, é a minha ignorância. Desconhecia por completo a existência de tal eira, daí a minha dedução errada.
Obrigada pela explicação.
De Jarmeleiro a 10 de Novembro de 2010 às 00:32
Mas atão vocemeçê quando vai ao castelo não olha prós lados, nem lhe dá para dar umas voltas nas redondezas? Olhe que ali malhou-se munto pão , trigo, gravanços, cevada e até feijão. Os do cimo da Vila conheciam-a como as palmas das mãos, pois levavam ali cada ensaio que até parcia que era o corpo deles que tinha sido malhado. Era cada esflugiadela.... O ti Zé dos Santos (Meliço) e mais tarde o Zé Fonseca, mais conhecido por Laranja, até a usavam para no verão pôrem sal às ovelhas e cabras pra lemberem e depois passarem com elas pla ribeira do pinguêlo. Bom mas eu já estou a ver a sua cara de admiração; Dar sal aos animais? Mas isso seria pró leite e o queijo já virem salgados? Bem mas essas são outras história. Agora, o que me dá a ideia é que a senhora é da cidade e quando aqui vem anda um bocadito descuidada e pesca pouco destas cousas do campo. Mas olhe que pra aprender nunca é tarde.
Uma munto bôa noute pra todos.
De índia a 10 de Novembro de 2010 às 19:10
O sr. Jarmeleiro tem alguma razão sim senhor. Na verdade quase passei a minha vida nas cidades mas tenho raízes bem vivas na Vila. Em pequena conheci todos os truques da lavoura e do gado. Até sabia dessa história de se espalhar sal nas lages para as ovelhas lamberem e após isso, encherem o bandulho de água para parecerem mais gordas, além do bem que faz (até aos humanos) consumir bastante água).
Mas voltando à história da eira, creio que devo de andar cegueta pois nunca dei por ela.
Até pode ser que já funcionasse (funcionava de certeza) quando era pequenina mas já não me lembro.
De Jarmeleiro a 12 de Novembro de 2010 às 00:37
Se quer que lhe diga até fico sastifeito por saber que tem aqui raíses na Vila e que sabe algumas cousas da lavoura. Mas olhe nestes assuntos que metem histórias, mesmo sendo elas verdadeiras, às vezes ó são mal contadas ó mal intendidas, inda pra mais sabendo nós o ditado que dis: Quem conta um conto soma-lhe um ponto. Agora, quando as cousas são vividas por nós nos nos tempos e nos lugares que lhe é dado, ninguém nos pode inganar. Tudo isto por môr do sal que deitavam às ovelhas. É que isso não tinha nada a ver com o parcerem magras ó gordas. Atão que lhe importava ao pastor vêlas de barriga cheia de água se estivessem escanzeladas ó até mesmo ibadas? Sim, o sal servia pra lhe abrir a sede e beberem munta água e assim ficarem com mais ganas de deitarem o dente aos ramalhos e ao pasto seco, porque sendo Verão, erva verde nem a viam quanto mais cheirá-la. E olhe que já dezia a minha avó que Deus tem. Nesta vida é aprender até morrer.
Munto bôa noute pra todos.
De Índia a 12 de Novembro de 2010 às 14:49
O saber de experiência feito tem outra valia. Obrigada pela explicação que tem toda a lógica.
De Arraiana a 15 de Novembro de 2010 às 16:13
"
A malha"
Como o tempo passa!
Sei da eira do castelo, mas a que me lembro ainda muito bem é da malha nas Eiras. Aquele espaço todo ocupado e de ver da varanda da minha casa os homens com os manguais eas mulheres a espalhar o cereal. Era uma faina muito difícil, digo eu, devido ao muito calor. Estes homens e estas mulheres já não "se fazem". Os nossos filhos, não sabem o que isto é. Este blog , permite-nos revisitar o passado e dar a conhecer um pouco da cultura da nossas terras.
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