Domingo, 28 de Novembro de 2010
(Foto dos anos 20 do século passado)
Não é seguramente a melhor fotografia para nos mostrar a beleza do Largo das Portas. Trata-se do melhor conjunto de arquitectura habitacional com duas casas senhoriais que hoje, felizmente, se encontram bem recuparadas.
De Jarmeleiro a 30 de Novembro de 2010 às 19:51
Ora lá está a Igreija de Nossa Senhora do Castelo, inda de corpo inteiro. E é uma pena o artista ter tirar o retrato de tão longe, quando não até se via o alpendre. E se arrepararem bem, ali aquase a meio há ponto mais subido, que na minha maneira de ver há de ser a cimalha do campanário. Munto mal andariam os tempos pra nem dinheiro terem pra lhe deitarem um telhado novo. Ou atão, seria por môr de não terem o trabaho a cortar a pedra pró semitério . Coisa que tamém queo lembrar é aquele ôlimo metido entre as casas que hoje são de José Pedro Cardoso e do Zé do Escabralhado . Essa árvore desemvolveu-se de tal maneira que inda há poucos acho que foi cortada, não fosse por lá descambar com grande estardalhço pra cima das casas. A respeiro das grandes casas das Portas é de admirar a lástima a que as deixaram chegar, mais a mais pertencendo elas a gente tão importante. Mas lá está, era porque não precisavam ou até por relaixo . Inda bem que ambas e duas mudaram de mãos, pois hoje é um regálo vê-las.
Munta bôa noute pra todos.
De Vila a 30 de Novembro de 2010 às 21:45
Bom observador. Ainda não tinha dado pela diferença entre o que era a igreja de Santa Maria e as ruínas da mesma. Quanto ás casas das portas, setão hoje na verdade bem cuidadas no exterior como no seu interior. Não há-de ser tudo mau!!!!...
De Anónimo a 1 de Dezembro de 2010 às 08:20
Mudaram de maõs?
De miguel esperança pina a 8 de Janeiro de 2011 às 23:16
A Casa dos Pessanhas mudou de mãos há mais de 50 anos. A Casa dos Rebochos continua nas mesmas mãos, apesar das patranhas que para aí andaram a contar...
Sem ajuda do Estado, nem de ninguém, foram os proprietários dessas Casas Grandes que as compuseram, com muito sacríficio e à medida das possibilidades!
Miguel Esperança Pina
De O ilustrado a 9 de Janeiro de 2011 às 14:39
Inveja, maledicência e outros pecados que crescem na justa proporção da ignorância de uns e da falta de comunicação de outros.
De O Ilustrado a 1 de Dezembro de 2010 às 17:32
Como bem observa o senhor Jarmeleiro, na fotografia ainda é visível o corpo da mesma. Quanto ao aproveiterem a pedra do corpo da mesma para fazerem o cemitério, poderá ter sido por penúria económica, mas não terá sido alheio o ambiente hostil em relação ao clero e à Igreja existente no país durante a República. O autor do blog já deu aqui conta (História de uma perseguição) do ambiente hostil em relação ao, então pároco de Vilar Maior, padre Júlio Matias. E Cágados sempre os por aqui houve, antes e depois dele. Os padres, por aqui, ou se subjugavam aos pequenos poderosos ou lhes faziam a folha.
Quanto ao estado lastimável das casas que a fotografia revela pode muito bem estar também ligado à instauração da República e ao abandono que os protegidos do Reino, vivendo normalmente na capital, votam os seus haveres na província.
Comentar post