Rasas das Moitas, tapadas e terras de vinha ocupavam, seguramente, mais de dois terços da terra agricultável. A juntar a estas terras de sequeiro havia ainda os chães e os quintais. Quanto aos chães eram, como as tapadas, propriedades muradas, por norma, em altitudes inferiores e de área mais reduzida e com uma terra mais forte, mais abrigados dos ventos prestavam-se à cultura do trigo (nomeadamente o trigo sacho), do milho, do gravanço, do tremoço. Por vezes, serviam rotativamente de nabal, de batata secadal e até de meloal. As paredes com boa exposição solar serviam para amparo a latadas. São tão disseminados que eu penso que mesmo uma pessoa tão versada como o sr Jarmeleiro terá dificuldade em os nomear, para além daqueles que são os principais, os maiores e os melhores: O Chão da Ponte (em tempos o sr Fernando arrendava as sobras das águas do pio para rega) e o Chão de S. Pedro – que do santo há-de ter sido.

Depois existe uma infinidade de quintais que se caracterizam, para além de serem de cultura de sequeiro, por terem pequena dimensão, por existirem dentro do povo ou nas suas proximidades, por serem agricultados à enxada. Complementam muitas vezes a cultura das hortas, havendo neles quase sempre árvores frutícolas: marmeleiros, figueiras, nogueiras, romanzeiras, amendoeiras como mais comuns. Neles se cultivava as couves galegas, as ervilhas, as favas, os alhos e, junto às paredes, de modo espontâneo cresciam os cardos para o coalhamento do leite. Havia alguns que de tão bem cuidados nada ficariam a dever ao jardim do Éden onde a desgraçada humanidade teve origem.
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