
Não havia coisa que fosse mais comum, mais leve e mais cara. Além disso, não convinha que se juntasse ao grão. Falamos da cravagem do centeio, os cornacchos que noutras terras se chamavam cornelhos, que tiravam o nome da sua semelhança com os cornos. Crianças, jovens e mulheres procuram-nos desde que as espigas amadurecem até às malhas. Era uma fonte de receita suplementar que servia para amealhar o dinheiro para os sapatos ou para o vestido da festa.
Havia de aparecer por lá o homem que comprava os cornachos munido dos respectivos cambos (ou câmbios). Ou então, levá-los ao mercado da Miuzela ou de Alfaiates.
Para mim, que os recolhia foi até muito tarde um mistério: para que serviam?
Para uma informação mais completa consulte:
http://www.ff.up.pt/toxicologia/monografias/ano0708/g25_centeio/hist.html
http://br.geocities.com/tiagohi/clavpurp.htm

Na terra da Isabel, nas faldas da Serra da Estrela, este arbusto servia para fazer vassouras para varrer ruas e largos.
Na Vila, servia para quê?
Já agora identifique os locais onde existia ou existe:
O nome científico é dedaleira. E na vila como se chamava? Planta venenosa com uma substância chamada digitalina, dela se faz um remédio para doenças cardíacas, nomeadamente, arritmias.
Poema à Mãe
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe.
Tudo porque já não sou
o menino adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha- queres ouvir-me? -
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda ouço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber.
Não me esqueci de nada, mâe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade
Fotografia cedida por Ribacoa
Corria o ano da graça de Deus de 1971. Era domingo, o 1º do mês de Setembro. A maior parte estava em suas casas a alindar-se para a missa e procissão da festa, para pedir graças ou dar graças a Deus, ao Senhor dos Aflitos. E de um momento para o outro é a tragédia, a desgraça trazida numa explosão tremenda que ceifou vidas e deita a misericórdia de Deus por terra.
Grande é a fé do povo que, enterrados os mortos e feito o luto, ergue pedra a pedra, de novo a casa de Deus!
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