Por associação, que é asim que o nosso espírito se move, de Tony de Matos de que não encontrei a música para «Ó minha terra», para o poema de Fernando Pessoa e daí para a música do mesmo Tony de Matos - Cartas de Amor, de que também não encontrei a música, que todos temos em nós, para a música deMaria Bethânia:
http://br.youtube.com/watch?v=ngYPGWvf8XI&feature=related
Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente Ridículas.)
ADORO EM TI ESSES BONS TEMPOS DE MENINO
POIS FOI ENTÃO QUE DEUS TRAÇOU O MEU DESTINO
NAS HORAS TRISTES COMO MÃE A ABENÇOAR
ERAS TU Ó MINHA TERRA DOCE AFAGO A CONFORTAR
EU QUERO OUVIR OS TEUS PARDAIS AO DESAFIO
QUERO SENTIR A SOMBRA AMIGA DO ESTIO
E TEUS FOLGUEDOS REVIVER COM EMOÇÃO
Ó PIÃO DA MINHA INFÂNCIA VEM DE NOVO Á MINHA MÃO
Ò MINHA TERRA ONDE NASCI
QUANTA SAUDADE EU TIVE DE TI
AMOR REDOBRA QUANDO HÁ SAUDADES
TU ÉS PARA MIM O DOCE TOQUE DAS TRINDADES
AI AI AI AI AI AI
DOCES CAMINHOS COMO É BOM VOLTAR
AI AI AI AI AI AI
VELHOS CARINHOS DEIXAI RECORDAR
Tony de Matos
De frente, todos a reconhecerão e se lembrarão dos seus moradores.
Deixo à memória dos comentaristas a identificação destes lugares e do que as imagens lhe sugerem. Neste caso três ou quatro degraus apenas era o suficiente para subir ao balcão que dá acesso à casa. Escadas subidas vezes sem conta. Agora as silvas vão, aos poucos, assenhoreando-se do espaço.

Qual a expressão idiomática que traduz a fotografia?
Solução: Muitas das respostas dadas se poderiam considerar correctas mas um tal de nome Anónimo acertou:
«Meter os pés pelas mãos»
Inúmeras portas têm estes arqueamentos laterais para entrada dos bojudos tonéis. Não sei se estes arcos eram feitos na altura em que faziam a porta, se os arranjavam depois que sentiam a necessidade. Que lhes parece.
Esta janela passa dias, meses, anos sempre aberta. Uma janela (ou porta) sempre aberta é um sinal de abandono maior do que sempre fechada. E mais perturbante.
Não diria que há portas boas e portas más, portas velhas e portas novas, portas com bom uso e portas sem uso nem bom nem mau. As portas obedecem, como todos os corpos leis universais. Às vezes, o mais importante é quem manda na porta., quem está do lado de lá. Neste caso, no lado de lá, há uma voz inconfundível que só já convida quem não sabe que não precisa de ser convidado.
Era pela tardinha,
Lá para as bandas dos Galhardos,
Campos e campos à beira rio,
Bem cultivados,
Cabeços repletos
De giestas negrais.
Na veiga entre o milho
A Isabel regava
E o Joaquim as cabras
Nos cabeços guardava;
Quando viu a Isabel
Desceu a encosta,
Meteu pela vereda,
E Fez-lhe a proposta:
- Dá-me um beijo, ó Isabel!
Era pela tardinha,
As giestas floriam,
Todo o campo floria
Na blusa da Isabel:
-Só mo roubando, ó Joaquim!
Ele enlaçou-a pela cintura,
A ela falharam-lhe as pernas,
E ali mesmo,
No chão
Ao primeiro beijo,
Fizeram o Zé.
Este já teve melhores dias. Entrada de horta ou logradouro, cumpre alguma função ou limita-se a desafiar o correr dos dias e dos anos?
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