Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

Jeito de ser burro

Há comentários que vale a pena virem ao frontspício, como este de Jarmeleiro

 

«Sendo Verão, até lhe podia picar a mosca, abrir carreira, cegar nela, dar umas parelhas de coiches acompanhados de dois ó três traques e estombejar com o dono de calhostras no chão. Mas não. Não é nada disso. Aqui são os cuidados do dono em estimar o animal por môr do subsidio que pinga certinho que nem um relójo de marca. Eu só estou à espera que façam o tal Resort que está programado lá pra´ponte para comprar meia dúzia destas bestas e montar a minha impresa. Passeios de burro aos locais de maior nomeada e mesmo aos campos da vila e arredores para os turistas desse tal hotel. A estrabaria já está planeada ali pró Arreçaio. O dinheiro dos sbsidios dos animais mais o dos turistas, tenho cá pra mim que vai ser um negócio dum canêlo. Melhor só o eur milhôes. E eu só estou a falar nisto porque já rejistei a patente, se não, moita carrasco.
Tanham uma bôa noute.»

 

publicado por julmar às 21:41
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Domingo, 17 de Maio de 2009

Jardim do Pelourinho

Lindo este tapete verde! Muito verde e muito tenrinha ainda a relva está bem nascida e sede não vai passar desde que o sistema de rega automático não falhe. Quando os projectores estiverem colocados a iluminar o belo pelourinho manuelino, ficará um lindo largo.

publicado por julmar às 22:16
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Recordando Asnavour

http://www.youtube.com/watch?v=y5lOI9AdQbc

publicado por julmar às 10:01
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Vida de burro

Pois se a vida mudou para todos, mudou sobretudo para os burros que nada fizeram para isso. Era, de todos, o animal mais sacrificado. Hoje tornou-se animal de estimação com direito a reforma, digo subsídio, de fazer inveja a muita gente. Nem isso lhes tirou o zurro. Continuam a zurrar com as mesmas goelas. E a verdade é que se vozes de burro não chegam ao céu, me serviram hoje de despertador, juntando-se ao cantar do cuco e de uma indecifrável  polifonia de outras aves canoras.
Maio (e Junho) é dos melhores períodos para estar na vila: pela amenidade da temperatura e pela beleza da natureza. A cor predominante, para além do verde é o amarelo vivo das giestas negrais, exalando  cheiro intenso, e o roxo dos rosmaninhos que nalguns sítios como no Carril, atapetam o chão em grandes extensões.
Regresando aos burros, contas que me fizeram à pressa, haverá sete: O do professor Mário, o do Fernando Cerdeira, o do Nuno, o do António Rasteiro, o do Quim Miguel, dois do Zé Mergildo. Animal que oga facilmente, espero não omitir nenhum. Na década de 50 seriam muito mais de 70.

publicado por julmar às 09:25
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Sábado, 16 de Maio de 2009

Viver em Vilar Maior

Se achar que a casa antrior é pequena,  poderá sempre comprar esta que lhe é contígua que não tendo a mesma mestria na colocação da pedra nem na regularidade da mesma não deixa de mostrar solidez.  O mestre pedreiro que não conseguiu, não quis ou não lhe pagaram para mais, socorreu-se da descarga por cima da porta principal e única para evitar aquilo que de outra forma seria quase certo. A parede exterior seria crime altrerá-la: reparece-se na beleza dos líquenes (vulgo musgos)! A porta não será de aproveitar, mas podrá aproveitar o desenho, dispensando o buraco em baixo, se não tiver gato!

Vá lá, amigo! Procure saber de quem é a casa, convença-o a vender-lha! Por que espera?

E vocês todos, niguém ajuda?

publicado por julmar às 22:40
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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Viver em Vilar Maior

Ora aqui está uma óptima casa para quem quer passar por aqui os primeiros dias do resto de suas vidas. Há dezenas (30, 40 ) anos que se encontra desabitada. Antes ainda do surto emigratório. Resiste heroicamente ao tempo. A fila de pedrs sobre o beiral impede que o vento forte levante s telhas. A única benfeitoria visível é uma chapa de folha de flandres a revestir a porta. As silvas e as giestas na entrada da porta são prova de hermetismo longinquo.

Solarenga, com excepcional vista, com boa vizinhança, com saneamento, água da companhia, electicidade, com bom acesso e logradouro. 

Vá lá! Apareça o proprietário e faça preço!

 

publicado por julmar às 22:28
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Terça-feira, 12 de Maio de 2009

O passar dos dias

Tão regular como o suceder dos dias e das noites, a cena repete-se quotidianamente: os mesmos personagens, os mesmos passos, o mesmo jeito.

publicado por julmar às 22:18
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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Os poemas da minha vida

http://ialexandria.sites.uol.com.br/textos/israel_textos/vinicius_operario.pdf

publicado por julmar às 19:16
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Domingo, 10 de Maio de 2009

Hoje há triteiros

 

 Dos acontecimentos raros o que espevitava a normalidade dos dias em Vilar Maior, sobretudo da garotada (que por aqui criança era coisa chique e de rico, um eufemismo) era o espectáculo dos triteiros. No dicionário  encontrará a palavra titereiro como sendo aquele que move os títeres ou se move como títeres, sendo que os títeres eram bonecos que se movimentavam através de cordeis. Mas eram também titãs, espécie que se situa entre os deuses e os homens. Os triteiros era uma amálgama de tartro de fantoches, de teatro de revista, de jograis, de estpectáculode circo. A mim o que mais me impressionava eram as labaredas que projectava da boca, desconhecedor que era dos efeitos inlamatórios dos combustíveis. Mas o que nunca me esqueceu mesmo foi a audição  de «La campanera»

Por que será?

http://www.youtube.com/watch?v=iWKQ0OG4kWs

publicado por julmar às 16:54
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Sinais de Desertificação

Giestas, muitas giestas. Árvores secas, neste caso uma frondosíssima cerejeira. E, sinal dos tempos que passam, um (con)domínio fechado de maneira simples, fácil e económica: postes de cimento ao alto e arame farpado. O fogo quando chegar galgará a vedação e sumirá em chamas a facilidade dos tempos modernos. Há quem diga que até caminhos são barrados desta maneira.

publicado por julmar às 16:04
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