Dar de comer a quem tem fome e dar de beber a quem tem sede foi a bem aventurança tida em conta por esta excelente equipa da Caça associativa de Vilar Maior. Para além dos particulares é desejável que as associações instituições de Vilar Maior estejam representadas na II Feira de Talentos - Junta de Freguesia, Misericórdia (Centro de Dia), Museu, Comissão de Festas, Paróquia, Posto de Turismo (não há? ) e o mais que houver.
«Correm claras as águas deste rio
Que de nome é Cesarão
Que fartas são em tempo de frio
Que fracas são em tempo de Verão«
Júlio Marques
Neste Verão o Cesarão continua com boa correnteza de água e todos açudes e represas estão cheias.
Este é um dos mais bonitos recantos da Vila e a haver projetos de urbanismo deveria ser tido em boa conta.
A obra é tão pequena que passa despercebida. Se alguém conseguir, explique.
Horta do ti Zé da Cruz
As hortas da Ribeira, na sua maioria, e para vergonha daqueles que as não tratam, continuam de relva. Mas do mal, o menos como diz o outro. Continuam bem tratadas as que o ano passado o foram. Na margem direita a do Manel Cerdeira (cheia de mimos verdes, regada à maneira antiga); a do Adriano Seixas, este ano tratada pela mulher e que tem um batatal do melhor que há; a do Carlos Martins, apesar de não a poder cultivar como sabe e gostaria; a do Tó Cunha que, experiente que se tornou, onde não nasceu batatas meteu feijão. Na Margem esquerda está a do João Marques com grande e visível melhoria em relação ao ano passado. E que perdoem todos, que todos estão de parabens, mas este ano o prémio vai para a do Zé da Cruz: porque é o mais velho, a abeirar-se dos noventa, e, para além das simetrias, é provavelmente a de maior área e, por sorte ou saber, não há falhas.
A este pintores da paisagem que a humanizam e nos mostram como poderiam ser belas (e úteis) as Hortas da Ribeira se, como outrora, estivessem todas cultivadas, o nosso agradecimento.