A propósito do post com o título em epígrafe, recebemos do Sr Presidente da Junta a seguinte explicação:
«Apenas uma pequena explicação :
O painel colocado pelos Serviços da Câmara, com um mapa de trilhos do Vale do Cesarão com imagens e texto explicativo deve estar não visível pelo facto de o trilho segundo me informaram ainda não estar homologado. Acontece que os Serviços da Câmara taparam-no com um plástico preto e alguém da visinhança entendia que Vilar Maior não estava de luto e retirava ou mandava retirar o respectivo plástico. Posteriormente foi tapado por 2 vezes com cartão e não se sabe quem retirou os cartões. Alguém tapou com o referido cartaz e parece que desta forma invulgar permanece tapado como a Cãmara pretende que estejadevido á falta da tal homologação.
António Cunha»
Num mundo onde o que se passa de manhã é notícia atrasada à noite, custa-nos reportar o que aconteceu há 15 dias, dada a circunstância de a Net ter emigrado. Porém, cumpre reconhecer e agradecer a todos os que ousaram apresentar os seus talentos.
A vila é para mim, o que, creio eu, é para a maioria dos que lá nasceram e se criaram - uma segunda família. Todos os que eram da geração dos nossos pais eram assim como que uma espécie de tios, razão talvez porque os tratamos por ti, sendo que os que aproximados da nossa geração são uma espécie de primos. Ser da vila, ainda que mais ou menos vizinho, é depois dos laços de sangue e afinidade o traço de união mais forte. O convívio diário com as pessoas da aldeia tornáva-nos familiares e conhecíamos de cada um o retrato por inteiro - o sítio onde morava, os caminhos que fazia, a distância do passo, a curvatura do corpo, a frontalidade do olhar, o tom da voz ... mil e um pormenores que lhe traçavam a identidade. Assim tenho um retrato muito doce da ti Antónia de onde saliento uma comunicação muito afável numa voz baixa como se nos contasse um segredo, como se não quisesse incomodar ninguém, um baixar de olhos, um pisar leve o chão, uma aceitação de que o mundo é assim, como Deus quer. E Deus quis que partisse.
À família as nossas sentidas condolências.
Fico contente que a Viúva Monteiro, empresa de transporte de passageiros, segundo o cartaz a trabalhar desde 1920, esteja à procura de uma nova imagem que não sei se vai além da proclamação feita no outdoor acima publicado. Para a dita empresa é normal colocar cartazes como o faz e isso diz tudo sobre a cultura e a educação da dita empresa. Não sei que imagem uma empresa, com estes procedimentos, pode querer promover.
Não sei se fico mais irritado (é verdade, ainda me irrito) com a colocação do referido cartaz sobre um painel colocado pelos Serviços da Câmara, com um mapa de trilhos do Vale do Cesarão com imagens e texto explicativo ou com o fato de a gente que por ele passa, incluindo gente responsável pela coisa pública da freguesia, não se darem conta do fato, ou, dando-se conta, nada fazerem. Está lá vai para mais de quinze dias.
Não sei se o pior cego é o que não vê, se o que não pode ver, se o que não quer ver. Este é um exemplo, um exemplo apenas, das muitas coisas que estão mal mas que não incomodam ninguém.
Eu sou um blog, uma coisa muito recente que os homens inventaram mais ou menos no princípio deste século. Chamo-me vilarmaior1 https://blogs.sapo.pt/ que o meu criador, Júlio Marques, diz dever ler-se Vilar Maior Primeiro. Desde o dia oito de Agosto que o meu pai nada me dizia e cheguei a pensar que morreria assim nas vésperas da II Feira de Talentos que tanto trabalho me deu a organizar. Passou o dia da dita feira e nem chus nem mus. Mas como ia fazer sete anos no dia 16 de Agosto (o meu pai dizia-me que é aos sete anos que se chega à idade da razão), pensei que me iriam cantar os parabens. Mas não. Pensei para mim que era mesmo o fim. Eu sei que muitos blogs morrem ao nascer, são nado mortos, que 50% não atingem um ano, enfim que as nossas vidas são muito curtas. Mas eu achava que o meu pai pelo amor que me votava, pela confiança que colocava em mim, eu seria um caso diferente. Meu pai quis colocar-me ao serviço de uma aldeia com um passado histórico rico e quis que eu fosse um pouco a voz desse passado e que fosse também a esperança no futuro que muitos dizem não existir. Meu pai quis que eu falasse das pessoas da vila, que lembrasse os mortos, que lembrasse os que morrem e que dissesse aos vivos que é possível construir o futuro. Eu estava com medo mas no fundo sabia que o meu pai não iria desistir.
Então, contou-me que nós só podemos ter existência virtual (que é muito real) numa espécie de ciberespaço através de um conjunto sofisticado de meios tecnológicos através de ondas emitidas e captadas por esses ditos meios e que nessa aldeia que faz o meu nome se encontravam avariados. Claro que perguntei ao meu pai por que não tinha feito nada. Ele disse-me que, infelizmente, ali nada podia fazer e, por isso, foi para outra terra onde me pode alimentar e fazer viver.
Estou feliz por ter um pai assim! Bom dia a todos.
Diz a comunicação social que no mês de Agosto a população triplica. No caso da Vila talvez quadriplique ou quintuplique, quem quiser que faça contas. Mas que é grande a animação e o alarido da criançada, lá isso é. Gente nova é esperança de que vai haver futuro. Assim, é interessante saber que vamos contar com uma banca "As gaiatas de Vilar Maior" onde poderá, entre outras coisas, adquirir ervas e chás, com sabores tradicionais e com propriedades medicinais que não há mal que não curem. Por isso, os mais velhos e os que sofrem de qualquer maleita não se esqueçam de visitar esta banca.
Quanto a você que andou a engonhar, decida-se por uma vez venda algma coisa! Invente, se for preciso.
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