Terça-feira, 3 de Dezembro de 2013

Ruínas da Igreja Românica de Nossa Senhora do Castelo - Uma boa notícia

Na sequência do alerta feito neste blog e dos contatos com a Direção RegionalCultural do Centro (DRCC), foi feita uma visita conjunta dos serviços técnicos da DRCC e da Câmara Municipal do Sabugal para avaliar o estado das ruínas da Igreja Românica de Nossa Senhora do Castelo.

Em conversa com o arquiteto Antero Carvalho da DRCC o mesmo me informou que foi tomada a iniciativa de proceder a obras no sentido da sua preservação. Estaremos atentos.

publicado por julmar às 11:20
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Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013

A utilidade da Botelha - Dr Leal Freire

O meu agradecimento ao Dr Leal Freire, cujos conhecimentos no domínio da botelharia me ajudarão no aproveitamento das doze cabaças produzidas de uma só pevide

Há   quem  chame  cabaça  a  esta  espécie  de abóbora, genericamente  assim designada pelo   Santo  Espanhol   Isudoro de Sevilha  que, antes  de  ser  padroeiro particular   de  toureiros   e  aficionados,  o  foi genericamente   de  todos  os  homens  do   campo.

Ao  contrário  das  demais  variedades  isidorianas, todas  elas  suculento  ingrediente  para  culinária  humana  e  enriquecimento  das  viandas  para  porcos   e  vacas, esta  foi  aplicada  para  recipientes  e  ornatos.

Até  à difusão generalizada  dos  plásticos,  o  custo  relativamente  elevado  dos objectos  de lata  e  afins e  os  riscos  do  estilhacimento  de  barros, vidros  e  vidrados, levavam   ao  aproveitamento dos  mais  diversos  materiais  para o  transporte  e  acondicionamento   de líquidos. Das  peles  de  cabra  vaziam-se  odres. Do  estomago  dos  bovinos, vasos  para  leite. E dos  chifres se   grandes, bojo   para vinho, e, se  pequenos  reservas de  óleo para afiar  as gadanhas, de cortar feno

A  botelha  ou  cabaça  usava-se  sobretudo  para  levar  vinho  cabonde  para  trabalhos  no  campo  e romarias.

Havia   mesmo  bebedores  especializados, que  levavam a boca  da  anfora  botelheira ao  alto  e sorviam  fortes  golos  ao  som  do  encadeamento  de  gregórios....    

publicado por julmar às 17:21
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Ainda a matança do porco - A Desmancha – Dr Leal Freire

O Chambaril

No dia  da  matança, a  que  alguns  chamam matação, o  cevado pendura-se  no  chambaril, apenas  se  lhe retirando  uma  faixa  de soventre, para um ligeiro toca-dentes, depois de  frito e  temperado a  alho  e sal. O fígado, para  um  guisado, prato essencial  no  grande  jantar. E  um  pedaço  da  barbela, ao lado  do  sítio  onde se fizera  o  golpe  para  a sangria, naco  que  cozido satisfará  os desejados de marrã gorda.

O  restante, que é  quase  tudo, fica pendurado  numa  loja  fresca  e  resguardada  para  as  carnes  enrijecerem  e  tomarem densidade

Quarenta e  oito horas  depois, apeia-se  e  depõe-se num  grande  tabuleiro o  animal.

Um  homem  experimentado  e   com facalhão   de boa  lâmina  trata  logo  de  o esquartejar - a  cabeça para  um lado. As  pás, ou  seja  as  duas  pernas  dianteiras, para  outro. Os presuntos  para  outro  ainda. E finalmente, o tronco, rachado  a  meio  pela   espinhela

É ainda  trabalho  para  especialista  retirar  as  banhas  e  extrair-lhes  os  rins, desenhar  os  mantarrões  de  toucinho,  aparar  pés  e  presuntos e descascar  a  cabeça.

Depois, vem  o  trabalho das  mulheres.

Os osssos  da  cabeça  poem-se de lado, para uma excelente  caldeirada num dos dias  seguintes.

Orelhas, focinho, faceiras  e  calubas  migam-se  para  um  alguidar,  já  com  vinho, colorau, sal  e  alho   moído, onde  também  se deitarão  o  rabo e a  espinhela

Os  lombos  e outras  fêveras de  qualidade, vão  para  um  outro  alguidar, igualmente  temperado

São ainda  precisos mais  dois barranhões - um  para  os  bofes, passarinhas  e outras  fêveras  menos  nobres. E o outro  para  as  gorduras,  a  usar na  fabricação das  farinheiras.

Presuntos, pás  e  mantas  de  toucinho  vão  para  as  salgadeiras, onde se  cobrem  de  sal grosso.

publicado por julmar às 17:07
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Ninguém dá corda ao tempo na vila

Até 30 de Novembro o relógio continuava parado. Há quem não se incomode. A mim faz-me diferença de noite e de dia, quando estou na vila e quando lá não estou. Um relógio numa torre não é um relógio qualquer. É o relógio. Esta é uma questão que não podemos pôr ao Presidente da Câmara, nem depende do Governo. 

publicado por julmar às 16:43
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