Quarta-feira, 5 de Fevereiro de 2014

Etnobotânica - Os Fieitos

 

Este é mais um dos arbustos que compõem a paisagem que todos os anos morrem no Outono despertarem na Primavera dentro do seu habitat. Ao contrário do bracejo, prefere sítos sombrios e de mais baixa altitude. Não é especialmente escolhido como alimento pelo vivo.

Eram muito procurados sobretudo pelos que não tendo palha os ceifavam para fazer a cama aos animais donde resultava bom estrume para fertilização dos campos. 

Não tendo muitos mais préstimos servia para os trovadores usarem a palavra como rima, a acicatar o brio das moças:

 

Ó Vilar Maior, ó Vila

No meio tens um fieito

Rapazes ainda, ainda

Raparigas, nada de jeito

publicado por julmar às 18:35
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Embaixadora de Israel visitou Vilar Maior

(fotog. pre Helder)
Observação das escavações no interior da muralha
(Foto de Natália Bispo)
O local mais importante do culto judaico
.
(fotog. pre Helder)
 Observação de gravura rupestre
O Sr Padre Helder Lopes, além de fotografias, noticia-nos a visita da Sra Embaixadora de Israel a Vilar Maior

15h30 do dia 3 de Fevereiro. Os carros da comitiva estacionaram no Largo da Praça. A pé, a vasta comitiva percorreu as ruas da vila, visitando o tabuleiro de jogo junto ao Museu, os resto da segunda muralha, as ruínas de uma possível sinagoga nas proximidades da Igreja Paroquial, a Igreja Paroquial, as ruínas da Capela de Nossa Senhora do Castelo, o muro lateral do Cemitério, o interior do Castelo e o Largo das Portas. A "programada" visita relâmpago a uma casa de Vilar Maior acabou, graças ao nevão que bloqueou os acessos à Guarda, por se tornar uma longa visita a vários locais históricos de vila. Apesar do frio intenso que se fez sentir, a Senhora Embaixadora Tzipora Rimon disse no final da visita que tinha gostado muito de conhecer a terra, destacando o interior do Castelo e a sua imponente Torre de Menagem.

16h50. A comitiva segue para o Parque Termal do Cró.
publicado por julmar às 17:34
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O que for soará - Modos de dizer

Quem de nós não sentiu um aperto no coração, um nó na garganta, não se sentiu numa encruzilhada sem saber o caminho a seguir, não se sentiu aterneguido, ou mesmo, com o cu às fugas? Qual de nós não sentiu alguma vez vontade de se deitar ao relaxe? O que a experiência nos dita é que tudo isso não é apenas inútil, é prejudicial. O que eu ouvia dizer ao meu pai, nestas situações, eram duas expressões:

- O que for soará e  Deixa correr o marfim. 

Meu pai, como tantos outros, de filosofia tinha a que construía a partir da experiência da vida e havia nela uma sabedoria digna do estoicismo de Lucrécio. Sabia que o universo tem as suas leis e que a nossa preocupação não alterará minimamente o curso dos acontecimentos e que isso trará tranquilidade ao nosso espírito. 

O que for soará.

publicado por julmar às 11:43
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Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

Vista aérea


(Fotografia de Marcos Santos)

Já vimos vistas aéreas da Vila mas nenhuma com esta qualidade. Para uma melhor apreciação clique duas vezes sobre a fotografia.
publicado por julmar às 18:29
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Segunda-feira, 3 de Fevereiro de 2014

Etnobotânica - Meruges

 

.

 

 

(rapouladocoa.blogspot.com)

 

Em conversa com o meu amigo Hortêncio sobre o meu projeto de dar a conhecer o mundo botânico da minha aldeia e os modos como os indígenas tiravam partido dele, ofereceu-se para dar o seu contributo, amante que é na pesquisa etnobotânica. 

Contei-lhe que tinha estado a almoçar na "BERNARDINA" em Aldeia da Ribeira e que tinha tido como acompanhamento uma belíssima salada de merugens, que outros dizem meruges e que o meu amigo Hortêncio corrigiu para morugem. Disse-me conhecer a planta apenas dos livros. Contei-lhe das minhas memórias da infância relacionada com esta salada http://vilarmaior1.blogs.sapo.pt/39861.html

Este ano, chuvoso como tem sido, é um ano copioso e precoce em merugens. Trata-se da (única?) planta aquática comestível, dando-se bem em bordas de ribeiros de águas cristalinas. Minúculas plantas formam alcatifas de verde sobre a água. Se a quiser colher arranje uma cesta tradicional e leve uma tesoira e corte-as um pouco abaixo das pequenas folhas. Se as águas forem paradas é melhor não arriscar. Chegado a casa lave-as muito bem  em água corrente. Depois basta temperar com sal, vinagre e azeite. Em tempo de buchos e enchidos, a leveza desta salada é um bom contrapeso àgueles. Enquanto o cuco não chegar a meruge não irá florir. Por isso, aproveite até lá.

E, assim, temos mais um recurso de que as gentes da vila dispunham, em tempos que já lá vão.

publicado por julmar às 16:17
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O caminho da Ribeira



(Fotografia de Marcos Santos)

Le chemin de la riviére, assim chamou o autor a esta fotografia. Fotografia de alta qualidade e que nos mostra um dos mais belas paisagens da nossa terra. Pena a incultura das hortas da ribeira. Pena o desaparecimento das antigas poldras
publicado por julmar às 15:27
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