Este é mais um dos arbustos que compõem a paisagem que todos os anos morrem no Outono despertarem na Primavera dentro do seu habitat. Ao contrário do bracejo, prefere sítos sombrios e de mais baixa altitude. Não é especialmente escolhido como alimento pelo vivo.
Eram muito procurados sobretudo pelos que não tendo palha os ceifavam para fazer a cama aos animais donde resultava bom estrume para fertilização dos campos.
Não tendo muitos mais préstimos servia para os trovadores usarem a palavra como rima, a acicatar o brio das moças:
Ó Vilar Maior, ó Vila
No meio tens um fieito
Rapazes ainda, ainda
Raparigas, nada de jeito
15h30 do dia 3 de Fevereiro. Os carros da comitiva estacionaram no Largo da Praça. A pé, a vasta comitiva percorreu as ruas da vila, visitando o tabuleiro de jogo junto ao Museu, os resto da segunda muralha, as ruínas de uma possível sinagoga nas proximidades da Igreja Paroquial, a Igreja Paroquial, as ruínas da Capela de Nossa Senhora do Castelo, o muro lateral do Cemitério, o interior do Castelo e o Largo das Portas. A "programada" visita relâmpago a uma casa de Vilar Maior acabou, graças ao nevão que bloqueou os acessos à Guarda, por se tornar uma longa visita a vários locais históricos de vila. Apesar do frio intenso que se fez sentir, a Senhora Embaixadora Tzipora Rimon disse no final da visita que tinha gostado muito de conhecer a terra, destacando o interior do Castelo e a sua imponente Torre de Menagem.
Quem de nós não sentiu um aperto no coração, um nó na garganta, não se sentiu numa encruzilhada sem saber o caminho a seguir, não se sentiu aterneguido, ou mesmo, com o cu às fugas? Qual de nós não sentiu alguma vez vontade de se deitar ao relaxe? O que a experiência nos dita é que tudo isso não é apenas inútil, é prejudicial. O que eu ouvia dizer ao meu pai, nestas situações, eram duas expressões:
- O que for soará e Deixa correr o marfim.
Meu pai, como tantos outros, de filosofia tinha a que construía a partir da experiência da vida e havia nela uma sabedoria digna do estoicismo de Lucrécio. Sabia que o universo tem as suas leis e que a nossa preocupação não alterará minimamente o curso dos acontecimentos e que isso trará tranquilidade ao nosso espírito.
O que for soará.

.
(rapouladocoa.blogspot.com)
Em conversa com o meu amigo Hortêncio sobre o meu projeto de dar a conhecer o mundo botânico da minha aldeia e os modos como os indígenas tiravam partido dele, ofereceu-se para dar o seu contributo, amante que é na pesquisa etnobotânica.
Contei-lhe que tinha estado a almoçar na "BERNARDINA" em Aldeia da Ribeira e que tinha tido como acompanhamento uma belíssima salada de merugens, que outros dizem meruges e que o meu amigo Hortêncio corrigiu para morugem. Disse-me conhecer a planta apenas dos livros. Contei-lhe das minhas memórias da infância relacionada com esta salada http://vilarmaior1.blogs.sapo.pt/39861.html
Este ano, chuvoso como tem sido, é um ano copioso e precoce em merugens. Trata-se da (única?) planta aquática comestível, dando-se bem em bordas de ribeiros de águas cristalinas. Minúculas plantas formam alcatifas de verde sobre a água. Se a quiser colher arranje uma cesta tradicional e leve uma tesoira e corte-as um pouco abaixo das pequenas folhas. Se as águas forem paradas é melhor não arriscar. Chegado a casa lave-as muito bem em água corrente. Depois basta temperar com sal, vinagre e azeite. Em tempo de buchos e enchidos, a leveza desta salada é um bom contrapeso àgueles. Enquanto o cuco não chegar a meruge não irá florir. Por isso, aproveite até lá.
E, assim, temos mais um recurso de que as gentes da vila dispunham, em tempos que já lá vão.
. Requiescat in Pace, Aníba...
. Requiescat in pace, José ...
. Soldados de Vilar Maior n...
. Requiescat in pace, Antón...
. Bom ano para os vilarmaio...
. Ande eu quente, ria-se a ...
. Retrato demográfico da Vi...
. badameco
. badameco
. o encanto da filosofia
. Blogs da raia
. Tinkaboutdoit
. Navalha
. Navalha
. Badamalos - http://badamalos.blogs.sapo.pt/
. participe, leia, divulgue, opine