Quinta-feira, 10 de Julho de 2014

Do lado de lá, do lado de cá o mesmo destino

 

No facebook de Vilar Maior o Vítor Gonçalves publicou em: https://www.youtube.com/watch?v=FzKHddELD4U
uma reportagem interessante sobre Alamedilla: Campaña Aquarius: Gente que necessita pueblos y pueblos que necessitan gente
Fui lá faz um ano numa caminhada organizada por Badamalos. Alamedilla era nos anos sessenta do século passado um dos locais, a par dos comércios da Vila e dos mercados de Miuzela e Alfaiates, onde se faziam as compras.A pé ou de burro (mais tarde de bicicletas), numa viagem de três horas para cada lado, ali fui comprar sandálias, pana para calças, azeite e, claro, trigo. Trigo que o de Portugal era pão. Por fim, comprava-se uma garrafa de gasosa com que nos deliciávamos pelo caminho. Os comércios - do Julio, da Teresa, do Emílio, do Paco - tinham um cheiro tão especial que ainda hoje guardo em memória. Entrávamos no comércio da Teresa e tratáva-nos como se fossemos da família. Na padaria do Jorge, ouvia-lhe as blafêmias num rosário pegado com que, ouvidos de menino, me arrepiava ao convocar Deus, sua mãe,anjos e santos do paraíso, começando sempre num me cago en la leche. Jorge, sem o saber, tentava derrubar muros com que a política, a religião, o poder nos cercava a todos. O que nos cansava era subir as barreiras das Batocas. As outras, as que separavam o Céu do Inferno, a raia que separava Portugal de Espanha guardada por fiscais e carabineiros eram as que nos faziam andar com o credo na boca e com o cu às fugas. Era um tempo de medo que os contrabandistas se encarregavam de desafiar durante a noite. De dia, a ti Pinta, a Rosa, o ti Diogo, mais os sem nome vindos do lado da Miuzela jogavam com a complacência dos guardas da fronteira.
À Alamedilla íamos à cata de alimento, de calçado, de roupa e do Praticante para aliviar uma dor de dentes. E visitar o Jorge.
publicado por julmar às 16:21
link | comentar | favorito

Requiescat in pace - Ana Duro



 Ana Duro, Anita como era conhecida, faleceu com 89 anos, na sexta-feira. O funeral realizou-se no domingo na Vila, tendo o seu corpo regressado à terra que é sua. A memória que me fica da Anita, de há muitos anos lá atrás, é a de uma pessoa muito alegre, cortês e atenciosa, participando em preparativos das festas da vila. Neta de Bernardo Duro, com a profissão de ferreiro, na primeira metade doo século XX, filha de Armando Martins Duro (falecido em 1967) e de Virgínia Costa. Era irmã de Armando Duro (o Armandinho) casado com Beatriz Pinheiro, moradora no lugar da Praça.

Aos familiares os nossos sentidos pêsames.

 

publicado por julmar às 10:15
link | comentar | ver comentários (4) | favorito
Sábado, 5 de Julho de 2014

III Feira dos Talentos - Objetivos

Vamos fazer uma grande Feira, vamos afirmar a diferença, vamos afirmar que somos, existimos, estamos vivos. Não vale a pena lastimar a interioridade, a desertificação, a falta de gente, a demagogia dos políticos se não fizermos bem a nossa parte. Todos temos forma de participar. Invente a sua.

OBJETIVOS

1- Permitir conhecer os talentos dos conterrâneos

2- Partilhar saberes, técnicas, valores

3- Divulgar os nossos produtos

4- Tornar esta Feira um evento anual, afirmando-se progressivamente no contexto do concelho e da região.

5- Alimentar os laços entre os vilarmaiorenses residentes e ausentes.

6- Angariar fundos para a festa

7- Fomentar o espírito de Participação e Solidariedade

8- Incentivar o empreendedorismo

9- Proporcionar reconhecimento aos talentos participantes

10- Fortalecer os laços intergeracionais

11- Proporcionar a todos um dia de boa disposição, convívio e diversão.

12 - Criar espírito de pertença entre os povos da nova freguesia.

Contamos com todos, contamos contigo

publicado por julmar às 11:33
link | comentar | favorito

A papoila na literatura Portuguesa - Dr Leal Freire

Fotografia de Carlos Fragoso

O destaque  que vem sendo  dado ao  valor  ornamental das   papoilas, sugere-me  uma  divagação  pelos  reflexos  daquela expontânea e  singela   flor  na  nossa  literatura   e nas  artes   em  geral.

Garrett  insere-a  no  FREI  LUIS  DE  SOUSA.

Gonçalves  Crespo  utiliza-a  repetidamente.

E  nenhum  dos  nossos  grandes  líricos—Camões, Bocage, Antero  ou   Pessoa—a  dispensou.

Nas  artes  cénicas, ilustraram-na   Gil  Vicente e  Dom  Francisco  Manuel.

De  resto, até  há  um  filme  da  época  mais produtiva  do  cinema  nacional, intitulado  MARIA  PAPOILA 

Mas, poeticamente, a  flor  imortalizou-se  num  celebérrimo  e  mil  vezes  repetido soneto  irregular de CESÁRIO VERDE

 

Naquele  piquenique  de  burguesas

Houve uma  coisa  simplesmente

E que sem  ter  história  nem  grandezas

Em  todo  o  caso  dava  uma  aguarela

 

Foi  quando  tu  descendo  do burrico

Foste  colher  sem  imposturas  tolas

A  um  granzoal  azul de  grão  de  bico

Um  ramalhete   rubro de  papoilas

 

Pouco   depois, em  cima  duns  penhascos

Nós   merendámos, ainda  o  sol  se  via

E  houve  talhadas  de  melão, damascos

E  pão-de-ló  molhado   em  malvasia

 

Mas  todo  o  glabro, a  sair  da  renda

Do  teu   peito  como  duas  rolas

Era  o  supremo  encanto  da  merenda

O ramalhete  rubro  de  papoulas

publicado por julmar às 11:09
link | comentar | favorito
Sexta-feira, 4 de Julho de 2014

Cinema em Vilar Maior em 31 de Agosto

Em 31 de Agosto, pelas 21.30h, vamos poder assistir ao filme DOT.COM, realizado por Luís Miguel Monteiro Galvão Teles. Sempre achámos que o interior das muralhas do Castelo oferece excelentes condições para ´representações artísticas e atividades culturais. Ainda bem.

Para que possa saber um pouco sobre o evento.

Sobe o realizador

Luís Manuel Monteiro Galvão Teles (n. 4 de Dezembro de 1945) é um cineasta português, na linha do Novo Cinema, que explora as técnicas do cinema directo.

Luís Manuel Monteiro Galvão Teles (n. 4 de Dezembro de 1945) é um cineasta português, na linha do Novo Cinema, que explora as técnicas do cinema directo. Biografia Licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa (1967). Trabalha como assistente de realização na RTP e frequenta em Paris o Institut de Formation Cinématographique (1968). Mebro do Centro Português de Cinema, funda a cooperativa Cinequanon (1974). Fundou a produtora Fado Filmes, em 1997. Elles (1997) foi nomeado nomeado como Melhor Filme do Festival de Cinema Cinequest de São José de 1999. Galvão Teles, exerce funções no Tribunal de Justiça Europeu, em Luxemburgo.

(Retirado de Sapo) 

Tema

Águas Altas. Este é o nome de uma pequena e bela aldeia portuguesa do interior. Composta por gente humilde, Águas Altas está prestes a ser o centro do mundo. Tudo porque uma multinacional sediada em Madrid quer reclamar o nome do seu site para lançar uma água com o mesmo nome. Mas no interior da aldeia há quem queira vender o site à multinacional e quem, por outro lado, se mostre irredutível. Um diferendo que cai nas bocas do mundo e que arrasta uma enorme tempestade mediática e uma intervenção directa do Primeiro Ministro português. Está nas mãos dos aldeões gerir uma questão de identidade nacional perante a «invasão» espanhola

(in Wikipédia)

 Trailer

http://www.imdb.com/video/withoutabox/vi2310930969?ref_=tt_pv_vi_1

publicado por julmar às 11:08
link | comentar | favorito
Quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Património de Vilar Maior - Canhão

Quando for à Guarda, aproveite, visite o museu e no fim terá dado por bem empregue o dinheiro gasto no bilhete (suponho que 3 euros) e o tempo gasto. Para além do mais terá oportunidade de ver a espada encontrada junto do Castelo de Vilar Maior. E, se não visitar o museu, e não quiser entrar, mesmo do passeio da rua poderá ver este canhão que até 1940 esteve onde prestou serviço: no adro da Igreja Matriz, apontado a inimigos vindos de leste e ousassem atravessar a ponte. Esse era o sítio de onde não deveria ter saído e ajudaria a contar melhor a história da vila e da região. Por casas particulares, aqui e ali, restam algumas balas do dito canhão. 

 

Inv. : 197
Denominação: Cano de canhão
Instituição / Proprietário: Museu da Guarda
Super-Categoria: Arte
Categoria: Armas
Subcategoria: Armas de Fogo

Descrição
Cano de canhão de forma cilíndrica. Ao canhão falta a culatra, que terá rebentado devido a uma
carga excessiva de pólvora. Não tem nenhum dos munhões.

 

Datação
Século(s) 18 dC - 19 dC
Justificação da data
Estudada pelo Arquitecto Armando Almiro Canelhas em 15 de Outubro de 1984.

 

Informação técnica
Matéria Ferro fundido

Dimensões
Comprimento 169,5 cm

 

Origem/Historial
Historial
Local de uso: Vilar Maior.
Parte de um canhão que partiu devido a ter sido carregado com demasiada pólvora.
Acta Nº. 14 da Camâra Municipal da Guarda de 8 de Abril de 1944: "Autorizações de Pagamento,
numero 384 - 4 pedras que suportam duas peças antigas no Museu Regional - 150$00".
Incorporação
Data de incorporação 1940
Modo de incorporação Outro
Especificações Desconhecido

 

publicado por julmar às 17:12
link | comentar | favorito

.Memórias de Vilar Maior, minha terra minha gente

.pesquisar

 

.Abril 2021

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30


.posts recentes

. Feliz Páscoa - Mandar rez...

. Igreja da Senhora do Cast...

. Gente da minha terra

. Manto Branco

. Projeto "Tornar Vilar Mai...

. Quando a festa virou trag...

. A Vila e suas gentes

. Requiescat in pace, Elvir...

. Requiescat in pace, Maria...

. Tornar a Vila numa aldeia...

.arquivos

. Abril 2021

. Março 2021

. Fevereiro 2021

. Janeiro 2021

. Dezembro 2020

. Novembro 2020

. Outubro 2020

. Setembro 2020

. Agosto 2020

. Julho 2020

. Junho 2020

. Maio 2020

. Abril 2020

. Março 2020

. Fevereiro 2020

. Janeiro 2020

. Dezembro 2019

. Novembro 2019

. Outubro 2019

. Setembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Junho 2019

. Maio 2019

. Abril 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Novembro 2018

. Outubro 2018

. Setembro 2018

. Agosto 2018

. Junho 2018

. Maio 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

.links

.participar

. participe, leia, divulgue, opine

blogs SAPO

.subscrever feeds