Quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2020

Como tornar Vilar Maior numa aldeia cultural

Aflitos.jpg

Todos os vilarmaiorenses sentimos que a nossa terra, a Vila, tem alguma coisa de diferente, de especial que nos faz sentir orgulhosos por sermos sua pertença. Ao mesmo tempo, sentimos que está a ficar cada vez mais deserta, mais abandonada, temendo, com fortes razões, que o seu tempo esteja a chegar ao fim. Seria muito triste que um passado de mais de oito séculos acabasse assim, sem mais nem menos, como se todo o seu passado se enterrasse. Mais triste, ainda, por sermos nós a assistir à sua agonia sem nada fazermos. Por isso, antes que morra, antes que alguém, por milagre, a  viesse a ressuscitar, vamos todos fazer o que deve ser feito. E o que deve ser feito? Pensar, comunicar e agir. Sem medo e sem vergonha. Com transparência e clareza. Com responsabilidade, com respeito, em diálogo. Começando por pequenas coisas. Começando por coisas que não custam dinheiro - há muito a fazer e, uma vez feitas, fazem a diferença; por coisas que custam pouco dinheiro - e valem muito; por coisas que custam mais dinheiro mas quando tivermos feito as outras estaremos preparados para elas. 

Num post do dia 4 de Janeiro, saudei aqui o fato de as Eiras se tornarem um verde prado. Estão a ficar um espaço que com um pouco mais de trabalho retomarão a vista que tiveram.

 E deixo aqui mais uma sugestão. O Senhor dos Aflitos e a sua festa são, creio, indiscutivelmente, o ponto mais forte que une os vilarmaiorenses e o Hino é como se fosse o hino de Vilar Maior. Por que não fixar a sua letra no exterior da capela ( na parte frontal, lateral ou em suporte independente?) Em suporte cerâmico ou outro são questões técnicas. Se a vida de Vilar Maior passa por uma vertente de turismo esse terá de ser cultural, feito dos monumentos, das tradições e de histórias. Estas é preciso contá-las.   

I

Nosso Senhor dos Aflitos

De dois anjos ladeado

Atendei corações contritos

Defendei-nos do pecado.

CORO

Ao deixar-te, ó meu Jesus

Ouvi hoje rogos meus

Derramai as vossas bênçãos

Aceitai o meu adeus

II

Nas desditas desta vida

E nas horas de aflição

Teu coração por nós palpita

Sede nossa consolação

III

Rei de Amor, Rei de Beleza

Sois o Deus, sois o Senhor

Canta a Terra Portuguesa

Canta o povo de Vilar Maior.

publicado por julmar às 17:31
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Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020

Escrita na pedra.

IHS.jpg

 Foi numa pedra que eu aprendi a escrever: Uma pedra, no aspeto físico, muito semelhante aos tablets que adultos e miúdos hoje utilizam. Os pedreiros que talharam os blocos de pedra com que ergueram o castelo, na sua maioria, não sabiam escrever. Aprenderam a desenhar uma letra, um sinal com que assinavam a obra feita, o sustento de suas vidas. 

Eu que passo o tempo a olhar para essas pedras antigas, às vezes, sou compensado por mensagens do passado. Como no dia 15 de fevereiro, num sítio pouco previsível ao achado. Mas lá estava num beco, por baixo de uma humilde janela de ferro.

Podemos ler claramente o monograma IHS, abreviatura do latim (Iesus Hominum Salvator), Jesus Salvador dos Homens. Nas igrejas católicas são frequentes estes cristogramas, desenhados, esculpidos ou gravados em altares, sacrários, cálices, hóstias, toalhas, paramentos ou outras alfaias do culto.

O cristograma aqui apresentado está fora do contexto e, com o bloco de pedra já talhado vinha mesmo a jeito para a construção. Talvez olhassem para as letras e considerassem irrelevantes. Com isto ficamos sempre com mais perguntas que respostas. De onde veio? Quando? Qual a sua função?

Ficam, por ora, por clarificar o que mais tem inscrito. Uma data?

Image result for IHS religião

publicado por julmar às 15:30
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Sexta-feira, 14 de Fevereiro de 2020

Todos os nomes

Nuvem de palavras gente.jpg

Esta era a paisagem dos nomes das famílias no século XX, no seu segundo quartel. O nome Fernandes ( a mim não me pareceria) vai muito à frente de todos os outros. Da nuvem não constam os nomes seguintes que aparecem muito menos frequentemente. Alguns deles podem ser de outras terras e estarem, apenas, de passagem pela Vila.

Vigário, Aguiar, Anjos, Ayres, Baratana, Belo, Borregana, Branco, Cabral, Calvo, Capelo, Carvalho, Casalta, Castelo, Calvo, Crespa, Côsco, Cuco Dolores, Jacinto, Flora, Lajas, Linhares, Magalhães, Mateus, Matias, Matos, Menoito, Neto, Novais, Pancrácio, Paio, Peres, Reis, Rito, Rocha, Cigano, Sivestre, Trindade, Valente, Vara, Vicente, Videira, Virtude, Virtuosa, Vital, Xavie, Zorrica, Zorrita

publicado por julmar às 09:55
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