Domingo, 21 de Dezembro de 2025

Vilar Maior é um presépio o tempo todo

Presépio.JPEG

Natal

Por não chegar a tempo é que Maria

Assim cantou um vate já arcano

Não deu á luz o filho que trazia

Aqui no nosso sabugal raiano.

Se o tempo precedente ao santo dia

Em que um deus por nós se fez humano

Tardasse mais mês e chegaria

Para ser o milagre lusitano

Aqui no Ribacoa acastelado

Presépio de contorno inimitado

No orbe eu não sei de outro melhor

Diria á virgem santa São José

Procurar outro berço para quê...

Será novo Belém Vilar Maior

Dr Leal Freire

publicado por julmar às 19:55
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2025

Bodas de Ouro – 50 anos de vida partilhada

Toninho Pedro.JPG

 


Celebramos 50 anos de união de um casal amigo - O Toninho e a Maria Cândida - um casal daqueles que se confundem com a própria história da aldeia. Cinquenta anos vividos permanentemente aqui, na nossa terra, que é também o berço de antigos ascendentes do Toninho e o chão onde criaram raízes profundas, firmes e duradouras.

Ao longo destas cinco décadas, não se limitaram a viver na aldeia: deram-lhe vida. Foram empreendedores, inovadores, visionários no seu tempo. Quem não se lembra da primeira lambreta do sr. Zé Pedro, do primeiro táxi, do primeiro trator, ou ainda do primeiro alambique industrial? Ou, mais recentemente, com a implementação do Turismo Rural? Pequenos grandes marcos que trouxeram progresso, movimento e futuro à comunidade, quando tudo parecia mais difícil e distante.

Mas se a inovação marcou o caminho, foi a família que lhe deu sentido. Souberam “prender” os filhos e, mais tarde, os netos — não por obrigação, mas por pertença, por afeto, por exemplo. Garantiram assim a continuidade da família e também da comunidade, mantendo vivos os laços, os valores e a identidade da aldeia.

Hoje, nas vossas Bodas de Ouro, ficam os meus mais sinceros parabéns, a admiração e o agradecimento por tudo o que representaram e representam. Deixo este registo neste blog para que a vossa memória perdure, inspire os vindouros e continue a contar a história de quem construiu futuro sem nunca abandonar as suas raízes.

Parabéns pelos 50 anos. Que venham mais, com saúde, união e a mesma força de sempre

publicado por julmar às 18:21
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2025

Espada de Vilar Maior

Pode ser uma imagem de texto que diz "sung Triple Camera a com Galaxy comGalaxyA50 A50"

Esta espada é um indício material forte da ocupação antiga que, junto às gravuras rupestres, outros achados e à topografia - o castelo  no cume de um monte com boa visibilidade sobre o vale do rio Cesarão  - de que este monte tenha sido ocupado desde o Bronze Final e que depois se tenha transformado num povoado fortificado (um castro ou equivalente) durante a Idade do Ferro, que mais tarde foi romanizado e, muito depois, medievalizado com o castelo que vemos hoje. 

A História faz-se, antes de mais, com fatos. Uma espada foi encontrada. Sabemos como, sabemos onde,  dabemos quando, sabemos quem. Temos documentos escritos e testemunhos orais. 

Para uma melhor e mais fácil leitura para todos fiz a transcrição do documento da cópia do documento que o Carlos Gata nos apresentou, a quem ficamos gratos (pela imagem  também); igualmente gratos ao José Fonseca pelo testemunho recebido do autor do achado o Sr João Valente.

 

Declaração

António Lopes Quadrado, licenciado em Direito, presidente da Câmara Municipal da Guarda, declaro que recebi do sr João Valente, casado, proprietário, morador em Vilar Maior, uma espada de bronze para ser depositada no Museu regional da Guarda, devendo o sr João Valente receber da Câmara Municipal da Guarda a quantia de dois mil escudos a título de compensação.

Logo que a espada seja avaliada por peritos indicados pela Junta Nacional de Educação e lhe seja atribuído um valor superior a seis mil escudos, a referida espada ficará pertencendo à Câmara Municipal da Guarda depois de efetuado o pagamento do excedente ao senhor João Valente ou aos seus legais representantes.

                                                   Guarda, 8 de março de 1857

 

José Fonseca

"Quem encontrou a espada foi o Senhor Joaõ Valente e embora ele tenha semeado centeio dentro do ressinto d'as muralhas e fora naõ sei quantos anos a espada naõ foi encontrada nesse sítio mas sim no terreno dele que se encontra do lado esqerdo estando a gente em face da grande porta d'as muralhas e esse terreno está cercado por uma parede e foi quando ele andava a rutiar com uma enchada num recanto desse terreno para plantar umas videiras, e nesse sitio encotraõ se dois grandes barrócos perto um do outro, e foi nesse momento ao ele cavar muito mais fundo do que era abitual cavar ou labrar para semear centeio ou outras coisas,e foi entaó num certo momento quandoele estava lançando a enchada á terra que se aperssebeu que tinha.batido numa pessa de metal porque quando bateu onde tinha batido com a enchada ficou a briller,Entaõ ele recuperoua levoua para casa e a pas no téton a entrada da porta de casa"

publicado por julmar às 11:19
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