
Natal
Por não chegar a tempo é que Maria
Assim cantou um vate já arcano
Não deu á luz o filho que trazia
Aqui no nosso sabugal raiano.
Se o tempo precedente ao santo dia
Em que um deus por nós se fez humano
Tardasse mais mês e chegaria
Para ser o milagre lusitano
Aqui no Ribacoa acastelado
Presépio de contorno inimitado
No orbe eu não sei de outro melhor
Diria á virgem santa São José
Procurar outro berço para quê...
Será novo Belém Vilar Maior
Dr Leal Freire

Celebramos 50 anos de união de um casal amigo - O Toninho e a Maria Cândida - um casal daqueles que se confundem com a própria história da aldeia. Cinquenta anos vividos permanentemente aqui, na nossa terra, que é também o berço de antigos ascendentes do Toninho e o chão onde criaram raízes profundas, firmes e duradouras.
Ao longo destas cinco décadas, não se limitaram a viver na aldeia: deram-lhe vida. Foram empreendedores, inovadores, visionários no seu tempo. Quem não se lembra da primeira lambreta do sr. Zé Pedro, do primeiro táxi, do primeiro trator, ou ainda do primeiro alambique industrial? Ou, mais recentemente, com a implementação do Turismo Rural? Pequenos grandes marcos que trouxeram progresso, movimento e futuro à comunidade, quando tudo parecia mais difícil e distante.
Mas se a inovação marcou o caminho, foi a família que lhe deu sentido. Souberam “prender” os filhos e, mais tarde, os netos — não por obrigação, mas por pertença, por afeto, por exemplo. Garantiram assim a continuidade da família e também da comunidade, mantendo vivos os laços, os valores e a identidade da aldeia.
Hoje, nas vossas Bodas de Ouro, ficam os meus mais sinceros parabéns, a admiração e o agradecimento por tudo o que representaram e representam. Deixo este registo neste blog para que a vossa memória perdure, inspire os vindouros e continue a contar a história de quem construiu futuro sem nunca abandonar as suas raízes.
Parabéns pelos 50 anos. Que venham mais, com saúde, união e a mesma força de sempre

Esta espada é um indício material forte da ocupação antiga que, junto às gravuras rupestres, outros achados e à topografia - o castelo no cume de um monte com boa visibilidade sobre o vale do rio Cesarão - de que este monte tenha sido ocupado desde o Bronze Final e que depois se tenha transformado num povoado fortificado (um castro ou equivalente) durante a Idade do Ferro, que mais tarde foi romanizado e, muito depois, medievalizado com o castelo que vemos hoje.
A História faz-se, antes de mais, com fatos. Uma espada foi encontrada. Sabemos como, sabemos onde, dabemos quando, sabemos quem. Temos documentos escritos e testemunhos orais.
Para uma melhor e mais fácil leitura para todos fiz a transcrição do documento da cópia do documento que o Carlos Gata nos apresentou, a quem ficamos gratos (pela imagem também); igualmente gratos ao José Fonseca pelo testemunho recebido do autor do achado o Sr João Valente.
Declaração
António Lopes Quadrado, licenciado em Direito, presidente da Câmara Municipal da Guarda, declaro que recebi do sr João Valente, casado, proprietário, morador em Vilar Maior, uma espada de bronze para ser depositada no Museu regional da Guarda, devendo o sr João Valente receber da Câmara Municipal da Guarda a quantia de dois mil escudos a título de compensação.
Logo que a espada seja avaliada por peritos indicados pela Junta Nacional de Educação e lhe seja atribuído um valor superior a seis mil escudos, a referida espada ficará pertencendo à Câmara Municipal da Guarda depois de efetuado o pagamento do excedente ao senhor João Valente ou aos seus legais representantes.
Guarda, 8 de março de 1857
José Fonseca
"Quem encontrou a espada foi o Senhor Joaõ Valente e embora ele tenha semeado centeio dentro do ressinto d'as muralhas e fora naõ sei quantos anos a espada naõ foi encontrada nesse sítio mas sim no terreno dele que se encontra do lado esqerdo estando a gente em face da grande porta d'as muralhas e esse terreno está cercado por uma parede e foi quando ele andava a rutiar com uma enchada num recanto desse terreno para plantar umas videiras, e nesse sitio encotraõ se dois grandes barrócos perto um do outro, e foi nesse momento ao ele cavar muito mais fundo do que era abitual cavar ou labrar para semear centeio ou outras coisas,e foi entaó num certo momento quandoele estava lançando a enchada á terra que se aperssebeu que tinha.batido numa pessa de metal porque quando bateu onde tinha batido com a enchada ficou a briller,Entaõ ele recuperoua levoua para casa e a pas no téton a entrada da porta de casa"
. Vilar Maior é um presépio...
. Bodas de Ouro – 50 anos d...
. Requiescat in pace, Agost...
. Gente da minha terra - An...
. Requalificação de Vilar M...
. badameco
. badameco
. o encanto da filosofia
. Blogs da raia
. Tinkaboutdoit
. Navalha
. Navalha
. Badamalos - http://badamalos.blogs.sapo.pt/
. participe, leia, divulgue, opine