A 3 de Setembro próximo a descendência desta anciã que viveu vinte e três anos na Monarquia e 72 anos na República vai reunir em restaurante próximo da Vila para convívio intergeracional da tribo.
A anciã na foto é Isabel Maria da Silva, casada com Luís Leonardo. O casal nada mais possuía que o saber do ofício de latoaria. Num tempo em que o plástico não existia e o concorrente era apenas o barro, a lata era raínha e abasteciam a vila e a região de todo o vasilhame necessário: Baldes de regar, latas,caldeiras e caldeiros, regadores, acinchos e francelas, enchedeiras, enxofradores, ogadores, candeias e lanternas, almotolias e jarras, copos de tamanhos standardizados segundo as medidas legais e outros objectos que queiram acrescentar. Das suas mãos saía todo um mundo. Não sabendo ler era uma pessoa culta e que apreciava a cultura. E o resultado está à vista: colocam os dois filhos a estudar e na geração seguinte todos estudam.
O exemplar que tem ao colo - a Ana Sofia, uma das bisnetas mais velhas - é uma ilustre socióloga.
De Vitor G. a 22 de Agosto de 2011 às 12:57
Desejo a todos vcs um muito bom dia e gostaria tb de estar presente.... nao sou descendencia mas faz de conta... ehehheheh.
Um grande abraço.
De MANUEL LEAL FREIRE a 23 de Agosto de 2011 às 19:42
Associo-me ao jubilo da FAMILIA SILVA LEONARDO por amizade para com os vivos que a integram e veneraçao para com as cinzas dos que partiram.
Os nossos antepassados enleavam-se de algum modo pela frequencia conjunta de feiras e mercados
Os SILVA LEONARDO vendendo produtos do seu artesanato--artefactos de lata e chapa,absolutamente indispensaveis ao quotidie de populaçoes ,num tempo em que o plastico nem sequer ainda se imaginava e numa regiao onde a cortiça,a madeira e o osso não lhe competiam como materia prima e só a cabaça ,vulgarmente chamada botelha ou a pele se usavam para o transporte de liquidos,
Meu avó ALVERCA,de seu nome MANUEL MONTEIRO FREIRE ou em duplo MANUEL CASIMIRO RUAS ,mas ALVERCA,PORQUE VIERA DAQUELA VILA DO TERMO PINHELENSE negociar peles verdes e secas para a RAIA
não perdia mercado para vender tamancos um tanto afidalgados,quanto um tamanco o pode ser,mas também e sobretudo aprestos de couro para a lavoura e pecuaria--tamoeiros,melenas,correias,sogas,silhas,cabrestos,freios,selins.
AS FILHAS-MIMHA MÃE E MINHA TIA AMALIA acompanhavam-no.
Os filhos,não,embora também os tivesse, PORQUE ESSES CEDO SE ESTABELECERAM POR CONTA PROPRIA,COMO LOJISTAS,
O ALBINO,em VILAR MAIOR
O ZÉ em ALDEIA DA RIBEIRA
O EDUARDO,em ALDEIA DA DONA.
Antes de passr ã frente,quero explicar a razao pela qual meu avó tinha dois nomes,
Ao tempo,isso era frequente.
Não havia registo civil e na paroquia o padre só consignava o nome - o primeiro nome,por isso chamado de batismo ou batismal.
Os outros,apareciam depois.
Minha mãe ,por fas ou nefas,era Gulhermina Alves,.
Guilhermina Monteiro Freire,Guilhermina Casimiro Ruas, decorrendoo triplonome do facto de quando foi para a escola primaria lhe aporem um, outro quando sem sucesso frequentou as antigas escolas normais,o terceiro quando casou.
A mãe de meu pai,que era aí da Arrifana e terá dado menos voltas e voltas de menor raio,foi mesmo assim MARIA FERNANDES,MARIA HENRIQUES,MARIA ANTUNES...
Eu dei-me conta desta heteronimia,quando,por morte de meu pai,me habilitei a um pequeno subsidio de que teria desistido se não fora o denodo de CESAR SEIXAS,o saudoso CABO SEIXAS QUE AO TEMPO PONTIFICAVA NO COMANDO DA GUARDA FISCAL,por onde corria o processo.
De resto,a questao não era dificil de resolver,pois as Camaras Municipais podiam certificar que pessoa,mau grado toda a diversidade de apelidos ou cognomes,ou prenomes ,era a mesma,
Feita esta digressao.retomo a ligaçao de minha máe e tia com as senhoras da família LEONARDO e com uma outra senhora, que morreu longeva ainda há pouco tempo e que foi sogra do famoso Zé Pequeno.
ESTA SENHORA VENDIA PREGARIA QUE SEU PAI FABRICAVA.
ENTRETANTO MINHA TIA AMALIA CASA NA CIDADE DA GUARDA E TORNA-SE COMADRE DUMA SENHORA LEONARDO CASADA TAMBEM NA CIDADE DE DOM SANCHO COM UM RESPEITAVEL AGENTE DE AUTORIDADE ,DE NOME JOAO SEIXAS,SEGUNDO JULGO RECORDAR,
E EU,CAMBIADO PARA O SEMINARIO DO FUNDAO POR RECEIO DO COTAGIO COM A TUBERCULOSE
DE MEU TIO AUGUSTO,PRIMEIRO MARIDO DA REPETIDAMENTE CITADA,MINHA TIA AMALIA,TORNEI-ME ALI INTIMO DO ALBINO,QUE SEGUI ATÉ A SUA MORTE
De O ilustrado a 25 de Agosto de 2011 às 16:49
Sabe bem ver uma memória com todas estas ligações entre gentes. A esposa de João Seixas, primo direito de César Seixas, era Assunção, irmã de Albino Leonardo.
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