O génio poético do João não me era desconhecido. Um ou outro poema, dos agora publicados, já tinha visto a luz neste blog. Para mim é um gosto ler a poesia do João: pelo jeito com que trata as palavras e nelas consegue verter vivências de pessoas e lugares que nos são comuns.
Obrigado, João, por nos presenteares assim. E que tarde o dia em que tua mão atinja o limite das forças.
Há-de chegar o dia
Em que a mão atingirá o limite das forças
E não escreverá nem uma linha
Hoje ela podou as roseiras
Limpou as árvores, fez o almoço,
Ensinou à Marta o ninho das cegonhas
No grande carvalho da Balsa,
Amparou dois borregos acabados de nascer,
Fez o sinal da cruz, levou à boca o vinho novo,
Partiu o pão centeio,
Ajeitou a boina espanhola
E acendeu o cachimbo
Dúzias de vezes.
Hoje a minha mão fez tudo isto
E muito mais;
Mas um dia há-de vir
Em que fatigada,
Não escreverá
Nem mais uma linha.
Chegará para ela o momento
De escrever no próprio ar.
Mas ai…
A mão
Será
Asa!
E ai…
Também eu farei ninho
No grande carvalho
Da Balsa
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