
Dizem os versos antigos:
Quem fez sua casa na praça
A muito se assujeitou
Uns dizem que ficou baixa
Outros que muito alta ficou
De Ribacôa a 19 de Dezembro de 2007 às 23:18
E ESTA HEM !
Fala-se, comenta-se e tecem-se variados considerandos sobre casas bem feitas, mal feitas, de granito trabalhado, de pedra tosca, grossa, miúda , do fundo e do cimo da Vila. Não fosse esta fotografia e eu nem me lembrava da existência desta casa. A razão que encontro para tal é simples e radica no conceito que eu tenho de casa de aldeia, de lar, de habitação, de família vista em moldes mais ou menos tradicionais. Efectivamente, a casa da discórdia, não reúne nenhuma dessas características . Contudo, nem por isso deixa de levantar celeuma, mormente quando se questionam aspectos relacionados com a sua génese, estilo arquitectónico e, quiçá, o seu tamanho. Por mim, não sei será uma grande casa. Mas lá que é uma casa grande, disso não tenho dúvidas. Tão grande que asseguram alguns que a sua área de implantação ultrapassa o espaço do imóvel de origem e seus anexos o que, a ser verdade, é reconhecer que entrou pelo espaço público ( e se fosse caso único!) . Quanto à traça arquitectónica, não vale a pena recorrer à adivinhação. É exactamente aquilo que ali está. A meu ver e para simplificar, direi que é uma aproximação à arquitectura do chafariz recentemente retirado - "transladado"?- , com o argumento de não ter qualquer valor arquitectónico e não obedecer às boas regras de enquadramento do novo espaço remodelado. A ser assim e por maioria de razão, os mesmos argumentos deveriam ter prevalecido quanto à casa, a qual deveria ter seguido as pisadas daquele, ou seja, o caminho do buraco, onde, diga-se, o proprietário possui espaço de sobra. Se tal tivesse acontecido e com a partilha de um espaço próximo entre ambos (casa e chafariz), resultariam enormes benefícios para a preservação da paisagem envolvente ou, no mínimo, o minorar o daquilo que poderia ser uma verdadeira catástrofe ambiental.
Nota; Tudo isto que venho de referir seria assunto sério se as duas edificações em causa fossem cinsideras verdadeiros monos, abortos ou mamarrachos. Mas como não os vejo como tal, há que tirar as devidas elações.
Dizem os versos modernos (os meus)
É a casa da discórdia
o certo é que ela está feita
mas dizem que quem torto nasce
tarde ou nunca se endireita.
O homem não é culpado
por tal obra ter erguido
aplicassem o legislado
e logo o teriam sustido.
A quem rédea solta dão
não lhes peçam pra parar
abrem carreira e então
é ve-los a galopar.
Dizem que parece um tolo
mas há muitos que ele conhece
que não sendo o que ele é
são aquilo que ele parece.
(Adaptada)
lol
Pois...
a casa ficou orfa de chafariz e agora não enquadra com nada!
Ass quadras foram bem "esgalhadas"!
De Jarmeleiro a 20 de Dezembro de 2007 às 18:36
Sim, sim. A orfandade. Acho que essa é a grande verdade que o Ribacôa quis mostrar. E os versos dizem isso e muito mais.
De
julmar a 20 de Dezembro de 2007 às 22:32
Gostei das quadras e da apreciação feita por manuel maria «As quadras foram bem esgalhadas«
De Ribacôa a 8 de Fevereiro de 2008 às 23:33
Estas honras e este culto
bem se podiam prestar
a homens de grande vulto:
mas a mim poeta inculto,
espontâneo popular...
É deveras singular.
(João de Deus)
De Katekero a 21 de Dezembro de 2007 às 00:29
Que a casa gera polémicas é um facto mas, também é justo reconhecer-lhe algumas virtudes porque também as tem, consistindo a maior no facto de, aos olhos de quem a vê pela primeira vez , a ela não ficar indiferente. Foi isso mesmo que me foi dado observar em Agosto passado quando me encontrava sentado no cimento e chegou à praça uma excursão . Cerca de meia dúzia de turistas ao mesmo tempo que se dirigiam para o bar, meios embasbacados, iam tecendo alguns comentários tais como: cum raio de casa esta! Será alguma fortaleza? Outro opinava: se não estivesse neste sítio diria que era um convento. A mim parerece-me uma mairie " atirava outro, (talvez um ex emigrante de França). Por último, um mais novato sentenciou: O que a casa é não sei mas que eu gostava de ter uma igual no Porto, de preferência ali bem perto da Ribeira lá isso gostava. Como se vê, várias opiniões e nenhuma delas reportando a casa ao fim para o qual, pretensamente foi construída .
De Maria Adelina Bárbara a 31 de Julho de 2010 às 18:39
Uma vergonha. Quem terá dado autorização para a construção dessa aberração?
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