Comércio de Albino Freire, antes que construísse o da Rua da Misericórdia
Comecei, logo nos verdes anos, a frequentar Vilar Maior.
E , como a piedade divina me permitiu já ir nuito para alem do octogenariato, basta fazer as contas para concluir que já passaram as bodas de diamante sobre as minhas primeiras idas à Vila,como entao se dizia, prestando,assim.homenagem, à sua historica categoria de sede municpal.
O irmao mais velho de minha mãe estabelecera alí familia e loja de tem-tudo...
Era o meu tio Albino, de seu nome completo Albino Monteiro Freire, no burgo o Senhor Albino, dono do segundo estabelecimento do povoado que o primero era o do Senhor Gata...
Meus pais mantinham com aquele próximo e próspero familiar as mais apertadas relações.
Para além do afectus, as visitas baseavam-se também numa lógica de fornecimentos
Por enfermidades do tubo digestivo e fraqueza pulmonar, meu tio tornara-se dependente de alguns produtos espanhois, designadamende de ceregumis,vinhos nutrificativos de carne e outros tónicos
Afeiçoara-se também às azeitonas de Huelva, a que atribuía efeitos curativos que para o seu caso eram reais e adviriam essencialmete de serem preparadas com sais quimicos, aos escabechados de peixe-chicharro, de molhos tonificantes, aos trigos de que La Raya foi tão abundante até à guerra de Franco.
Por seu turno, minha tia Aninhas, da família dos Frias, preocupava-se um pouco com o seu feminismo, encomendando visnus
E, sendo pródiga no receber, gostava de ter sempre à mão, galhetas e caramelos, torrões de Alicante e melocotones....
Meu pai que, enquanto guarda-aduaneiro, tinha fácil acesso aos estanqueiros de Alamedilha e Albergaria
E peregrinando entre Batocas ou Aldeia da Ponte e a Bismula fazia, e com ele também minha mãe e eu próprio, embora tamanhinho - desvio por Vilar Maior, para lhe deixar aquelas mercancias.
Lembro-me agora de uma ida pela Páscoa da Ressurreiçao, nos meus cinco reis de gente.
E vem-me à memória,um poema de Pedro Homem de Melo
É vila, Semana Santa
Tudo me cheira a alecrim
Tudo me sobe à garganta
Para me falar de mim..
Mas desse remoto ano, já lá vão muitos e muitos, do que mais me recordo é dos mimos pascais com que minha tia me obsequiou - uns ovos de cascas coloridas por qualquer unguento e um bolo podre produzido por umas padeiras aí da Vila, cujo nome tento recordar.
E que ao que me ditam as circunvoluções cerebrais seriam, conhecidas, umas vezes por MEEIRAS, outras por PASSAREIRAS.
Mas que muito mais que pelos folares eram famosas por um raio de sete léguas pelo pão que fabricavam---pães de quartos e trigos meeiros - tanto mais apetecidos quanto é certo que, de mil novecentos e quarenta a mil novecentos e cinquenta, o pão espanhol, antes e depois regalo de pobres, ricos e remediados desapareceu dos mercados, por virtude sucessivamente da Guerra de Franco, da Segunda Guerra Mundial e do Cerco Economico que só terminou com o advento da Tratado Espano-Americano.
Nota de Júlio Marques
Havia efectivamente na vila a família Passareira que o Dr Leal refere e a especialista nps ditos mimos pascais seria a ti Maria Amélia Passareira, falecida em 1957 com 82 anos de idade. Já da ti Meeira nos aconselhavam, dadas as artes de bruxaria que dominava, que ao cruzar com ela cravássemos o polegar entre o médio e o indicador para nos isentarmos de qualquer efeito de arte mágica.
O Senhor Albino Freire, falecido em 1945 com 54 anos de Idade,. foi uma das personagens que marcou o século XX em Vilar Maior.
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