Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008

Torre da Igreja Matriz

 

Esta teria sido uma torre de defesa que antecedeu a construção da Igreja que obrigou a algumas adaptações ainda visíveis quer interior, quer exteriormente. Representava um ponto estratégico de defesa. Os mais velhos ainda se lembram de um canhão no adro apontado para nascente e que pode ser visto na entrada do museu da Guarda (Museu onde se encontra uma valiosíssima espada encontrada nas cercanias do Castelo).

A torre foi encimada em cimento em 1958. Errámos ao dizer que a Cruz do Arreçaio tinha sido a única obra do padre Narciso, já uqe também esta foi da sua iniciativa. Não sei quem foi o arquitecto mas o seu executor foi António Seixas.

Durante anos, muitos anos o ti Manel Junça tocou os sinos a preceito de acordo com os sagrados eventos.

publicado por julmar às 18:31
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13 comentários:
De Jarmeleiro a 19 de Fevereiro de 2008 às 20:16
Era o ti Junça a tocar os sinos e o ti Julio Palos a dar corda ao relójo. E os toques do sino eram muitos aquase todos diferentes. Prá alem do tocar à missa, ao terço, a sinal, às precições, aos batizados e casamentos, às avémarias, às trindades às almas, ao encomendar as almas à aleluia no sádo da páscoa em que eram tocados todos os sinos da vila ao mesmo tempo, havia também o tocar a rebate e o tocar ao fogo. O sacristão não se podia descuidar e avia de merecer bem o dinheiro que ganhava. E os sinos não passavam frio nesse tempo.


De julmar a 19 de Fevereiro de 2008 às 22:27
O velho ti Junça bebendo um copo e enrolando um cigarro, é a sua imagem de marca


De Anónimo a 21 de Fevereiro de 2008 às 12:07
O que fazia, muitas das vezes, sentado no maçadoiro do cimento dos Gatas, na altura em que o actual café era taberna.


De Manuel Maria a 28 de Fevereiro de 2008 às 11:04
Se era... e já curvado no peso dos anos...


De Anónimo a 20 de Fevereiro de 2008 às 13:26
444444


De Vilar a 22 de Fevereiro de 2008 às 18:31
POR S. MATIAS FAZEM-SE AS ENXERTIAS.
Provérbio popular que servirá de mote ao coment- ário do enxerto que nos é apresentado na imagem da torre da igreja matriz.
Quando se fala de enxertos, associamos de imediato a palavra a um acto humano que consiste na união de tecidos de duas plantas, geralmente da mesma espécie, tendo em vista melhorar aspectos relacionados, designadamente, a produção e sua qualidade, robustez e porte das mesmas. Porém, em sentido lato, podemos aplicar o termo, por exemplo à soldaura de peças de metais e, como é o caso, à cimalha da torre mostrada pela imagem. Neste contexto, o importante para o acto de enxertar, é que existam dois corpos separados, vontade de os unir e materiais apropriados . O maior ou menor êxito nos resultados finais, depende da época, do tipo de enxertia, da qualidade e compatibilidade dos materiais e da perícia do enxertador. Então o que haverá a dizer, ou pensar, da enxertia da torre? Quanto a mim, é de péssima qualidade, por não terem sido respeitados princípios basilares das regras da enxertia tais como: Qualidade, compatibilidade e estética dos materiais aplicados. E o enxertador? ocorrerá perguntar. Direi que é de importância fulcral em todo o processo. Porém, neste caso, ter-se-há limitado a aplicar a "pua" que lhe entregaram para o efeito. Por sinal, de casta quase desconhecida à época na região, designada por "cimento". E se estavam reunidas todas as condições para se fazer uma boa enxertia.!!! Um porta enxertos (cavalo) de eleição; Robusto, desempenado, de casta granitada, plantado em local privilegiado, resistente aos agentes erosivos e até as balas de canhão, merecia melhor cavaleiro (pua). Assim não aconteceu e os resultados estão à vista. A copa (acrescento) começa a degradar-se e, pior do que isso, é altamente enestética. Já agora e para terminar, direi que muito embora não sendo arquitecto nem engenheiro mas que já fiz algumas enxertias com sucesso, caso me imcumbissem de elaborar parecer para nova enxertia, fá-lo-ia propondo:
A manutenção do cavalo (porta enxerto),constituido pelo corpo de garanito, atenta a sua qualidade e robustez excepcionais;
Fosse cortado, cerce, o velho enxerto, ou seja toda a construção em cimento;
Proceder a uma nona enxertia, com uma pua de qualidade idêntica a do porta enxertos, ou seja, de granito da região, mas que vá, vá apenas, à altura do corpo principal do actua enxerto ;
Mandar vir enxertadores da região de Alcainz, mais habiltados apara este tipo de enxertias;
E, finalmente, tapar o enxerto com telhado de quatro águas, feito com telha Portuguesa. Afinal, esta ciência das enxertias até é fácil.


De Manuel Maria a 28 de Fevereiro de 2008 às 11:06
Fácil... para quem sabe...


De Manuel Maria a 28 de Fevereiro de 2008 às 11:08
Esta "enxertia" foi bem feita... em tom irónico ao acrescento a torre...


De Manuel Maria a 28 de Fevereiro de 2008 às 11:08
Esta "enxertia" foi bem feita... em tom irónico ao acrescento a torre...


De Manuel Maria a 28 de Fevereiro de 2008 às 11:03
A abóbada do primeiro piso é gótica... portanto é capaz de ser sa época Dinisina... (FINS DO SEC. xiii)


De amora a 29 de Fevereiro de 2008 às 17:48
É bem possível! Já que os artistas andam por ali no Castelo, vamos aproveitar


De Tintim por Tintim a 29 de Fevereiro de 2008 às 17:51
E era tão velhinha a porta que lá estava !(estará em cinzas?)


De J.B. a 8 de Março de 2008 às 13:32
Aquela que tinha como puxador um buraco natural provocado por um nó na madeira que de forma natural dela se terá desligado? Seria a primeira porta da torre? e porque a terão mudado? Responda quem souber. J.B .


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