Terça-feira, 18 de Março de 2008

Ruínas

(Foto cedida por Carlos Marques)

A igreja da Senhora do Castelo constitui, creio eu, o mais notável e mais significativo monumento de Vilar Maior. Recordo como em criança me intrigava aquele monumento que só conhecia visto da Praça. Está como sempre o conheci. É impressionante como resiste ao tempo. Porém, ficaria imensamente triste se a derrocada, que sempre que se olha parece eminente, acontecesse. É urgente tomar medidas.

É provavelmente a construção mais antiga da aldeia. Desfeito o seu corpo para guarda dos corpos dos mortos, estas ruínas são, creio, a alma de Vilar Maior. Se não a sentem, visitem-a, entrem nela e concentrem-se até a sentirem. Se nada acontecer, então é que vocês não a têm porque nunca ativeram ou porque já a perderam.

 

publicado por julmar às 20:23
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6 comentários:
De "O Canivete" a 18 de Março de 2008 às 22:16
O milagre que ao longo de tantos anos mantém de pé estas pedras encaramboladas " umas encima das outras, mas na posição certa desde o momento em que aí foram colocadas pelo construtor, é natural que não dure ad eternum ". E quando estas pedras cairem , quando a ponte sobre o Cesarão sossobrar aos desmesurados pesos de camiões, quando o pelourinho e o castelo desabarem pedra a pedra...
onde estarão os sinais históricos palpáveis de Vilar Maior??.
...ficarão ainda, dirão, as fontes velha e nova, que na sua posição natural, já permanecem "deitadas" (isto se com o tempo não ficarem soterradas ou encobertas por silvados e ervas daninhas.
É tempo de "mexer" nestas coisas e só o facto de se começar a falar nelas, já pode ser um mote para que posteriormente se passe das palavras aos actos.


De Carlos Marques a 18 de Março de 2008 às 23:55
De facto, fui eu que cedi esta bela foto. Ressalvo, contudo, que não sou o seu autor. Ela faz parte de um bom lote que muito gentilmente me foi oferecido pelo Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Vilar Maior, António Bárbara Cunha, a quem fiquei muito grato. A meu ver, o importante é que ela (bem como outras relacionadas com o tema), seja bem divulgada, de molde a contribuir para a sensibilização e o espicaçar da vontade política de quem tem o dever de olhar com olhos de ver, todo este verdadeiro desmazelo a que está votado o valioso património histórico-cultural e arqueológico da nossa terra.
Carlos Marques


De Katekero a 24 de Março de 2008 às 18:34
Parece inacreditável como é que o património histórico que atesta um assinalável passado de Vilar Maior chega a este estado e assim se mantém anos a fio sem que ninguém tome providências. Eu atrevo-me a dizer que Vilar Maior (ou serão as suas gentes?) não merecem o património histórico que os seus antepassados lhes legaram. E a quem não respeita as memórias do passado não se pode augurar um bom futuro . O presente, esse está anquilosado há muito tempo encontra-se num total estado de letargia.


De Lian a 24 de Março de 2008 às 23:58
Pertencesse todo este património a terras bem próximas e de Vilar Maior e atrevia-me a apostar em como já teriam feito algo para o preservar.


De "O Vila" a 19 de Março de 2008 às 19:48
Aqui tem todo o cabimento a usual frase "o caso não é para rir", mas o rir também nunca fez mal algum a qualquer criatura. Por isso, e lendo com atenção o conteúdo do último paragrafo do texto que acompanha a imagem das ditas ruínas , poderemos dizer com toda a propriedade e para rematar o mesmo, que esses tais são uns verdadeiros "desalmados!!!.


De Manuel Maria a 31 de Março de 2008 às 11:09
Talvez a mais antiga tivesse sido A capela de Santa Marinha, de estilo moçarebe, de onde o António seixas trouxe um "ajimnez" ou "jimnez" (lintel de uma janela) anterior ao séc. X , e que está encostado à porta do actual museu. Isto se a Senhor do caestelo não for paleo-cristã e do período visigótico, com acrescentos de romãnico (pelos botaréis e cornijas)...


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