De entre os muitos fascínios da infância na aldeia, destaco os arancus, num tempo em que na ausência de electricidade os tornava mais intrigantes. Lembro o caminho das Retortas no tempo das regas: Sol posto, arrumam-se sachos e sacholas, recolhe-se o vivo, carregam-se os burros e o caminho enche-se da conversa das gentes, dos guizos das cabras, das campainhas das vacas e do trotear de todos. Ladeando o caminho, os arancus acendem-se quais velas desta profana procissão.
Máquina Breve
O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa.
Parecia uma esmeralda
e é um ponto negro na pedra.
Foi luz alada, pequena
estrela em rápida seta.
Quebrou-se a máquina breve
na precipitada queda.
E o maior sábio do mundo
sabe que não a conserta.
(Cecília Meireles)
Nota: Trata-se de insectos coleópteros, da fam. dos Lampirideos, vulgares em Portugal, que têm a propriedade de emitir luz na escuridão, são conhecidos também por vaga-lume, luze-cu, abre-cu, luze-luze, caga-lume, arincu, etc.
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