
O adeus ao Senhor dos Aflitos é, para mim, o momento de maior emotividade da festa. Ele constitui o verdadeiro clímax.
Este ano o Largo estava muito vazio. Esperemos que tenha sido apenas este ano dadas as circunstâncias conhecidas. Para já está garantida toda a mordomia para o próximo ano. Gostaria de a revelar aqui mas não conheço todos os nomes.


De
bismula a 16 de Setembro de 2008 às 22:05
Um ignaro e modesto internauta faz um comentário a um post sobre a festa do Divino Senhor dos Aflitos e desencadeia um terramoto telúrico: a teoria do caos aplicado às romarias.
Tem até a veleidade de fazer uma pequena apreciação aos vinhos da região demarcada do charro (já famosa antes do conde de oeiras).
Pecados suficientes para que os torquemadas da ribeira do cesarão, reunidos debaixo da ponte, terem ás 12 badaladas da meia-noite promulgado um decreto de banimento eterno.
Até uma criança de 13 anos, verdadeira joana d'arc da raia, lhe apontou o fogo purificador.
NUNCA MAIS LÁ VOLTO (nem faço falta): podem pendurar-me pelo cachaço no pelourinho ou enterrar-me vivo nas masmorras do inexpugnável castelo.
Vou antes, de joelhos e silício, à sacraparte... e bebo água.
Adeus e até ao vale de josafat, se lá coubermos todos.
Um ignaro e modesto internauta faz um anódino e inocente comentário à festa do Divino Senhor dos Aflitos e desencadeia um terramoto telúrico. A teoria do caos aplicado à física das romarias.
Depois faz uma modesta apreciação aos vinhos da região demarcada de entre cesarão e alfaiates (já conhecida antes do conde de oeiras). Os torquemadas do rio cesarão reunem-se debaixo da ponte e decretam, às doze badaladas da meia noite o banimento perpétuo.
Uma criança de treze anos, qual joana d'arc da raia aponta-me a fogueira purificadora.
NUNCA MAIS LÁ VOLTO (nem faço falta): ou me penduravam pelo cachaço no pelourinho ou me enterravam vivo nas masmorras do castelo, com auto-de-fé no largo da capela do Divino Senhor dos Aflitos.
De TN a 17 de Setembro de 2008 às 17:47
Caro Sr Dr Leal faz muitissimo bem em não voltar a Vilar Maior,pois a festa do Senhor dos Aflitos não necessita de pessoas que a deitem a baixo,bem basta os habitantes de outras terras que rivalizam com esta grandiosa( que este embora mais pequena mas grandiosa não fosse a festa do Senhor dos Aflitos) por isso digo le meta a mao á consciencia e pensa no que anda a dizer e pense que os seus antepassaodos ,e talvez até mesmo o Sr, "lutaram" por esta honrada festa.
E digo le que se esta interessado em ver " o funeral" da festa do Divino Senhor dos Aflitos pode esperar uns bons e largos anos,talves ate sejam outras festas "em melhor estado de conservação" (ou ate msm pessoas) a falacer na frente.
De Anonimo a 25 de Setembro de 2008 às 15:00
Ora grande conclusão.......
Já não era sem tempo....
Só faz falta quem lá está, ou quem vai por bem.
Um abraço, Dr Francisco Leal.
De cascabol a 25 de Setembro de 2008 às 23:40
Creio que afinal temos que agradecer todos ao Chico Leal ! O Júlio Marques, com tanta persistência, tem mantido este blog e só de vez em quando aparece um comentário... Ó Júlio, tens que levar uma garrafita e quando o encontrares lá no Porto, dá-lhe um copo (será que estava a confundir com a zurrapa da Bismula?), pois pelos vistos ele não vai aparecer na Vila nos próximos tempos!
Mas, inquestionavelmente, ficou aqui bem patente o nosso bairrismo e levantaram-se questões muito interessantes e que era bom continuarmos a debater, como as nossas raízes, a forma como as conseguimos transmitir aos nossos filhos que, apesar de não terem nascido nem viverem na Vila, muitos deles são filhos desta terra, de alma e coração.
Uma árvore sem raízes, morre. Um homem sem referências, sem passado, sem sentimento de pertença a uma comunidade, com os princípios e valores que lhe estão inerentes ... não tem futuro.
Ao fomentarmos este amor pela Vila nos nossos filhos estamos a garantir 2 futuros: o deles, como seres humanos mais íntegros, numa sociedade tão dominada por valores materiais e o da nossa terra, que poderá continuar como ponto de referência para as gerações vindouras.
Tudo depende de nós …
Comentar post