Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

O adeus ao Senhor dos Aflitos é, para mim, o momento de maior emotividade da festa. Ele constitui o verdadeiro clímax.
Este ano o Largo estava muito vazio. Esperemos que tenha sido apenas este ano dadas as circunstâncias conhecidas. Para já está garantida toda a mordomia para o próximo ano. Gostaria de a revelar aqui mas não conheço todos os nomes.


De paula a 11 de Setembro de 2008 às 17:40
Custa-me muito ouvir falar de uma forma tão dura sobre a Festa do Senhor dos Aflitos de 2008. Eu estive lá. Estive na missa da Festa, na Igreja da Misericórdia, onde não arranjei lugar para me sentar, tendo ficado junto à porta com os meus filhos.
Identifiquei peregrinos (para a Santa Eufémia) que sairam em grupo, para prosseguirem a caminhada para a Malhada, ainda antes do fim da missa, não ficando para o ''Adeus''.
Tive este ano o orgulho de ver a minha filha pequena a levar o andor do Menino Jesus. Com o mesmo ardor e vontade que eu tive na idade dela. A colaborar no Ofertório. A dançar na Praça.
Pude colaborar para serem adquiridas as flores frescas para a decoração e vi os melhores arranjos de flores que já enfeitaram a Festa.
Fui já mordoma da Festa do Sr. dos Aflitos.
Sei fazer comparações. Sei o que é a interioridade e a desertificação dum país a duas (ou mais) velocidades.
Esforço-me, no entanto, para que os meus dois filhos criem raízes e me substituam quando chegar a vez deles (ou deixar de ser a minha). Com o mesmo empenho, dignidade e orgulho que mostraram os que colaboraram na Festa de 2008.
Paula
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